Olho a rua, através da janela da minha casa, sinto a azia derivada, não ao Alfaquim cozido capturado lá por Sines que comi ao almoço, mas sim, às últimas medidas de austeridade, ou, se quiserem, lunáticas e mal intencionadas, emanadas pelos fulanos do costume e penso para comigo: preferia ter o mar por trás das árvores em vez de parque de estacionamento; preferia estar a pescar, em vez de estar aqui a preparar tudo para a actividade náutica já programada para 15 de Setembro, mas... tem de ser e não há volta a dar!
Assim em vez de tomar um Conpensan ou chupar umas Rennies, mais vale falar de pesca... a azia é capaz de passar e supostamente torno-me útil!? Vamos ver!?
Nos passados dias 4 e 5 de Setembro, fui pescar!
No primeiro dia, com pessoal amigo aqui de Setúbal - o Morais, o Teles e o Fernandinho - no segundo dia, com o meu companheiro João Martins!
Duas pescarias com características diferentes, em horários, intenções, comportamentos, peixes capturados...; ambas em excelente companhia e, também verdade, muito idênticas relativamente às condições de mar e vento, sendo o elemento de realce, a aguagem que se verificou em ambas as jornadas.
Considerando experiências passadas e estas últimas que particularmente me chamaram a atenção, vou-me isolar do mundo, concentrar na pesca e conversar convosco sobre o assunto em título... "Pescar com Aguagem"!
O termo refere-se, na gíria, à corrente que muitas vezes nos aparece ou já existe no mar, respectivamente, no pesqueiro em que já actuamos ou naquele em que fundeamos à chegada. Neste último caso, por vezes, nota-se na deriva do barco quando o seu rumo não é igual ao do vento ou este não existe; o mesmo não sendo tão visível quando coincidente com o rumo do vento existente, sendo tão mais difícil perceber quanto a maior intensidade deste.
Quando tal acontece, as reacções dos pescadores são diversas: uns, não gostam pura e simplesmente de pescar nestas condições, nomeadamente quando a aguagem é significativa; alguns outros, ficam na dúvida e outros ainda, adoram pescar nestas condições!
Estes gostos e comportamentos normalmente associados, estão certamente ligados a experiências anteriores de sucesso / insucesso, por sua vez, sediados nos comportamentos de cada um, face às condições referidas. Isto é, se a experiência é diminuta e pouco frutífera, pescando com aguagem, normalmente deixa de se acreditar e tentar, promovendo assim o insucesso. Se o contrário for verdade, lêem-se os sinais, alteram-se comportamentos, talvez baixadas e até técnicas de pesca ao fundo, assim como, paciente e atentamente se aguardam os resultados para os quais se dirigem estas novas acções, promovendo neste caso o aumento das hipóteses de sucesso.
Pessoalmente, gosto de pescar com aguagem, mas já lá vamos!
Antes de falar sobre interpretações e sobre o que fazer ou tentar face a estas, importa caracterizar aguagens, principalmente quanto à intensidade, já que, relativamente aos rumos, alguns destes, podendo ser menos propícios atendendo à zona onde estamos fundeados e a determinada época do ano, não vão certamente interferir com as funções da aguagem que estarão sempre presentes. Ou seja, a "dita cuja" levará sempre os cheiros das nossas iscas e / ou engodos, assim como as vibrações causadas pelos pequenos peixes que actuam em frenesim sobre os mesmos, permitindo-nos colocar as nossas baixadas em procura, mais perto ou mais longe, dependendo da nossa capacidade de leitura dos sinais oferecidos por toques, ausência destes, e, do nosso conhecimento dos fundos para além do local onde fundeámos. Resultará, não resultará... se não tentarmos porque não gostamos, está garantido que não vai resultar. Mas vamos às intensidades.
No sentido de qualificar aguagens quanto às intensidades, de forma prática e considerando os meus limites de conforto / desconforto, considero como intensidade de aguagem máxima, para pescar ao fundo com estralhos, quando, aplicando uma chumbada de peso máximo 350 grs, em linhas do carreto de 0,30 de diâmetro, consigo chegar ao fundo com a linha a formar um ângulo de 30 a 45º (a olho), do lado mais fechado com a linha de água, em qualquer profundidade. Pior em zonas mais profundas, maior intensidade que esta, torna-se desconfortável e pouco razoável para pescar, na minha perspectiva. Isto porque, o tempo que se perde a largar linha, o esforço que se despende, o descontrolo sobre onde a baixada se encontra e os resultados obtidos em situações de intensidade superior, embora tentados, raramente deram resultados para além de um ou outro exemplar esporádico. Com intensidades abaixo desta, já outros resultados se obtiveram, muitas vezes, senão sempre, superiores a situações de ausência de aguagem, nomeadamente no que a capturas de exemplares maiores se refere.
