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domingo, 24 de janeiro de 2010

Mais 1 ano... E vão 3!



Ontem, dia 23 de Janeiro de 2010, completou-se mais um ano de existência deste espaço.

Não me esqueci! Unicamente, coincidiu com um dia de trabalho, cheio de actividades desportivas, impossibilitando que cá viesse falar convosco, mas, descansado e impossibilitado de pescar devido às condições meteorológicas que teimam em se mostrar avessas nos fins de semana, cá estou para assinalar a data.

Em cada aniversário tenho, de algum modo, feito um balanço do que para aqui escrevo, baseando-me nas Vossas visitas e comentários, assim como nos resultados que tenho obtido. Sinceramente, tendo hoje percorrido, muitas das entradas, comentários e fotos, senti-me bem! Senti-me numa casa com algum espaço, frequentada por amantes da mesma actividade: Pescadores! Um local onde me sinto cada vez melhor e quero manter em funcionamento!

Olhando melhor, sinto estar num sítio, tipo loja de pesca ou café de clube náutico, onde se mantém um grupo de companheiros habituais, conversando, procurando momentos em que calculam poder encontrar-se e falar de pesca, sem certezas ou verdades absolutas, dissecando ao pormenor resultados positivos ou negativos de cada pescaria e tentando entender como melhorar as condições da sua pesca.
Vêm também aqueles que entram, falando umas vezes e até juntando-se aos habituais, engrossando o grupo; assim como, muitos que olham para tudo o que está exposto, passam algum tempo e não se relacionam. Por vezes... Nem Bom Dia dizem!
Talvez por timidez, talvez por tantas outras razões mais ou menos conhecidas, normais e certamente discutíveis no universo desta nossa actividade.
Não me estou a queixar nem a fazer juízos de valor, unicamente a constactar o que me parecem ser factos.

Todos são Bem Vindos!

Quero agradecer, aos que me comentam: as críticas construtivas, questões colocadas e palavras de incentivo que me têm dirigido. Aos que me visitam, a assiduidade que consigo verificar e a preferência pela escolha. A todos os leitores por, no seu conjunto, formarem comigo esta pequena comunidade onde tão bem me sinto.

Em termos de futuro, o que posso afirmar "de boca cheia" é que me sinto bem aqui, quero continuar e, pelo menos, manterei a coerência com os pressupostos descritos na primeira entrada que aqui coloquei (http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/minha-pesca-23jan07.html.), não tendo em qualquer momento faltado às orientações que me impuz, principalmente no que respeita a reflectir e procurar, versus definir e afirmar, tendo por base os resultados por mim obtidos, verificados e expostos pelas formas mais claras que me tem sido possível.

Festejando o momento... Ergo o meu copo e desejo a todos vós o único bem que nos pode tirar a pesca e a vontade de conversar sobre ela: Saúde!!!

Abraço e continuação de um bom Domingo!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Convívio de Embarcada Porto de Abrigo


Trabalho já não é coisa normal... Mas quando aparece às mãos cheias ainda pior!
O Homem fez-se para caçar, pescar e... Procriar! Isso não chegava como trabalho? Era necessário esta correria louca e diária? Chatice...
Por essas e por outras é que não tenho aparecido por aqui! Não pesco e a inspiração vai-me falhando, mas passa!
Aliás, já começa a passar só de me lembrar da pescaria que se pensa fazer, no próximo fim de semana, lá por Sines.
Juntaram-se uns membros e amigos com barco, lá do nosso Porto de Abrigo, convidaram-se os membros que gostam de embarcada a aparecer e vá de marcar um convívio para o próximo fim de semana, o do 1.º de Agosto. Se o mar cooperar, vai ser pescar e conviver à farta. Vamos ver o que sai...
O acontecimento vai concerteza criar condições para martelar teclado, contar as histórias e, já agora, vamos ver se aparecem uns peixitos "daqueles" que enchem as fotos!? Ai, ai, aiiiii...
Se não, o jantar no Zé Beicinho está garantido e as "mentiritas" do costume também. Já não é mau!
Se quiserem saber mais, têm de aparecer e consultar a informação, lá pelo fórum. Também aqui podem perguntar que eu respondo, embora não seja possível fazê-lo com o detalhe, oferecido lá no "Porto".
De qualquer modo, depois de tal convívio, certamente não faltará inspiração para trocarmos mais umas dicas e conversarmos por aqui.
Boa tarde a todos os leitores.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Não tenho mais por agora... Dou o que tenho!


A coisa tem corrido ao sabor do vento!

Pesquei no fim de semana de 4 e 5, pesquei neste último de 11 e 12 e não pesquei mais porque como sabem, trabalho... Como é normal ao mais comum dos mortais nos quais me incluo com prazer.

As semanas têm corrido agitadas pois nesta altura, em que já não temos os alunos, não há horários... O trabalho é muito e aparece donde menos se espera, sem qualquer hipótese de controlo do tempo livre que nos permita pensar a pesca ou organizá-la com a calma precedente.

Então, de repente, apercebo-me que o tempo está razoável, a família não se importa e lá vou com isca arranjada à última da hora, só ou com amigos que aparecem também de afogadilho e seja o que Deus quiser nas horas possíveis.

Pescas feitas antes de sair, decisões tomadas em cima do joelho e mesmo assim alguma coisa se tem arranjado, mas muito ao estilo do Portugal dos Pequeninos.

Peixe grande... Nada!

No dia 4, apanhámos três Parguitos e uns Polvos; no dia 5 foram 12, todos para o lado das 800 grs; no dia 11, apanhámos mais 4 e uma Bica com tamanhos idênticos; e, este último Domingo, para não variar, foram mais 9 da mesma raça.

A regularidade tem-se mantido, mas os grandes não entraram!

Razões não as encontro, nem tenho tido tempo para as procurar, mas não perdem pela demora.

A tudo isto se junta ter perdido o carregador da máquina fotográfica, ficando consequentemente sem ilustrações aqui para o blog e também para o Porto de Abrigo.

Para todos os efeitos, a última foto que consegui tirar, a de abertura; ilustra o melhor Pargo conseguido nestes dias, capturado pelo meu amigo Albino e precedendo uma cabidela, daquelas de se lhe tirar o chapéu, entre amigos e com conversa de pesca pela noite dentro. Mesmo aquilo que estava a fazer realmente falta nesta altura do "campeonato".

Pessoal de Educação Física, entre alguns outros que também lá estavam, são assim... Uns gozadores das pequenas coisas vida!

Certo é que, a regularidade das pescarias tem-se mantido, utilizando as estratégias de que tenho falado e tudo indicando que terei de mudar algumas, assim como, correr outros pesqueiros tentando encontrar os pais destes que têm aparecido.

As férias vêm aí e, ao que tudo indica, terei mais tempo e paciência para colocar por aqui e pelo Porto uns artigos que estão prometidos. Até lá, deixo-vos com este relatinho meio à pressa, meio desinteressante a que certamente não estão habituados mas que pretende deixar presente que vos respeito e não esqueço.

Boa noite a todos

domingo, 7 de junho de 2009

O Site...


Viva Pessoal!

A nova aventura em que me lancei, está aí!

Um grupo de amigos, paixão pela pesca, conversas na net, eventos organizados, vontade de fazer mais... Conjugaram-se os ingredientes para arrancarmos com um site de pesca... O Porto de Abrigo.

António Soares, João Martins, Mário Baptista, Mário Ramos, Nuno Paulino e eu, resolvemos ciar um espaço próprio onde esperamos encontrar-nos com todos os companheiros interessados em falar de pesca até à exaustão, partilhando saberes, participando em eventos e nem sei mais o quê... Só o tempo o dirá!

