O fim de semana teve pesca, Sexta à tarde e Sábado com hora marcada para chegar a Setúbal e jantar com a minha mulher antecipando o seu aniversário.
Não foram grandes pescas, mas a tarde de Sexta valeu um um bom jantar e o meio dia de Sábado, ainda deu para a fotografia. Mas já lá vamos.
A talhe de foice quero contar-vos, entretanto, sobre um comentário enviado por um anónimo.
No Domingo, dia dos "Cravos", de manhã, vim por aqui dar uma volta, deparando-me com dois comentários novos: um, de um novo comentador que gostou do que leu e normalmente se identificou e comentou; outro, de um anónimo, de poucas palavras, nítida e anormalmente ofensivo.
Ao primeiro respondi como normalmente faço; o segundo, deixou-me a pensar... O que faço? Vale a pena fazer algo? Publico... Não publico? Respondo… Não respondo? Recuso... Não recuso?
A verdade é que o blogue já tem 3 anos e tal de vida e nunca tal tinha acontecido?! Senão vejamos:
O leitor anónimo, supostamente zangado, em poucas palavras e referindo-se à última entrada sobre material (http://aminhapesca.blogspot.com/2010/01/material-de-pesca-uma-dor-de-cabeca.html) "manda-me" literalmente "... Meter as minhas teses e teorias...", naquele sítio da minha anatomia onde tenho dificuldade em conter a saída de alguns gases, principalmente quando vejo, leio ou oiço certas coisas... Ninguém é perfeito!
Convenhamos... Não é bonito!
Uma outra dificuldade criada à pretensiosa "ordem" dada por este Sr. Anónimo, prende-se com a quantidade enorme de "teses", "teorias" e resultados que as baseiam... Imaginem-me a ter de meter no "tal sítio" tudo o que já escrevi, mais as capturas que fundamentam os escritos?!
Decididamente, o meu "tal sítio" não tem hábito, treino ou capacidade para tanto e congratulo-me por isso.
Vai-se ver, este Sr. Anónimo tem um "tal sítio" com enormes capacidades e pensa que toda a gente é parecida... Mas parece-me que está redondamente enganado.
Brincadeiras à parte... Este tipo de intervenção não se coaduna minimamente com o espírito d' A Minha Pesca ou com o ambiente que por aqui se vive, o que me fez não deixar o caso passar ao lado. Não quero qualifica-lo, mas é bom que tenhamos os pés na terra quanto a intervenções deste tipo. Existem de facto!
Quanto ao Sr. Anónimo, quero informa-lo que o seu anonimato pode não estar salvaguardado, dependendo para tal a escolha que fez do conjunto PC/net utilizado.
As ferramentas de identificação que tenho aqui na página dizem-me que: a partir de Lisboa, esteva cá entre a 1.18.46 e a 1.44.04 horas, da madrugada de Domingo; entrou através de link existente num blogue de pessoal amigo e escreveu um comentário na referida entrada que não publiquei. A mesma ferramenta de identificação deixa-me o IP utilizado, assim como a identificação alfanumérica do servidor de internet, no seu caso a netcabo. Quem sabe… Talvez ainda nos venhamos a conhecer…
Para todos os efeitos, as “teses” e “teorias” que coloco por aqui em vez de no “tal sítio”, acabaram, em tempo de pesca reduzido e procurando pesqueiros que me pareceram adequados ao súbito aumento da temperatura das águas (18º), por resultar em alguns bons peixes.
Na Sexta, iniciei a solo, pelas 15.00 horas e, após trabalho árduo de reposição contínua de iscas, ainda entraram uns Parguetes, algumas Sarguetas de bom tamanho, dois Sargos para aí de meio quilo e este maiorzito da foto.
Coitado do bicho, embora mais gordo que o habitual para esta altura do ano, reparem na barbatana caudal… Sofreu para ali um ataque de dentes grandes… O que teria sido?
Certo é que fez as delícias do Zé Manel, do Joaquim e minhas. Estava um espectáculo!
À conversa animada após o jantar, sucederam a recolha de iscas para o dia seguinte e o merecido descanso.
O Sábado acordou bonito e calmo, antevendo algumas horas de pesca sem percalços e balanços, na companhia do meu amigo Zeca.
O tempo de pesca seria curto, mas arriscámos os pesqueiros de terra, na procura de surpresas que podem acontecer nestes momentos em que as temperaturas da água aumentam.
As iscadas de Sardinha iniciaram o seu serviço em fundos de 23 metros com boa marcação. A cana com isca viva, iscada com um Peixe Piça, solicitava um ataque de peixe maior, mas, ao fim de uma hora e tal, a trabalhar o pesqueiro, os sinais desvaneceram-se obrigando-nos a procurar outros fundos. Fomos para fora, procurámos, sondámos e fundeámos agora mais fundo… A 48 metros.
A acção de pesca iniciou-se dando bons sinais, tanto pelo tipo de toques, quanto pelo roubo das iscadas. Entraram Sarguetas, Parguetes, Choupas grandes, espaçados no tempo e com promessa de que algo mais interessante poderia acontecer. O tempo esgotava-se e o maior entrou! Cá está ele… Mais uma Saima para o rol!
Insistimos mais uma meia hora, mas a luta entre ir ficando ou cumprir com horas combinadas para jantar em Setúbal com a família, pendeu para este último lado e voltámos ao porto, com aquela sensação de que a tarde poderia trazer aqueles maiores que tão insistentemente procuramos.
Outros dias… Outras pescas vão acontecer, este ano mais espaçadas, primeiro pelas condições climatéricas e agora por trabalho. Vamos ver quando volto… Espero que breve.
Até lá divirtam-se e pesquem muito!
Boa noite a todos os leitores
