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domingo, 8 de junho de 2008

Outros Pescadores... Outras Vitórias!

A Equipa... E a captura que os tornou Campeões do 1.º Torneio Internacional de Jigging à espécie Pargo!

À esquerda, Carlos Cruz! À direita Zé Domingos!


A vida profissional continua a dar-me que fazer ao fim de semana, e, à falta de novos relatos da minha pesca, que aguarda melhores dias, resolvi fazer referência ao 1.º Torneio Internacional de Jigging, realizado no passado Sábado, dia 31 de Maio de 2008, a partir da linda cidade de Lagos.


Sou sincero! A competição não é das coisas que mais ame, mas, este é um caso especial atendendo à participação do meu amigo Carlos Cruz e do Zé Domingos que, em equipa, defrontaram um conjunto de 38 pescadores, distribuídos por 10 equipas, na disputa do troféu referido.


E que equipas... Meus amigos!


SERROLAGOS, PESCAMAR, ÁTILA, JOCANANA... Entre outros! Gente batida no "assunto" e com pergaminhos de respeito nesta técnica de pesca!


Não quero com isto dizer que o meu amigo Carlos não os tenha! Antes pelo contrário! O homem é artista em tudo o que à pesca diz respeito e, se fosse dado às escritas, garanto-vos que as histórias de pesca, os relatos de capturas de grandes exemplares, as amostragens de materiais utilizados e sei lá mais o quê, ilustrariam qualquer revista de pesca nacional ou internacional, durante uns bons anos consecutivos!


Não admira portanto, que este duo, com o Carlos como mestre/pescador e o Zé Domingos como pescador batalhador e persistente, tenha vencido o Torneio em causa! E com que captura... Um Pargo Capatão de Bandeira com 14, 770 kgs! Este que o Zé Domingos apanhou e que mostra aqui em baixo!


O presente exemplar permitiu que ganhassem todos os primeiros prémios em disputa: melhor embarcação, melhor equipa e 1.º prémio individual para o Zé Domingos que pescou o animal!

Grande Abraço e os meus sinceros parabéns aos pescadores e amigos!


Não se vê o peito inchado, do homem, porque o peso do Pargo não deixa! Mas certamente, não caberá em si de contentamento, embora também já não seja um novato nestas andanças!


Não foi um daqueles dias de muito peixe, mas os exemplares apareceram, como testemunha a imagem abaixo, onde os felizes comtemplados ficam para a posteridade com as capturas do dia, qualquer delas, capaz de satisfazer muitos de nós, no que a esta espécie diz respeito.


Como não podia deixar de ser, o momento solene da entrega de prémios que fica assinalado na foto abaixo, com a presença do Delegado da EFSA, para Portimão, Sr. João Santinho!


É assim, meus amigos! Estas capturas devem servir para entendermos o muito que a pesca tem para dar e o muito que temos de correr, estudar, diversificar, testar e aprender de modo a que um dia, em competição ou não, possamos ter o prazer de conseguir uma captura deste calibre! Isto para aqueles que ainda o não conseguiram, para os outros... Pois esses já procuram outras proezas... Maiores! Se não em tamanho, talvez em classe de linha! É da natureza humana! Não há volta a dar!


Boa noite a todos!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Zagaia... Um dia inesperado!

Vou... Não vou! Mal me quer... Bem me quer! O tempo deixa... O tempo não deixa!
Estes os meus pensamentos durante toda a semana passada, decorrentes das continuas alterações de tempo mostradas pelos vários sites de meteorologia... Sofre, sofre coração!
Como eu, muitos de nós, pescadores, andámos certamente nesta incógnita, durante o período de tempo a que me refiro!? Que raio... Não estabiliza este ano!?
Bom... Não interessa! Certo é que na Sexta Feira passada decidi que ia! Quero lá saber do tempo! Pensei!
Enquanto tomava estas sérias decisões, recebo um telefonema do meu amigo Carlos Cruz e nem hesitei... Epá! Queres vir zagaiar a Sines no Domingo? A resposta afirmativa antecipou-nos certamente um conjunto de memórias, considerando as inúmeras pescas que temos feito juntos ao longo de anos!
Corremos bastante mar!
Lembrei-me de imediato da caça submarina, onde comecámos!
Das Santolas, Raias, Chocos, linguados... Ao largo da costa de Tróia e da Arrábida!
Das saídas para Sagres, Porto Côvo, Carrapateira, Arrifana... E de todos os fundos melhores ou piores que percorremos e que agora vêm à memória, com todos os seus contornos, falhas e buracos onde tirámos peixe ou, simplesmente, espreitámos.
Das nove horas diárias de caça e de tanta peripécia que passámos juntos, algumas delas já por aqui contadas!
Lembrei-me depois da pesca embarcada e das inúmeras vezes que fui ter com ele a Lagos, terra que escolheu para viver depois de Setúbal.
Enfim... mais uma hipótese de pescarmos juntos e eventualmente fazer história... ou talvez nem tanto!
Se entendermos que a história é feita pelo muito bom ou pelo muito mau que possa acontecer em cada jornada, pois melhor seria nem contar nada! Se, pelo contrário, acharmos que a história é feita em cada saída de pesca, pelo que se procura e se tenta, independentemente do que se apanha, pois certamente temos mais uma história para contar!
Zagaia... Lá fomos nós! Um pouco tarde, é verdade! Mas, a vontade era muita, a companhia era boa, o mar era grande e parecia produtivo!
Para dois pescadores persistentes e sempre a magicar em formas diferentes de conseguir capturas, estavam reunidas todas as condições! O resto... Bem, o resto prender-se-ia, talvez em grande parte, em conseguir estar à hora certa, no pesqueiro certo, com a amostra certa, a animação certa... Meu Deus! Tanta coisa para bater certa num ou em vários momentos ao longo de um dia!?
Saímos! Canas e carretos montados, amostras e acessórios espalhados por ali... à mão de semear!
Procurámos um primeiro pesqueiro, não muito fundo, para fazermos um aquecimento! Sondámos!
Não gostámos da temperatura da água, 15º/16º, talvez um pouco baixa, segundo comentário do meu amigo, bastante mais batido que eu nestas andaças da Zagaia!
Esta verificação não nos dimínuiu a vontade ou a perseverança, antes nos advertiu do dia duro e salutar que se avizinhava!
As marcações de sonda eram boas! Muito peixe! Ora espalhado, ora concentrado nas embeiradas e por cima dos picos dos pontões mais altos, permitindo-nos tecer comentários premonitórios, sobre os grandes exemplares que por ali poderiam andar!

As horas foram passando sem que desistissemos, parecendo que cada pesqueiro, que visitávamos, nos desafiava, tais eram as concentrações de sinais de peixe e a vontade de os capturar que nunca nos abandonou!

Pescámos nos quarenta metros, nos setenta, nos trinta, nos vinte, outra vez mais fundo, outra vez mais baixo e nada... Nem um toque! Ao fim de umas quatro horas de andarmos nisto, concordámos que já merecíamos uma recompensazita, mas a coisa não se dava e não desistiamos!

Um pontão... Mais um com bons sinais! Primeira deriva, segunda deriva! Muda de amostra e torna a derivar, mais rápida, depois mais lenta! O vento entrava mais forte, passava a mais fraco, com variações constantes, e, finalmente, a coisa deu-se!

Numa arrancada, a partir do fundo, da amostra animada pelo Carlos, eis que esta é atacada e a cana dobra! Dá-se a luta com o inimitável e inesquecível "cantar de carreto" que conhecemos e sempre esperamos! Bonito!

A recompensa chegou para ele! Talvez por ter acertado com todas as coisas que tinham de estar certas para que acontecesse, e, para mim que estava lá em parceria, fazendo a minha parte e regozijando-me por algo ter acontecido, depois de tanta luta e tanto querer!


O Badejo de 4,350 kgs foi a nossa recompensa, num dia em que tudo foi prometido pelo tempo e sinais que se apresentavam perfeitos, mas, cuja recompensa, embora bela e tardia, ficou áquem das perspectivas que se levavam! Maus hábitos... No que se refere a capturas! Principalmente para o Carlos que tem um palmarés invejável, nesta e noutras técnicas de pesca!
Ainda não acabou! Falta o jantar e as horas que passámos a falar de tudo e mais alguma coisa... Da vida, da pesca, do dia! Analisámos os resultados, os "quês", os "porquês", entre umas garfadas de Bacalhau à Guia e umas espetadas de Porco Preto, deliciosas!
Despedimo-nos depois, eu em direcção a Setúbal; ele em direcção a Lagos; não sem deixar garantida uma maior frequência de pescarias em conjunto. Assim os afazeres e a vida o permitam!
Sem dúvida um dia espectacular!
"Aqueles"... os ainda maiores! Vamo-nos encontrar, um dia destes, em lados opostos de uma cana e de um anzol... É uma questão de tempo!
Boa noite a todos os leitores!

domingo, 11 de novembro de 2007

Os Deuses quiseram testar-me! Ou talvez não!?