Sobre o comportamento do peixe, tendo sempre em conta a lei do mínimo gasto de energia para um máximo de ingestão de comida, parece evidente que quanto maior for a aguagem, maiores serão as alterações comportamentais quer de predadores, quer de predados. Com alta intensidade, os predadores tenderão a procurar uma zona de refluxo, colocando-se ao abrigo dum pontão alto, do lado contrário à aguagem, de onde partirão para os seus ataques e aí retornarão após estes ou, na ausência de tal, fiarão a aguagem, progredindo ou não e aguardando por algo fácil fornecido por esta corrente; sendo que o ataque às nossas iscas dependerá em muito da colocação destas, o que podemos variar aumentando ou diminuindo o peso da chumbada; deixando ir ou travando a descida da linha; ou ainda, lançando à distância que entendermos. Tudo isto procurando sinais, quer de toques, quer de capturas.
Para decidir que mantemos a acção de pesca na zona de pesqueiros escolhida e nas condições referidas, importa ir testando e relacionando as intensidades com os sinais dos toques, tendo também em conta o nosso conhecimento acerca da configuração dos fundos que se encontram na linha da aguagem e para além do nosso barco. O que quero dizer com isto?
Imaginemos que estamos poitados num pontão e que a queda deste se alonga num fundo rico de limpos e entralhados, com pontões mais ou menos altos, lá longe, relativamente perto do local onde a nossa baixada vai cair. Nestas condições, tudo indica que para além da capacidade de atracção das nossas iscadas, podemos ainda contar com a actuação dos atacantes que se encontrarem abrigados nesses locais ou de outros que lá se venham abrigar podendo vir a tornar-se potenciais interessados naquilo que lá colocámos!?
Portanto, como conceito, parece-me importante que, considerando a época do ano, a zona de fundo, em torno do eixo representado pela linha de aguagem e para além do local onde caiam as baixadas, seja conhecida e se apresente com características passíveis de passagem ou abrigo daqueles que procuramos. Resumindo, a aguagem, por razões óbvias face ao descrito, poderá ser um aliado ou um inimigo. Pessoalmente, gosto de a considerar como um aliado, quando não exceda a intensidade definida.
Das experiências efectuadas com aguagem, sem duvida que os melhores resultados que obtive verificaram-se até ao limite em que, com linha de 0,30 e chumbada de 180 / 200 grs, a linha formou um ângulo até aos 45º, do lado mais fechado. Quer em pesqueiro com aguagem logo à chegada, quer em pesqueiro onde esta entrou, ao fim de algumas horas de pesca. Acontecendo muitas vezes uma melhoria significativa da qualidade de capturas algum tempo após esta alteração de condições, nomeadamente, quando a pesca estava pouco frutífera e em locais onde para além da popa do barco os terrenos de fundo são propícios.
Outros locais houve, em que só após a diminuição da intensidade da aguagem se conseguiram capturas de nota, neste caso aconteceu estarmos na beirada de um pontão, carregada de peixe, nitidamente agarrada ao abrigo do refluxo da aguagem que estava no limite do possível. Não tínhamos tempo para mudar e aguentámos, sempre com o peixe miúdo a roubar. Quando a intensidade diminuiu e conseguimos colocar as iscas mais perto da beirada, fizemos em meia a uma hora uma pesca espectacular de Sargos grandes e alguns Pargos que, como tudo indica, não se deslocaram para comer uns bocados de sardinha que os obrigaria a um alto consumo energético. É verdade... não é? Não tenho a certeza, mas a forte sensação que sim.
Relativamente ao descrito e a muitas outros resultados em outras ocasiões, parece-me poder dizer o seguinte:
Desde que a intensidade da corrente não ultrapasse os números máximos que referi, quer logo que se começa, quer quando entra após algum tempo em acção de pesca, pessoalmente, gosto de alterar e aguardar sinais que permitam perceber se valerá ou não o esforço de continuarmos por ali.
Verdade também que em certos pesqueiros, não me lembro de ter feito uma pesca de jeito sem aguagem e garanto-vos que os testei várias vezes, em diferentes épocas do ano.
Vamos aos sinais:
A aguagem está no limite da intensidade, não dei por ela antes de fundear e não gosto dos fundos que estão para além do barco, levanto o ferro e recoloco-me de modo a que possa acreditar no que estou a fazer. É evidente que se antes de fundear me apercebo que existe aguagem, tento colocar-me logo em local com as características que já referi.
