quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Curiosidade do Pai Natal...


O Pai Natal, com aquele olhar matreiro, observa descaradamente o motivo desta mensagem - a prenda que vos preparei - pensando talvez onde a acomodará no seu trenó puxado por Renas.
Eu capto-lhe a imagem sem que se aperceba e entrego-lhe o embrulho decorado a seu gosto! É surpresa... Digo-lhe! Sabendo de antemão que lhe despertei a curiosidade!


É tramado o velhote! Gosta de saber o que entrega... Ainda mais quando o número de casas a visitar é significativo.
Deve pensar com os seus botões: A mesma prenda para tanta gente... O que será? Porque é que o fulano me entrega isto fechado? Homessa!!! Eu sou o Pai Natal! Para quê tanto segredo se no fim tudo se sabe!?

Viro costas e volto atrás, espreitando-o sem que se aperceba. Vejo-o colocar a prenda junto de outras e sentar-se sem a perder de vista. Sinto a sua hesitação, fruto de curiosidade e  alguma ética. Não resiste! A curiosidade é mais forte, agarra no embrulho, volta à sua cadeira e senta-o nos joelhos onde cuidadosamente o abre, evitando estragar o laço e o papel, justificando, de algum modo, a indiscrição cometida. Levanta a tampa com cuidado, parecendo receoso de que algo de lá salte e o repreenda, mas não!
No fundo da caixa está um envelope aberto, permitindo-lhe retirar algumas páginas com fotos e escrita, cuja visualização o faz largar o embrulho, poisar as folhas e dirigir-se à cozinha, de onde, após algum tempo, surge com um Ponche quente que poisa na mesa após primeiro gole, recostando-se em seguida na cadeira e iniciando a leitura, completamente absorto de tudo o que o rodeia. Não me contenho e fico por ali, relembrando as imagens, as palavras escritas e curioso sobre as reacções do Pai Natal.

A mensagem escrita, dirige-se a todos vós e consta de informação, supostamente importante sobre as últimas jornadas de pesca lá por Sines, transformada em virtual prenda Natalícia.
Não tenho presente a totalidade das palavras que escrevi, mas lembro-me dos conceitos e, as fotos andam por aí. Vou deixar o Pai Natal entretido e, já que o segredo está comprometido, ofereço-vos de imediato a prenda.
A rapidinha descrita na última entrada foi o prólogo destes últimos dias no "paraíso"... 11, 12, 13 e 14 de Dezembro, com mar a preceito, belas capturas, relógio esquecido, peixe grelhado e conversa de pesca a perder de vista.

As Douradas não se fizeram rogadas e os Pargos deram um ar da sua graça, fazendo as minhas delícias e as dos amigos que me acompanharam.

Não vou fazer um relato exaustivo de todas as jornadas, mas sim mostrar-vos alguns exemplares e deixar-vos alguma informação sobre os comportamentos observados, de peixes e pesqueiros, assim como, relembrar iscas e materiais em uso.

O material que apresento, salvaguardando outros de igual ou superior qualidade, é o que me tem ultimamente servido bem, considerando a relação preço/qualidade/serviço prestado.


O Gorila da Tubertini, nem muito macio, nem muito rijo, com cobertura de fluorcarbono tem-se revelado ideal para ponteiras de amortecimento e madres das baixadas, no diâmetro 0,40.

Nos estralhos, têm dado boa conta de si, tanto o fluorcarbono  da Golden Fish, como o Revolution, da  nacional Cormoura, respectivamente em 0,40/0,45 e 0,42. Ambos apresentam-se rijos, pouco tendentes a alterações durante jornadas inteiras de pesca e resistentes à abrasão e ao nó.

Os destorcedores para os estralhos continuam a ser os de barril acoplados, tipo crane, assim como os de alfinete para a chumbada; sendo estas, as que se vêem na foto, preferindo as cobertas a vermelho e branco, ou as sem cobertura, quando não consigo encontrar as primeiras.

