segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Material de Pesca... Uma dor de cabeça!


As condições climatéricas, decididamente, não são as melhores para a minha pesca!

Material de pesca, decididamente, não é um dos temas sobre o qual ame escrever. Falar sim! Preferencialmente, com o interlocutor presente e tendo sempre um cuidado extremo em não ferir as suas susceptibilidades, pois este assunto é coisa que costuma dar discussão acesa e não sou pessoa que a procure.

Além do mais, sempre que se aborda o tema em locais deste tipo, existe a tendência para se pensar que alguma marca estará por trás da conversa, atendendo a que alguns de nós (pescadores e outros...) usam e abusam dessa estratégia, de forma mais ou menos declarada.

Considerando o prólogo, vou-me atirar à tarefa tendo em conta a minha história abreviada de relações com o material, desde o início até aos dias de hoje, passando por alguns conceitos que fui desenvolvendo sobre razões, escolhas, aquisições e... Outras questões, direccionadas essencialmente para a pesca embarcada ao fundo, em barco fundeado.

O primeiro homem que pescou, penso eu, deve ter olhado em primeiro lugar o comportamento dos peixes e, após o despertar do interesse na sua captura, certamente olhou à volta e procurou algo que lhe servisse para o efeito, iniciando-se eventualmente nesse preciso momento a história do material de pesca. Este pescador teve de pensar e fazer tudo pela sua cabeça coisa que, como sabemos, não acontece nos nossos dias, nem sequer quando me iniciei... Não sou assim tão velho!

Na primeira vez que fui, emprestaram-me uma cana e mostraram-me como trabalhar com tudo aquilo, empatar anzóis, fazer a madre, primeiras iscadas, enfim... O mínimo essencial seguido do velho: "agora desenrrasca-te"!

A tudo isto, seguiram-se as primeiras experiências e claro, a consequente aquisição dos primeiros materiais... Algo parecidos com o que se encontra na imagem abaixo, sendo que o SOFI foi de facto o meu primeiro carreto, montado numa cana de fibra de 1,80 mts, de acção total e tão macia que qualquer Choupa, pouco maior que a actual medida mínima, a fazia vergar até ao cabo.

Fios aconselhados: 0,50, para o carreto; 0,45, para a madre; e, 0,40, para os estralhos que eram amarrados à madre pelas célebres voltas de fiel rematadas abaixo e acima. Em monofilamento, claro!

A montagem referida assegurava, segundo os "velhos", a quebra sucessiva de estralhos, madre e fio do carreto, em caso de "arrochanço" ou de peixe maior, na altura, uma miragem para mim! Já o "arrochanço"... Não tanto.

Quanto ao resto do material, anzóis, destorcedores, etc.; era tudo a condizer.

Verdade se diga que, já na altura, os "velhos" se pegavam em discussões sobre material, nós, montagens e eu não entendia muito bem... Como é que havia de entender? Ia numa traineira com mais 25, o dinheiro só chegava para o que tinha, até apanhava uns peixes... Queria lá saber!

Ainda assim, pergunto-me... Será que, actualmente, o início de um pescador será muito diferente?

Certamente, dependerá de quem o leve, de quem o oriente, de algum conhecimento anterior, em suma, de todo um conjunto de circunstâncias e motivações que o levem a decidir-se pela pesca. Uma coisa é certa, se for minimamente avisado, tem à sua disposição um conjunto de informação impensável para aquela época ou, se quisermos ser cépticos, um conjunto de desinformação originado pela quantidade de oferta, pela falta de seriedade de alguma dela e pela consequente dificuldade de discernir sobre a melhor relação preço/qualidade/adequação à técnica escolhida/etc.. Isto sem contar com os esclarecimentos de alguns lojistas que colocam por vezes a venda cega em primeiro lugar, esquecendo-se que mais tarde terão largas hipóteses de perder um cliente. Mas mais tarde... Quando? Porquê?

O quando, dependerá do tempo que esse pescador levar a evoluir na técnica que escolheu e o porquê, terá a ver com o momento em que essa evolução o faça entender que o tal lojista lhe vendeu um produto inadequado ao que pretendia, muito porque não o ouviu bem e só pensou em vender ou pura e simplesmente não sabia. Também acontece.

Outra questão pertinente tem a ver com outros pescadores a quem se solicite conselho que, por estarem num patamar mais avançado, poderão indicar-lhe materiais que, sendo ou parecendo adequados para os próprios, não se coadunarão com os conhecimentos e capacidades do nosso iniciado, podendo vir a significar o ditado Português: "colocar a carroça à frente dos bois".