A partir deste momento, há que testar... primeiro, mais perto; depois, mais e mais longe e, outra vez mais perto. Caso não existam toques e as iscas venham continuamente inteiras, ao fim de mais ou menos uma hora, decido-me normalmente por mudar de pesqueiro.
Caso em determinado ponto da procura, os toques comecem a acontecer, insiste-se, vai-se continuando por ali e até mais longe e, normalmente, o resultados aparecem.
Em outra situação, estou a pescar sem aguagem, ou com uma muito leve que de repente entra ou aumenta. Neste caso, após alterar o peso da chumbada para ângulos adequados e a cana passar para uma posição alta e perpendicular à aguagem, no sentido de melhor se perceberem os toques; várias situações podem acontecer:
1. Os toques e roubo de isca continuam
2. Os toques e roubo de isca param
No primeiro caso, está assegurado o chamamento dos maiores que por ali andem e, se os roubos se tornarem mais rápidos e imperceptíveis, atendendo às novas condições, importa aumentar o tamanho e eventualmente a rijeza das iscas.
No segundo caso, há que aguardar e testar distâncias procurando peixe. Se tornarmos a ele, sentindo toques, tudo bem! Se não... pois teremos, em função dos fundos em que estamos e da hora do dia, de arriscar ficar, ou mudar.
Sinceramente, às 4 da tarde e em situação de entrada de aguagem, prefiro arriscar, sem toques, um pesqueiro que na linha de aguagem tenha bons fundos do que mudar para a incerteza da falta de tempo útil em acção de pesca.
Na procura de peixe para a popa do barco, em qualquer destas situações, não me refiro unicamente à pesca ao fundo com estralhos e chumbada pesada, mas também da exploração utilizando a pesca à chumbadinha que, já testada com bons resultados por muitos e fiáveis companheiros, me parece extremamente versátil nestas condições.
Ilustrando o referido com mais algumas experiências, quero contar-vos as últimas duas pescarias, ambas com aguagem para chumbada de 150 / 180 grs, entrada a meio da pesca e falar-vos sobre os comportamentos, alterações e resultados conseguidos.
No primeiro dia, 4 de Setembro, fui com os meus amigos Morais, Teles e Fernandinho, muito amigos da pesca, do Sol e dos comes e bebes. O Teles, sem dúvida, o mais insistente e difícil de demover da pesca, mesmo em condições mais adversas.
Chegámos ao pesqueiro, iniciando a acção de pesca e pouco depois já entravam Parguitos de quilo, augurando a chegada dos seus pais e avós.
Até ao meio dia, capturámos uns dez, quase todos do tamanho aqui apresentado pelo Teles...
Sobre o comportamento do peixe, tendo sempre em conta a lei do mínimo gasto de energia para um máximo de ingestão de comida, parece evidente que quanto maior for a aguagem, maiores serão as alterações comportamentais quer de predadores, quer de predados. Com alta intensidade, os predadores tenderão a procurar uma zona de refluxo, colocando-se ao abrigo dum pontão alto, do lado contrário à aguagem, de onde partirão para os seus ataques e aí retornarão após estes ou, na ausência de tal, fiarão a aguagem, progredindo ou não e aguardando por algo fácil fornecido por esta corrente; sendo que o ataque às nossas iscas dependerá em muito da colocação destas, o que podemos variar aumentando ou diminuindo o peso da chumbada; deixando ir ou travando a descida da linha; ou ainda, lançando à distância que entendermos. Tudo isto procurando sinais, quer de toques, quer de capturas.
Para decidir que mantemos a acção de pesca na zona de pesqueiros escolhida e nas condições referidas, importa ir testando e relacionando as intensidades com os sinais dos toques, tendo também em conta o nosso conhecimento acerca da configuração dos fundos que se encontram na linha da aguagem e para além do nosso barco. O que quero dizer com isto?
Imaginemos que estamos poitados num pontão e que a queda deste se alonga num fundo rico de limpos e entralhados, com pontões mais ou menos altos, lá longe, relativamente perto do local onde a nossa baixada vai cair. Nestas condições, tudo indica que para além da capacidade de atracção das nossas iscadas, podemos ainda contar com a actuação dos atacantes que se encontrarem abrigados nesses locais ou de outros que lá se venham abrigar podendo vir a tornar-se potenciais interessados naquilo que lá colocámos!?