No caso dos anzóis, continuo fiel aos Hayabusa Pró Value, nos tamanhos 18 e 20, respectivamente 4 e 6/0; ou a outros, com características idênticas, como por exemplo os Sasame.
Hastes nem curtas, nem longas; bicos reversed (torcidos face à haste), leves e resistentes, tanto a partir ou torcer, como à manutenção da capacidade de perfuração ao longo de cada jornada. A estes, junto por vezes anzóis de argola, com as mesmas características dos anteriores, em que a referida argola esteja alinhada com a haste.
As baixadas, têm 130 a 150 cm de comprimento,  com estralhos de 80/100 em baixo e 60/80 em cima, sendo que a partir da inserção do estralho de baixo sai um fiel, para segurar a chumbada, com 25/30 cm.

O conjunto cana/carreto, são: a 7even, 3,60 mts, de 3 partes, com acção parabólica progressiva; e, o Cabo 60 da Quantum; estando este, actualmente montado, com multifilamento 0,25 da Rapala Titanium.

As iscas, pouco variadas nesta época do ano, atendendo aos exemplares que procuro - Douradas e Pargos - são as incontornáveis Sardinha e Caranguejo.

A Sardinha, iscada à posta, com os anzóis envolvendo a espinha central; o Caranguejo, iscado em duas metades para cada anzol, umas vezes com, outras, sem patas; devendo estas, após iscadas, ficar de maneira a fazerem o mínimo de pressão contra a água, tanto a subir, quanto a descer.


As iscadas referidas, poderão e deverão variar, entre si e na forma de iscar, quando os roubos de isca são rápidos e frequentes, devendo a imaginação e criatividade de cada pescador ser uma constante e ter o céu como limite, durante toda a acção de pesca.

Armas prontas e seguimos para o mar... Eu, o Nuno Mira, o João Maria, o Vira e o seu filho, o Miguel Ângelo, em dias diversos; conseguindo sempre capturas de qualidade e em quantidade suficiente, das quais vos deixo a miscelânea de imagens que se segue.


Sobre os pesqueiros, pode dizer-se que estiveram activos ao longo de todos os dias e centraram-se na mesma zona de pesca, embora em pontos variados.

Quanto às iscas mais produtivas, ao contrário da época passada, em que a partir desta altura, o Caranguejo foi Rei; sem dúvida que, desta feita, a Sardinha tem dado cartas de forma significativa, verificando-se também que paragens na acção de pesca originaram quebras significativas de frequência nas capturas que se efectuaram, obrigando por isso a trabalho continuado e bastante exigente em termos físicos, considerando a velocidade com que se fica sem isca e a profundidade média (64 metros) a que se tem pescado. Trabalho esse, correspondente a gastos energéticos importantes, repostos com as calorias que abaixo se identificam, transformando Dourada fresca, em escalada à moda do nosso Zé Beicinho. Uma delícia!



Aqui têm então o motivo de curiosidade do nosso Pai Natal, certamente, por esta hora, já satisfeita!

Agora por isso... Vou espreitá-lo!
Olha o malandro... Deve ser pescador!? Vejam só que está com as páginas da Vossa mensagem abertas em cima da mesa, anzóis, destorcedores, fios... Também por ali espalhados, com uma cana e carreto a ele encostados e dormindo o sono dos justos. O que faço?

Acho que vou deixá-lo estar!? O homem está com um ar tão satisfeito, certamente fruto de sonhos com peixes enormes!? Se for por isso, pescador que é pescador não corre o risco de interromper tais momentos.

Para todos os efeitos a prenda está entregue e com ela os meus sinceros votos de: Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos vós que por aqui vierem!

Boa Noite!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Cronologia de uma "Rapidinha"!

O tempo está bom! Vim para Sines!

Cheguei por volta das 13.00 horas deste Sábado, 11 de Dezembro, com mar a acalmar e temperatura amena que me obrigou a tirar roupa enquanto preparava o barco para sair.

O Mar convidava-me, dizendo-me ao ouvido: então... Não vens? Anda que está de feição!

Não lhe resisti! Preparei tudo, antecipando o Domingo que ainda está para vir!
A Sardinha estava acomodada...


... O Caranguejo também!


As canas foram montadas, prontas para entrar em acção... Uma para pescar na mão e outra para isca viva, aquela mais afastada, com uma bóia branca e vermelha...


... Nunca se sabe!? Entrando algum peixito que sirva, vai para baixo e pode sempre dar uma alegria. Se não se usar é que nada acontece certamente!

Está tudo arrumado, o poço libertado e a postos... Saio para o mar!


Chego ao pesqueiro, ali pertinho da baía, tentando maximizar o tempo útil de pesca... Mais que não seja, pesco e apanho o jantar!