Para todos os efeitos, parece poder dizer-se que a aprendizagem e consequente evolução dum pescador em determinada técnica ou técnicas, aliadas a uma carteira não muito recheada ou a alguma "sovinice", serão factores de diminuição dos "barretes" enfiados ou de escolhas inadequadas quando não péssimas. Isto porque, a aprendizagem e a evolução ensiná-lo-ão sobre as características dos materiais de que necessita e, o controlo monetário... A contenção em compras menos pensadas.

Neste percurso, estaremos sempre em luta com um inimigo, talvez o pior de todos... Nós!

Em algumas fases desta nossa evolução, por já termos alguns resultados e nos sentirmos com algum conhecimento; por querermos capturar mais e/ou melhor ou achando que alguém, por via do material, tem melhores resultados; tendemos a esticar-nos nas aquisições como se essa fosse a resposta real, o que muitas vezes pode não ser verdade. Penso que essa estará mais sediada no conhecimento e comportamento face à pesca, pesqueiros e espécies que no material utilizado; não pretendendo com esta afirmação colocar em causa a importância deste.

As anteriores considerações, como já devem ter percebido, decorrem de boas e más experiências porque passei nestas lides da pesca, levando-me a considerar um conjunto de conceitos que vão evoluindo e alterando conforme os resultados da prática vão sugerindo ou requerendo, lembrando-me que, talvez falando sobre eles, consiga que outros se precavenham, evitando um conjunto de situações já testemunhadas por mim e certamente por muitos outros de entre nós.

Como exemplo deste percurso, apresento-vos o meu "dossier de material de pesca":


Mas o que é isto? Também há pergaminhos por aí? Perguntarão alguns de vós!

Não! É um dossier A5, com umas 50 bolsinhas plásticas do mesmo formato, cada uma com uma montagem lá dentro; elaborado desta forma por não haver nada mais barato que contivesse tantas montagens. A seta indicava o sentido das aberturas, para evitar que o agarrasse ao contrário e as espalhasse; e, o "F", o lado por onde se devia abrir. O aspecto surrado e bafiento tem a ver com as "cacetadas" e os ambientes húmidos a que esteve sujeito durante a sua vida mais activa.

As baixadas eram elaboradas em casa, coisa que agora se torna difícil, em tanta quantidade e diversidade, quantas as perseguições a espécies que tentava fazer, consoante o tempo e os conhecimentos que ia adquirindo ainda na fase de pesca em Setúbal.

Abrindo o "livro", podem encontrar-se as baixadas para Gorazes, à esquerda e os anzóis para pesca grossa, à direita; montados em estralhos de aço pela abundância de várias espécies de Tubarões na zona. Ambas fazendo parte da fase em que procurava estas espécies e outras, habitantes de zonas profundas. As dos Gorazes, actualmente desactivadas devido às alterações do número de anzóis previstas na Lei.


Passando as "páginas", deparamo-nos com montagens para pescas profundas a Pargos, ainda sem anzóis, os quais seriam montados no momento ou assim se mantinham como suplentes. Chamo a atenção para a proliferação de missanguinhas, perolazinhas, tubinhos e coisas do género... O trabalhão que aquilo dava!


Nas "páginas" seguintes, as montagens para "diversos", com vários tipos de ligações dos estralhos à madre, testemunhando também estes a evolução procurada, testada, alterada... Na medida do material a que se tinha acesso e das necessidades que se sentiam no que a "destorcer" respeitava.

Este "livro", agora guardado em casa, encerra alguma da minha história relacionada com o material, contendo no entanto alguns materiais recentes e em uso, aguardando outros dias, principalmente no que respeita à pesca grossa lúdica, assim como o testemunho de que houve um percurso e uma evolução quando, ao folhear as últimas páginas, se encontram montagens com Cross Beads, um dos últimos tipos de ligação estralhos/madre considerados mais efectivos na actualidade, na pesca em barco fundeado, embora cada vez menos as use... Mas, lá chegaremos!

Ainda sobre as ligações dos estralhos à madre, lembro-me dos nós directos, das alças entrelaçadas partindo do nó de Barril; adequados quando bem feitos, mas pouco fiáveis para diâmetros mais pequenos na presença de maiores exemplares.

De todas as ligações efectuadas, lembro-me da primeira com bons resultados, a que se segue: constituída por destorcedor de barril, encaixado entre duas missangas, sendo os travamentos feitos por dois tubinhos de latão que se esmagavam, apertando o fio a seguir a cada missanga...

... Horas que se passavam a elaborar estas montagens, em que: a precisão do aperto, quanto à posição de ataque do alicate e à pressão aplicada, fazia a diferença entre capturar ou não, exemplares de maior porte. Também, nesta linha de travamento, se usaram multifilamentos finos, entrançados e aplicados através de nó, mais fiáveis mas muito trabalhosos por escorregarem em cada captura, também usados em substituição dos nós que se podem ver abaixo travando as actuais e, por enquanto, incontornáveis Cross Beads.