Não vão encontrar tudo feito, o espaço será também Vosso e a construção vai ser conjunta.

Os leitores de "A Minha Pesca" estão convidados a aparecerem por lá e connosco participarem desta aventura, se esse for o vosso desejo. Se não... Aqui este meu sítio continuará aberto e activo para todos vós, com todo o prazer.

Uma boa noite a todos os leitores!

PS: Caso pretendam aceder, basta que cliquem no link igual à foto de abertura que se encontra na barra lateral direita.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

As Sucessoras...

Estranho título este para um blog onde a pesca e o pouco tempo livre que lhe é dedicado se assumem como assunto essencial!?
Os leitores vão pensar: "o gajo passou-se!"

Não! Não é o caso! Irritei-me um bocado... Controlei-me a seguir! Muito porque, não sei bem porquê, acho que estava à espera de qualquer coisa deste tipo no que às "Sucessoras" diz respeito.

Quem são? Quem não são as visadas?

Serão as canas que estão na foto? Serão as ondulações pequenas do mar que é de todos e que envolvem a embarcação? Não!

São as Portarias 143 e 144/2009 de 5 de Fevereiro que sucedem aquela outra... A 868/2006 de não sei bem quando e já nem me preocupa saber, atendendo a que está revogada pela nomeada 144. Lindo não é?

A obra literária e legislativa que nos é presenteada pelas "Sucessoras", mais uma vez, indica a vontade, a inteligência, a perspicácia e o saber do actual elenco governativo, qual ode à liberdade e à perservação das espécies, principalmente de uma espécie que julgávamos extinta: "o escravo"!

A anterior afirmação, parecendo talvez fora de contexto, sedia-se na continua contracção dos pequenos prazeres e direitos do pessoal que produz e que sendo já há algum tempo escravo da conjuntura mundial, fica ainda limitado a tudo o que os pequenos grupos de ditadorzitos se desunham a implementar para que os limites fiquem cada vez mais apertados e dependentes das cáfilas de financeiros, polícias orientados de forma pouco clara e todo um conjunto de políticas e políticos que, sustentando-se em pressupostos completamente demagógicos, atacam unicamente o que é mais fácil com obrigações, limitações, imposições, impostos directos e indirectos, coimas... Que não se entendem de forma alguma.
Senão vejamos:
A segunda entrada que fiz neste espaço, constava de uma análise à Portaria 868/2006, aquela primeira que tanta critica suscitou, cujo link vos deixo aqui em baixo para que não a tenham de procurar lá para os confins do blog.
Dois anos e 134 entradas depois, o que mudaram as "Sucessoras"?
Uma delas, a 143, por um lado, deu ao pessoal do SW Alentejano e Costa Vicentina, a hipótese de poderem capturar uns marisquitos para as festas, com utensílios próprios em substituição das mãos, dos dentes e até de cão, como em determinada altura foi ventilado à laia de brincadeira.
Mas, não podia este governo dar qualquer coisa sem retirar outra! Por tal, castigou-os logo, para não andarem para aí com ideias... Só de Quinta Feira a Domingo e em vez de 10 passam para 7,5 kg, julgavam o quê? Só benefícios... Nem pensar!
Fundamento para tal, para além da habitual lenga lenga da experiência e dos impactos ambientais e mais os Sargos que só vão às "Sargas" de 1 de Janeiro a 31 de Março! É capaz de ser verdade e também pode ter acontecido que alguns de nós tenhamos dado ideias aos legisladores, sabendo que, por vezes, é melhor estar calado, pois esta gente não percebe nem com quadro interactivo, quanto mais oralmente ou lendo coisas escritas!
Depois e com os mesmos pressupostos passamos à 144... Lindíssima!
O que é que gosto nesta?
Artigo 2.º - Equipamentos de apoio:
Foi necessário este tempo todo para passarem isto a lei, parecendo que os definem todos, mas... O Camaroeiro ou Enxalavar que se destina unicamente a apoiar a retirada da água de peixes grandes, tem de ter malha de 16 mm... Porquê? Talvez difereciem ambos, mas se sim, por que é que não explicitam e por que é que, uma vez mais não vem referenciado como equipamento de apoio na embarcada? Na verdade ambos são instrumentos "constituídos por um cabo e um aro ao qual é fixada uma rede simples", serão? Mal me quer... Bem me quer...
Se é o que se aplica a mariscar pode ser aceitável, agora, para aqueles que se usam a bordo para elevar peixes de maior porte, não se entende!
O Gancho:
Muito bem definido na alinea l) do Artigo 2.º... Mas quando lemos o n.º 3 do Artigo 3.º, "o porte e a utilização do gancho apenas é permitido a bordo de embarcações no âmbito de competições desportivas, como instrumento de apoio para a elevação de exemplares de grande porte da água para o barco"; ficamos a pensar: então e nós?
Fui várias vezes verificar se não podemos capturar Corvinas, Safios, Polvos... Mas podemos! Então como os tiramos, num dia de pesca normal, só com o camaroeiro ou enxalavar?
Não me digam que só pensaram nos ganchos para o pessoal da pesca grossa e em competição... Porque caso tivessem pensado na pesca ligeira de competição em alto mar... Para que é que os homens precisam disso, se quase só apanham peixe miúdo? Estou baralhado! Mas, pelo sim pelo não, é melhor esquecerem-se estes promenores e retirarem-se os ganchos do barco, não vá o diabo tecê-las (mínimo, 250 de coima + 44 de custas = 294 euros).
Para todos os efeitos, o gancho, hoje em dia, quase só é utilizado para colocar um ou outro Safio ou Polvo em barcos fora da competição, não se percebendo o "preciosismo", parecendo-se muito mais com ignorância...
Artigo 5.º - Iscos e Engodos:
Eu não faço pesca apeada, mas pergunto: porque é que os homens não podem usar engodo? Gostaria que alguém me explicasse de forma lógica e fundamentada!
Artigo 11.º - Limites à captura diária:
Aqui, à excepção da diminuição imposta no PNSACV que me parece completamente cretina atendendo, entre outras questões, ser uma dupla penalização devido à restrição da pesca às Segundas, Terças e Quartas, tudo se mantém igual.
Quem decidiu pela manutenção do restante palavreado, não foi capaz de tentar entender ou perceber que a grande maioria dos pescadores embarcados não são ricos e por tal se costumam juntar em grupos de 3/4, para assim poderem diluir as despesas da jornada, podendo, neste caso, capturar unicamente 25 kgs por embarcação, embora paguem licenças iguais aos que vão em Marítimo Turística. Porque é que têm menos direitos que os outros, nos dias em que tenham a sorte de dar com mais uns peixes?
Porque é que em vez de somente dois pescadores embarcados terem as mesmas regalias isto não passou a quatro? Se o problema dos legisladores for, como parece, limitar a Marítimo Turística ilegal, estão com medo do quê? Acham que alguém consegue ganhar dinheiro a levar consigo 2 ou 3 amigos à pesca? Qual é o problema? Que questão tão cientificamente importante justifica a manutenção deste número e da consequente desigualdade entre nós pescadores? Também não entendo!
Artigo 12.º - Licença:
Muito bem! Acho mesmo muito bem que tenham deixado de obrigar o pessoal da caça submarina a pagar uma licença que englobava todas as outras, caso ela tenha um valor inferior... Era melhor que não!
Agora... Coloca-se uma outra questão!
Se criaram uma licença de pesca lúdica geral, porque é que o pessoal da embarcada, que como eu não faz apeada, tem de pagar uma licença que englobe as duas? Estranho não é?
Portanto, caros leitores, toda a conversa desenvolvida na entrada que fiz, há dois anos, sobre a anterior Portaria, se mantém actual! Continuam os mais desfavorecidos e deficientes a não poder pescar onde lhes era possível e tudo o resto que já existia com algumas melhorias, de imediato sobrecarregadas por outras limitações, para tentar dar "uma no cravo... Outra na ferradura". Em suma... Mais do mesmo!
Por tudo isto e por algumas outras questões que eventualmente não tenha referido, parece-me poder dizer que as "Sucessoras" não correspondem minimamente aos anseios e esperanças dos pescadores lúdicos/desportivos e, à semelhança do que se tem passado com outras legislações, em outras áreas, continuando a revelar a ignorância, intransigência e consequente cegueira de um governo que, mandando por engano, não me parece que consiga jamais ser líder aceite de um povo!
A esperança que me resta é que, representando tal legislação, na minha opinião, um conjunto péssimo de medidas económicas, sociais e políticas; tal faça com que nos unamos e mostremos o que podemos valer, contestando, votando, agindo... Estarei, onde quiserem e onde conseguir, contra este estado de coisas!
Não bastava a falta de pesca devido ao mau tempo, entre muitas outras coisas... Tínhamos de apanhar com mais isto!
Boa noite a todos

