O Porto de Sines está no horizonte sempre visível durante todo o dia de pesca, fornecendo-me marcas de terra orientadoras para tomada de conhecimento das variações de posicionamento do barco, variáveis e determinantes de fases diversas ao longo de toda a acção, sustentando opções tomadas quanto ao fundeio ou mudanças de pesqueiro. Amigo... aguarda-me e aos meus pensamentos de fim de jornada, normalmente orientados para a análise de cada dia quanto a acontecimentos, variações de montagens, capturas, sossego e limpeza da alma. Grande porto!
Tanto o vento quanto a aguagem, mudaram de sentido e obrigaram, em conjunto com os sinais dos toques, à tomada de atitudes, quer no que respeita às mudanças de pesqueiro, quer às opções das montagens utilizadas.
As análises que venho fazendo, enquanto navego neste mar de sonho, apresentam-se directamente relacionadas com a última entrada - Pescar com Aguagem - assim como, com a presente, cujo objectivo é completar a anterior, face ao debate de ideias constantes nos comentários produzidos pelos leitores, indicadores de que muito ficou por dizer, ou não seja assim sempre que se fala sobre pesca. Matéria não falta... o que falta, talvez e na maioria das vezes, é a exposição de cada um sobre os seus erros, sucessos e razões que levam a uns e outros. Normalmente, só os dias repletos de peixe aparecem, sem grandes explicações para além do óbvio... fulano de tal, capturou este(s) ou aquele(s) peixe(s)! É bonito e não critico, limito-me a constatar factos.
Mas vamos primeiro às últimas acções e resultados.
Tudo estava programado... dia 19, ida para Sines; 20, 21, 22 e 23; pesca!
Esta semana, seria levantado o barco para limpar e pintar o fundo, o que infelizmente não aconteceu, devido ao mau tempo... paciência!
Ficaram as jornadas de 20 a 22 para contar e sobre elas reflectir!
As duas primeiras (20 e 21), muito idênticas quanto a condições de mar, vento e resultados; a última (22), com mau tempo esperado e opções diversas, tanto derivadas dos resultados das primeiras, quanto às dicas de quem acha que as deve dar, neste caso, o João Carlos Silva, a quem deixo aqui o meu sincero agradecimento!
As opções das duas primeiras jornadas centraram-se no mesmo pesqueiro, por ser produtivo nesta época, quer com exemplares maiores, quer com variedade de espécies de bom porte.
Em ambos os dias, apresentaram-se as seguintes condições: mar calmo, vento fraco, aguagem leve a Norte, até ao meio dia / uma da tarde, mudando para aguagem de intensidade média, a Sul, a partir desta hora e até ao fim da jornada.
As condições descritas obrigaram, para manter o barco e as baixadas na zona mais "quente", a recolocação do fundeio em ambos os dias, no momento da mudança da aguagem que coincidiu sempre com a entrada de uma brisa de N/NW, criando uma deriva S/SE, também coincidente com o rumo da aguagem.
Verdade também que os melhores exemplares entraram após a mudança de aguagem, quer de rumo, quer de intensidade, ficando por se saber se as razões se prenderam com a produtividade da zona para onde derivaram os cheiros das nossas iscas; com a velocidade a que viajaram, talvez informando peixe mais longe; ou ainda, com o aumento do tamanho das iscadas e do comprimento do estralho de baixo para quase 2 metros, assim como, a eliminação do estralho de cima, atendendo a que sistematicamente e em cada subida, capturava Cavalas enormes, enganando-nos ao primeiro toque.
Inclino-me sinceramente para o sucesso do conjunto de modificações que acabaram por corresponder aos sinais, sempre presentes, de actividade intensa no ataque às iscas.
Agora... será que, dentro do conjunto, cada uma das modificações poderia ser melhorada? Não sei!?
Outra questão... uma cana esteve sempre a pescar (em "automático") à Chumbadinha, tendo no segundo destes dias capturado uma Dourada pequena, iscada com Cavala fresca atada com fio elástico, única iscada que assegurava duração significativa. Então porque não entraram Pargos maiores? Talvez porque não estivessem neste alinhamento, pois todo o santo dia caíram sardinhas, umas atrás das outras, atacadas e desfeitas em minutos, por vezes em segundos, num frenesim e largando cheiros que, tudo indica, convidariam qualquer predador maior a juntar-se à festa!?
Alguns apareceram... como esta Dourada e uma outra do mesmo tamanho, maiores exemplares de quinta...
Ou este Pargo, aqui apresentado pelo Fernando Fontes, maior exemplar de sexta...

... tudo indicando a necessidade de procurar noutros locais, ainda mais, tendo como aconselhamento as já referidas dicas do João Carlos Silva sobre peixe maior, por ele capturado mais à terra, em zona que em outros anos já se apresentaria pouco profícua nesta época, mas, pode dizer-se... este tem sido, sem dúvida, um ano "sui generis", nomeadamente, no que respeita aos exemplares que procuro e aqui pela zona de Sines!?