Mais uma Sexta Feira à tarde! Começa a ser um hábito e não sei se isso é bom!
Cheguei ao local do "tesouro" e, na primeira sondagem, dou com as imagens da foto acima! Fiquei louco de entusiasmo, atendendo à leitura!
Vejam só, a comedia que está naquelas embeiradas do pontão e, já agora, a bola de peixe que o encima! Se tiverem dúvidas consultem a penúltima entrada, onde interpreto as imagens de sonda, para assim terem uma ideia do meu entusiasmo no momento da visualização!
Eu nem queria acreditar! Estou mesmo em cima disto?
Sem mais delongas, preparei tudo, escolhi a amostra enquanto esperava que a deriva do barco se fosse marcando no GPS. O traço marcado indicou-me que a dita se orientava NW - SE, o que me fez percorrer esse rumo tornando a passar em cima daquelas imagens (ai que arrepios!), dar desconto, colocar o barco de través e iniciar a acção de pesca!
O vento era pouco e o barco derivava devagar! Fiquei à espera de ver a profundidade a diminuir na sonda, mas não passava dos 40 metros, e os peixes, segundo a sonda, estavam entre os 36 e os 28! Afinal o que se passa? Pensei, enquanto olhava para a imagem do GPS e me apercebia que o sentido da deriva se alterava para N - S! Ora bolas! Não vou passar onde quero! Mesmo assim insisti, pois o fundo mostrava peixe e não perdia os passos, mas ao mesmo tempo pensei... E se é peixe de passagem? Parei! Subi a linha e naveguei outra vez para o local onde vi as imagens. Estas mantinham-se, sendo agora ainda mais carregadas! Tenho de conseguir passar por cima disto! Calma que isso vai acontecer!
Abreviando, posso-vos dizer que em cada deriva que iniciava, devido ao contínuo rodar do vento fraco, o sentido desta alterava, e, o vento variava quer de sentido quer de intensidade, embora sendo fraco. Já estava a desesperar! Havia mais de uma hora que andava nisto! Parei! Comi! Bebi! Raciocinei e disse para comigo! Vou-me colocar mesmo em cima daquelas imagens, coloco um amostra mais pesada para trabalhar o mais vertical que puder e vamos ver o que acontece!? Assim o fiz e em boa altura!
Lá estavam os sinais! Desci a amostra, senti o fundo e iniciei os movimentos curtos de descida e subida! Não demorou nada! A linha ficou sobre a água, levantei a cana com firmeza e o primeiro já lá estava! Um Pargo de 1,500 kgs! Quando o ia fotografar, olho de relance para a sonda e apercebo-me que ainda tenho por baixo a zona mais quente que tinha visto! Deixei o Pargo, as fotos, e, lanço a amostra ao fundo! Chega lá e levanto-a! Nem tive tempo de mais nada! Outra vez a linha bamba e depois a querer fugir! Isto não é Pargo!? Luto com ele e aparece-me o "senhor" da foto abaixo!

Um Robalo que mais tarde pesaria 2,000 kgs certinhos!

Hesito! Insisto na pesca, tiro a foto ou volto para cima do pontão e recomeço? Resolvi tirar a foto e guardar o peixe junto do outro, o Pargo! Entretanto olho para a sonda e vejo que ainda estou nos 36 metros e a comedia revela-se intensa na imagem! Lanço a amostra para o fundo e lá vamos outra vez! Nada! Torno a olhar para a sonda e reparo que estão pontos vermelhos a meia água; decido pela subida da amostra, com paragens e arranques sucessivos e irregulares, até que, para aí aos 20 metros a amostra é atacada com ganância, aliviando de imediato! Levanto a cana, enrolo linha rapidamente e tomo de novo contacto com o peixe! É mais pequeno mas luta com gana, até aparecer junto ao barco, ser apanhado pelo enxalavar e depositado junto dos outros, lindo também este Robalo com 1,500 kgs!

Caros leitores, depois de uma hora e tal, com não sei quantas derivas feitas, numa só deriva em 15 a 20 minutos, decorreu toda a acção que descrevi! Não me digam que isto não é um teste!? Terão sido os Deuses? Como é que vou saber!? Vai-se ver devia ter raciocinado mais cedo! Pois, a partir daqui e até à noite não capturei qualquer outro peixe e os sinais de sonda nunca mais foram os mesmos! Porquê? Não sei?

Talvez tenha havido muita acção no mesmo local e em pouco tempo, assustando os outros que por lá andavam, devido eventualmente a avisos químicos que os peixes deixam na água, colocando de sobreaviso, a sua e/ou outras espécies, sobre os perigos existentes ou qualquer outra razão que desconheço por completo! Para já, não interessa! Vou pensar nisso mais tarde e gozar estas pequenas glórias, para compensar os dias como o de Sábado, em que, mais uma vez optei mal e nada aconteceu para além de uma seca monumental e um trabalho extremamente árduo!

Abaixo vos deixo "Os Três dos 15 minutos", como decidi chamar-lhes neste preciso momento!

A amostra que apanhou os três peixes, apresenta uma acção muito diversificada quer a subir quer a descer, variando continuamente a direcção quando desce e sacoleando-se toda quando sobe! Não sei se outra teria capturado esta diversidade!

As fotos, mais uma vez, são as possíveis! Quer devido à acção desenvolvida quer ao facto de estar só!

Em termos comparativos, nesta última foto, chamo a atenção para as pontas dos meus pés (duas coisas cinzentas na parte inferior) que ficaram, propositadamente, como termo de comparação para o tamanho dos peixes! Já agora, importa referir que calço o 40!!!

domingo, 4 de novembro de 2007

"Zagaia" - Outros desenvolvimentos!

A pesca é, na verdade, algo que está sempre em movimento!
À medida que vamos experimentando e conseguindo resultados, concluímos que teremos de ter muito cuidado com a forma como passamos informação a outros, já que podemos facilmente induzi-los em erro, nomeadamente se, em vez de falarmos sobre as nossas experiências, optarmos por afirmações peremptórias. Estas são, muitas vezes, a melhor forma de errarmos quando passamos informação; para além de podermos estar a contribuir para um conjunto de erros sucessivos por parte de quem nos ouve!
As afirmações produzidas, servem de introdução ao texto que se segue, atendendo a que, esta é a segunda postagem que faço sobre este assunto, e, embora na primeira tenha salvaguardado que as amostras da foto, todas tenham apanhado peixe à minha frente, verdade seja dita, tenho ultimamente apanhado peixe com todas estas que agora mostro!
Parece-me, no entanto, poder concluir que umas não invalidam outras! Antes, se completam para trabalhos, épocas e peixes diversos, utilizando formas de trabalhar as amostras adequadas a cada uma delas!
As primeiras que mostrei (ver "Pesca à Zagaia - Amostras e funcionamento básico"), não eram movimentadas como estas! Assim vejamos:
1. As primeiras, vi-as serem usadas com derivas mais rápidas, sendo largadas até ao fundo, subidas rapidamente uns dez a vinte metros, deixadas cair ao fundo ou quase, tornar a subir rápido e assim sucessivamente.
2. No caso das que agora mostro, os resultados, sobre os quais vos tenho vindo a informar, têm sido obtidos com derivas lentas, a amostra a trabalhar muito junto ao fundo em movimentos ascendentes curtos, seguidos de descidas e subidas abruptas, no limite do comprimento da cana, tendo os ataques acontecido essencialmente quando a amostra executa a descida, verificando-se que a linha fica bamba por cima de água! Excepção feita para um Robalo, que por aqui já mostrei e que se atirou quase à superfície, parecendo-me que vinha há algum tempo em perseguição da amostra. Isto poderá querer dizer que estas amostras poderão funcionar muito bem em recuperação longa e rápida! Não sei!? Talvez alguém que por aqui ande me possa elucidar, em função de resultados que tenha obtido, de preferência, em território nacional!?
Importa referir que as amostras que mostro na foto que inicia esta entrada, são aquelas a que tive acesso e que resultaram! Isto não quer, de forma alguma, sugerir que são as melhores ou que outras não tenham o mesmo ou até superior desempenho!
Relativamente às montagens, todas foram feitas por mim, utilizando os materiais da imagem que, na sua maioria, têm dado boa conta de si!
Assim vejamos:
1. As linhas que prendem os anzóis às amostras são cabinhos, de 2mm, utilizados nos veleiros ou fio de nylon de 1,20mm. Os primeiros, ligados com nós normais de empate em argola, previamente molhados, antes do aperto; e, os segundos, ligados com tubinhos duplos de alumínio, fechados com o alicate de aperto que se vê.
2. Os tubinhos elásticos e a manga plástica termoeléctrica, decoram e asseguram alguma rigidez, embora, muito sinceramente, a maior parte das capturas tenham sido efectuadas com os cabinhos sem nada.
Alguns cuidados que, me parece, deverão preceder a acção de pesca:
1. O poço do barco deverá estar desimpedido e liberto de gorduras que possam, respectivamente, originar tropeções/quedas e diminuir a aderência dos pés! Não nos esqueçamos que estamos em esforço e à deriva, sujeitos aos balanços laterais do barco!
2. Deverão estar à mão, em locais de fácil acesso e sem impedimentos para a acção de pesca: enxalavar, bicheiro, pano grosso, alicate, faca bem afiada...
3. O uso de luvas, parece-me essencial, atendendo a que estamos a lidar com um conjunto de materiais e em condições extremamente propícias a cortes que poderão acontecer em várias situações! Por exemplo, se a amostra se agarrar ao fundo e tivermos de partir a linha, usando as mãos e com o barco à deriva; facilmente a linha dá, e, nesse movimento, cortará facilmente a carne, sendo este, talvez, o menor perigo de corte.
4. A linha de visão entre o pescador e os ecrans da sonda e do GPS, deverá estar desimpedida, permitindo ver as comedias, as variações de profundidade e as linhas de deriva, de modo a que se possa reagir conforme os sinais que se apresentarem nas respectivas leituras!
Depois de tudo o que referi e certamente de muitas outras questões que certamente não abarquei; esta é uma técnica de pesca, espectacular, absorvente..., para a qual nos teremos de encher de paciência, acreditar no que estamos a fazer e estarmos preparados para o que nos aconteceu no Sábado e que terminou conforme a foto abaixo!
Fomos zagaiar! Eu, o Zeca e o Tavares!
Resolvi explorar uma área diferente que, tendo comedia e bom aspecto, não produziu qualquer captura ou os pescadores não souberam trabalhar!
Quando fomos tentar o local onde se têm conseguido as melhores capturas, entrou vento e aguagem contra, o que não nos permitia derivar! Isto originou um dia sem capturas que terminou em almoço improvisado, como se pode ver!
Para a próxima será melhor! Veremos!?

sábado, 3 de novembro de 2007

Raciocínios e, talvez, "Dicas"!