sábado, 31 de janeiro de 2009

2.º Aniversário... Como fui esquecer tal data?

É verdade pessoal! Deixei passar completamente ao lado o 2.º aniversário aqui da "tasca"!

Não me parece preocupante... Mas, pode criar sentimentos de abandono, negligência, desrespeito por mim próprio ou pelos leitores... Não!
A vida é o que sabemos e, para todos os efeitos, este pretende ser um lugar de descontração, conversa, troca de ideias e sei lá mais o quê... Onde, um esquecimento destes, na minha opinião, terá um valor relativo. No entanto, acho que se deve voltar um pouco atrás e fazer um balanço do que por aqui se passou ao longo deste tempo.
Vamos ver!
Este projecto foi iniciado sem outros objectivos que a necessidade sentida pelo autor em alargar a sua participação no universo da pesca, tanto devido ao que pensou poder contribuir, quanto ao passível retorno, tendo em conta o alargamento e evolução de conhecimentos e conceitos, em constante mudança, nesta actividade tão vasta e variada.
Estrategicamente, foi feita a introdução na primeira entrada, "A Minha Pesca", em 23 de Janeiro de 2007 (a tal data que passou "ao lado"), seguindo-se-lhe algo sobre legislação e continuando com um conjunto de entradas sobre pesqueiros, capturas, relatos, técnicas e materiais utilizados, estados de espíritos, análise de "vitórias" e "derrotas", trocas de impressões, retratos de alguns momentos, histórias antigas... Pensando sempre em manter um espírito de tertúlia de pesca onde os intervenientes sentissem o gosto e a vontade em dar e receber, sem grande preocupação com os "segredos" e as fórmulas secretas e "infalíveis" que certamente ficarão sempre nesse estado, muito porque, como ninguém as conhece, não se conseguem colocar em prática, sendo portanto impossível provar eventuais falhas.
Ao longo destes dois anos, os conceitos e reflexões descritos, sustentaram-se unicamente nos factos sugeridos pelos resultados obtidos ou, eventualmente, em uma ou outra experiência de um ou outro pescador conhecido, cuja regularidade e qualidade de capturas atestaram da respectiva idoneidade...
... Também as capturas de amigos que comigo embarcaram, atestam o esforço desenvolvido no sentido de, em cada jornada, tudo se tentar para perceber onde e como poderíamos ter mais sucesso na detecção e captura dos nossos "interlocutores".
Os resultados obtidos permitiram, portanto, a aventura da explicação sobre os processos desenvolvidos ao nível dos materiais, montagens, iscas, leituras de cartas e de sonda, posicionamentos do barco face às leituras efectuadas e, ainda, algo sobre como entender os sinais proporcionados pelos peixes, através dos toques e das sequências de capturas, considerando os materiais utilizados.
Tudo isto se foi passando, após as jornadas de pesca, tentando sempre que a escrita, fosse agradável, clara e nos fizesse pensar e reflectir em conjunto, mesmo não estando fisicamente presentes, evitando criar espaços para segredos e infalibilidades pouco aceitáveis no ambiente que se pretendeu criar.
Nos dias em que o mau tempo ou o trabalho não permitiram pescar, lá se foram conseguindo contar histórias antigas, feitas de outras experiências, de outras pescas, também elas tentando alimentar o nosso ser, de outros conceitos, outras reflexões, outros sonhos.
As miscelâneas de fotos, todas estas fazendo parte de alguma entrada já publicada, pretendem ilustrar os "passeios" que a mente foi fazendo pela pesca.
São também uma oferta a todos aqueles que por aqui passaram ou vão passando, comentando ou não o que para aqui se vai escrevendo... Conversando...
Pessoalmente, gosto disto!
Sinto que me leêm e me apoiam nas minhas reflexões, assim como, nas coerências que julgo manter, esperando que o que para aqui escrevo melhore a Vossa Pesca, tanto ou mais que tem melhorado a minha enquanto o faço.
Só não estou satisfeito, porque quero saber mais da vida e da pesca!
Parece-me bem; por poder garantir a continuidade e talvez a evolução do conhecimento sobre a vida, a pesca, a escrita... Esperemos que assim seja!?
Grato pela Vossa atenção! Tchim... Tchim! E... Boa noite a todos os leitores

sábado, 24 de janeiro de 2009

Pensamentos e... Moreia à Grega!

Olá boa gente!

Isto está em crise... Para não fugir à moda actual que tudo culpa com a dita cuja!

Ventos, frios, chuvas, vagas... Tudo contra nós, principalmente os que vão de barco, já que o pessoal das pescas a partir de terra lá se vai safando!

Fui pescar faz hoje quinze dias, mas, para além de umas Sarguetas e um Parguito, nada mais entrou, num dos dias mais frios das minhas idas ao mar, em que nenhuma lógica ou conhecimento adquirido funcionaram, fazendo-me pensar na enormidade de aprendizagens por desenvolver.

Quando acontecem jornadas destas, procuramos insistentemente os domínios em que não pensamos mas que, entretanto, afectam negativamente a nossa pesca. Nesta altura, deparamo-nos com uma quantidade de variáveis e hipóteses, cuja análise e sistematização implicariam um trabalho de casa monstruoso e quiçá infrutífero, tanto pelo desconhecimento científico, como pelas variações climáticas sucessivas, para não falar do pouco tempo que pescadores de fim de semana, como a maioria de nós, podem despender nesse sentido.

Então o que faço?

Aponto tudo! Tento pescar em locais fora das zonas habituais, continuo a tomar notas e espero que algo resulte, podendo mais tarde ter um termo de comparação, se é que tal possa vir a acontecer... Sem nunca parar ou desistir de procurar!

Entretanto outra questão se levanta! O tempo continua a não deixar pescar e as experiências ficam por realizar enquanto acontecem outras mexidas de mar importantes, pelo que tudo começa de novo e... Ainda bem!

Se dominássemos a pesca com tanta cientificidade, para além de perder a graça, dificultávamos seriamente a renovação!

Esta é a hora em que acalmo, evito opinar sobre técnicas, materiais, capturas..., deixo de pensar, limpo o material, vou ver o mar, o barco... Enfim, acho que já perceberam o "filme"!?

Foi o que fiz!