Quando iniciei a minha fase de pesca em Sines, comecei por usar a montagem dos tubinhos, depois as Cross Beads e chegaremos com toda esta conversa às razões porque quase as abandonei, adoptando os materiais que agora uso.

Comecemos por olhar para algumas questões práticas e reflectir sobre elas!

Não é raro dois pescadores irem pescar embarcados em MT, com montagens e até com canas e carretos idênticos. Um deles captura regularmente e o outro nem tanto, porquê? Do material não parece que seja... Será da isca, da forma de iscar, do posicionamento no barco, das formas de reagir ao toque, do comportamento de cada um deles face ao sucesso e insucesso...?

Na maioria dos casos, se os materiais forem idênticos, procuram-se outras razões. Caso os materiais de ambos os pescadores sejam diferentes, a tendência é não analisar para além do material. E se não for do material? Como vamos saber? E porque não olhar outros factores, talvez mais importantes, em vez de ir à corrida comprar as missangas, anzóis, fios, destorcedores, etc., supostamente factores influentes no sucesso do outro? De pouco nos valerão se de facto foi o comportamento do nosso companheiro a principal razão do seu sucesso naquele dia. Só que, parece-me mais fácil actuar sobre o factor material do que assumir que o nosso comportamento em acção de pesca pode não ter sido o ideal e... Alterá-lo!

Outras questões se colocam... Quanto mais alterações ao material, em curto espaço de tempo útil de pesca, para o mesmo tipo de pesca e pesqueiros, mais variáveis se introduzem e consequentemente mais difícil será ter a percepção das possíveis razões de sucesso/insucesso e ainda nem começámos a falar de monofilamentos em nylon ou fluorcarbono, multifilamentos, anzóis, canas, carretos... Dava para fazer uma "Bíblia" de pesca! Impossível de completar antes da chegada do bom tempo... Aquele em que temos de sair do PC e andar para o mar.

Discutível, não é?

E não o é tudo? Na pesca e etc.?

Às últimas questões colocadas, respondo sim!

A resposta, implica consequentemente que me limite a descrever os raciocínios que me levaram a optar por determinados materiais, sem os considerar os melhores em termos gerais, mas sim, os que mais gosto de utilizar na pesca a que me dedico, considerando manuseamento, resultados... Sem deixar de ter em conta que certamente existirão outros melhores que não conheço ou não testei, talvez por ainda não ter sentido essa necessidade.

Antes de passar às funções e características mais relevantes sobre material, importa relembrar algumas questões, testemunhos, conceitos... verificados durante o meu percurso histórico pela pesca.

Desde a aquisição dos primeiros materiais (a tal cana de acção total de 1,80 mts, o Sofi, anzóis nacionais e fio a condizer...) por volta de 78/79 e da prática de pesca embarcada durante estes mesmos anos, tinha-me iniciado entretanto na caça submarina que durou até 1992, ano em que adquiri o meu primeiro barco e reiniciei a pesca embarcada, verificando para meu espanto que os materiais que tinha adquirido, cana e carreto, estavam ainda em uso por muitos pescadores da zona de Setúbal. O mesmo não acontecia com os fios e os anzóis... Procuravam-se já, fios mais finos para as montagens e anzóis diversos, embora salvaguarde que talvez já antes acontecesse, mas não tinha tido tempo de me aperceber de tal.
A pesca, essa mantinha-se como antes!
As montagens eram as usuais: anzóis n.º 6 a 8, montados em dois ou três estralhos de 25 a 40 cm de comprimento, com 0,30 a 0,35 de diâmetro; amarrados, com voltas de fiel acima e abaixo, a uma madre de 0,40 ; e, como conceito: "... Vamos pescar aos diversos, talvez encontremos os Besugos ou Parguetes, enquanto esperamos o peixe da nossa vida..." Esta a única pesca que conhecia a partir de barco, para além da caça submarina.

Um "à parte"... Para além dos materiais utilizados, será que existem diferenças significativas entre as baixadas e os conceitos actuais, na pesca embarcada, para a grande maioria dos pescadores que a praticam em MTs, barco próprio ou até na competição? A zona de comentários aqui do blog está já aí ao fundo da página!