Sábado, 22 de Setembro, manhã calma em que os meus companheiros Tózé, Nuno e João; vieram pescar comigo, em hora, como direi... matutina.
Saímos para o mar em busca dos pesqueiros de terra, sondámos, poitámos e vá de gastar sardinha, num fundo de 29 metros, onde se fazia sentir uma aguagem para Sul, leve e pouco usual neste pesqueiro. Os toques iniciaram-se, as iscas levavam algum tempo a desaparecer, ora com toques secos e curtos, ora com tão pouca intensidade que nem se sentiam... "cheirava" a peixe de jeito, mesmo cá em cima!
Não demorou muito até que o Nuno se estreasse com o primeiro Parguito... cá vai ele!
As capturas, principalmente entre Parguinhos, Pargos e Sargos; iam acontecendo a espaços, embora num ritmo agradável, sendo os maiores iguais a este aqui apresentado pelo Tózé!

O pesqueiro mostrava-se rico e com espécies variadas... uma Dourada perto do kg, uma Bica jeitosa, um Robalo de 42cm e, parecendo coisa maior, este Sargo Veado tirado pelo João.
O pesqueiro estava uma delícia e a promessa de maiores manteve-se viva até que o barco desviou de sítio, reposicionou-se no mesmo local, onde me calhou mais um Pargo igual ao do Tózé. Entraram mais uns Sargos, a aguagem parou por completo e, passado algum tempo, instalou-se a ventania de S/SW que já se esperava desde as 13.00 horas; mostrando-nos o caminho do porto, onde se espalhou o peixe e tirou a foto global!

Uma pescaria bonita, onde o tal, ou os tais, não se fizeram representar. Uma pena... seriam as cerejas no topo do bolo!
Relativamente aos três dias relatados, parece poder dizer-se que, no que respeita a capturas de melhor qualidade, houve influência positiva da aguagem. Nos dois primeiros, a intensidade verificada obrigou a alteração de montagens; e, neste último, tudo indica que quando esta deixou de se fazer sentir, também as capturas de melhor qualidade pararam.
Fica-me uma questão... se por acaso se têm alterado as montagens, neste último dia, será que o tal maior teria entrado? Não o fizemos porque não se sentiu essa necessidade e o peixe estava a corresponder bem, por tal, nunca o saberemos!
O relato produzido, considerando também o artigo anterior e os comentários produzidos pelos leitores, por ordem de intervenção: João Martins, Filipe, Luís Ramalho e João Carlos Silva; remete-nos para o tema do artigo, permitindo-nos aprofundar análises e reflexões.
Antes da produção de definições e aprofundamento de conceitos, importa referir que umas e outros, não devem considerar-se estanques; não raramente acontecendo que muitas outras sub definições e / ou sub conceitos poderão estar presentes, ou até, situações de várias intensidades, de mesmo rumo ou rumo contrário, na coluna de água, pouco perceptíveis e passíveis de baralhar tudo isto. Resumindo, não vamos olhar para o que vai sair daqui como "chapa batida", mas sim como orientação de base, fundamentada em experiências e resultados obtidos pelo autor, com alguma regularidade, mas falíveis em diversas ocasiões.
Vamos então considerar quatro áreas de reflexão:
1. Distribuição das intensidades da aguagem em três categorias, usando como referências: o peso da chumbada e o ângulo formado pela linha do carreto no ponto em que, com a baixada no fundo, se insere na linha de água; e, a linha de água, prolongada até à vertical da ponteira da cana.
2. Comportamento dos peixes, versus intensidade da aguagem.
3. Análise de montagens, face às categorias de intensidade e aos sinais produzidos por toques e capturas.
4. Comportamentos do pescador... atenção, reposição de iscas, utilização do material face às montagens em uso e outros que vão surgindo das reflexões produzidas.
1.1. Intensidade limite, conforme já definida no artigo anterior: ângulo de 45º ou um pouco menos, para chumbada com um peso máximo de 350grs. Talvez mais adequada para pescar com montagem de fundo que para a chumbadinha, se bem que nesta última também se podem usar chumbadas mais pesadas que as que se ouvem falar (trinta a cento e algumas gramas).
1.2. Intensidades médias, também definidas no artigo anterior: ângulos de 45º ou um pouco menos, para chumbadas de 150 /180 gr. Adequadas para qualquer técnica.
1.3. Intensidades leves: ângulos com mais de 45º para qualquer chumbada até 150 / 180 gr. Estas, as que parecem ser mais produtivas, talvez por razões que se prendem com vários factores, como sejam: menos afastamento do local de fundeio; mais controlo sobre o local onde se coloca a baixada; facilitação das funções, sentir e ferrar; e, entre outras possíveis, menor esforço para o pescador.
Relativamente às intensidades, repararam certamente os leitores nas referências, em singular, relativamente à 1.ª; e, em plural, às restantes. A razão de tal, prende-se com a dificuldade de melhorar a aproximação ao local de fundeio no caso da "aguagem limite", versus as possibilidades de variação, através do aumento do peso da chumbada, possível na média, caso se pretenda pescar mais perto do barco; e, o aumento e / ou diminuição do peso da chumbada, caso se pretenda aproximar ou afastar, quando em presença de uma intensidade leve.