Desafiei a mulher e... Lá fomos até Sines!

Andámos por lá, entrámos no barco, com aquela sensação: será que foi desta que a água da chuva entrou? Mas não! Tudo sequinho!
Nível da água... Baterias... Nível do óleo do motor... Tudo bem!
Motor a trabalhar durante alguns minutos, limpeza daqui, limpeza dacolá, recolher tapetes para lavar, mais uns arrumos... Estão a ver!? Aquelas verificações e pequenas manutenções sempre necessárias!
A fome apertava e desandámos para o almoço, deitando uma última olhadela ao barquito, pensando na próxima pesca e antecipando a saudade que vai aumentando até que esse momento chegue.
Almoço no Zé Beicinho, conversa com gente que já não se via há algum tempo, crise para a esquerda, mau tempo para a direita e a pesca que temos combinada? Nunca mais chega o dia!?
Ao aconchego do almoço, sobreveio a vontade de dar uma volta junto ao mar, sentir-lhe o cheiro e pensar, entre outras coisas, sobre algum assunto para escrever por aqui. Não porque não haja, mas, quando pesco fico inspirado, quando não... A coisa fica mais difícil!
Fomos rolando até Porto Côvo, pela estrada junto ao mar, aquela de São Torpes!
As vagas eram altas e as grandes extensões de espuma branca não enganavam sobre as zangas do nosso "amigo"! Já sei! Vamos à Praia da Navalheira!
Chegámos e tirámos a foto que abre a entrada, depois, cais de pescadores de Porto Côvo cuja entrada estava assim:
Deambulámos por ali até resolver voltar devagar, passando pela Costa Norte de Sines, a caminho de casa, onde fomos presenteados com outro testemunho das vontades e humores daquele que nos dá peixe, calma e furor, mantendo-se, no entanto, um bom amigo desde que o respeitemos!
Aqui está ele! O aviso do mar que, não respeitado, nos pode castigar arrancando-nos à terra e levando-nos para as profundezas, onde encontraremos um túmulo, talvez macio e suave, após uma viagem que não queremos fazer.

A falta de pesca dá-me para isto... Mas não por muito tempo, volto á terra e lembro-me dos tempos em que andava por aqui, acampava com família e amigos e fazia caça submarina, percorrendo todos os acessos que me permitiam entrar, na busca de peixe fresco que cozinhávamos na brasa, à noite, antecedendo conversas à fogueira, enquanto os miúdos dormiam nas tendas.
Bons tempos... Também isso temos hoje limitado por uma série de leis promulgadas em nome da conservação e de não sei que mais, menos em nome da liberdade e todo um outro conjunto de direitos que tivemos, mas... Já não temos! Talvez por não os sabermos defender ou guardar!?
Conversámos sobre isso, eu e a minha mulher, lembrando os momentos, os peixes capturados, a alegria da miudagem quando participavam na preparação do braseiro e dos peixes para o jantar!
O que inventámos e o que testámos de conhecimentos culinários, onde as grelhadas e algumas fritadas fizeram as delícias de todos, miúdos e graúdos, assim como, algumas "azias" aos mais abusadores do garfo e do copo...
"As conversas são como as cerejas"... Diz o povo e tem razão!
Enquanto falávamos sobre os petiscos e inovações culinárias, talvez porque ainda no passado fim de semana preparámos o prato do qual resolvi falar-vos, lembrámo-nos da "Moreia à Grega"!
Pode ser um prato controverso, aqui pelos Alentejos, atendendo ao modo como as gentes o preparam; aberta pelo dorso, moura com ela, caninhas para a manter aberta enquanto seca até à meia cura e, em seguida, frita às postas! Muito bom... Admito-o sem quaisquer limitações!
Um gosto intenso, fora do comum e que nem todos os que a provam aceitam à primeira! Mas esse é um problema deles!
Em tempos, lá pelo ano de 1992, juntámos um grupo de amigos e fomos acampando por essa Europa fora, sem nos afastarmos muito do mar, até à Grécia, onde degustámos este peixe à moda local, ficando desde logo fãs de tal prato!
Melhor ainda! É que, para nós que acampávamos aqui pela Costa Alentejana e Algarvia, mudando de poiso de quando em quando, sempre que se capturava uma Moreia, não dava jeito nenhum prepará-la para secar, ou carregar a Moreia, de lado para lado, secando pendurada de um qualquer automóvel. Daí que resolviamos fritá-la fresca como os Gregos e também o pessoal de Cabo Verde o fazem, conforme viemos a saber mais tarde.
Então cá vai!
Moreia à Grega:
Espera-se capturar uma Moreia como a da foto abaixo (já conhecida) ou parecida!


Amarra-se a Moreia ali pela zona onde a estou a suspender e pendura-se num ponto à altura no nosso peito para que a possamos ter bem a jeito; Não sem antes a ter raspado daquele "sarro" que teima em não sair na totalidade!

Pega-se numa faca tão afiada que até arrepia e dá-se um corte à volta, logo abaixo da cabeça até atingir a carne!

Feito o corte anterior, vai-se descolando a pele da carne, formando um bordo de pele caída até que a mão consiga agarrar! Aí meus amigos, puxa-se a pele por ali abaixo dependendo, do corte e da separação inicial, a facilidade com que a "farda" do bicho possa ser retirada.

Fora com a pele e consequentemente com a grande maioria da gordura que não queremos ingerir, corta-se a cabeça, limpa-se a barriga das tripas, deitamos a hipótese de pitéu numa tábua à medida e cortamo-la em fatias finas, não mais grossas que o nosso dedo mindinho (da mão)! Excepto a zona do rabo, a qual poderá ser objecto de uma sopa de peixe deliciosa.

As postas, nesta altura, apresentam-se suculentas, sendo hora de preparar uma marinada a gosto!

Cá em casa, por orientação da "Patroa", fazemos assim:

Ao sumo espremido de uns três, quatro ou mais limões, dependendo da quantidade de Moreia, juntam-se bastantes alhos cortados à fatia, duas ou três folhas de louro, picante e sal a gosto. Tudo isto se coloca a banhar a Moreia, voltando tudo várias vezes, assegurando o envolvimento das postas pelos condimentos e liquidos referidos que assim se deverão manter durante umas três horas ou um pouco mais, tendo o cuidado de revirar tudo de vez em quando!

Enquanto as horas passam, podemos conversar, "picar daqui", "picar dali", regando a coisa também a gosto, conforme a capacidade de cada um e de maneira a que, quando chegar a hora de degustar a Moreia, ainda se consiga perceber o gosto!

Chegou a hora da fritada!

Frigideira ao lume, óleo bem quente, postas escorridas e, para dentro com elas!

Deixam-se fritar até que a cor fique um tudo nada mais escura que aquele dourado habitual, retiram-se e colocam-se a escorrer!

Depois pessoal... Com um arrozinho de tomate, umas batatas fritas, uma salada a preceito ou mesmo e só com um bom pão, regando com um vinho tinto novo, de boa qualidade ou com um branquinho leve, geladinho... Até me está a crescer água na boca! Já para não falar da companhia que, nestes momentos, devemos exigir que seja, no mínimo, boa!

Quanto a vocês... Experimentem! Vão ver que vale a pena!

Sei que esta receita pode não ser pacífica!

Por um lado temos os puristas da Moreia frita após seca que torcerão o nariz a tal pitéu. Por outro teremos os que já a provaram confecionada dessa maneira e que acharam ser o gosto demasiado agressivo para eles, decidindo que não gostam de tal peixe!

Como convenço uns e outros?