Sondo, gosto do que vejo, determino a deriva e fundeio!

Corto a Sardinha para iscar...


... Também o Caranguejo!


Pescas para baixo e toques imediatos, indicadores que talvez jante e ainda sobre peixe!?

Os roubos iniciam-se com alguma agressividade que é bem vinda! Entra um primeiro Parguito, aí de quilo, logo seguido de outro com o mesmo tamanho. E os Vossos avós... Onde estão, penso para comigo!
Atiro outra vez, vario com Caranguejo... Será que "elas" também andam por aqui? Os toques avivam e uma Sargueta, daquelas que dão uma dose de adulto, não se faz rogada e sobe ao poço. Volto à Sardinha. Não que não goste de Sargueta... Mas não é isso que quero!

Novos toques, luta mais intensa e sai o primeiro Sargo de bom tamanho!


Para quem não se importava de só apanhar o jantar... A coisa está a compor-se! Penso...

A Sardinha continua a encher anzóis, entram mais uns quantos Sargos, iguais ao primeiro e, de repente, este aqui de baixo... Um pouco maior!


Os roubos não param, assim como os Sargos que vão subindo... Um aqui, outro ali!

Os toques mudam de tom! Ferro um peixe grande e deferra-se ainda lá no fundo, sem me dar oportunidade de com ele dialogar, mas os sinais são bons, a fé está em alta e os movimentos são rápidos e o mais precisos que consigo. Não penso em nada! Só na acção que decorre! Não quero muito... Não quero pouco... Só quero pescar! Talvez aquele, "o tal", caia hoje!?

Os Sargos voltam! Entram mais dois... Um ao Caranguejo, no anzol de cima; outro à Sardinha, no anzol de baixo!

O jantar já dá para duas casas de família, se não forem muito grandes, e eu continuo à procura do "tal"!

A Sardinha, tapando anzóis, cai outra vez! A linha inclinada, fruto da aguagem leve que se faz sentir, pára! Recolho a excedente e aguardo... O toque é mais bruto, a luta também, e... Sai-me o vermelho que se mostra em baixo!


Não era este o tamanho que procuro, mas, à falta de maior, já não está mau!

A luz do dia já me falta, nesta meia jornada de Inverno, tirada a ferros à última da hora. Os toques esmorecem, é hora de voltar ao porto, tratar do barco e jantar o almoço de que me esqueci, fruto de toda esta azáfama com que não contava e que justifica, uma vez mais, a necessidade de estar lá, procurar e pescar! E um peixito para a cana de isca viva que nem sequer entrou, fazendo com que dela me esquecesse!? Enfim...

Só lá, no mar, se consegue fazer dum dia de nada, um dia de caixa bonita, como a que se mostra!


Já jantei, aqui no Zé Beicinho, um daqueles parguitos mais pequenos, escalado na brasa... Delicioso!

Não vos posso ter aqui! Hoje, não tenho interlocutor para falar da "matéria"... Resolvi falar convosco!

Amanhã há mais pesca e por aí afora... Depois conto!

Entretanto, para aqueles que não têm a sorte de estar a pescar em qualquer lugar, deixo aqui alguma pesca, mesmo muito rápida, na perspectiva de vos alegrar!?

Boa noite a todos os leitores!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Douradas Outono/Inverno... Procurar! Diversificar! Insistir! Pescar!


O Sol penetrando pelas nuvens, em dia cinzento de mar calmo, quase ali... Embelezando a paisagem agreste enquanto colocava alguns prateados naquele mar de chumbo; cativando-nos o olhar e a vontade de guardar tal imagem, por não sabermos se a tornaremos a ver; ou, a chuva ao longe, caindo de nuvem ameaçadora, qual ilha suspensa prestes a desabar sobre nós...


... Imagens que vos deixo, conseguidas por estes dias, esperando desviar a atenção sobre o interregno na escrita ou, caso não o consiga, obter alguns créditos para a absolvição de tal comportamento.

Entre a última entrada e a actual, vários foram os dias de pesca, quase todos produtivos, uns com mais outros com menos, exceptuando o Sábado, dia 23, em que, por minha deficiente análise do estado do tempo, fomos obrigados a demandar mares de terra e consequentemente a sair dos territórios de peixe grande, supostamente mais adequados para a época, e, entrar no mundo da pesca aos diversos, o que, como sabem, não é nada do meu gosto!
Mas, esteve-se no mar, procurou-se, pescou-se, aprendeu-se ... Melhor que ficar em casa a pensar: ah e tal... Era melhor ter ido, porque torna e porque deixa...