Pode portanto afirmar-se que, com menor esforço, quer a intensidade média, quer a leve, permitem melhor exploração de fundos, e, consequentemente, pescar melhor!?
Uma outra questão parece pertinente no que respeita às aguagens, tanto verificando que já existem logo que fundeamos, quanto à sua entrada após algum tempo em acção de pesca... continuamos no pesqueiro ou mudamos?
Tal decisão, parece... terá muito a ver com os sinais dos toques. Se estes lá estiverem e as iscas, de vários tamanhos, forem consumidas com mais ou menos agressividade, tudo indica que devemos manter-nos, principalmente na presença de uma aguagem de intensidade limite. Isto poderá querer dizer que algum abrigo perto, permite aos peixes, certamente esfomeados, atacarem as nossas iscas e, os predadores, tendencialmente, não faltarão ao encontro, mais cedo ou mais tarde.
Em presença de aguagens médias ou leves, ou já existem sinais, ou devem procurar-se explorando mais ou menos afastados do barco, só mudando, caso os sinais não existam, aliás, como em situação de água parada.
Estas últimas reflexões remetem-nos para a análise seguinte, ou seja, o comportamento dos peixes face à intensidade da aguagem.
2.1. Relativamente ao comportamento dos peixes, este será tão alterado quanto maior a intensidade da aguagem.
Não é fácil começarmos a adivinhar sobre o tema, no entanto, podem elaborar-se algumas reflexões lógicas, conjugando: experiências de caça sub com aguagens normalmente médias ou leves; algumas leituras de sonda, em presença de aguagens de intensidade limite ou superior; sinais e resultados obtidos em presença de intensidades variadas e algumas regras comportamentais conhecidas no que se refere a comportamentos alimentares na vida selvagem. Dava para escrever um livro, mas vamos tentar abreviar, tentando fazer algum sentido.
No caso da caça sub, com aguagens de leves a médias, era usual ver muita vida em torno de pontões altos, sendo que os peixes alimento movimentavam-se junto ao lado do pontão contrário à aguagem, subindo-o ou ladeando-o até serem apanhados por esta e voltando ao abrigo do refluxo, tudo indicando que iam comendo o que a aguagem lhes trazia e descansando no abrigo a intervalos, lutando o mínimo contra esta.
Uma caça de espera agarrado ao fundo, ou um mergulho a favor da aguagem, ladeando o pontão com cuidado, descobriam por vezes predadores de água livre que procuravam os peixes alimento que por ali andavam. Já os Sargos; tendiam a entocar-se em frinchas ou buracos virados à aguagem, abrigando-se e recebendo sinais que esta lhes trazia. Com aguagens mais intensas as dificuldades de encontrar peixe aumentavam exponencialmente, tanto pela nossa capacidade de nos aguentarmos, quanto à mobilidade do peixe, tão rápida e fugaz que só num frente a frente rápido e instintivo se conseguia uma captura. A hipótese era mergulhar numa zona conhecida, normalmente entre pontões, procurando a profundidade ideal e, deixando-nos levar pela aguagem, fazer passagens atentas aguardando um encontro sério. Neste caso, após emersão, entrar no barco de apoio, tornar a voltar ao ponto de partida e repetir, repetir, repetir... também este, um comportamento predatório extenuante que só valia por se saber que a recompensa poderia ser grande!? Claro que, invariavelmente, ao fim de algumas passagens deste tipo, procurávamos local menos agressivo.
É do senso comum que a regra base orientadora dos comportamentos, quer de peixe alimento, quer de predadores; é a que se refere ao máximo de ingestão de alimento, para um mínimo de gasto energético; regra esta que, na vida selvagem, se relaciona também com a eliminação dos mais fracos e / ou doentes, mais fáceis de capturar, preservando assim, a saúde e fortaleza das espécies.
Na pesca embarcada e em profundidades diversas, calcula-se que os comportamentos sejam idênticos, pelo que será muito difícil conseguir colocar as nossas iscas na hora certa e no ponto ou alinhamento certos, em presença de aguagens com intensidades para além da definida como limite. Aliás, com aguagens deste tipo, pode talvez afirmar-se que um predador podendo, quando ela entra, aproveitar-se de "incautos" apanhados e levados, tenderá posteriormente a procurar zona menos agreste para caçar. Nós, enquanto predadores, teremos de actuar em conformidade.
Em presença de aguagens com intensidades leves ou médias, os peixes gastam menos energia, têm mais capacidade de fuga e / ou tempo para preparar ataques, sentem os cheiros e vibrações vindos de longe e correm mais água em procura. Nós, podemos fundear melhor; pescar com melhor noção sobre os fundos onde actuam; adequar e colocar melhor as nossas baixadas, em função dos sinais; e, despender menos esforço. Portanto, tudo indica que existem vantagens significativas em pescar com aguagens leves a médias.