Bom... O gosto é menos agressivo que quando se frita o animal depois de seco, direi mesmo, mais refinado! As espinhas quase não se sentem e a carne, de tão suculenta, cola ao dente de quando em quando, sendo libertada quando mastigamos aqueles pedacitos de gordura que não foram com a pele, dando um toque final excelente que só provando poderão avaliar. Uma delícia!

Experimentem companheiros! Há coisas que parecem doer mais e que muita gente experimenta antes que o mar ou qualquer outra coisa os leve!

Enquanto pensam nisso e o tempo passa, pode ser que o São Pedro nos traga alguma paz, deixando-nos pescar e falar das capturas e de tudo o que as rodeou!?

Boa noite a todos os leitores!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS!!!


Viva Pessoal!
Cheguei de Sines há duas horas, depois de dois dias de pesca cujo relato farei por aqui, não sei se antes se após o Natal!?
Antecipando o que para aí vem, posso dizer-vos que houve dias de nada e dias de alguma coisa, eu conto!
Entretanto é tempo de festa, família, amigos... O que aliás deveria acontecer todos os dias! Mas é bom assinalá-lo, realçá-lo... Para que, pelo menos em alguma época do ano, nos lembremos que a capacidade que temos de dar e de tornar os outros únicos e felizes, pode ser grande e verdadeira.
Ofereço-vos, com todo o prazer, o presépio da minha terra de pesca, com os votos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo, na companhia de quem mais desejarem e com toda a saúde do mundo!
O resto... Bem, o resto sempre se arranja!
Um abraço!
Ernesto

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Fase de Gaivota!



Estou como as gaivotas... Aquelas em cima do paredão... Parado... À espera duma oportunidade!

Não quero rapinar nada, como o fazem estes pássaros; nem quero ser oportunista e roubar o que possa!

Só quero pescar!

Outro dia, dei com elas a tentarem partir a caixa de esferovite, onde me viram guardar o peixe! Corri com as falsas!

Então dei-lhes as tripas todas e é assim que me agradecem!? Não têm respeito!?

Pois... Eu não sou como elas! Mas a pesca faz-me falta e a oportunidade está longe! A minha pesca está parada e as escritas por aqui também não têm correspondido... Eu sei!

Bom... Parada, parada... Não direi! Ocupa a minha mente! Todos os dias... Em qualquer espaço de tempo que a mente procura, insistentemente! Não pára... Esta cabecinha!

Certo é que, o trabalho é muito, o dia só tem 24 horas e os fins de semana estão ocupados! Mas, eu estou como as gaivotas... À espreita! Assim que possa, lá estarei a fazer a minha pesca!

Quanto a este espaço... Verdade seja dita, quando pesco, é mais fácil escrever!

Tenho alguns artigos mais técnicos que estou a preparar, mas que carecem de tempo! Tempo que não existe, de momento; mas, vai existir e eu compenso-vos assim que possa! E a mim também! Este espaço faz-me quase tanta falta como a pesca!

Só preciso de algum tempo! E, ele vai aparecer! Não desesperem que eu também não!

Estou a escrever estas linhas, para que saibam que não vos esqueci! Tenham paciência... Eu, procuro-a insistentemente!

Amanhã tenho trabalho, para a semana talvez seja diferente! Eu faço-vos saber, assim que puder!

Os "grandes" andam por lá! É tempo deles e eu, aqui... Não perdem pela demora! Esta fase de "gaivota" vai passar!

Boa noite a todos!

terça-feira, 18 de março de 2008

Desabafos e enjôos!

Já sei! Estão zangados comigo!

São capazes de ter razões para isso, visto que, desde 3 de Março que nada escrevo por aqui! Compreendo que poderão ter as Vossas razões! Mas eu também tenho as minhas!

Têm sido duas semanas muito loucas!

A seguir àquele Pargo do dia 3, aquele do peixe Piça! Foi sempre a dar! Trabalho e mais trabalho! Um fim de semana em que nem pesca aconteceu, seguido de mais outra semana louca, com Inter Turmas e Inter Escolas de quase tudo o que se possa jogar com bola! Depois, este último fim de semana, passei-o em Sines, a tentar pescar, mas tudo correu mal, excepto o sossego e a conversa às refeições!
Resumindo, deu para descansar e curtir! Mas peixe, uma desgraça completa! Não se enganem! As fotos que por aqui apresento são, as não publicadas dos últimos, dois grandes, capturados!

Não me estou a queixar! Estou só a constatar factos!

Entretanto, a falta de peixe e o tempo que decorreu lento, durante o fim de semana, permitiu-me pensar, não só na pesca, mas nas afrontas a que tenho sido sujeito, enquanto professor que sou e me orgulho de ser!

Pensei no que os nossos políticos têm feito ultimamente com a classe, pensei no que alguns outros que por aí andam pelas TVs, têm dito sobre nós, professores, como se tivessem nascido ensinados e esquecendo que cada pedra que nos atiram de tão alto, é só mais um factor que priviligia o insucesso e mau relacionamento com alunos e pais. Pensei ainda, que raio de país maltrata desta forma os seus educadores, como se estes fossem a causa de todos os males e, pensei também, naquela Patarrocha da comunicação, o Rangel, chamando-nos holigans, só porque, de forma ordeira, lutámos pelo respeito e por um outro olhar a que temos direito! Nem quero alongar-me sobre a avaliação! Não está em causa! Só a forma de aplicação que, atendendo ao espaço de tempo em que é proposta e tendo em conta os trabalhos que implica, é perfeitamente cretina!

Sabem o que é uma Patarroxa!?
É aquele tubarãozinho que se usa para a caldeirada e que quando nos distraímos ao tirá-lo do anzol, nos arranha o braço com a sua pele que parece lixa de madeira! Também... serve para pouco mais!

Que me desculpem as Patarroxas, pela comparação!

Bom! Deixemos os desabafos! Vocês não andam por aqui para ouvirem das minhas desditas, mas sim para saberem da pesca, embora hoje, por tudo o que atrás referi e pela falta de peixe, me sinta um pouco enjoado, pelo que, decidi falar sobre o Enjôo no Mar!

O assunto não é novo! Já muito se escreveu e muito se há-de escrever sobre tal! Mas, sobre ele, considero-me um "catedrático"! Não por estudos profundos que tenha efectuado, mas pela experiência de "enjoado profissional" de que sou titular!

A coisa foi tão dura que, ainda hoje, cada vez que venho do mar, qual alcoólico anónimo, costumo dizer: Eu Enjôo! Hoje foi mais um dia em que consegui que tal não acontecesse!

Historicamente, a primeira vez que tal me aconteceu, foi para aí em 1979, nos meus tempos de Caça Submarina, num Torneio de Abertura de um clube qualquer, disputado nas Berlengas, ainda lá era permitido exercer a modalidade.

A travessia de Peniche para a Berlenga, foi feita em traineira, o mar estava com aquela ondulação larga e pesada, os fatos de caça já iam vestidos, a situação em si já não era muito agradável; mas, juntando algum cheiro a gasóleo, as sensações de desconforto e alguma irritabilidade começaram a aparecer tornando a viagem algo penosa embora, por desconhecimento, nada me fizesse perceber o que estaria para acontecer!
Chegámos à zona de caça a NW da ilha e o mar não melhorava! A minha vontade de ir para a água, não era grande! Tinha frio e um torpor estranho que se alastrava das têmporas até ao pescoço, percorrendo toda a face! Mas, teimoso (direi mesmo estúpido) e decidido a levar a cabo a minha participação, preparei com dificuldade e alguma lentidão todo o equipamento necessário e lancei a bóia à água, precedendo a minha entrada, a qual me proporcionou uma sensação de falso alívio, talvez devido à frieza da água.