Esta é, de facto, a primeira entrada neste novo espaço, já que, todas as outras foram copiadas do blog antigo.
Resolvi então, estrear a nova capacidade de colocar várias fotos numa só entrada, permitida por este espaço, com a intenção de melhorar a eficácia ilustrativa dos métodos e técnicas utilizados.
A foto inicial mostra-nos os resultados de Sexta Feira, utilizando a zagaia!
Sobre as capturas obtidas, passo a descrever, raciocinar e, referindo o título escolhido, tentar deixar algumas "dicas" que vos possam servir, caso pretendam iniciar-se nesta modalidade de embarcada.
Ontem, Sexta Feira, mais uma vez sem estar à espera, acabei por ir para Sines, já tarde, com intenções de "zagaiar" Sexta e Sábado!
Para abreviar, iniciei a pesca eram 15.30 horas, o que, devido à alteração da hora de verão, se traduziu em pouco mais de duas horas de pesca efectiva, considerando que, antes de iniciar a acção de pesca, teremos de escolher o local e sondar o fundo procurando zonas, cujas características nos indiquem a presença de predadores, normalmente, pela existência de comedia, de preferência, um pouco elevada sobre o fundo, mas não desdenhando "bolas de peixe" fortes, como as que se apresentam na imagem de sonda da foto abaixo. Embora estas estejam bastante agarradas ao fundo, reparem que, no entanto, se elevam a altura considerável.
Interpretando as imagens da sonda:
1. O ecran está dividido ao meio por uma linha branca!
2. As linhas brancas transversais, indicam as profundidades!
3. A metade direita, representa o fundo como a sonda normalmente o faz, e, a metade esquerda, representa um aumento (zoom) da imagem apresentada à direita!
4. O limite superior da barra castanha escura, representa a linha de fundo!
5. As bolas, sarapintadas de verdes, laranjas e vermelhos, acima da linha de fundo, representam bolas de peixe miúdo!
6. O que está debaixo do barco, é representado pela imagem mais encostada à direita de cada uma das divisões (metades) referidas! As imagens, da esquerda, são história passada do fundo, ou seja, acábamos de lá passar há muito pouco tempo!
Sendo assim, o local está encontrado! E, atendendo à descrição anterior, o barco teria passado sobre um fundo de pedra (cores fortes por baixo da linha de fundo, tanto a espessura do castanho como os amarelos e laranjas por baixo desta), bastante irregular, com diferenças significativas de profundidades, e, carregado de comedia quer na parte mais funda, quer sobre os bicos (atente-se na bola de comedia vermelha, perto dos trinta metros, à esquerda das divisórias).
Encontrado o local, importa agora determinar como vamos derivar o barco sobre ele, já que nesta técnica, utiliza-se normalmente a deriva do barco, para explorar todos os recantos do local, permintindo assim uma melhor procura dos exemplares que perseguimos!
Para tal, costumo utilizar os traços que o GPS vai efectuando, indicando a rota percorrida! Como?
1. Começo por apagar os que já estão feitos, para que o ecran fique limpo!
2. Paro o barco completamente, e, enquanto escolho a amostra, a monto na baixada e preparo tudo o necessário para iniciar a acção de pesca, o barco vai-se deslocando com o vento e/ou a aguagem, e, consequentemente, delineando um traço azul que me dará o rumo da respectiva deriva!
3. Encontrado o rumo da deriva, inicia-se de novo a sondagem, em rumos paralelos, sobre a "zona quente", determinando assim qual será a deriva que mais "zona quente" nos permitirá explorar! Encontrada esta última, é hora de nos dirigir-mos para o início da primeira deriva eleita e iniciar a tão desejada acção de pesca! Bom! Refiro-me ao trabalho com a amostra e a cana, porque para mim, todas as acções anteriormente descritas são já a pesca em antecipação e confundem-se no prazer que retiro de tudo isto que poderá ser apreciado, pelo número de derivas efectuadas, na foto do ecran do GPS que em baixo vos deixo!

A foto acima representa, portanto, as derivas efectuadas durante hora e meia a duas horas, em que pesquei tendo em conta os seguintes factores:

1. Os traços azuis representam as derivas!
2. A parte de cima dos traços representam, neste caso, o NW e a parte de baixo o SE!

3. Em cada deriva, se trabalharam as amostras do início ao fim, quer ao fundo, quer subindo e descendo, variando velocidades e actuando como já referi, em entrada anterior (Pesca Á "Zagaia"! Amostras e Funcionamento Geral), embora as amostras de trabalho vertical que efectuaram as capturas, permitam um trabalho mais contínuo ao fundo que aquelas que apresento na referida entrada! No fim de cada passagem, volta-se atrás e inicia-se tudo de novo! De três em três passagens, costumo mudar a amostra, caso o sucesso não se verifique.

E é bonito, quando tudo funciona e o esforço é recompensado!

Abaixo vos apresento a primeira recompensa!

Um Pargo com 1,800kgs!

E, a segunda!
Um pargo com 2,200 kgs!

Ambos os "artistas", figuram na foto que inicia esta entrada, parecendo um pouco maiores, penso, devido à incidência do flash.

As amostras que os apanharam, são as que se encontram nas respectivas fotos! E o pescador!? Pois! Esse, acho que, pelo menos de vista, também já conhecem! Faltam-me os smilies e exemplares maiores! Quanto aos smilies, dependerão aqui do servidor! Quanto aos exemplares maiores, as suas capturas dependerão unicamente de mim!

Muito fica por dizer! Mas isto também não acaba hoje e eu estou por aqui para vos elucidar, caso o solicitem!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Que Vício!? - 28/Out/2007


Este fim de semana, não era para ir à pesca!?

Reunião de apoio, marcada para Sábado! Estar com a família no Domingo! Nada de ir para Sines! Nada de zagaias nem de pescas de fundo! Este era o pensamento reinante na minha "caixa dos pirolitos"... Até Quinta Feira!

Mas, eis senão quando, comecei a pensar que, no próximo fim de semana, também não podia ir! Epá isso não é muito tempo? E se entretanto chove? E se acontece outra coisa qualquer?

Com estes pensamentos a atormentarem a minha cabecita, resolvi abrir a net e espreitar o Winguru! A partir daqui tudo se desenrolou rapidamente! Na Sexta Feira vai estar bom! E se eu for só fazer a tarde!? Levo as zagaias (com montagens novas para experimentar)! Não tenho de comprar iscas, o barco tem gasóleo! É só chegar e arrancar para a pesca! A brincar, ainda faço para aí umas quatro horas de pesca! Está feito!

Sem mais delongas, preparei tudo, aguardei pela manhã para despachar alguns trabalhos pendentes, e zás! Eram 13.00 horas, estava em Sines a preparar o barco para sair!

Sou sincero! Este não é o meu formato preferido de fim de semana! Gosto de ir à Sexta de tarde, pescar um pouco, preparar tudo para Sábado, jantar, beber uns "canecos" com pessoal amigo lá de Sines, dormir, pescar Sábado e, calmamente, arrumar tudo e voltar para o ninho!

Mas, foi mais forte que eu! Esta estória da zagaia atormenta-me e deixa-me cheio de vontade de ir, insistir, experimentar, aprender! Que vício!!!

Pronto, cheguei ao local e atirei-me a eles! Primeiro devagar, para aquecer os braços, depois energicamente, variando as velocidades e as amplitudes dos movimentos da cana, imprimindo vida ao bocado de chumbo colorido, pesado e com dois anzóis pendurados da cabeça; um mais acima e outro mais abaixo! Mas que raio é que o peixe vê nisto!? Pensei para comigo, enquanto, por minha acção, o dito objecto se mexia com ar de louco, lá pelos 40 metros de profundidade! Digo que assim acontecia, porque previamente o testei com movimentos idênticos perto da superfície! E, de facto, aquilo não é comportamento de um peixe normal!

Enquanto estes pensamentos me assolavam e após ter testado a distância do fundo em que a amostra trabalhava, levanto a cana amplamente, como quem se quer aliviar do esforço contínuo e baixo-a outra vez, calmamente, deixando a linha bamba começar a esticar-se, mas, ela continua bamba!? Será peixe! Levanto a cana, tensa e rapidamente! Está lá! É peixe! Dá-se a luta e aí vem ele! O enxalavar? Onde está? Aqui, mesmo à mão de semear! Coloco-o por baixo do peixe e vá para dentro do barco! O primeiro já cá canta! Não é grande! Mas é mais um testemunho de que tudo funciona! O local, a amostra, o movimento, as derivas...