Salvo este percalço, o que vos posso dizer é que me sinto em estado de graça!

A anterior afirmação poderá suscitar em alguns de vós comentários do género: "o gajo endoidou!", "a reforma está a acabar com ele...", ou ainda, "vai escrever sobre religião e moral..."; entre outros...

Mas não meus amigos! Eu explico!

A época das Douradas Outono/Inverno já se desenrola há algumas semanas, o que se pode verificar considerando resultados obtidos em várias zonas do país, como Sines, Setúbal... Parece-me também lá pelos Algarves e, eventualmente, por outros locais do país de que não tenho notícia.
No entanto, esta tem sido uma época em que, no que respeita à minha prática, embora produtiva, nenhum dos pesqueiros de anos anteriores apresentou resultados significativos, obrigando a tentar entender razões e, com base nessas tentativas, diversificar a procura de pesqueiros que, considerando as suas características e as condições de mar encontradas, se adequassem à captura das nossas "interlocutoras", assim como dos seus "primos" que certamente não desprezamos.

Reportando-me a experiências anteriores, já referidas na entrada "Eu e as Douradas"  (http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/eu-e-as-douradas-24fev2007_29.html ), pode dizer-se que a minha primeira pesca desta época com o objectivo Douradas, da qual vos dei conhecimento na entrada: http://aminhapesca.blogspot.com/2010/11/dois-dias-no-paraiso-numa-calma-dourada.html , aconteceu no passado Sábado, dia 6 de Novembro.

O relato deste dia deixa claro que, em primeiro lugar, tentámos testar pesqueiros do ano anterior, coisa que se tornou impraticável atendendo à forte aguagem que se fazia sentir.
Tal facto, obrigou a raciocínios sobre o assunto, cuja linha de desenvolvimento foi mais ou menos a que se apresenta.

Sobre a aguagem:

Este factor, desde que com intensidade aceitável; por definição, quando se verificar que com fios finos e chumbada até 300 grs, a linha, quando chega ao fundo, deixa formado, entre a ponteira e a linha de água, um ângulo de 45 a 30º (não vale a pena levar transferidor... é só uma imagem!); já se verificou ser bastante produtivo e até momento inicial de capturas.
Já aguagens com intensidade superior, tornam a acção de pesca difícil, senão quase impraticável.
Analisando por outro prisma, aquele que se prende com o momento de chegada das Douradas aos mares de fora, outros pensamentos se cruzaram... Sabendo nós que qualquer animal tentará gastar o mínimo de energia para conseguir os seus objectivos, não nos pareceu ilógico que aquela aguagem pudesse funcionar como uma "parede", interferindo na deslocação das nossas amigas, obrigando-as a procurar locais antes da dita, onde encontrassem algum bem estar no cumprimento dos seus desejos?! Isto porque uma coisa, era já estarem nos locais pretendidos; outra coisa, seria terem de atravessar tal obstáculo para lá chegarem!?
Esta análise orientou-nos na procura de pesqueiros mais à terra, onde as condições, quer para as Douradas, quer para nós, fossem mais aceitáveis. Local que, encontrado, deu os resultados divulgados na referida entrada, representando a primeira boa pescaria de Douradas da época Outono/Inverno 2010.

O pesqueiro em causa, mostrou-se produtivo em quatro pescarias consecutivas, nem todas com a qualidade e quantidade da primeira, devendo no entanto considerar-se que os estados do mar e do tempo também não foram iguais, tendo certamente influído os resultados, mas não deixando de dar nota positiva ao pesqueiro e consequentemente às análises e raciocínios que levaram à sua escolha.
Verdade também que nada nos diz não terem sido outras as razões das Douradas estarem por lá, mas, à falta de melhor, ficamos para já com as encontradas. Outras épocas trarão outras razões e, com o tempo, os raciocínios poderão ser cada vez melhor ponderados.