Nadei em direcção à pedra, prescrutando o fundo, apercebendo-me da ondulação das algas devida à força de mar que se fazia sentir. A sensação de desconforto voltou! Mais intensa! Mais rápida! Insisti, desafiando o mau estar, mergulhei em direcção ao fundo e a coisa deu-se! O vómito veio, lá em baixo, fazendo-me subir em desespero e agarrar-me à bóia, onde passei horrores até que a traineira me recuperou, nem sei quanto tempo depois, só sei que me pareceu muito! Fui subido, quase desfalecido e por lá passei todo o santo dia.

Acho que devo poupá-los a outros promenores!

Tudo me passou quando pisei terra firme, sobrevivendo posteriormente à galhofa contínua dos meus companheiros mais velhos que não parou durante todo o Fim de Semana.

A partir daqui, meus amigos, posso dizer-vos que passei a caracterizar a minha forte ligação ao mar em duas épocas: Antes do Enjôo (AE) e Depois do Enjôo (DE)!

A época DE, dura até hoje e tem sido bastante difícil de ultrapassar!

A partir do primeiro enjôo, era matemático! Cada vez que ia ao mar, a coisa dava-se! Cheguei a enjoar em dias de mar completamente calmo, só por sentir o cheiro da borracha molhada do fato de caça. Fui insistindo, nunca tomando comprimidos, por achar que ou o organismo se habituava ou tinha de mudar de vida! E, esta luta foi resultando! Levou tempo até perceber que poderia vir a controlar o "maldito"!

Percebi por insistência que, se houvesse capturas, enjoava e continuava a actividade! Se fosse caçar em dias seguidos, não enjoava! Se tivesse cuidado com alguns comportamentos do dia anterior e da manhã, o "bicho" passava ao lado, e comecei a dar-lhe cada vez menos importância, a considerá-lo rasca e insignificante, embora de vez em quando, cada vez menos frequentemente, o "tal" me fizesse lembrar que estava ali, à espreita de um qualquer deslize, apoquentando-me sempre que podia, principalmente quando ia em outros barcos, porque no meu, até hoje, nunca entrou! Talvez devido à ocupação contínua, determinada pelas tarefas e atenção necessárias à manobra, fundeio e observação das posições do barco, assim como o conhecimento sobre a pesca que, tendo aumentado, absorve por completo, não permitindo pensar no "embusteiro"!

Penso ainda que o nosso organismo pela continuidade e treino acaba por se adaptar, sendo esta talvez a razão principal da evolução para a normalidade! Mas, pelo sim pelo não, estou sempre de olho no "artista"!

Tendo em conta a triste história contada, posso deixar algumas notas, tentando alertar, os incautos, os valentes, os menos valentes, os convencidos e todos aqueles que consigam ler isto até ao fim, para algumas das manhas do animal! Vejamos!

Situações promotoras de Enjôo:
  • Ter a ideia que não enjôa!
  • Iniciar alguma actividade, indo pela primeira vez, com mar mau ou ondulação larga e alta!
  • Ir com um grupo daqueles amigos que, sendo-o de facto, acham que para baptismo de mar, qualquer dia serve!
  • Ter receio de fazer má figura perante os outros, caso enjoe!
  • Alinhar em copos, comesainas e pouco tempo de sono, no dia anterior à saída!
  • Acompanhar a tendência dos mais convencidos e batidos, em comer bifanas e beber cerveja, pela manhã, antes da saída. Eles estão habituados a isso e alguns, por vezes, já vão para o mar "anestesiados"!
  • Comer muito, ao pequeno almoço, antes de embarcar!
  • Saber que se enjoar, terá que ficar no mar até ao fim do dia de pesca!
  • Não levar material preparado, tendo que fazer os preparativos no mar, com os balanços característicos, obrigando-se a fixar o olhar em anzóis e nós, nessas condições!
  • Reunir numa só saída um conjunto muito variado de experiências novas, como novas técnicas, novos mares, novos companheiros, tudo isto acompanhado dos anseios e inseguranças normalmente decorrentes de tais situações!
  • Por má arrumação do material no barco, obrigar-se a baixar e levantar a cabeça muitas vezes, ou permanecer de cabeça baixa, durante muito tempo, retirando materiais de um qualquer saco!
  • Colocar-se em posição de cheirar os gases de escape do motor ou iscas já com cheiros característicos!

Cuidados a ter para evitar o enjôo:

  • Organizar os seus comportamentos e escolher as saídas tentando contrariar todos os pontos atrás referidos!
  • Observar-se, tentando compreender as próprias reacções fisiológicas e/ou prever a chegada de sintomas fora do vulgar!
  • Ter em conta os alimentos que normalmente lhe caem mal, não os ingerindo antes de ir para o mar, mesmo no dia anterior!
  • Ir à casa de banho e largar águas e fezes antes da saída!
  • Levar água! Pelo menos 1,5 litros.
  • Tentar controlar a ansiedade que normalmente antecede as saídas!
  • Gozar a viagem, disfrutando com as observações de tudo o que a paisagem marítima lhe oferece!
  • Evitar pensar no enjôo, mantendo-se ocupado e a acreditar nas técnicas que está a utilizar mesmo quando as capturas não estejam a acontecer! Raciocinar e alterar técnicas, caso o entenda! Desistir, é um pequeno passo para que o "bicho" apareça, caso o mar esteja difícil.
  • Sinta-se confortável, com roupa e calçado leve, adequados às temperaturas do dia e ás condições oferecidas pelo barco! Evite levar algo muito quente que após retirado, o deixe com frio! Leve camadas de roupa que pode ir retirando uma a uma, conforme as temperaturas e a acção do dia o exijam.
  • Não tomar comprimidos! Tentar vencer o "animal" por adapatação do organismo, física e psicologicamente! Caso o comprimido não funcione, corre o risco de criar uma terceira época: Depois do Enjôo, com Comprimido Tomado (DECT)! Esta será muito má, em virtude de limitar seriamente as opções de continuar a ir ao mar!

O que fazer caso o enjôo apareça:

  • Saíu para o mar e ao fim de um tempo, as coisas começam a correr mal! Sente um peso no estômago, arrepios de frio, formigueiros nas têmporas, descendo pela face e pescoço, suores frios, falta de vontade de continuar a pescar e, uma pequena sensação de náusea! "Ele" chegou! Vai ter de lidar com a situação! Não permita que o "bicho" comande as suas acções! Tome a iniciativa da luta, enfiando os dedos na garganta e vomitando tudo o que tiver lá dentro! Vai ver que fica com a sensação que está a controlar a "coisa"! Isso vai dar-lhe outro espírito de luta! "Ele" atacou-o e você obrigou-o a mostrar-se, expulsando-o do seu interior! Sinta-se forte! Voçê deu um primeiro passo para vencer a guerra, embora essa batalha esteja perdida, mas, com dignidade!
  • Não tente continuar a pescar! Beba água e não coma nem fume, caso seja fumador!
  • Sente-se numa zona central do barco, tentando descansar e sem perder de vista os sintomas nem a ideia de voltar a pescar, embora essa já não seja a prioridade do dia! Você tem uma guerra em curso que tem de ir vencendo!
  • Não se baixe, nem vá à cabine ou ao porão do barco!
  • Não ligue às "bocas" e galhofas dos malandros convencidos que poderão estar a bordo! A maior parte deles não será capaz de tomar a atitude que você tomou contra o "bicho"!
  • É natural que tenha mais uns vómitos, cada vez mais espaçados! Ajude a sair! Nunca deixe o "sacaninha" tomar totalmente as rédeas do assunto!
  • Ao fim de algum tempo, tente levantar-se e reiniciar a actividade! Se conseguir!? Você já ganhou o dia, se não, paciência! Noutro dia o campeão será você!
  • Lute e perca! Lute mais! Ganhe um dia e outro, até perceber que não foi em vão e que já consegue controlar a guerra, tornando-se gradualmente o senhor da mesma, mas, sem nunca esquecer que a luta será até ao fim da vida!
  • Vá mais vezes, se puder! Assim luta mais e estará cada vez mais preparado.
  • Não se esqueça! Enjoar é só humano!