A minha pesca iniciou-se, o interesse foi aumentando entre sucessos e insucessos na pesca de "encher o balde", usando as iscas e materiais que todos usavam e conseguindo boas prestações, mais pela capacidade de colocar o barco no sítio certo que certamente pelo material que usava.
O hábito, adquirido na caça submarina, de procurar maiores exemplares, os sinais indicadores da sua presença que fui aprendendo a ler e que muitas vezes existiam, lutavam contra os conceitos de café: ah e tal... Não há peixe nenhum! As redes, os covos, os arrastões... Dão cabo de tudo!
Não digo que não fosse verdade ou ainda que não o seja hoje em dia mas, como acreditei tanto tempo naquilo que diziam pescadores que sempre pescavam nos mesmos pesqueiros, com as mesmas iscas, montagens e materiais? Umas vezes apanhavam e eram os maiores, outras não apanhavam e as razões eram sempre as mesmas: "... Hoje não há peixe!", "... O peixe estava lá e não queria comer!". Acredito agora que isso acontecia no pesqueiro ou pesqueiros onde tinham ido, com a mesma isca, montagem... De sempre. Mas, com um mar tão grande, porque frequentavam só aqueles pesqueiros? Em qualquer época do ano só lá estavam os "diversos"? E as iscas... O peixe só comia Lingueirão, Casulo e Ganso? Pelos vistos sim! Quem não levasse estas iscas para o mar, já nem acreditava na pesca! Que credibilidade poderiam ter os materiais e iscas usadas? Como poderíamos saber que eram esses os factores determinantes?
Era o que se conhecia, o que se aprendia, o que se praticava... Aqui pela minha zona, Setúbal!
Importava então: alterar!
Acreditar que era possível capturar melhores exemplares de forma mais assídua! Diversificar locais, iscas, baixadas, técnicas... Adequar materiais a estas alterações! Estes conceitos não surgiram na minha mente de um momento para o outro como erradamente pode indicar a forma como os descrevo; antes, foram-se desenvolvendo com a prática e o pensar continuamente a pesca, enquanto ia capturando Sarguetas, Choupas, Besugos e Parguetes nos locais habituais e em outros que fui descobrindo a solo ou com o apoio de outro pessoal como o Edmundo, o António Júlio, o Zé Carlos, entre outros... Ainda na fase de Setúbal, onde já começava a ler a carta de pesca e a tentar encontrar, por mim, novos pesqueiros e melhores exemplares. Fase esta, continuada em Sines e sempre em estudo teórico e prático que penso continuar enquanto a vida e a Lei o permitirem.

Analisando as reflexões produzidas até ao momento, dei comigo a pensar: a esta hora, estarão os leitores sem entender o porquê de tanta conversa para falar de material... Mas, a verdade é que não consigo falar de material sem continuamente pensar nas razões porque utilizo este ou aquele e essas enquadram-se com alguma história que sinto necessidade de contar, mais não seja, para justificar "porquês"!

Das práticas e experiências efectuadas na pesca ao fundo em barco fundeado, tentando ser mais prático, as principais funções do material de pesca tendo em conta: espécies procuradas, iscas utilizadas, estado do mar... Entre outros factores e por ordem de acção; parecem ser as seguintes:

- Apresentar a isca de forma natural;
- Sentir os toques;
- Ferrar;
- Lutar até à superfície;
- Subir, para trocar ou repôr iscas;
- Destorcer;
- Elevar peixe para o poço do barco.

Para cumprir com estas funções, os materiais utilizados, desde a cana até à chumbada, passando por carreto, fios, destorcedores, construção das baixadas, anzóis... Conceptualmente, deverão ser proporcionais e adequados entre si, apresentando consequentemente determinadas características sobre as quais passaremos a reflectir. Vejamos então!

Apresentar a isca de forma natural:

O comportamento natural da isca, atendendo a observações subaquáticas ou até ao senso comum, parece ser conseguido quando os pedaços acompanharem os movimentos imprimidos pela aguagem ou, na ausência desta, por aqueles de "vai e vem" que sempre existem no ambiente marinho. Para tal, haverá que adequar o tipo de fio do estralho e o comprimento deste, tendo em conta o tamanho das iscadas. Quanto ao fio, parece lógico que um mais fino e macio, em estralho mais comprido, deixará que a isca se movimente melhor; no entanto, um fio macio tenderá a resistir menos ao nó, a embrulhar-se com mais facilidade e a diminuir a capacidade de sentir, tendo em conta a sua elasticidade. Tudo se complicará ainda mais se a iscada for grande e o peixe que por lá ande for pequeno ou esteja a comer mordiscando pelas pontas. Ainda sobre a espessura, haverá que ter em conta as espécies que estamos a procurar.
As anteriores considerações parecem, quanto à dureza do fio, indicar que a escolha deverá recair sobre um fio mais para o lado do rijo que do macio, principalmente se o estralho for maior que 40/50 cm e a iscada for grande (posta de sardinha, bomboca ou camarão inteiros, caranguejo, cabeça+tripa de lula...). As iscas mais pequenas poderão ser bem apresentadas com fios mais finos, macios e em estralhos mais curtos, parecendo neste caso ser importante também considerar a leveza do anzol, o que, em iscadas mais pesadas, com fios mais grossos e em estralhos mais compridos, poderá ser um factor menos significativo.