Portanto, como conceito, parece-me importante que, considerando a época do ano, a zona de fundo, em torno do eixo representado pela linha de aguagem e para além do local onde caiam as baixadas, seja conhecida e se apresente com características passíveis de passagem ou abrigo daqueles que procuramos. Resumindo, a aguagem, por razões óbvias face ao descrito, poderá ser um aliado ou um inimigo. Pessoalmente, gosto de a considerar como um aliado, quando não exceda a intensidade definida.
Das experiências efectuadas com aguagem, sem duvida que os melhores resultados que obtive verificaram-se até ao limite em que, com linha de 0,30 e chumbada de 180 / 200 grs, a linha formou um ângulo até aos 45º, do lado mais fechado. Quer em pesqueiro com aguagem logo à chegada, quer em pesqueiro onde esta entrou, ao fim de algumas horas de pesca. Acontecendo muitas vezes uma melhoria significativa da qualidade de capturas algum tempo após esta alteração de condições, nomeadamente, quando a pesca estava pouco frutífera e em locais onde para além da popa do barco os terrenos de fundo são propícios.
Outros locais houve, em que só após a diminuição da intensidade da aguagem se conseguiram capturas de nota, neste caso aconteceu estarmos na beirada de um pontão, carregada de peixe, nitidamente agarrada ao abrigo do refluxo da aguagem que estava no limite do possível. Não tínhamos tempo para mudar e aguentámos, sempre com o peixe miúdo a roubar. Quando a intensidade diminuiu e conseguimos colocar as iscas mais perto da beirada, fizemos em meia a uma hora uma pesca espectacular de Sargos grandes e alguns Pargos que, como tudo indica, não se deslocaram para comer uns bocados de sardinha que os obrigaria a um alto consumo energético. É verdade... não é? Não tenho a certeza, mas a forte sensação que sim.
Relativamente ao descrito e a muitas outros resultados em outras ocasiões, parece-me poder dizer o seguinte:
Desde que a intensidade da corrente não ultrapasse os números máximos que referi, quer logo que se começa, quer quando entra após algum tempo em acção de pesca, pessoalmente, gosto de alterar e aguardar sinais que permitam perceber se valerá ou não o esforço de continuarmos por ali.
Verdade também que em certos pesqueiros, não me lembro de ter feito uma pesca de jeito sem aguagem e garanto-vos que os testei várias vezes, em diferentes épocas do ano.
Vamos aos sinais:
A aguagem está no limite da intensidade, não dei por ela antes de fundear e não gosto dos fundos que estão para além do barco, levanto o ferro e recoloco-me de modo a que possa acreditar no que estou a fazer. É evidente que se antes de fundear me apercebo que existe aguagem, tento colocar-me logo em local com as características que já referi.
A partir deste momento, há que testar... primeiro, mais perto; depois, mais e mais longe e, outra vez mais perto. Caso não existam toques e as iscas venham continuamente inteiras, ao fim de mais ou menos uma hora, decido-me normalmente por mudar de pesqueiro.
Caso em determinado ponto da procura, os toques comecem a acontecer, insiste-se, vai-se continuando por ali e até mais longe e, normalmente, o resultados aparecem.
Em outra situação, estou a pescar sem aguagem, ou com uma muito leve que de repente entra ou aumenta. Neste caso, após alterar o peso da chumbada para ângulos adequados e a cana passar para uma posição alta e perpendicular à aguagem, no sentido de melhor se perceberem os toques; várias situações podem acontecer:
1. Os toques e roubo de isca continuam
2. Os toques e roubo de isca param
No primeiro caso, está assegurado o chamamento dos maiores que por ali andem e, se os roubos se tornarem mais rápidos e imperceptíveis, atendendo às novas condições, importa aumentar o tamanho e eventualmente a rijeza das iscas.
No segundo caso, há que aguardar e testar distâncias procurando peixe. Se tornarmos a ele, sentindo toques, tudo bem! Se não... pois teremos, em função dos fundos em que estamos e da hora do dia, de arriscar ficar, ou mudar.
Sinceramente, às 4 da tarde e em situação de entrada de aguagem, prefiro arriscar, sem toques, um pesqueiro que na linha de aguagem tenha bons fundos do que mudar para a incerteza da falta de tempo útil em acção de pesca.
Na procura de peixe para a popa do barco, em qualquer destas situações, não me refiro unicamente à pesca ao fundo com estralhos e chumbada pesada, mas também da exploração utilizando a pesca à chumbadinha que, já testada com bons resultados por muitos e fiáveis companheiros, me parece extremamente versátil nestas condições.