Tudo me parece bem! Sinto-me um felizardo e redobro a atenção para o que me rodeia: o mar, a sonda, o GPS, a manobra do barco à procura de outra deriva, paralela e perto da anterior! As acções decorrem, perdidas no tempo! Entram mais dois peixes, com a mesma amostra e em momentos espaçados! O fundo não está como de costume! A comedia é pouca e muito agarrada à pedra! Será por isso que não sinto mais movimento!? Também, já não me posso queixar! Tenho dois Pargos e uma Bica e nem sequer trouxe isca!

O vento aumenta! O tempo corre! Entra uma aguagem, contrária ao vento, que faz com que o barco se mantenha no mesmo sítio, não permitindo a exploração de fundo habitualmente proporcionada pela deriva!

Também já chega!? Tenho peixe suficiente e juntei mais conhecimento para guardar em algum recanto do meu cérebro, o que, um destes dias, me poderá valer na captura daquele... Do tal... Enorme!!! Poderei então dizer, uma vez mais, tudo valeu a pena!!!

Deixo-vos com a foto dos três da tarde e com a promessa, de melhor completar as informações sobre esta técnica, quando sentir mais segurança na sua execução!

A Zagaia a dar nas vistas "Domingo 2"! - 21/Out/07


Ora aí está!

O serranídeo em estudo!

Este fez as delícias de todos nós!

As do Zé Beicinho que nunca tinha apanhado um bicho destes! Ainda por cima, utilizando esta técnica pela primeira vez!

As do Zeca, porque já tinha vindo uma vez, mas não chegou a molhar o bico e assim dá para crer que a coisa resulta!

Finalmente as minhas, porque o meu barco nunca tinha visto tal animal, porque utilizando esta técnica cada vez se sente com mais intensidade que muito há para estudar, testar e aperfeiçoar! E porque, tenho vindo a perceber, através dos resultados obtidos, a enormidade de espécies, locais, amostras, montagens..., etc. que se nos abrem nesta área e, ainda, porque acho que soube adaptar ao momento, atendendo à distribuição das montagens, tendo em conta o material de pesca e humano existente a bordo! Isto sem desprimor para as capacidades dos meus companheiros!

Sobre tudo o que vou testando, estou a preparar um artigo de fundo que, um dia destes estará à disposição, num blog perto de si!

PS: Chamo a atenção para a amostra! Um vinil de 14 cm, branco e vermelho, para trabalho a baixa velocidade! Depois falamos!

Zagaia a dar nas vistas "Domingo 1"! - 21/Out/07


Chegou o Domingo!

A Sexta Feira foi agitada. Trabalho de manhã, viagem para Sines, preparação do barco e pesca até à noite!

O Sábado, teve hora marcada para as 7.30 e o dia foi comprido; quase 12.00 horas de pesca, com pouco peixe e muito mudar de sítio!

Domingo, estava decidido, quem viesse comigo, podia já pensar em esquecer marcações de horas matutinas e coisas desse género, assim como, pensar em pescar até ao cair da noite!

Coisa higiénica precisa-se! Sair tarde, voltar cedo e com pouco ou nenhum peixe, mas, se vier que se veja! O plano estava feito! O Zeca e o Zé Beicinho aderiram e diga-se, em boa hora! Principalmente o Zé Beicinho! Já vão ver porquê!

Saímos pelas 11.00 horas, depois de uma noite descansada e um pequeno almoço farto, não sem antes ter preparado as amostras e as canas a serem utilizadas!

Chegámos à zona de pesca e iniciei a sondagem de fundo, apercebendo-me de que os pontões e as embeiradas que procurávamos, estavam cheios de comedia agarrada e alvorada relativamente ao fundo, estando assim assegurados, bons sinais para o tipo de pesca a que vinhamos!

Como habitual, limpei os traços de rumos já feitos no ecran do GPS e, enquanto aguardei pelo traçado da deriva, fui preparando a minha cana para trabalhar na vertical e a cana a utilizar ora pelo Zeca, ora pelo Zé Beicinho, com uma montagem para trabalhar bem com a deriva do barco, tipo corrico de fundo, não obrigando a grandes movimentos, já que, estes meus amigos, estão a iniciar-se nestas lides.

Assim, eu Zagaiáva com a amostra de trabalho vertical, um dos meus amigos, à vez, trabalhava com a cana que derivava ao fundo, e, o que estava livre, ia observando a sonda e dando indicações sobre as variações de altura e o peixe indicados por esta.

A azáfama iniciou-se e ao cabo de +/- uma hora, eis que me entra o primeiro Pargo! Após subida e descida com linha parada, ferro com violência e entra um Pargo com quase dois quilos! Aquele que figura na foto acima!

O entusiasmo instala-se e inicia-se a deslocação do barco para mais uma passagem! E vá de Zagaiar vertical e vá de corricar com a amostra de fundo, uma, duas vezes! Até que o Zé Beicinho, sente a linha ficar leve e levanta a pesca, parecendo esta ficar arrochada, mas não! É um peixe! E é bom! Ele luta e quer tirá-lo rápido, tentando dar ao carreto! Eu digo-lhe para ter calma e deixar o peixe cansar-se! Ele assim faz! O peixe leva linha e ele deixa! O peixe afrouxa e ele puxa! Até que chega cá acima um vulto castanho! Parece um Mero! É de facto um serranídeo que pesou 4,800kgs! Mas, inclino-me mais para que seja o que os brasileiros chamam badejo, embora, para o qual não encontre nome equivalente em Português, já que o Badejo, para nós, é parecido com o bacalhau! Também não me parece Mero! Falta-lhe cabeça e barbatanas, para além da cor! Não sei! Alguém que leia e me tire esta dúvida.

Enquanto festejamos, e fotografamos, não nos apercebemos que um barco com quatro pescadores que nos viu tirar o peixe, vem de mansinho e larga ferro precisamente em cima do bico onde estávamos a fazer a deriva! Para quê? Com as técnicas e isca que vão utilizar, dificilmente apanharão melhor que uma Sagueta ou outra, Cavalas, Andorinhas...; enfim, o mar é de todos e sonhar é bom! Pena é, andarem atrás de outros em vez de tentarem perceber o mar, o peixe, a pesca...! Mas, é assim! há muito mar e nós não nos importamos de procurar!

Vamos para a próxima entrada onde vos mostro o Zé Beicinho com o tal Serranídeo e acabo a estória!

Zagaia a dar nas vistas, "As culpadas de Sexta"


Aí estão! As duas culpadas!
À esquerda: A "caseirinha" do Zé Vicente! Quem diria? Mas têm que a ver a trabalhar na descida! Um espectáculo!
À Direita: Uma daquelas XPTO, não sei a marca de cabeça, nem estou preocupado! Trabalhava muito bem e já provou várias vezes! Quanto à marca, podem sempre deitar-se a adivinhar! Procurando, até é fácil!
Os Anzóis, são montagem aqui do pescador! Os cabinhos, são de vela, de 2 mm, e, os nós? Pois, são nós de oito! Vulgares de Lineu! Só têm de ter um cuidado! Molhem o cabo antes de apertar o nó!
Boa noite a todos! E, não esqueçam, falta o relato de Domingo! Tem um peixe... E a amostra? Não digo! Vão ter de esperar!

A Zagaia a dar nas vista 3! - 19/Out/07


E, depois do Robalo, continuei!

Passagens e mais passagens, até que resolvi mudar de amostra e fazer mais umas, antes de ir à procura da janta!

Amostra por amostra, cores por cores! Apostei numa maior e com cores de peixe! Vamos ver o que dá!? Esta, também já provou! Se vier vem, se não vier, paciência!

Percorro a deriva da passagem do lado direito! Ponho o barco a jeito e atiro a amostra, deixando-a tocar o fundo, controlando com cuidado, para não arrochar!

Olho para o GPS e vejo a deriva a correr certa! As bolas de peixe começam a aparecer na sonda! Apercebo-me da amostra a tocar o fundo e inicío o trabalho desta! Elevo e baixo a cana, primeiro em movimentos curtos e rápidos e depois em movimentos mais longos, observando a linha bamba a descer! Até que à segunda descida, a linha fica a boiar! O que é isto? O fundo!? Não pode ser!? Mesmo agora tirei de lá a amostra! Enquanto penso, elevo a cana com violência e lá está! Temos luta! Mais grossa!

O peixe tinha-se atirado e levado a amostra lutamos os dois, com garra! Mais ele que eu que tento estar frio para melhor o derrotar! E consigo! Um Pargo com 3, 600 kgs! É quase noite! Comtemplo o bicho! Fotografo-o e decido que a pesca acabou! Foi bonito! Fechei com chave de ouro mais uma jornada a solo, não programada! Mas acontece!

Fui jantar e os meus pensamentos continuaram a girar em torno do que me aconteceu nas últimas horas! Saboriei o jantar e todos os momentos que vivi, como se fosse o último dia da minha vida! São estes momentos, entre outros, que melhoram a vida dos que amam esta actividade!

Mas o quê? Julgam que terminou!? Nãããoo! O melhor está para vir!

Mas vão ter que esperar pelos relatos do Domingo, dia 21! As surpresas são boas! E vão ficar, talvez, umas dicas!

A hora vai adiantada e amanhã trabalha-se! Assim que puder, conto o resto!

Vou-vos só deixar uma próxima entrada com uma foto das amostras que actuaram e bem!

Zagaia a dar nas vistas 2! - 19/Out/07


Continuando!

Depois dos dois primeiros Pargos, continuei, insisti com as passagens, mantendo uma deriva central, uma esquerda e outra direita, sempre encostadas, passando mesmo em cima, ao lado direito e ao lado esquerdo de um local com pontões embeiradas, encimadas por bolas de peixe impressionantes! E a coisa deu-se outra vez!