Resumindo, a relação: leveza da montagem/comprimento dos estralhos/tamanho das iscadas, numa proporção adequada, tendo em conta as anteriores reflexões, parece poder influir significativamente na apresentação natural da isca, contribuíndo também para a melhoria da função "sentir".
Sobre o comprimento dos estralhos, importa ainda referir que a proximidade da isca com a madre da montagem, dificilmente assegurará uma apresentação natural da isca, nomeadamente para os maiores exemplares. Já os "pequenotes" não se ralam muito, atacando, zelosa e proficuamente, iscas em estralhos de 20/25 cm, em montagens que parecem autênticas árvores de Natal, parecendo até serem atraídos por tanta côr.

Como sugestão de fios para a baixada:
- Um Fluorcarbono de diâmetro adequado, dos menos rijos, atendendo à sua resistência ao nó, pouca memória e apregoada invisibilidade ou, para maiores profundidades (+ de 70 metros), um mono daqueles que esticamos e caem direitos, parecem ser escolhas adequadas para a elaboração das baixadas enquadradas nos parâmetros sugeridos.

Anzóis:

As reflexões sobre este importante elemento da nossa baixada, serão efectuadas desde já, tendo em conta a sua influência significativa em três funções:

- Na apresentação da isca, atendendo a que, por exemplo, um anzol pesado, embora pequeno, aplicado em estralhos curtos e finos e com uma isca leve, certamente não proporcionará uma apresentação adequada; tendendo a fazer afundar o estralho e encostando-o à madre ou aproximando-o da chumbada.
- Na ferragem, onde o tamanho, abertura, linha de tracção, penetração, inclinação do bico face à haste... Deverão ser mais ou menos adequados às espécies que se procuram.
- Na luta até à superfície, onde os factores tamanho, penetração, resistência e comprimento da barbela; influirão significativamente em boas ou más ferragens e manutenções das mesmas. Salvaguardo aqui que, para aqueles de entre nós que pratiquem o "pesca e liberta", a barbela terá um valor secundário e incoerente, obrigando-se estes, para colmatar a falta dela, a um apuramento técnico de luta onde qualquer perda de contacto com o peixe significará uma alta percentagem de a perder.

Se me dissessem para eleger o material de pesca onde a escolha e aquisição se torna mais difícil, acho que apontaria de imediato para os anzóis! Porquê?

São baratos, relativamente a todo o restante material. Os formatos, cores e apresentações são extremamente variados e, o mais engraçado de tudo... Senão todos, quase todos, ferram peixe em algum dia ou momento.

Pelas razões apresentadas, resolvi adquiri-los pelo seguinte raciocínio:

Tamanho:
- Olho para a boca duma determinada espécie em que estou interessado, calculo a olho qual o maior anzol que poderá capturar um Juvenil e adquiro anzóis com um ou dois tamanhos acima. Não será bem assim, mas penso que dá para ter uma ideia.

Formato:
- Abertura... Nem muito fechada, nem muito aberta.
- Comprimento da haste... Nem curta nem comprida.
- Tipo de bico... O mais aguçado que encontrar e "reversed" (inclinado face à haste... Nalgum sítio espetará!).
- Peso... O menor possível.
- Resistência... A maior possível, tendo em conta a espécie e o peso do anzol.
- Côr... Escuros ou prateados. Já tive bons resultados com dourados mas, para além de me gozarem por isso, são difíceis de encontrar em tamanhos maiores, pelo que desisti deles.

É caso para dizer: Tenho encontrado a felicidade no meio termo e na simplicidade!

Eis alguns dos eleitos:


Sobre os destorcedores, já falaremos!

Sentir, Ferrar e Lutar até à superfície:

Estas três funções, sendo diversas em cada um dos seus momentos, interligam-se por antagonismo de tipos de materiais; exigindo, para um bom desempenho do pescador, um conjunto pensado desde a mão até à isca, facilmente adaptável a profundidades e condições de mar diversas. Para iniciarmos a construção do nosso conjunto, algumas caraterísticas e interacções dos vários materiais parecem essenciais:

- Sensiblidade, para perceber os toques; Dureza, para a ferragem; e, alguma Maleabilidade do conjunto, para a luta.
- Adequação da interacção entre: profundidade/condições de mar/cana/fios/carreto/peso da chumbada.

Profundidade:

- Quanto mais fundo se pescar, mais difícil será sentir e ferrar o peixe!
- A luta oferecida por um peixe ferrado, em maior profundidade, tenderá a ser menos intensa e mais pesada, muito devido à pressão a que está sujeito. Já o mesmo peixe, em pouca profundidade, por razão inversa, poderá oferecer uma luta bem mais dura, ágil e por vezes mais longa. Se no primeiro caso a preocupação com o conjunto de material, deverá dirigir-se mais no sentido do "sentir" e da "ferragem" salvaguardando a "maleabilidade"; no segundo, as preocupações com a "maleabilidade" deverão aumentar significativamente no sentido de corresponder aos arranques súbitos e intensos a que este estará sujeito.