As reflexões produzidas, essencialmente apoiadas em vivências da caça sub e na regra básica orientadora de comportamentos alimentares, podem ainda ser suportadas pelas leituras de sonda, sinais de toques e resultados obtidos em acção de pesca, em presença das intensidades analisadas.
A sonda, no caso de aguagem de intensidade limite ou superior, usualmente mostra muito pouco peixe por cima dos bicos e algum, muito concentrado, na beirada contrária ao rumo da mesma. Em alguns casos, vêm-se sinais de actividade por cima dos bicos, mas numa segunda passagem já só se vê um deserto, indicando que o peixe ou está em movimento, ou está completamente agarrado na zona de abrigo do pontão, local onde será extremamente difícil colocar as nossas baixadas, tanto mais, quanto maior a intensidade. Melhor será procurar pesqueiros noutra zona.
Outro figurino pode acontecer... em determinados pesqueiros, principalmente em pontões muito altos, estes apresentam-se escavados do lado frente ao rumo da aguagem e cheios de actividade decorrente deste abrigo criado pela própria erosão das correntes predominantes. Nesta situação, quando conseguimos fundear afastados e colocar as baixadas perto deste abrigo, mesmo com aguagens de intensidade limite ou até mais fortes, as hipóteses de capturas interessantes aumentam significativamente.
As decisões de ficar ou desandar para situações mais favoráveis de pesca, dependerão sempre dos sinais dados pelos toques. Se existirem logo que descemos as nossas iscas, vamos ficando, analisando e procedendo conforme evolução da intensidade destes e de eventuais capturas conseguidas; se, ao fim de algum tempo, nada se sente, está na hora de ir pregar para outra freguesia.
3.1. As montagens a utilizar, poderão variar face às circunstâncias referidas, considerando: a proximidade do barco a que queremos pescar; as iscadas com isca maior, menor e mais ou menos rija, em uso; assim como, a exploração que entendermos fazer na coluna de água ou ao fundo, face aos sinais e tipologia das estruturas onde, em determinado momento, exercemos a nossa acção. Os peixes poderão atacar qualquer delas, dependendo de tantos factores que só a experimentação e a análise de resultados, poderão nortear as nossas opções nesta área.
As montagens que se seguem, não são a "descoberta da pólvora", simplesmente são as que me têm resultado ou a companheiros que vi em acção de pesca, cuja fiabilidade técnica e resultados, não deixam margem para dúvidas quanto à fiabilidade destes materiais, tanto a pescar ao fundo, quanto à chumbadinha. A primeira, com bons resultados com qualquer intensidade de aguagem; a segunda, parecendo-me mais adequada para aguagens de intensidade leve a média.
Com ou sem aguagem, a montagem que mais uso está mais que descrita, em artigos variados, aqui pelo blogue; ou seja, aquela de dois estralhos, entre os 60 e os 100cm, separados 120 a 150cm; com`fusível à chumbada, entre os 25 e os 30 cm, usando destorcedores iguais ao que se encontra na montagem da figura seguinte.
Esta montagem, permitindo variações do comprimento e espessura / resistência do único fio do estralho, assim como do comprimento do fiel da chumbada, pode adequar-se para iscadas grandes, mortas ou vivas, pescando com ou sem aguagem, na mão, ou com a cana a pescar no caneiro; tendo provado a sua eficácia, principalmente, com existência de alguma aguagem. Importa referir que um estralho mais comprido, tenderá a melhorar a apresentação da isca, para peixe maior, na maioria da situações. Com aguagem, o estralho comprido assegura sempre alguma capacidade de sentir os toques atendendo a que a linha, por força da água, estará esticada. Cada pescador adequará os comprimentos, segundo a sua própria sensibilidade, sendo que, segundo experiências efectuadas, nunca menos de 150cm e podendo chegar aos 300cm ou mais.

Como podem reparar o estralho fica alinhado com a madre, diminuindo folgas e, consequentemente, parecendo melhorar a capacidade de sentir e ferrar.
Para aguagens com intensidades leves a médias, explorando a coluna de água e fundo, deixo-vos uma montagem de chumbadinha, com anzol simples, já divulgada em várias revistas da especialidade e que já actuou com resultados muito bons lá a bordo do Makaira (com Pessoal amigo do Team Chumbadinha). Aliás, nunca até ao momento conseguidos por mim, muito por ainda não me ter dedicado a sério a esta técnica. Mas os primeiros passos estão dados e veremos o que acontece!?

A pérola de protecção ao nó, foi coisa que não vi, mas que me parece importante, nomeadamente, quando os furos das chumbadas se encavalitam neste.
Nas montagens anteriores, pode optar-se, em vez de um único anzol, por montar dois anzóis em tandem, pelo que vos deixo duas sugestões: a da esquerda, para a montagem que apresentei na primeira imagem; a da direita, para a chumbadinha, obrigando a um pormenor diferente no que respeita à prisão e consequente forma de correr da chumbada, para evitar que esta encoste ao primeiro anzol (na sua direcção) que estando preso por um tubo plástico, tenderá a correr para cima do da ponta, por força da tensão da chumbada sobre ele, principalmente no acto de lançamento.