Numa das subidas, num fundo de 50 metros, já com meio comprimento de linha recolhido, um ataque! Epá, que é isto? Tão em cima? O que é? O que não é? E, eis que me aparece este robalo de quilo e pouco, com a amostra do Zé Vicente, mais uma vez, a provar o que vale!

Só não sei, como é que o robalo me conseguiu abrir o destorcedor que agarra a amostra? Mas chegou cá acima! Isso é o mais importante!

A felicidade existe! Nós é que, por vezes, nos arredamos dela! Isto parece estúpido! Mas é como me sinto! Vou fazer o quê?

Vamos ver o que ainda aconteceu neste dia! Passem para a próxima entrada!

Zagaia a dar nas vistas 1! - 19/Out/07


Cá está o pargo de 1,800 kgs, com a amostra caseira do Zé Vicente a mostrar o seu melhor!
Esta pesca, decorreu entre as 16.00 e as 19.oo horas! Bonito, não é?

Este peixe, foi apanhado na primeira passagem que fiz sobre o pesqueiro! Imaginem a vontade de continuar com que fiquei! Às vezes, andam-se horas até que entre um qualquer peixe ou nenhum! Mas não! Assim que cheguei, vi e venci! Acontece!

Na terceira passagem, apanho outro Pargo de 1,200 kgs! Este não está documentado!

A coisa corre, sem dúvida, bem!

Vamos ver a próxima entrada!

Fim de Semana 19 a 21/Out/2007 - A Zagaia a dar nas vistas!


Um fim de semana em que a pesca à Zagaia marcou decididamente pontos importantes!

Os locais, as marcações de sonda, as amostras utilizadas, os modelos de aproximação às derivas, os movimentos imprimidos às amostras...; enfim, começam-se a vislumbrar um conjunto importante de conhecimentos que, aplicados, funcionam! Isso, meus amigos, é o objectivo, senão o sonho da maioria de nós, pescadores!

Os resultados, em maiores exemplares, comparativamente ao que por aí já se vê, não pode dizer-se que sejam uma coisa do outro mundo! Mas, são portugueses, de Sines, e, muito importante para mim, começam a ser regulares! Coisa que, nesta técnica, não me parece que se possa considerar fácil!

Ainda importante, entre outros, muitos, factores; foi ver o trabalho das amostras, antes de as utilizar! Isso fez com que usasse uma amostra caseira, feita pelo meu amigo Zé Vicente, cá de Setúbal, que, na Sexta Feira apanhou os dois Pargos mais pequenos e o robalo que se podem ver na foto acima!

Não vou hoje, debruçar-me muito sobre as técnicas utilizadas! Vou aguardar e testar mais, para que a informação seja o mais correcta possível!

Nas próximas entradas, mostrar-vos-ei as amostras que funcionaram e os peixes que se apanharam na Sexta e no Domingo, já que no Sábado fui pescar ao fundo com os meus amigos, Morais, Teles e Tó, sendo que a pesca não foi nada de especial, embora todo o pouco peixe apanhado tenha sido de qualidade, como Sargo, Bica, 2 Pargos de quilo e algumas Sarguetas de bom tamanho! É assim, não consegui dar com eles neste dia!

Relatório apressado 1! - 17/10/2007


O trabalho é muito! O tempo escasseia! Quem perde é aqui o blog!

Trabalho é trabalho! Cocnac é cognac!

Este fim de semana, a coisa correu bem, embora os grandes exemplares tenham estado arredios! Não, por falta da procura e da insistência habituais! Mas há dias assim!

Quero, no entanto, salvaguardar a Sexta à tarde, onde a pesca da zagaia me trouxe umas alegrias, na forma do Pargo de 2,300 kgs que se vê na foto, e na da fuga de mais quatro peixes! Dois não se chegaram a ferrar! Só atacaram! Outros dois, lutei com eles quase até cá acima e desferraram-se, fazendo-me sentir a "morrer na praia" e, ao mesmo tempo, dando-me indicações sobre o bem fazer e escolher, quer os locais, quer as amostras!

Talvez tenha de rever a montagem dos anzóis, mas isso, é algo que necessita mais teste! O que, penso continuar no próximo fim de semana, se o tempo se mantiver sossegado.

Para já, não vos posso elucidar mais! Mas, os relatos mais apurados, estarão por aí, assim que me for possível!

Passo para a próxima entrada os pequenos relatos de Sábado e Domingo! Não são como eu gosto! São os possíveis!

Opção Zagaia! - 30/Set/2007


Não tinha dito nada, mas já tinha decidido! Este seria um fim de semana de "Zagaia"!

Depois das pescas da última semana, na passada Segunda Feira, pensei que nem que me esfarrapasse todo, esta Sexta e Sábado me ia dedicar por completo a esta técnica! E claro que me desunhei em consultas de carta, conversas com pessoal amigo e preparação de materiais, com esses objectivos presentes!

Até Quarta Feira, o Windguru dizia que o tempo iria estar bom, mas, na Quinta, as coisas alteraram-se e o São Pedro encarregou-se de me pôr os "palitos", sob a forma de ventos inadequados para Sábado!

Já tinha pensado em convidar uns amigos e tal! Mas, só para pescar na Sexta à tarde e aturarem as minhas maluquices, não me pareceu boa ideia!

Bom, resolvi encarar a coisa à séria, mesmo para pescar entre as 14.30 e o fim de tarde, e, preparei tudo como se fora pescar todo o fim de semana!

Cheguei a Sines, cumpri com os habituais procedimentos para colocar a pesca e o motor em marcha, acrescendo ainda a tarefa (penosa $$$) de encher o depósito de combustível e lá saí para mais uma (1/2) jornada, qual soldado perante o início de operação de alto risco, já com a adrenalina que antecede a luta a querer aflorar a periferia.

Os pressupostos, para determinar o pesqueiro a testar, já estavam definidos!

Não poderia ser muito longe, pois as horas para pescar não eram muitas!

Teria de ser um fundo conhecido, abrupto, recheado de entralhados à volta, e que, normalmente, tivesse muita comedia! Permitindo-me assim, fazer muitas e longas passagens, derivando por cima de bicos, cetombas e limpos à volta, desde que os sinais emitidos pela sonda fossem suficientes para me fazerem acreditar na viabilidade de tal pesqueiro para a utilização da técnica em causa!

Sou sincero! Não andei muito! Nem quero dizer quanto!

Lá estava tudo! Ele era bicos, ele era quedas! E os entralhados à volta? Tudo carregado de comedia, um pouco agarrada ao fundo para o meu gosto, mas havia que trabalhar e logo se veria!?

Parei o barco e, enquanto esperava que a deriva fosse determinada, olhei para as cores da água e do ar, escolhi a primeira amostra (daquelas que por aqui já mostrei!) e montei-a na cana previamente tratada para a receber.

Determinada a deriva, percorri várias linhas paralelas a esta, até encontrar o percurso que durante mais tempo poderia ser percorrido, apresentando sinais de poder ser produtivo em toda a sua extensão, após o que, naveguei para o seu ponto inicial, desliguei o motor e mantendo a Sonda e o GPS ligados, iniciei a acção de pesca!

Fiz a primeira passagem, imprimindo movimentos diversificados à amostra! Voltei atrás e percorri uma outra linha, encostada e à direita da primeira passagem! Voltei atrás e percorri outra linha, encostada e à esquerda da primeira passagem! Nada!

Dei uma volta, sondando em torno das zonas onde já tinha pescado e concluíndo que os melhores sinais estavam, de facto, nas três linhas inicialmente desenhadas! Optei! Vou-me "gastar" nesta zona, até que a paciência ou a exaustão decidam outra coisa!

Voltei à linha da primeira passagem, troquei a amostra e vá de trabalhar, primeiro nesta e depois nas outras duas já conhecidas e, assim sucessivamente, trocando de amostra a cada passagem nas três linhas referidas!

Comecei nestes propósitos às 15.00 horas da tarde, são 16.30 e nada! Porquê? A sonda não está boa!? Não acertei com a amostra!? Será que os movimentos estão incorrectos à passagem em cada local ou será que estou a subir a amostra onde o peixe está e a baixá-la onde não está!? Já sei! Isto é fome! Vou comer e a seguir as coisas vão melhorar! Ou então mudo de sítio!? Mas, para onde é que vou a esta hora!?

Sento-me e como! Pouco, para não amolecer! E lá começo outra vez!

A velocidade de deriva diminuíu, vou passar para uma amostra para trabalhar na vertical! E cá vou eu! Estou a chegar ao primeiro cabeço, quando estou em cima dele, subo a amostra e deixo-a cair de novo para que trabalhe na cetomba que vem a seguir! Inicio os movimentos e zás! Lá vai cana para o fundo! A luta fica feia e dura! Parece que "o" vou tirar do fundo e, de repente, a linha "arrocha"! Insisto "ele" luta um pouco e a pesca torna a "arrochar", agora de forma consistente, obrigando-me a encetar trabalhos no sentido de a libertar!

Tento dar a volta ao barco, mas, com cana na mão, barco na outra e deriva a puxar, a coisa não é fácil! Calço uma luva e deito a mão à linha, folgo e sinto de novo o peixe que parece ter "entocado" irremediavelmente, ao que se seguiu linha partida, perda da amostra e consequentemente do peixe, que terá ficado com um piercing maior do que, "ele" ou eu, certamente, gostaríamos! Mau para ele, mais que para mim, pois aquilo ainda vai levar um tempo a sair! Desculpa peixe! Mas, melhor isso que a panela! Penso eu!?