Condições de mar:

Quanto maior e/ou mais desencontrada for a vaga de fora com a vaga de vento, também as dificuldades de sentir e ferrar se agravarão quer pela continua subida e descida do barco face à linha de fundo, quer pelos movimentos laterias que tenderão a desiquilibrar o pescador e consequentemente desconcentrá-lo do acto de sentir e complicar-lhe o acto de ferrar.

Cana:

- Uma cana de acção parabólica macia, tenderá a oferecer boas condições quanto à maleabilidade na luta com o peixe e não tão boas, quanto ao sentir e ao ferrar.
- Uma cana rija de acção de ponteira, oferecerá certamente belíssimas condições quanto ao sentir e ao ferrar mas, deixará muito a desejar quanto a uma luta dura com um peixe maior, devido à sua falta de maleabilidade.
- As características das canas referidas serão tanto mais adequadas, quanto os comprimentos escolhidos, tendo em conta a necessidade de uma boa alavanca que tanto poderá influir positivamente no sentir e no ferrar, quanto na maleabilidade que o comprimento lhe poderá trazer em luta.
Olhando para os comprimentos, importa entender que uma cana de acção parabólica, macia e com 3,00 ou mais metros, poderá unicamente ser um excesso de peso, atendendo a que, parecendo o comprimento ser um factor essencialmente introduzido para aumentar a alavanca na ferragem, esta alavanca perder-se-à devido à curva que a cana formará antes de levantar a pesca do fundo ao tentarmos ferrar, principalmente se estivermos a pescar fundo, com vaga alta e chumbada pesada.
O comprimento útil, para alavanca de ferragem, poderá aumentar em canas mais rijas, tendo em conta as proporções relacionadas com as consequentes variações de maleabilidade e peso.
Procurando a cana ideal, parecem-me ser as semi-parabólicas de acção progressiva com alguma rijeza, entre os 3,00 e os 3,60, as canas mais versáteis para pescar fundo ou baixo. Isto porque permitem sentir e ferrar muito perto das de acção de ponteira e, em luta, ganham maleabilidade conforme o peixe que lá vier. Relativamente a esta última característica, ela poderá ainda ser melhorada através dos fios usados, principalmente para pescar em menores profundidades e mares calmos.

Apresento-vos as que uso presentemente:


À esquerda, a First Edition 3,60 metros, de 3 partes, da 7even. Uma acção parabólica progressiva, bastante leve, sensível e eficaz em luta.
À direita, uma Steel Power, da NBS, com o mesmo tipo de acção, mesmo comprimento e partes, extremamente sensível, atendendo ao seu peso (quase o dobro da primeira) e potência que lhe permite adequar-se à luta com qualquer peixe, sobrando sempre força a esta "besta".

Fios:

O que vamos escolher? Como adequar ao conjunto sensivel, ferrador e maleável em luta?

Rijos para sentir e ferrar, certamente! E a maleabilidade como vamos consegui-la?

A procura de fios mais rijos era já uma preocupação antes do reinado dos multifilamentos finos que vieram colmatar a necessidade de melhor sentir e ferrar, instalando-se através de marcas diversas, com características variadas sendo, os tipos Dyneema e Spectra, mais utilizados actualmente, oferecidos com cores, texturas, diâmetros, resistências e preços, para todos os gostos, técnicas e bolsas.
No entanto, se como fios principais, em qualquer carreto, asseguram o sentir e a ferragem; maleabilidade é coisa que não têm, provocando, caso não se tomem outras medidas, uma luta extremamente violenta, por vezes difícil de controlar quando enfrentamos um exemplar de maiores proporções, mesmo pescando com uma cana mais macia e recorrendo ao carreto com a embraigem mais leve que, se por um lado, permitirá minimizar a dureza da luta; por outro, aumentará significativamente as hipóteses de fuga de tal peixe por deficiência na pressão contínua aplicada.

A forma encontrada para diminuir os efeitos da falta de elasticidade deste fio, para além de troços elásticos em silicone, com resistência e invisibilidade duvidosas; foi a denominada ponteira de amortecimento: um determinado comprimento de monofilamento, com diâmetro e dureza adequados aos objectivos da nossa pesca que, ligado ao multifilamento do carreto num extremo e à baixada no extremo oposto, poderá assegurar uma luta mais regular, mantendo pouco alteradas as capacidades de sentir e ferrar.