Ao longo de toda a sua vida de pesca, muita coisa vai acontecer e, concerteza, se já não lhe aconteceu, um dia vai ter no outro lado da linha um peixe como aquele que é mostrado pelo homem aqui de baixo que, tendo percorrido os passos, por ele, acima descritos, nunca dirá: "eu não enjôo"! Nem nunca deixará, seja quem for, manter-se enjoado no mar!

Mudando para a primeira pessoa, obrigo-me a referir que, no momento actual, tenho de ter mais um cuidado antes de sair para o mar!

Não posso pensar naqueles peixes estranhos de que falei no desabafo inicial, parecem-me de pouca qualidade e com cheiro inadequado, não sendo boa política, para um efectivo combate ao enjôo, tê-los no pensamento antes de uma qualquer saída.

Pior que tudo, é que essa é uma luta muito mais difícil que aquela contra o enjôo! Mas é a vida! Uma guerra! Cheia de batalhas! Umas perdemos, outras ganhamos e outras... Assim, assim!?

Boa noite a todos!

PS: as fotos que apresento, não são mais que substituições do meu fato e da gravata!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Faz hoje um ano...

É verdade!
Ontem estava a escrever um sumário duma famigerada aula de substituição e, de repente, lembrei-me! Epá! Amanhã é dia 23 de Janeiro! Esta data diz-me qualquer coisa! Dei voltas à "caixa dos pirolitos" e fez-se luz! Amanhã faz um ano que escrevi a primeira entrada no blog, "A Minha Pesca"!
Os pensamentos anteriores originaram um conjunto de pensamentos que se desenrolaram entre, o que é que vou fazer? Será que devo fazer algo? Porque é que me meti nisto? Enfim! Muita coisa!
Achei que sim! Deveria assinalar a data! Talvez analisando as razões que me fizeram iniciar este espaço!
Tenho analisado o assunto durante o pouco tempo livre que tive ao longo do dia e agora que me sentei aqui a escrever!
Sinceramente, não encontro razões especiais!
Lembro-me que, na altura, via muita coisa escrita sobre pesca, com as quais não concordava muito nem me pareciam lógicas!
Lembro-me que ouvia muita gente que não queria ou fingia não querer ouvir outras experiências de outros pescadores!
Lembro-me também que, muitos pescadores de embarcada tinham o péssimo hábito de procurar outros, em barcos já em acção de pesca, fundeando a distâncias pouco recomendáveis e influindo negativamente na actividade dos primeiros!
Lembro-me dos segredinhos, contados à boca fechada, mas a alguém que se sabia, iria espalhar a boa nova!
Lembro-me das mentirinhas e das meias verdades que ouvi de muitos, quando me iniciei! E os sabichões e outros campeões!? Com resposta para tudo e cheios de certezas!? A quem, bastava olhar para o céu, para o mar, cuspir no dedo e, levantando-o, adivinhar de imediato se havia ou não peixe e onde o procurar!
Tantas vezes me enganaram ou me deram falsas pistas, muitas vezes sem ser por mal, simplesmente cheios do seu conhecimento, resultado das mesmas experiências, sem mudança, repetidas à exaustão!
Não me esqueço dos que foram sinceros e me ensinaram a dar os primeiros passos! Com os quais, ainda hoje, troco ideias, técnicas e sei lá mais o quê!?
Lembro-me ainda de pensar, poder talvez beneficiar alguns daqueles que, como iniciados, poderiam poupar alguns passos ao lerem o que por aqui fui escrevendo calmamente, sem pressas, da mesma forma como pratico esta actividade.
Lembro-me de tanta coisa! Até dos egos! Sim! Eu também o tenho e gosto de o ver equilibrado!
Penso que por tudo isto e não sei mais o quê, iniciei este espaço, pensando que não iria mentir a ninguém, criticaria o mínimo possível, sempre fundamentando, e, como ponto de honra, basearia tudo o que escrevesse em resultados, positivos ou negativos, conseguidos no desenrolar das jornadas.
Não sei se o tenho conseguido!? Sei que o tenho tentado e vou continuar a tentar! Contando simplesmente, aquilo que vai acontecendo em cada dia ou época em que faço a minha pesca!
Pelos comentários que têm por aqui feito, alguns poderão achar que esta minha insignificante dissertação, seja reveladora de falsa modéstia ou coisa que o valha!? Mas não! Carrega unicamente a insegurança decorrente dos muitos visitantes que cá vieram, leram e calaram, o que, aliado ao carinho, interesse e humor revelados pelos comentadores atentos, me faz continuar a adorar o acto de escrever neste local!
Boa noite a todos os leitores e, até à próxima entrada!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

BOAS FESTAS!


Boa tarde a todos os leitores!

Nestas duas últimas semanas, não me foi possível contar coisas ou informar-vos das últimas da minha pesca. Muito trabalho e os apoios à família que sempre se tornam mais especiais nesta quadra, fizeram com que a pesca ficasse relegada para lugar secundário, embora lá tenha ido, mas depois conto!

Venho antes desejar, a todos vós, um óptimo Natal e um Ano de 2008 que vos traga e às Vossas famílias, tudo o que mais desejarem!

Deixo-vos como ilustração, o presépio que montaram no castelo de Sines (o meu santuário de pesca) que me parece ilustrar a simplicidade, e, a capacidade de bem fazer daquelas gentes.

Espero ainda que o novo ano vos traga aquele material que estava a faltar e ainda melhores experiências de pesca que aquelas que o ano findo permitiram!

Grande abraço para todos vós e para toda a comunidade que se dedica a esta nossa actividade!

domingo, 11 de novembro de 2007

As pequenas coisas em que não pensamos!

Nesta última Sexta Feira, depois de uma tarde de pesca que contarei na próxima entrada, estava eu lá em Sines, no meu barquito, fazendo a digestão do jantar e, como é hábito, dando os últimos retoques nos materiais a utilizar na pesca do dia seguinte, embrenhado nos meus pensamentos, quando de repente me lembrei!
Então eu mudei o blog, disse a toda a gente qual o novo endereço!? Porquê esta sensação que ficou, de que algo falta fazer ou dizer?
Puxei pelos "miolos"! Fiz uma retrospectiva! E, de repente, fez-se luz!
Epá! Então, e todos aqueles companheiros que, no antigo espaço, se inscreveram, abriram página e se deram ao trabalho de lá comentar!? Não lhes dei uma palavra e toda essa escrita se perdeu!
Senti-me mal! Não gostei de mim, nem da minha atitude, embora não tenha havido qualquer intenção ou falta de respeito para com qualquer de vocês! Simplesmente, ouve uma omissão técnica da minha parte que carece de ser retratada!
Portanto, aqui dou a minha cara e apresento as minhas sinceras desculpas a todos os que, sem excepção, desde o início, me deram alento para continuar, através dos seus comentários concordantes ou discordantes que tiveram o condão, entre outros, de me dar a imagem do interesse que a anterior página poderia estar a suscitar!
A foto foi feita no momento em que detectei esta minha incorrecção e em que decidi ser justificável fazer uma entrada para a respectiva retratação! Cá está ela! Espero que aceitem as minhas justificações e desculpas, assim como, o trabalho que por aqui vou desenvolvendo, de algum modo, vos possa compensar! Verdade... Verdade! Não vos esqueci!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Bem Vindos ao novo espaço!