Que peixe terá sido? Pela tipo de luta conjugado com o "entocanso" e as características do local, apetece-me arriscar que terá sido um Mero!? Será? Talvez!? Aquilo não era luta de Safio ou Moreia! Se não? Não estou a ver outro artista!? Eu volto lá! Talvez ainda recupere a amostra!?

As coisas mudaram! Os sinais estavam certos e parece que a amostra e cá o pescador, não funcionaram mal de todo!? O peixe venceu, mas não se pode, nem me parece bom que se ganhe sempre! Aprendemos menos!

Reinicio a pesca, reparando previamente a montagem e colocando uma amostra igual! Não vou passar na mesma linha, para já; pois andará por lá "pessoal" de sobreaviso! Vou antes passar ao lado! Passo na linha ao lado esquerdo e apanho uma cavala! Passo na do lado direito e ferro uma boga pelo meio, coitada, estava tão encostada à amostra que não teve tempo de fugir do movimento que lhe imprimi! Azar! Uma coisa é certa! A amostra deve ter influência, porque até ao momento em que a coloquei, não tinha sentido nada! Ou será a hora!? Que horas são? 18.15! Como é possível!? Estou nisto há três horas e nem dei por isso! Vamos lá mais uma ou duas vezes! Já me dói tudo, mas nem me apercebo!

Inicío outra deriva! Passo o primeiro cabeço, passo a cetomba deste, passo o segundo e quando estou a trabalhar no entralhado que se segue, uma cabeçada boa! Nada comparada com a primeira, mas lutando bem! O que é? Parece Pargo, mas não muito grande, e sai-me este "bandeireiro", o da foto, com 1,500 kgs! Como prémio de tanto esforço, pois, não será grande coisa!? Mas é melhor que nada!

São 19.00 horas! Telefona-me o Zé Beicinho, interpolando-me com o habitual "com'é que é"? Eu digo-lhe o que tenho e encarrego-o de pôr a panela ao lume e arranjar pessoal para comer o "Parguito", ao que responde: "traz isso amanhado"! E pronto! Está feito o dia, não sem antes ter passado lá mais duas vezes, sem melhores resultados!

A coisa funcionou! Os resultados não foram os melhores, mas deixaram-me de sobreaviso para a próxima e, com o tempo, ainda vamos ter por aqui, coisa que se veja, atendendo à técnica utilizada.

PS: a foto, mais uma vez não é grande coisa! Muita logística para um homem só!

"Zagaia" - Uma História Verídica para Rir ou talvez não!?


A presente história, de algum modo, fundamenta algum do conhecimento que fui adquirido nesta área da pesca embarcada, representando também um dia inesquecível, pela maior derrota, em toda a minha vida ligada à pesca lúdica.

Era um fim de semana de fins de Julho de 2003.

O trabalho na escola já estava morno, o que me permitiu tirar a Sexta Feira para usufruir de três dias de pesca intensa, sendo que a Sexta e o Sábado estavam destinados à pesca de fundo em Sines, com partida de carro para Lagos no Sábado ao fim do dia, onde jantaria, dormiria e pescaria à Zagaia, no Domingo, com o meu amigo Carlos Cruz e outros companheiros que se podem ver na foto acima.

Após duas boas pescas de pargos em Sines, quer na Sexta, quer no Sábado, barco lavado e fechado, material pronto, banho tomado e lanche comido; eis que por volta das 19.30 de Sábado arranco para Lagos, cansado mas satisfeito porque o fim de semana parecia que ia recomeçar e as sensações de mais uma pesca e mais um dia no mar, traziam-me ânimo redobrado e retiravam-me o cansaço de dois dias de pesca. Pensava eu..., mas estava feliz.

Chego a Lagos e encontro-me com o meu amigo Carlos, dirigindo-nos de imediato ao barco dele, onde preparámos tudo para sair por volta das 5.00 horas da manhã do dia seguinte.
Toda esta preparação, terminou por volta das 10.30 da noite, estando nós completamente esfomeados e com um arroz de pato à espera, preparado pela Ana, e, já referenciado como um dos melhores que se podem comer. É aqui que se inicia a minha desgraça.

A fome era muita, a sede também, mas, como sabem, água e arroz de pato são coisas que não ligam muito bem, assim como, comesainas e vinho bom, tarde e más horas, antes de um dia de pesca intensa, em mares da qualidade dos que se costumam encontrar para Norte do São Vicente.

Como se o atrás referido não bastasse, acabámos de comer por volta da 00. 30 horas e eu, cansado como estava, embora não desse por isso, deitei-me a dormir no sofá, tendo sido acordado à pressa por volta das 4.30 horas, sentindo-me como se tivesse acabado de jantar naquele preciso momento, cheio e enfartado. A teimosia de querer ir pescar, pensando que tudo ficaria bem à medida que o organismo fosse reagindo ao longo do dia, lá me fez embarcar para uma jornada da qual nunca me esqueceria.

Bom pessoal, eu nem sei se conte isto!? Mas o que é certo é que, durante todo o Santo dia, vomitei!

Fiquei tonto e com frio entranhado nos ossos como se não estivessem quase 30º de temperatura. De tal maneira que não consegui pegar numa cana ou ficar de pé durante quase 12 horas. Mas se isto não bastasse, olhem para cima, para a foto, tirada por mim, porque me quis castigar por ser estúpido e por não pensar previamente que podia estar ali com os outros a exibir um só que fosse daqueles exemplares, mas sim ao lado, sentado e agasalhado todo o dia, a vomitar e com tonturas.

O que vi, foi cada um daqueles bichos a serem tirados de forma soberba pelos meus companheiros, utilizando as amostras e técnicas de que tenho vindo a falar nas anteriores entradas, pensando que ao menos outros aprendam quer com a minha estupidez quer com o que se passou nesse dia muito bom/muito mau, depende da perspectiva.

Espero que esta "lição", vos sirva, como me serviu a mim, pois outras pescas foram feitas, não tão boas como esta, que aliás, não perco a oportunidade de contar, pois não a quero esquecer de forma alguma.
Claro que, já nem quero referir as "bocas" que ouvi durante todo o dia (ou ainda hoje quando os encontro e a história vem à baila), pois o pessoal da pesca, na sua maioria, não perde uma oportunidade destas para se divertir. E que oportunidade!

Para finalizar é importante que se perceba que esta é uma técnica de pesca extremamente exigente, quer física, quer psicologicamente, e que, teremos de partir para ela respeitando esses requisitos sob pena de estragarmos o nosso dia de pesca e, nalguns casos, o dia de pesca dos outros.

Boa tarde a todos os leitores

"Zagaia" - Decorações e Pesos! - 19/Junho/2007

Neste "pensar alto" a que me tenho dedicado ultimamente, relativamente a este tipo de pesca, vou manter-me fiel quanto aos materiais que já vi funcionar com sucesso, na "Coroa da Arrifana", independentemente de saber que existirão outros que certamente poderão obter bons resultados.

Consequentemente, esta atitude implicará que os leitores mais interessados vão consultando as anteriores entradas dedicadas a este assunto.

As decorações e alterações que se podem fazer numa amostra para este tipo de pesca têm dois objectivos principais:

- Aumentar a segurança ao trabalhar o peixe, alterando as fateixas ou anzóis, no caso das amostras que os têm, quando se verifique qualidade pouco fiável dos referidos acessórios que trazem originalmente!

- Torná-las mais atractivas, quer em termos de côr quer em termos de movimento, aplicando outras amostras mais pequenas que, para além de aumentarem a cobertura de fateixas e/ou anzóis, poderão melhorar significativamente os movimentos imprimidos!

Quanto à segurança, foram-me indicados alguns cuidados que passo a referir:

- As amostras pesadas que tenho vindo a apresentar, vêm equipadas com fateixas que deverão ser colocadas na ponta mais pesada da amostra, evitando assim que, na fase descendente, a fateixa suba e se enrole na madre. Isto deverá ser testado e efectuado, independentemente de colocar a fateixa no lado representativo da cabeça ou do rabo.

- Deveremos apreciar as fateixas quanto à sua capacidade de resistência a partir e a abrir, substituindo-as, caso se verifique necessidade; assim como, à capacidade de perfuração, afiando-as. A Gamakatsu, entre outras marcas, tem umas fateixas um pouco caras, mas extremamente fiáveis.

- As fateixas vêm ligadas às amostras, por argolas tipo "Porta-Chaves" que deverão ser objecto de idêntica verificação e eventual substituição.

- As amostras serão então ligadas à madre através dos destorcedores que se veêm na foto acima, podendo dessa forma substitui-las fácilmente, optando ou não por disfarçar este acessório com tubos de plástico ou de qualquer outra forma, ao gosto de cada um, embora não se tenha até ao momento verificado a necessidade dessa decoração.

Relativamente ao movimento (ver entrada sobre movimentos):

- Nos movimentos descontínuos imprimidos, os "polvinhos" que cobrem as fateixas, devido à articulação livre com a amostra, têm movimentos contrários, aumentando assim, supostamente, o efeito de atracção.

- Nos movimentos contínuos, obrigarão a amostra a mover-se em "zigue-zague", o que criará também movimentos exagerados e susceptíveis de atrair os predadores.