Como conceito, poderemos talvez dizer que: colocando uma ponteira de, por exemplo, 15 metros de monofilamento, num dia de mar calmo e sem aguagem, pescando a qualquer profundidade com peso de chumbada adequado, o sentir e o ferrar acontecerão, com variações pouco significativas, como se estivéssemos a pescar a 15 metros de profundidade só com o monofilamento em uso.
É claro que o conceito anterior não é assim tão linear e as coisas complicam-se havendo vaga e aguagem num pesqueiro fundo, assim como, numa luta com peixe maior a 15 ou 20 metros de profundidade; mas, nestes casos, para além de outros cuidados, poderemos sempre variar o comprimento da ponteira de amortecimento, encurtando-o em dias mais complicados e a pescar mais fundo; ou, aumentando-o em dias mais calmos e/ou em pescas de pouca profundidade.

Aqui vão alguns dos que estão a uso:


No canto superior esquerdo, o Extreme da Golden Fish 0,40, um mono normal, para o lado do rijo, actualmente em uso para ponteiras de amortecimento.
No canto superior direito, o Multifilamento da Sufix, penso que um 0,28, como fio base para o carreto, a par com o 7even e o Rapala Titatnium, também do meu gosto.
Em baixo, à esquerda, o fluorcarbono da Rapala 0,418 e, à direita, o da Golden Fish; um fluor bastante maleável, com 0,405, detentor de resistência admirável. Ambos para baixadas e estralhos.

Ainda sobre amortecimento, a luta até à superfície, as subidas para trocas e reposições de iscas e o respectivo "motor"...

... O Carreto!

As funções do carreto são diversas e todas importantes; pelo que vamos tentar arrumá-las, na perspectiva de tentarmos entender actuais ou futuras escolhas. Consideremos para tal, dois tipos de funções/capacidades:

As básicas:



  1. Armazenamento da linha de que necessitamos para a nossa pesca, em quantidade e qualidade suficientes, o que influirá a escolha do tamanho do carreto a utilizar ou adquirir.



  2. Deixar sair linha e recolhê-la, de forma livre, rápida e sem emaranhados ou outras complicações, o que influirá a escolha do formato mais adequado para a pesca a que nos dedicamos ou queremos dedicar. Alguns carretos, derivado do seu formato ou devido a "demasiados" pormenores mecânicos exteriores, tendem a prender a linha quando se deixa cair a baixada para o fundo ou, pior, enrolá-la para o veio interior quando se inicia o enrolamento ou a luta, após um intervalo em que possamos deixar a linha "bamba".

As de luta:


  1. A capacidade máxima para suportar tracção, com a embraiagem completamente travada. Esta, mais importante talvez para a Zagaia/Jigging, já que na embarcada ao fundo, em barco fundeado, muito raramente será utilizada num carreto de tamanho adequado.



  2. A fiabilidade ao deixar sair linha, amortecendo antes do ponto de ruptura de destorcedores, fios, nós... Em uso. Esta, dependente essencialmente do tipo de rodízio do braço do carreto (c/s rolamento), tipo de embraiagem, da taragem que lhe aplicarmos e dos materiais e cuidados de manutenção exigidos nestas áreas.

Considerando as reflexões sobre as funções em luta, na minha perspectiva, o carreto, tem de:

a) Assegurar o máximo de oposição possível perante o exemplar, intervindo através da libertação de linha antes da quebra do elo mais fraco de todo o conjunto. Para tal, a embraigem é tarada para mais ou menos 3/4 da resistência do tal elo mais fraco, normalmente as inserções dos estralhos na madre, com uma força que deixará sair linha, unicamente em presença de um exemplar de mais de dois quilos, considerando as resistências dos materiais que uso e as espécies a que me dedico.

b) Subir a baixada rapidamente para repôr ou substituir iscas.

As anteriores alíneas pressupõem por sua vez duas questões muito discutidas entre pescadores: força e velocidade! Duas capacidades indicadoras de usos diferentes mas ambas necessárias nos carretos que adquirirmos para a pesca em reflexão!

A força, para suportar lutas mais importantes!

A velocidade, para assegurar um ritmo sério em acção de pesca!

Sinceramente, a primeira preocupa-me; mas acho que a consigo colmatar através dos esforços requeridos a todo o conjunto (cana, fios, baixada, estralhos...), tarando bem um carreto e sendo calmo e frio em luta. A segunda preocupa-me mais, principalmente em dias de muito roubo de iscas e a pescar fundo. Neste caso, um carreto lento, colocará em causa o ritmo da acção de pesca e a energia por mim dispendida, talvez diminuíndo ou atrasando as hipóteses da entrada dos exemplares que sempre procuro.

Esta peça do nosso conjunto, sendo a formada por mais elementos mecânicos e, normalmente, a mais cara; é também a que necessita de mais manutenção e consequentemente maior gasto de tempo. Por isto deveremos ter o cuidado de escolher com base em materiais que exijam pouca manutenção, assegurem durabilidade e maximizem as funções/capacidades que pretendemos, com um preço suportável. Estes requisitos são normalmente inimigos de máquinas muito sofisticadas, parecendo-me ser exigível uma procura centrada em materiais de qualidade e na simplicidade mecânica.