Nesta montagem o anzol da ponta está empatado e o que se encontra na linha, de argola, corre nesta com alguma pressão fornecida pelo envolvimento do tubo de plástico, permitindo variar distâncias entre anzóis, face ao tamanho da isca e evitando outro nó que certamente, devido à proximidade, enfraqueceria significativamente o estralho.
No caso do tandem para a chumbadinha, importa referir que o estralho que vem do destorcedor aos anzóis, podendo ser mais grosso que a madre, não deve exceder os 50cm entre o destorcedor e o anzol da ponta, sob pena de se embrulhar quando se lança ou se deixa a baixada descer, acreditem que já testei!
À excepção do cuidado apontado, a chumbada corre lindamente, promovendo um afastamento significativo da iscada, assim como, uma exploração liberta da coluna de água, talvez mais que com a chumbada furada.
Duas outras vantagens, me parecem ter este último sistema: uma, a facilidade de mudar os pesos da chumbada; outra, a possibilidade de colocar um lider mais grosso, mantendo fios de suporte mais finos e, consequentemente, menos levados pela aguagem.
Na imagem seguinte deixo-vos o pormenor do clip real para ligação à chumbada que melhor funcionou nos testes realizados.

Esta peça existe em vários tamanhos, parecendo ser os mais adequados, aqueles entre 1,5 e 2cm.
4.1. De posse dos seus saberes e eventualmente de algo que por aqui se escreveu, resta ao pescador ir para o mar, procurar, fundear, aperceber-se das condições e, caso a aguagem se manifeste, determinar a respectiva intensidade, optar por materiais, montagens, iscas e tamanho de iscadas a utilizar; e, ir experimentando, diversificando...; mantendo, no entanto, alguns comportamentos que porventura já adquiriu, mas que não custa referenciar por aqui.
- Caso queira pescar o mais próximo possível do barco e ao fundo, escolhida que está a gramagem da chumbada, se lançar um pouco contra a aguagem, as baixadas atrasam o afastamento. Deverá ainda, neste caso, ir travando a saída da linha, para diminuir o seio que normalmente se forma e lhe dificultará as funções: sentir e ferrar.
- Caso queira testar mais afastado, pode ir deixando cair na vertical ou lançando cada vez mais na direcção do rumo da aguagem, travando sempre linha para diminuir o tal seio. Isto utilizando a mesma chumbada, sendo que diminuir o peso desta com o mesmo objectivo, pode também ser uma opção, principalmente se tal significar uma poupança de esforço.
- Após chegada da baixada ao fundo, a cana deve ser elevada e retiradas as folgas de forma a que fique a pescar com a ponteira o mais direita possível, sendo que uma colocação da ponteira da cana, acima do nível da cintura e perpendicular ao rumo da aguagem, poderá facilitar a visualização dos toques e a rapidez de ferragem, após a qual, a cana deverá manter-se elevada, quer para verificação da ferragem, quer para manutenção da luta com capacidade de resposta a maiores arranques do peixe.
- No caso da chumbadinha, há que lançar e deixar ir, facilitando a saída da linha e esperando que, chegada a chumbada ao fundo, a aguagem pegue na isca e estique a linha, o que poderá ser ajudado com algumas cuidadas voltas de carreto, se bem que esta opção poderá diminuir a exploração da coluna de água pela iscada.
- Em ambos os casos - pesca ao fundo e chumbadinha - a atenção em acção de pesca deve manter-se muito activa, logo que a linha começa a descer, principalmente no caso da chumbadinha.
- A atenção aos toques do peixe miúdo e o sentir do peso com e sem isca, é outro pormenor sempre a ter em conta, pois pescas desiscadas não fazem nada lá pelo fundo. Muito tempo sem sentir, tanto pode querer dizer que nenhum peixe lá foi, como, desiscaram e não sentimos... acontece aos melhores!
Ainda percorrendo pormenores referenciados pelos comentadores que originaram este complemento ao artigo anterior, importa deixar algumas notas sobre o material, principalmente no que se refere a fios e canas.
Sobre os fios:
- Nomeadamente o fio do carreto, atendendo a que é o que maior quantidade terá na água, deverá ser o mais fino possível, face aos exemplares que se esperam, no sentido de diminuir o atrito provocado pela aguagem.
- Os fios da ponteira de amortecimento e dos estralhos ou do líder, terão espessuras adequadas, deste que as resistências, quer à tracção, quer à abrasão sejam também adequadas aos "fregueses".
Sobre as canas:
- No caso da pesca ao fundo com chumbada pesada, uma cana de 3,5mt ou um pouco mais, de acção semiparabólica progressiva, com alguma rijeza, ou próxima da acção de ponta; parece ter tanto mais vantagens para sentir e ferrar, quanto maior for a intensidade da aguagem. Principalmente porque terá de lutar, na ferragem, quer com o seio do fio, quer com uma chumbada de 180 gr ou mais, para além da boca rija do peixe. Verdade também que quanto mais rija for, mais dura será em luta, exigindo mais cuidados e esforço do pescador.