- Observando a foto com atenção é possível verificar-se que há "polvinhos" montados com os raios na direcção dos bicos da fateixa e outros na direcção da haste, sendo que os primeiros têm tendência a fechar-se durante a maioria dos movimentos imprimidos e os segundos a abrir-se. Podendo ainda, através do corte de alguns raios, no seu comprimento, torná-los mais resistentes ao movimento contra a água e consequentemente apresentar outro tipo de formato e movimento.

Quanto às cores a utilizar nas decorações, parece poder dizer-se que:

- Deverão existir amostras com decorações de côr idêntica!

- Deverão existir amostras com decorações de côr algo diferenciada ou até contrastante!

- Uma das cores decorativas (polvinhos) que melhor tem funcionado, em dias e águas com diferentes colorações, tem sido os tons de amarelo misturado com o laranja, vá-se lá saber porquê!?

As possibildades de movimentos diferenciados, originados pelo pescador e com resposta maximizada da amostra em conjunto com as cores utilizadas, parece, tendo em conta os resultados que observei, contribuirem significativamente para o sucesso de uma jornada deste tipo de pesca, desde que haja acerto com o local e as condiçõs do mar e do vento sejam favoráveis. Verdade que, se a deriva for muito rápida devido ao vento, será melhor ficarmos em casa ou levar isca e pescar fundeado.

Pesos das amostras:

Relativamente a este assunto, impõe-se que raciocinemos em conjunto, parecendo-me que não haverá grande necessidade de recorrer a resultados, assim vejamos:

- Maior profundidade e deriva mais rápida, parecem requerer maior peso da amostra!

- Menor profundidade e deriva mais lenta, poderão diminuir significativamente o peso escolhido. Isto, se não chegarmos à conclusão que mesmo com pouca velocidade de deriva e pouca profundidade, uma amostra maior poderá desafiar um peixe maior, e aí a coisa terá de ser pensada e testada!

- O mercado oferece pesos variados, no entanto, relativamente ao que me tem sido dado verificar, parece poder dizer-se que entre 80 e 180 gramas, poderemos estar muito bem servidos, isto no que se refere a Pargos!

Não se pretende, com tudo o que foi dito, fazer um manual de pesca à Zagaia, mas sim deixar um conjunto de informação que permita um bom leque de hipóteses para testar e aprender continuamente sobre esta vertente da pesca embarcada! Eu cá ando sempre a tentar! Falta-me tempo! E, se não me faltasse tempo, faltava-me aquilo com que se compram os melões!

Discordem! Concordem! Chamem-me nomes! Mas digam qualquer coisa! Não me obriguem a fechar a porta ou a mudar isto de sítio que dá uma grande trabalheira!


"Zagaia" - Canas, Linhas e Carretos - 16/Junho/2007

Após relatos do passado fim de semana e considerando a porcaria de tempo que para aí está, estão criadas as condições para continuar a pensar sobre a pesca à Zagaia, onde tentarei desenvolver um raciocínio, o mais lógico possível, sobre canas, carretos e linhas a utilizar!

Um conjunto adequado a este tipo de pesca deverá apresentar algumas características específicas:

- Permitir ao pescador sentir bem os movimentos que imprime à Zagaia.

- Trabalhar bem um peixe grande e lutador, cujo peso possa atingir 12 0u mais kgs (não faço ideia quantos!).

- Ter uma boa relação entre as qualidades acima referidas e a leveza, sendo esta talvez a característica mais difícil de encontrar, nomeadamente quanto ao carreto a utilizar.

As funções descritas, variarão significativamente segundo os factores, profundidade e deriva do barco, assim vejamos:

- Em profundidades até 40/50 metros e/ou com pouca deriva, o pescador sentirá melhor os movimentos que imprime à amostra e o peixe lutará mais violentamente, produzindo uma luta mais intensa.

- Aumentando a profundidade a que se pesca e/ou com deriva mais acentuada, tanto as sensações do movimento que se imprime à amostra como a luta com o peixe, diminuirão de sensibilidade e intensidade respectivamente, embora a luta se possa prolongar por mais tempo.

"Trabalhar" um peixe "destes", não se compadece com embraigens muito abertas e enrolamento contínuo do carreto, mas sim, com embraigens muito fiáveis, taradas para +/- 3/4 da capacidade de resistência dos nós e linhas da baixada!

Aguentando a primeira investida e evitando que o peixe leve linha para além do estritamente necessário, o pescador elevará a cana, assim que for possível, enrolando o carreto quando a baixa, tornando a elevá-la e assim sucessivamente, num movimento a que usalmente se chama "bombear", muito utilizado na pesca grossa.

Ter em conta que nomeadamente os Pargos, quando ferrados em profundidades importantes (+ de 70 metros), muitas vezes incha-se-lhes a bexiga natatória, iniciam uma flutuação, e, a partir, para aí dos 20 metros, ficamos com a sensação que se desferraram, sendo tempo de elevar a cana e enrolar rapidamente a linha, retornando ao contacto com o peixe, controlando a sua chegada à boca do enxalavar ou ao bico do bicheiro, dependendo do tamanho quer do peixe quer destes acessórios.

Considerando o arrazoado atrás desenvolvido, uma cana para este efeito deverá talvez ter as seguintes características:

- Passadores largos, com um comprimento superior a 3,00 metros, leve, forte e algo rija, para:

  1. Deixar sair a linha com facilidade.
  2. Oferecer uma alavanca de controlo suficiente, quer para imprimir os movimentos necessários às amostras quer para se tornar parabólica quando a trabalhar o peixe.
  3. Não ser demasiado penosa para o pescador que a utiliza por vezes durante horas seguidas.
  4. Permitir sentir bem os movimentos que se imprimem às amostras, quer equipada com monofilamento quer com multifilamento.

Relativamente às linhas, vejamos:

- O monofilamento parece melhor para trabalhar peixe grande, atendendo à sua elasticidade, mas, pela mesma razão, não tão bom para sentir os movimentos que se imprimem às amostras.

- O multifilamento oferece, como sabemos, características perfeitamente opostas ao mono.

Então, em que ficamos?

Parece adequado sugerir que para pescar até aos 40/50 metros se possa utilizar unicamente monofilamento, procurando um que tenha pouca memória. Assim como, pescando em profundidades maiores, utilizar multifilamento com uma ponteira de 20 a 25 metros de mono, permitindo manter as características relacionadas com sentir o trabalho das amostras e manter a elasticidade suficiente para "trabalhar" o peixe.

Quanto aos carretos, atendendo ao que são sujeitos no trabalho de imprimir movimento às amostras e no subir e descer contínuo, assim como, à necessidade de terem embraigens extremamente fiáveis; nunca deverão ser muito pequenos, baratos, muito leves ou muito lentos, devendo portanto adequar-se às capacidades físicas e monetárias de um determinado pescador! Isto quer dizer que um carreto mais lento e/ou mais pesado desempenhará as mesmas funções, mas com maior esforço do seu dono. Quanto ao preço, é preferível apostar em materiais bastante resistentes à fadiga e com pouca necessidade de manutenção, mesmo sendo um pouco mais caro, pois certamente se poupará a médio/longo prazo.

Parece poder afirmar-se, atendendo às considerações por aqui desenvolvidas que:

Cana adequada: Spinning médio/pesado com 3.00 ou mais metros.

Linhas:

  1. Monofilamento 0,40/0,45, com pouca memória e muita resistência ao nó
  2. Multifilamento 0,30/0,35.

Carretos: +/- 8000, concebidos em bons materiais (inox/bronze), principalmente ao nível da "roda de coroa" e do "pinhão de ataque".

No caso de pescarem derivando com amostras de vinil ou tipo rapala, como referi na entrada onde relato a forma como apanhei o "Pargo do Meu Contentamento", pode utilizar-se uma cana mais pequena (2,70), de corrico ligeiro, montada com um carreto idêntico cheio com monofilamento.

Para melhor entendimento sobre o que aqui sugiro, importa consultar as anteriores entradas relacionadas com este tema.

Espero um destes dias poder provar com mais capturas minhas, o que aqui disse!

Bom fim de semana a todos os leitores.


Fim de Semana 8 e 9/06/2007 - Sexta Feira


Viva a quem me lê, e a todos os pescadores que gostam do mar, de pescar quer apanhem quer não, de aprender com os erros, e que continuam a adorar esta actividade onde as hipóteses de derrotas ou de vitórias coexistem de forma mais ou menos alternada e persistente.

Este fim de semana fui na Sexta à tarde com premonições de mar espectacular e de peixe grande na pesca à Zagaia.

Saí das aulas e corri para Sines onde a premonição de bom tempo se realizou.
Quando passei a costa Norte e vi o mar, meu Deus... aquilo parecia uma banheira!
O meu coração bateu mais forte e mais rápido com a antecipação de navegar e pescar num mar daqueles, já a ver os pargos de não sei quantos quilos a atirarem-se às zagaias e a saltarem para dentro do barco. É assim..., sonhar é fácil!
Preparei o barco e as canas de médio spin, coloquei à mão as amostras todas que pensei utilizar, assim como, luvas grossas para safar alguma "arrochadela", sem ficar com bocados de carne a menos nos dedos, o bicheiro, o enxalavar, e saí para o mar, eram três da tarde, cheio de vontade e "más intenções"..., para com o peixe, claro.

Fui direito ao pesqueiro que tinha em mente, pelos sucessos que já lá tive na pesca ao fundo e porque acho importante explorar o mesmo pesqueiro em dias com luas e marés diferentes, podendo assim enriquecer o conhecimento sobre cada local.
Já lá tinha estado a zagaiar há umas três semanas e não deu nada para além de alguns carapaus e ganopas. Sim! Estão a ouvir bem! As "malditas" também caem à zagaia!