Ilustrando o referido com mais algumas experiências, quero contar-vos as últimas duas pescarias, ambas com aguagem para chumbada de 150 / 180 grs, entrada a meio da pesca e falar-vos sobre os comportamentos, alterações e resultados conseguidos.
No primeiro dia, 4 de Setembro, fui com os meus amigos Morais, Teles e Fernandinho, muito amigos da pesca, do Sol e dos comes e bebes. O Teles, sem dúvida, o mais insistente e difícil de demover da pesca, mesmo em condições mais adversas.
Chegámos ao pesqueiro, iniciando a acção de pesca e pouco depois já entravam Parguitos de quilo, augurando a chegada dos seus pais e avós.
Até ao meio dia, capturámos uns dez, quase todos do tamanho aqui apresentado pelo Teles...
... e este outro, não muito maior (embora pareça), aqui apresentado pelo Fernandinho!
Então, por volta do meio dia, entrou a tal aguagem, fazendo com que, por via dos roubos sucessivos e diminuição da frequência de capturas, a pesca fosse relegada para segundo plano, face aos banhos de mar e comes e bebes jeitosos. Este pessoal e aguagem sem resultados logo ali, não combinam! Tudo bem... foi um excelente dia de pesca e mar, em que se perdeu a oportunidade de testar à séria as capacidades da aguagem como eventual aliada, o que não impediu que testássemos, uma vez mais as capacidades culinárias do Zé Beicinho, com três dos Parguitos capturados, escalados na brasa... uma delícia!
No dia seguinte, fui com o meu companheiro João Martins e a coisa foi outra, embora sem muitos exemplares.
O dia foi quase tirado a papel químico, quer à chegada, sem aguagem e com capturas menos frequentes que no dia anterior; quer na entrada da "dita cuja", com intensidade e rumo idênticos.
Os sinais relacionados com toques e roubo de iscas mantiveram-se com a corrente, tornando-se mais imperceptíveis e rápidos no que ao roubo se refere, sendo as cavalas grandes no anzol de cima a única captura que se conseguia.
Alterei a baixada, retirando o estralho de cima e aumentando o de baixo para 1,50 mt, assim como o anzol que passou para 8/0, escondido em sardinhas inteiras, sem cabeça, iscadas com o anzol a sair junto ao final da barriga e pasme-se... tudo desaparecia com alguma rapidez, embora menor que a anterior iscada de duas postas.
Certo é que, ainda me entrou um Pargo com uns dois quilos e tal, não fotografado porque sempre pensei que entraria um maior, dois mais pequenos e uma Dourada.
O João Martins também não deixou créditos por mãos alheias, primeiro com esta Dourada...
No dia seguinte, fui com o meu companheiro João Martins e a coisa foi outra, embora sem muitos exemplares.
O dia foi quase tirado a papel químico, quer à chegada, sem aguagem e com capturas menos frequentes que no dia anterior; quer na entrada da "dita cuja", com intensidade e rumo idênticos.
Os sinais relacionados com toques e roubo de iscas mantiveram-se com a corrente, tornando-se mais imperceptíveis e rápidos no que ao roubo se refere, sendo as cavalas grandes no anzol de cima a única captura que se conseguia.
Alterei a baixada, retirando o estralho de cima e aumentando o de baixo para 1,50 mt, assim como o anzol que passou para 8/0, escondido em sardinhas inteiras, sem cabeça, iscadas com o anzol a sair junto ao final da barriga e pasme-se... tudo desaparecia com alguma rapidez, embora menor que a anterior iscada de duas postas.
Certo é que, ainda me entrou um Pargo com uns dois quilos e tal, não fotografado porque sempre pensei que entraria um maior, dois mais pequenos e uma Dourada.
O João Martins também não deixou créditos por mãos alheias, primeiro com esta Dourada...
... depois, com este Alfaquim:
Considerando o assunto, as duas pescarias feitas, o tempo que faltou para experimentar mais, pese embora que uma cana tenha estado sempre a pescar à chumbadinha, "em automático", como diriam alguns especialistas desta técnica que comigo já pescaram... mais não se conseguiu!
No entanto a aguagem, na minha opinião, é muito sinceramente uma aliada a ter em conta, principalmente nas condições que descrevi, aquelas que até agora testei.
Haverão certamente outras experiências sobre o assunto que poderão melhorar ou contrapor o que por aqui foi dito!? Aguardo sinceramente por outras opiniões que só poderão melhorar os nossos conceitos, ocupar-nos as nossas jornadas e melhorar os nossos resultados!
Uma boa noite a todos os leitores.