- No caso da chumbadinha, atendendo a que as chumbadas em uso, tendem a ser muito mais leves, parece mais indicada uma cana de acção semiparabólica progressiva, de comprimento idêntico e menos rija que assegurará, com boa prestação, as funções: sentir, ferrar e luta. Isto porque, tudo indica que a maior tensão que esta cana terá, em espera, será aquela provocada pela força da aguagem sobre algum seio do fio e a isca.
Sobre a aguagem, penso que, para já, considerando o anterior artigo e os comentários produzidos, temos aqui matéria farta de discussão, esperando que os leitores e / ou os comentadores interessados se pronunciem com base nas suas experiências.
Quanto àqueles que se iniciam, aguardam-se questões e espera-se que o escrito vos sirva!?
Do conjunto de intervenções produzidas, falta referir a questão colocada pelo Filipe. A resposta vem no fim, atendendo a que se refere a correntes de maré em rio e estuário, o que, de algum modo estando relacionado, foge um pouco ao tema.
Sobre o assunto, considerando algumas experiências no Rio Sado, nomeadamente com Douradas e segundo consulta a registos vários, pode dizer-se que, os melhores resultados se verificaram, na maioria dos pesqueiros, em situação de marés vivas, com variações entre os 3,70 / 3,90, na maré alta; e, os 0,30 / 0,50, na baixa.
Importa referir, entretanto dois factores importantes:
1. O Sado, tem menos corrente que o Tejo
2. Quando as marés eram maiores que as referidas, procuravam-se pesqueiros perto de zonas de refluxo, onde a maré corria menos e acabavam por se melhorar resultados. O mesmo acontecia, no caso de marés que corriam menos... neste caso, procuravam-se canais de corrente mais intensa e muitas vezes se melhoravam também os resultados.
O acima descrito, tem a ver com a procura de pesqueiros para além daqueles que nos são habituais e mais produtivos, em determinadas condições que consideramos ideais, tendo por base o conceito de que o peixe sempre se alimenta procurando as condições mais vantajosas para ele.
Sobre este assunto, para já, fico-me por aqui, esperando que tenha aprofundado minimamente.
A todos os leitores e comentadores, desejo uma boa noite e envio um forte abraço.
Reflexões complementares, considerando comentários enviados:
A participação de leitores através de comentários face a
este artigo, faz-me sentir obrigado a complementá-lo; pelo que escolhi fazê-lo
aqui, em vez de responder na área dos comentários, por achar que quaisquer
reflexões nesse formato, acabam por se ocultar daqueles outros menos atentos.
As questões levantadas situam-se em torno do material, área
que, embora possa não parecer, considero como extremamente importante nesta
nossa actividade como se pode ver se lerem ou relerem o artigo por mim escrito
-
http://aminhapesca.blogspot.pt/2010/01/material-de-pesca-uma-dor-de-cabeca.html - que, no momento em que publico este
complemento, conta com 5709 visualizações, sendo o artigo mais lido desde
sempre na história deste blogue.
Não pretendo com tal afirmação nada mais que realçar a
preocupação e interesse que nós, pescadores, sentimos por esta área.
Fica também patente no artigo referido que, quando abordo
questões relacionadas com material, evito a transmissão de alguns conceitos,
como sejam, entre outros:
- Falar de uma só marca ou deixar no ar que esta ou aquela
marca é melhor que aquela outra; isto, por achar que todas as marcas têm
materiais bons e menos bons.
- O material que uso é melhor que este ou aquele; isto,
porque o material que uso é aquele que melhor me tem servido, face às minhas
características físicas, à sua qualidade, versus a capacidade da minha bolsa e
também porque não conheço todos os materiais que existem por esse mundo fora.
- O material topo de gama assegura a melhor prestação; isto,
por achar que o material é importante mas não faz o pescador.
Principalmente pelas razões apresentadas, evito falar de
marcas, preferindo falar de acções e características dos materiais, versus as
funções esperadas a desempenhar. Certamente, melhor qualidade trará maior duração,
menor necessidade de manutenção e poderá poupar um ou outro dissabor, mas neste
caso continua a mandar a carteira.
Uma outra questão, relacionada com a carteira que também me
preocupa, prende-se com a nossa adaptação a um tipo de material que possuímos
que, podendo não ser o mais adequado para determinada situação, através de alterações
do nosso comportamento em acção de pesca, poderá corresponder melhor, evitando
outros gastos.
Finalmente, sempre que falo de material e de marcas por
achar que é necessário, gosto de deixar algumas notas introdutórias idênticas
às descritas, no sentido de não melindrar aqueles defensores de outras ideias
sobre o tema e / ou materiais específicos, muito por este se relacionar com
actividades comerciais e com gostos, características e necessidades muito
específicas, pessoais e diversas no que respeita a experiências e consequentes
opções.
Relativamente ao comentário do João Martins, acho o
seguinte:
O multifilamento como fio do carreto, atendendo à sua falta
de elasticidade, para além de permitir menores diâmetros para a mesma
resistência do mono, o que tem vantagens em situação de aguagem por oferecer
menos resistência hidrodinâmica, assegurará sempre um melhor sentir de toques,
assim como uma melhor ferragem.