Cheguei, sondei, determinei o sentido da deriva, apercebendo-me que esta variava com a aguagem e o aumento e diminuição da aragem de Sul que persistia em não ser constante, e zagaiei..., zagaiei..., voltei ao local inicial, explorei a zona pelo Norte, pelo Sul, por Leste e Oeste, mudei as zagaias, diversifiquei as formas de as trabalhar, tudo isto até às 08.15 da tarde, quando resolvi que era hora de aceitar a derrota e pensar em ir tomar um banho e deliciar-me com um carapau azul enorme que apanhei, entre outros mais pequenos e algumas ganopas.

Concluindo:

O local parece-me bom e tinha comedia com fartura, não se verificando, movimentação da mesma, na leitura da sonda.
Parece-me que é altura de experimentar outros locais onde a passagem dos Capatões ou Picachos, como lhes chamam em Sines, já tenha sido notada, o que me parece ter acontecido lá mais para o Sul (segundo umas dicas..., e tal.).

Bom..., melhores dias virão.
Gostaria de, ainda este ano, ser capaz de vos mostrar resultados que justificassem toda esta prosa e de ver coroar de êxito os esforços que vou despendendo, mas também, isso é o que todos queremos. 

Vamos ver!?

Deixo-vos com a foto de uma das ganopas que caíram à zagaia, gozando comigo e brincando convosco.

Pesca à "Zagaia" - Amostras e funcionamento geral - 07/06/2007


Muito trabalho, pouca pesca e alguma manutenção extraordinária do barco, têm-me arredado aqui deste outro vício. Com algum sofrimento, é verdade, mas a vida é o que é, não nos permitindo, por vezes, dar atenção ao que mais gostamos.

Mas cá estou eu, neste feriado em casa, a tentar cumprir com o prometido no que respeita a este tipo de pesca, falando alto sobre o que já vi, li, experimentei, e continuo a experimentar, nesta área da pesca lúdica embarcada.

Ao pretendermos iniciar-nos neste tipo de pesca teremos que ter em conta um conjunto de variáveis enorme que condicionará o tipo de material a adquirir e muitos dos conceitos que anteriormente desenvolvemos enquanto pescadores de fundo em embarcação fundeada. Assim vejamos:
  • Deixamos de apresentar ao peixe, comida verdadeira cujo formato, cheiro e apresentação, só por si, constituem pontos de interesse suficientes para o ataque esperado, com o mesmo objectivo: o ataque! Em alternativa, apresentamos-lhe algo que através de cor, reflexos e movimentos imprimidos, supostamente surtirá o efeito pretendido.
  • O barco já não vai estar fundeado, mas sim à deriva sobre os locais pretendidos, implicando o conhecimento aprofundado destes e do tipo de leituras de fundo que supostamente se apresentam como mais favoráveis, assim como, o controlo sobre a velocidade da deriva imposta pelas correntes e ventos dum determinado dia.
  • Será da nossa inteira responsabilidade a escolha de materiais (canas, carretos, amostras, decorações, montagens...,); tendo em conta os formatos, cores e pesos das amostras; as profundidades em que estamos a pescar; o estado do tempo e do mar; e, os movimentos que queremos imprimir, por acharmos serem estes os mais adequados à provocação daquele ataque brutal que pretendemos.
As considerações apresentadas indicam que tudo se baseia no movimento imprimido às amostras que pretenderá, o mais perto possível dos pretensos "interessados", simular fugas ou dificuldades duma também "pretensa" presa, tentando assim criar condições de interesse para o ataque do predador mais próximo.

O movimento:

Os peixes, atendendo ao ambiente hiperbárico em que se movimentam e para o qual estão perfeitamente adaptados, movimentam-se normalmente em velocidades regulares, mais lentas, ou mais rápidas, dependendo da espécie, só alterando a regularidade destas velocidades, ou os comportamentos, para: comer, fugir, procriar ou, caso estejam feridos ou doentes. A manutenção dos movimentos regulares referidos, quer de presas quer de predadores, assentam em objectivos relacionados com a economia de energia.

No caso dos predadores, na sua constante procura de comida, a relação entre o gasto energético e as calorias conseguidas é uma lei inalterável, indicando que uma presa que fuja e pare, de forma constante e irregular, ou que evidencie comportamentos desequilibrados e fora do normal, alternados com os anteriores, despertará com facilidade o interesse de qualquer predador, atendendo a que se apresentará como uma presa fácil, cumprindo assim os requisitos para o ataque que se pretende, caso a desconfiança não se instale por razões que não controlamos.

Estes acontecimentos podem dar-se em toda a coluna de água, em qualquer profundidade, dependendo da existência de actividade que pode ser verificada pela sonda ou por sinais à superfície.

No primeiro caso, a sonda mostrará, de preferência, bolas de comedia espalhada por baixo, acima do fundo e eventualmente com uns pontinhos vermelhos no meio e à volta dela. No segundo caso, os sinais serão peixe a fugir à superfície, bandos de aves sobre estes, não sendo raro os golfinhos estarem a comer em cima e pargos a comer por baixo, mesmo em profundidades relativamente importantes.

Assim, chegados ao local, verificado o interesse deste, devido aos sinais fornecidos, há que determinar o sentido da deriva, dirigir a embarcação no sentido contrário, para um ponto para além daquele onde detectámos a comedia. Neste ponto, largaremos as amostras procurando a profundidade adequada e começando a imprimir-lhes os movimentos necessários:
  • O movimento de fuga poderá ser feito através do enrolamento mais ou menos rápido e irregular da linha ou, pela elevação ampla duma cana de 3,00 ou mais metros.
  • Os movimentos de desiquilíbrio, poderão ser feitos por enrolamentos curtos com a cana elevada, seguidos pelo baixar e elevar irregular da mesma ou de outras formas que cada pescador poderá testar, por exemplo,  movimentando a amostra à superfície e vendo o comportamento desta.
  • Poderão ainda ser feitos movimentos de cana e carreto que englobem os dois anteriores.
Em cada local, deverão ser feitas várias passagens  com um tipo de amostra, e, outras tantas variando as amostras, sendo vantajoso que existam vários pescadores a pescar com amostras e técnicas diferentes, o que permitirá, após uma captura, perceber qual o tipo de amostra e técnica, talvez mais produtivas, reagindo os restantes pescadores em consonância. O local só deverá deixar de ser explorado, quando os sinais se desvanecerem ou a paciência não aguentar.

As amostras:

Quem pretender dedicar-se a esta pesca, deverá, ao adquirir amostras, ter em conta que:

  • Não pode, não deve e não vai conseguir comprar ou usar tudo o que o mercado lhe oferece, mesmo que vá muitas vezes ao mar
  • O movimento é imprimido pelo pescador, logo, mesmo uma amostra que não tenha um grande comportamento, essa característica poderá ser contrabalançada pelos movimentos que o pescador lhe imprima.
  • Cada amostra poderá ser decorada (artilhada) de várias formas, para além do seu formato inicial.
  • Qualquer amostra em qualquer dia, poderá resultar mesmo quando já a pusémos de parte.
  • É conveniente ter algumas amostras de cores e formatos variados, tendo o cuidado de levar para o mar duas de cada tipo, para o caso de perder uma que está a resultar.
  • Os anteriores pontos não pretendem ser limitação à aquisição de novos materiais já testados com bons resultados, mas, a amostra perfeita, não me parece que exista e as variáveis são tantas que devemos testar bem o que já temos antes de embarcar em toda a publicidade que nos é fornecida.
A foto desta entrada, aliás já apresentada na primeira que fiz sobre este tema, reune um conjunto de amostras que eu já vi ferrarem peixe ao meu lado. Daí poder confiar plenamente nas mesmas.
Este conjunto apresenta cores formatos e consequentes capacidades de movimentação que, aliadas às decorações que se podem diversificar, formam um grupo equilibrado, considerando as regras a cumprir no que respeita às escolhas de amostras a utilizar, tendo em conta as cores e luminosidades do mar e do ar, em determinado dia.

Segundo a maioria dos entendidos, as regras, de forma um pouco simplista, são:
  • Água clara e dia claro, amostras claras. Água escura e dia escuro, amostras escuras.
  • Imitações de alguns peixes (cavala, sardinha, peixe piça...,), tendencialmente funcionam bem.
  • Caso as regras anteriores não funcionem, as amostras contrastantes com as cores da água do mar e do ar, muitas vezes com cores e formatos que nos parecem estapafúrdios, são por vezes as que funcionam.  
É evidente que as coisas nunca são assim tão simples..., ou serão?

O que é certo é que as cinco amostras que vos apresento, todas apanharam peixe ao longo de um dia, do qual eu contarei a história, lá mais para a frente, porque não me vou esquecer dele nunca mais, por razões que compreenderão.
Claro que se estivermos vários pescadores com amostras diferentes e com montagens como aquela do "Pargo do meu contentamento", as hipóteses de encontrar a amostra e/ou montagem certa, para a hora e dia em que estivermos, aumentam significativamente.
Relativamente a este tema, eventualmente intervalando com alguma pescaria que por aí apareça, penso colocar três entradas, pela ordem seguinte:
  • Pesca à Zagaia - Canas, Linhas e Carretos - onde serão justificadas várias opções.
  • Pesca à Zagaia - As decorações nas amostras - funções e materiais.
  • Pesca à Zagaia - Uma história para rir ou talvez não!
A noite já vai entrada e vou terminar por hoje!

Um abraço a todos os leitores.