Aqui estou, no ambiente em que normalmente escrevo as minhas "maluquices", para vos dar as boas vindas a este novo espaço que, espero, me permita uma maior facilidade de relacionamento com os leitores, assim como outras vantagens, por exemplo, um maior número de fotos por entrada e outras ferramentas que irei descobrindo!
Esperam-se agora, muitas pescas, mais experiências e mais pensamentos sobre esta nossa actividade, assim como, uma maior participação dos leitores!
Este local, contém já, todos os artigos colocados no anterior blog que será mantido durante algum tempo (15 a 30 dias), após o que, dependendo da aderência que se verificar por aqui, será apagado!
Uma vez mais, sejam Bem Vindos!
PS: As postagens foram iniciadas em 23 de Janeiro de 2007, no anterior blog. Todas elas figuram agora no mês de Outubro, atendendo a que foi essa a data da sua transferência para este local.
No entanto, cada uma delas tem, no título, a data real da sua publicação.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Erros que se cometem!? - 31/Agosto/2007


Nas entradas anteriores, respectivamente, 15 e 21 de Agosto, iniciei um "falar alto" sobre o estudo de locais, tendo para tal, baseado a minha procura essencialmente na hora da maré, procurando o peixe mais à terra com a maré a encher e perto da Preia-Mar, ou mais fora, com a maré a vazar ou perto da Baixa-Mar.
A ingenuidade e por vezes alguma cegueira que raia a parvoíce, acontecem principalmente quando se pensa que começamos a dominar determinados assuntos e, afinal, esse domínio só aconteceu, porque para além das variáveis para as quais olhámos, ouve outras que por sorte estiveram conjugadas e nos permitiram julgar que tudo estava certo e a correr sobre rodas!
Não!!! Então a pesca só se baseia nas marés!?
E a lua? A temperatura da água? As correntes que se desconhecem? O estado do mar? Enfim, tanta coisa que dificilmente se domina uma de cada vez, quanto mais todas elas conjugadas a influirem nos resultados que temos na prática diária deste nosso "vício"! E o tempo disponível para estudar e testar tudo isto? Onde está ele?
Que veleidade a minha, pensar que poderia testar algo baseado unicamente na conjugaçao das horas e das marés!? Só mesmo a anestesia e a calma das férias podem servir de desculpa a tal presunção!
Não digo que, atendendo à subida da temperatura das águas que se verificou nessa altura, não tenha existido alguma relação com as marés e peixe capturado quer nos 23, quer nos 46 metros, mas, era de esperar que houvesse modificações e teriam sempre de ser tidos em conta outros factores! Quais? Pois, não sei!!!
O que sei é que, dia 23, 24 e 26, pesquei segundo as orientações relacionadas com as marés e fui castigado! Quase totalmente e com "mérito próprio"
Parei para pensar e, preparando a pesca de dia 28, resolvi insistir nos mares de terra que conheço e não tinha ainda testado de forma que considero suficiente, mas, já com a intenção de ir para pesqueiros mais fundos (+/- 80 metros), caso os testes à terra não provassem! Ou seja, tendo em conta que os Pargos, nesta altura do ano, sempre deram pelo interior do "Limpo de Morgável", com alguma regularidade, coisa que não parece ter acontecido esta época, haveria que procurá-los noutros pesqueiros ou até procurar novos locais, coisa que em Sines não falta!
E, assim foi!
Iniciei nos mares de terra, primeiro pelos 33, depois pelos 40 metros e, os sinais eram os mesmos; pouco peixe, muita ratice nas iscas e muito poucos toques francos que indiciassem a real gana de comer fosse qual fosse a isca utilizada ou tipo de rabeira montada! E, posso dizer-vos que estive umas boas duas ou mais horas em cada um dos dois locais que testei!
Finalmente decidi! Vou lá fora! E não me arrependi, já que ainda safei a pesca com 4 Pargos de quilo a premiarem a minha perseverança e a fornecerem indicações para as próximas pescas que foram diferentes e que descreverei na próxima entrada!
A foto desta entrada, mostra-vos um dos poucos peixes que me salvaram do castigo, total e merecido, a que me sujeitei nestas jornadas e, parece-me, pelos factos que descrevi!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Assim, fico "babado"! - 11/Fev/07


Finalmente... mais um comentário. Desta vez do meu amigo Zeca, companheiro de algumas boas e más pescas!

Oh Zeca! Isso não se faz! É que assim, ainda encho o peito de mais e rebento. Depois acabaram-se as pescas e isso é que não te vou perdoar.

Companheiro, obrigado por te teres dado ao trabalho de comentares este lugar, não vou dizer que não estou satisfeito e até um pouco vaidoso porque tu não és novato nestas andanças, embora sejas suspeito, atendendo a que és assíduo companheiro de "luta".
E essa do "catedrático da pesca", também não me soa nada bem!

Bom... de qualquer modo, aqui te brindo com a foto duma das douradas que capturaste, no fim de semana, antes do Natal da época de Sines de 2006, a bordo do "mê barquito".

Um abraço!

Dá aí cumprimentos ao "Beiçolas" e ao Tavares!

E vejam lá, os outros visitantes que por aí andam se também dizem alguma coisa... é só ler e eu nem sei se ao menos os estou a divertir!?

PS: para a próxima, vê lá se pões outra cara para a fotografia. Parece que estás com medo que o bicho pense que és um caranguejo e te morda!

Agradecimento - 01/Fev/07


Obrigado Amigo A.Ferreira pelo primeiro comentário que apareceu aqui nesta sala. Já estava a desesperar... que exagero!
Quero ainda agradecer-lhe pela existência do seu blog que também me serviu de inspiração para entrar nestas lides.
Quanto às dificuldades de acesso, poderão ter a ver com alguma da minha ignorância nos processos de gestão deste lugar, o que, espero, venha progressivamente a melhorar com o vosso apoio e a minha procura contínua, assim o meu tempo disponível o permita!?
Não sei se isto resolve, mas a entrada directa parece ser: http://360.yahoo.com/e.makaira .
Entretanto, já aqui coloquei o seu link, como pode verificar.
Mais uma vez o meu obrigado e aqui o brindo com mais uma foto de um peixe apanhado no meu barco, pelo meu amigo Zé Beicinho, no fim de semana antes do Natal de 2006 (brevemente entrarei na parte técnica destas capturas).

"Provocação" - 29/Jan/2007


Boa noite pescadores!
Eu quero contar-vos mais coisas da pesca! Coisas relacionadas com a pesca que vou fazendo!
Quero contar-vos sobre como procuro o peixe, que iscas utilizo, que materiais têm melhor servido esta minha pesca,... etc., mas sinto necessidade que alguém diga qualquer coisa... vá lá pessoal, não se acanhem, metam-se comigo, contem-me as vossas que eu conto-vos as minhas.
Entretanto, aqui vai mais uma fotografia de Agosto de 2006 que não sendo nada de especial, dá para perceber, em conjunto com as já editadas, que aqui o rapaz se preocupa a procurar os animais!
Estou para ver se vocês vão continuar calados!?