Quanto ao mono, reconhece-se-lhe uma grande virtude… a
eficácia em luta devido à sua elasticidade, podendo funcionar muito bem caso se
tenha uma cana e carreto a pescar a solo, neste caso contando principalmente
com a auto ferragem.
Quanto às chumbadas, as do tipo torpedo ou similares, para a
pesca ao fundo e as do tipo oliva ou redondas, furadas, para a chumbadinha,
parecem-me as mais adequadas, principalmente atendendo à sua hidrodinamia.
Quanto às hipóteses de se prenderem ao fundo, pois, não vejo que tenham
desvantagens face a outros formatos.
Sobre as canas, continuo a defender o mesmo tipo de cana,
quer para a pesca ao fundo com chumbada quer para a pesca à chumbadinha.
Uma questão que me parece pertinente, principalmente no caso
da chumbadinha, prende-se com os passadores da ponteira com uma largura mais
facilitadora da saída de fio que a habitual nas canas de ponteiras. Acho até
que uma cana para pesca aos Pargos ao fundo e / ou à chumbadinha, poderia ser
algo parecido com uma cana de spinning de duas partes, situando-se em
comprimentos entre os 3,00 e os 4,00m, sem ponteiras, sensível e de acção semi
parabólica progressiva. A variação de comprimentos terá essencialmente a ver
com os gostos e capacidades físicas de cada um.
Pessoalmente, contínuo a pescar com a 7even 3,60, de 3
partes e com a Steel Power, da NBS, de 3,60 também de 3 partes. Poderão não ser as melhores, mas são as que tenho e servem-me bem. Ambas têm o mesmo tipo de
acção, semi parabólica progressiva; a 7even é uma pluma que se aguenta muito bem com
qualquer peixe; a NBS é um pesadelo que aguenta tudo, mas gosto de exercitar o
braço. Manias de Professor de Edcação Física. Há melhores? Não tenho dúvidas
que sim!
Finalmente, relativamente ao referido pelo Luís Ramalho,
tenho a comentar o seguinte:
Sobre a questão do carreto, sem dúvida que um topo de gama
poderá melhorar as prestações em qualquer situação, com ou sem aguagem, excepto
no que respeita ao Jigging, onde me parece mais importante a escolha da gama
alta atendendo às exigências particulares da técnica. Já no que respeita às
pescas em análise, parece-me, no conjunto, ser a cana a peça a pensar melhor,
sem desprimor para o carreto.
Importa ainda referir que um destes conjuntos (cana /
carreto) deverá ter a leveza, como característica extremamente importante,
conjugada com preço de aquisição e eficácia face à técnica em uso, gostos e
característcas físicas específicos de cada um.
Uso os seguintes: Penn 6500SS, Penn 8500SS, Cabo 60, Cabo
80, ICON VG e Ryobi Safari 5000. Vario as utilizações, face à técnica em uso,
sendo que os mais usados para pescar na mão ao fundo ou chumbadinha são por
ordem de minha preferência: O Cabo 60, o ICON VG e os Penn 6500SS. Os outros,
uso-os quer nas canas a pescarem no caneiro, quer no Jigging.
Relativamente aos anzóis, se ao nível do conjunto cana /
carreto a escolha é difícil, neste caso é uma autêntica loucura de variedade,
pelo que vos mostro os que actualmente uso:
O Kong da Hiro para a chumbadinha em 6 e 8/0, os chinus de
argola ou pata, de marcas variadas para pescar ao fundo, normalmente entre os 5
e os 6/0. Sendo que neste caso, os Hayabusa da foto são os meus preferidos.
Quanto aos óculos, assim como a roupa confortável e outros
acessórios, considero que são extremamente confortáveis e por tal importantes
para que o pescador mantenha a sua melhor performance ao longo do dia. Também
aqui a escolha é infinita e há que testar. Eu, por acaso, uso ténis e roupa velha de algodão já feita ao corpo e uns óculos da Rapala de
27 euros que acho bons. Talvez porque não experimentei outros. Não sei ao
certo!?
Outras questões poderão certamente ser pertinentes, penso
que respondi minimamente às últimas, se não, estou por aqui!
Uma boa noite a todos os leitores.
Reflexões complementares, considerando comentários enviados (continuação):
Outras questões se colocaram... outras questões merecem reflexão e análise!
Considerando o último comentário do Luís Ramalho, duas variáveis nesta pesca com aguagem merecem análise para além da já produzida que terá pecado por insuficiente.
1. A leitura "errada" da sonda
2. Engodo / preparação do pesqueiro
1.1 A palavra "errada" muito bem colocada, entre aspas, pelo Luís Ramalho, refere-se certamente a leituras de sonda que apresentando muito pouca ou nenhuma actividade nos locais esperados, podem não querer dizer que o peixe não ande por ali ou não se capture.