Ainda voltando a este pesqueiro, na medida em que a época foi avançando, tornou-se cada vez menos produtivo, indicando talvez que as "moças" terão ficado sem "parede" e encontrado condições para a sua deslocação habitual, o que se veio a confirmar em outros relatos de outros pescadores, originando tais factos a procura que se efectuou no período entre a última entrada e a que se oferece. Mesmo assim, os pesqueiros do ano passado não se têm mostrado grande coisa, obrigando a novas procuras e pescarias em novos locais, que têm proporcionado regularmente capturas em quantidade e qualidade, mais até deste último tipo, como se pode ver no relato fotográfico que se segue; ilustrativo, em termos de exemplares, das últimas pescarias conseguidas.

O Zé Beicinho a mostrar uma do tamanho mais usual que se tem capturado!


O Zeca, com um dos "primos" que sempre se apresentam quando "elas" por lá andam!


Também o Brás, mais uma vez, com uma daquelas "mais normais"!


Um "primo" ao Pé... Não quis que os meus companheiros perdessem tempo a tirarem-me fotos!


A maior da época... Calhou-me! 3,550 kgs de fúria Dourada! Chatice...


Um pormenor importante... A Sardinha tem capturado os maiores exemplares, pelo menos até ao momento, embora na primeira pescaria o Caranguejo tenha capturado em pé de igualdade; factores similares aos da época passada, em que, só na fase mais intensa, elas quase abandonaram o interesse pela Sardinha em detrimento do precioso crustáceo.

Não se pense que se pesca mais com Sardinha e por tal as "raparigas" ou a comem ou não comem nada! Não senhor!
Começamos só com Sardinha, chamando a atenção para o local e intervalando com Caranguejo, alternando ambas as iscas, quer nos anzóis (cima e baixo), quer uma de cada vez nos dois anzóis. Certo tem sido que, no Caranguejo, caem Sarguetas, Besugos e Douradas pequenas; na Sardinha, os Besugos e as Douradas maiores, espaçadas num tempo temperado de paciência atenta.
Até ao momento é o que vos posso dizer... Não sabemos se se manterá ao longo da época?! Vamos ver!

Espero agora, meus amigos que compreendam o tal estado de graça!?

O que sinto verdadeiramente, prende-se com muito do que por aqui tenho escrito sobre pesca, particularmente no que respeita a Douradas, procura de locais, variabilidade de comportamentos  do peixe face a determinados pesqueiros, em determinadas épocas... Questões que muitos de nós conhecemos, teimando por vezes em não as testar, muito devido talvez à relação falta de tempo para tal/vontade de capturar, o que, tendencialmente nos leva a procurar os mesmos pesqueiros onde em anos anteriores tivemos sucesso e, caso as capturas não aconteçam, ficarmos desiludidos, sem soluções ou, pior ainda, decidirmos que: "não há peixe"! "A época ainda não começou"! "Elas estão lá mas não querem comer"... Entre outras.
Estas decisões, podendo até em alguns momentos terem a sua razão de ser, são certamente limitativas quanto às nossas capacidades de procurar, testar, diversificar, insistir; por, de imediato, rotularem taxativamente determinados momentos de pesca.

A conversa atrás desenvolvida, tem por base o que me tem acontecido na actual época de Douradas, em que, caso não tivesse insistido, tendo em conta o seu comportamento esperado nesta época, e diversificado, estaria possivelmente limitado quer nas análises, quer nos raciocínios que têm permitido os resultados apresentados.

Quanto à procura de pesqueiros característicos de Douradas, nesta época, aconselho-vos vivamente, para além do que por aqui tenho escrito sobre esta espécie, a leitura da entrada contida neste link: http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/procura-de-pesqueiros-1-parte-04fev07.html

Não entendam estas minhas sugestões como conversa para encher ou de quem se acha isto ou aquilo... Elas representam precisamente aquilo que continuo a usar para encontrar o que procuro. Nada mais!

Muito ficará sempre por dizer quando se aborda qualquer técnica de pesca... Neste caso, o autor anda por aí... É só perguntar!

Quanto a formas de trabalhar Sonda e GPS, no sentido de encontrar os pesqueiros que nos sirvam, brevemente tentarei criar a oportunidade de estarmos juntos, em local em que vos possa mostrar, ao vivo e a cores, como os utilizo, justificando sempre cada passo dado.

Até lá e enquanto as condições climatéricas nos obrigam a ficar no quentinho, espero que se divirtam por aqui.

Boa tarde a todos os leitores.