As imagens de sondagem, na presença de aguagens limite ou mais fortes, tendem a não
mostrar peixe, a mostrar peixe por cima de bicos à 1.ª passagem e já não
mostrar à 2.ª e, por vezes, mostrar pequenas bolas de peixe muito concentradas
no lado do pontão, oposto ao rumo da aguagem. Penso que isto acontece porque
respectivamente o peixe não está logo ali onde normalmente se situa o
pesqueiro, está em movimento ou está abrigado nos refluxos provocados pela
força da água em zonas tão abrigadas que dificilmente conseguiremos lá colocar as nossa iscas. Portanto a imagem de sonda não está errada, o peixe é que fica com um comportamento que, na maioria das vezes, não se deixa apanhar em imagem.
Nada disto impede que não se fundeie e não se tente, nomeadamente se a zona é propícia à concentração ou passagem de peixe grande, muito pela configuração de fundos por baixo do barco, na linha em que as nossas baixadas vão actuar e zonas em volta. Quer dizer com isto que o fundo onde nos encontramos e o seu enquadramento na área circundante, se tiverem características para abrigo do peixe, mesmo com aguagem forte serão sempre pontos de referência onde, mais cedo ou mais tarde, as surpresas podem acontecer, quer pelo peixe que já lá possa estar abrigado, quer por outros que ali venham procurar abrigo e/ou alimentação.
Uma zona de pesqueiros deste tipo, caracteriza-se normalmente por mostrar zonas de limpo e entralhados rodeadas por pontões mais ou menos altos, ou zonas de pedra concentradas, muito irregulares e com diferenças significativas de profundidades, isoladas no meio de zonas extensas de areia e/ou lodo. Importa referir que estas serão as configurações mais propícias, salvaguardando outras condições existentes que possamos não dominar e nos condenem ao fracasso.
Numa das zonas referenciadas, após fundeio ou se já lá estivermos fundeados quando se verifica a entrada de aguagem, há que, respectivamente, preparar o pesqueiro e / ou alterar iscas, iscadas e até montagens se sentirmos essa necessidade, o que nos leva à segunda questão levantada pelo Luís: engodo / preparação do pesqueiro...
1.2 A preparação do pesqueiro ou como gosto de lhe chamar... "trabalhar o pesqueiro", passa sempre por uma acção de engodagem com dois objectivos: um, espalhar cheiro de comida que atraia "clientes" de vários tamanhos e dois, criar frenesim de comida cujas vibrações causadas pelos "gaiatos", em torno das nossas iscas ou engodos, venham a atrair a atençaõ daqueles que de facto queremos. Importa referir que o frenesim, tudo indica, será tanto mais intenso, quanto mais peixe pequeno disputar as nossas iscas, atendendo à competição criada. Se lá estiver peixe grande em concentração e com fome, o que por vezes (mais raras) acontece, as ferragens podem tornar-se sucessivas e com pouca intervenção do pescador.
A engodagem pode ter dois formatos essenciais:
A. Através de formas de engodar específicas e variadas para além das nossas iscas, como por exemplo, as analisadas neste artigo:
Engodar ao fundo.
B. Através das nossas iscas, tendo em conta tamanhos, formatos, frequência de roubos e de reposição das mesmas.
Para todos os efeitos, a engodagem em que mais se pode confiar, parece-me, será sempre a provocada pelas nossas iscas, atendendo a que os anzóis estarão na fonte da engodagem, normalmente, o local final onde aqueles que queremos acabarão por chegar, mesmo que levem mais tempo e obriguem a muito mais esforço do pescador face a outros tipos de engodagem.
Quanto a outras formas de engodagem, sem dúvida que, desde que as nossas iscas e consequentes armadilhas se encontrem na linha de engodo ou próximo, serão menos cansativas e mais produtivas. O problema estará no controlo que possamos ter sobre estes factores de alinhamento que, muitas vezes, podem não ser o que parecem, nomeadamente com aguagens limites ou mais fortes, em que, para além de muitas vezes acontecerem aguagens de rumo inverso ao longo da coluna de água, até podem haver variações de concentração de peixe grande na coluna de água e muito acima das nossas iscadas.
Para todos os efeitos, parece-me... serão sempre os sinais fornecidos pelos toques e restos de iscas que retornam, ou, a ausência destes que nos farão tomar a decisão de ficar ou procurar outras paragens para a nossa acção de pesca.
Temos ainda uma outra hipótese... face ao pesqueiro em que actuamos, à época do ano e a experiências recentes conseguidas em condições idênticas, podemos decidir que: "não se passa nada, mas o peixe há-de entrar" e, assim decidindo, ficamos e a coisa acaba por se dar!
Já me aconteceu algumas vezes embora na ausência de sinais prefira procurar outros locais!
As questões aqui levantadas, constarão das alterações ao workshop de sonda, a realizar no próximo dia 18 de Novembro, assim como a outra sobre iscas, formas de iscar, montagens e materiais ao momento, a realizar a 16 de Dezembro e que brevemente divulgarei por aqui, ma minha página do FB e no fórum do site Porto de Abrigo
Porto de Abrigo
Mais uma vez me despeço, salvaguardando o retorno caso sejam colocadas outras questões.
Boa tarde a todos os leitores.