Resumindo, um carreto para a minha pesca deverá ter as seguintes características:

- Alguma força
- Alguma velocidade
- Bons materiais
- Número de rolamentos essenciais
- Alguma leveza
- A melhor relação preço/qualidade adequada à minha bolsa.

Com as características que mais gosto e adequados à minha bolsa, encontrei estes fiéis amigos:

O PENN, nas versões 6500SS e 8500SS...


... E o Cabo da Quantum, nas versões 60 e 80 (o 40 não será de excluir para pescas mais ligeiras):


Nunca me faltaram quando os solicitei, certamente pelos materiais em que são construídas as suas peças fundamentais (inox e bronze), já que a quantidade de trabalho e o tratamento que lhes dou, não são do género de aumentar a sua vida útil.

Destorcer:

Aí está uma função do material que influirá em todas as outras, colocando-as em causa, caso não esteja assegurada! Vejamos:

A deslocação de objectos na água, ao implicarem directamente com o hidrodinamismo desta, estarão sujeitos a movimentos diversos relacionados com a sua forma, mais ou menos regular e, com a velocidade a que se deslocam, entre outros factores.
Considerando a anterior reflexão, podemos concluir que as nossas iscas ao descerem, estarão sujeitas a tais acções assim como ao subirmos a montagem, independentemente de trazermos ou não restos de isca, para além dos movimentos referidos, teremos ainda de contar com o movimento de rotação do fio, sobre o seu eixo, imprimido pelo trabalho dos nossos carretos de tambor fixo.
Para evitar os embrulhos dos estralhos com a madre, durante a descida e/ou subida, importa destorcer!
Refira-se ainda que qualquer elemento destorcedor terá acumulada a função de ligação entre partes a destorcer, sendo que qualquer falha poderá comprometer todas as funções principais do conjunto.

Imaginemos uma baixada que desce com iscadas lindas e pelo caminho vai-se embrulhando com a madre e com os destorcedores. Certamente ao chegar ao fundo já não conseguirá apresentar bem a isca. Mas, mesmo assim, aparece um Pargalhão esfomeado que esquecendo todos os medos, come a isca e é ferrado num anzol, ligado a um estralho já todo empachado na madre e com nós indesejáveis que se apertarão logo no início da luta. nesta altura tudo fica colocado em causa e só com muita sorte teremos sucesso com esta captura. Isto, para dar um exemplo possível entre muitos.

O destorcedor parece-me portanto um elemento essencial, com o qual tenho tido uma longa guerra, passando pelo de barril com missangas, apertado com tubinhos; pelas Cross Beads, conforme as fotos já apresentadas e até, por uma missangas que apareceram em tempos, em formato de "8", com um furo ao meio por onde entrava o fio da madre, das quais não tenho fotos. Esta missanga era travada com dois nós, acima e abaixo da madre, e, o estralho era amarrado na cintura do"8". Tudo isto funcionou e tudo isto, face a exemplares maiores, acabou por dar problemas, honra seja feita às Cross Beads, as menos falíveis!

Verdade seja dita que aumentando a grossura da madre ou fazendo travamentos com multifilamentos suplementares, certamente as Cross Beads aguentariam, mas, a solução encontrada parece-me mais simples, tem resolvido na perfeição e, não se embrulha mais que todas as outras soluções referidas, antes pelo contrário!

Apresento-vos os destorcedores de barril acoplados, tipo Crane no tamanho em que os uso na montagem aplicada na cana de mão:


Usei-os pela primeira vez, a conselho do meu amigo António Júlio, de Setúbal, e, nunca mais os larguei!

A madre é ligada à argola de baixo, a argola de cima é ligada directamente à ponteira de amortecimento que vem do carreto e o estralho de cima, ligado à argola mais afastada do destorcedor perpendicular acoplado.

No extremo oposto da madre, monto outro destorcedor igual que assegurará a ligação ao estralho de baixo e ao fio de suporte do destorcedor de alfinete que prende a chumbada; conforme foto abaixo:


Neste caso, o fio do estralho e da madre (vermelhos) ficarão ligados no mesmo destorcedor de barril, assegurando que não haverá folgas antes de sentir os toques, tudo indica, maximizando esta capacidade.
Ao destorcedor perpendicular será ligado então o fiel da chumbada, com um destorcedor de alfinete, destinado à troca rápida de peso, caso necessário.

Depois de tudo isto, não mais que "uma gota de água no oceano" no universo da pesca; um elemento importante, parece ter ficado esquecido, mas não é verdade! Cá estão elas...

As Chumbadas:

São normalmente fabricadas em chumbo, discretas, fala-se dos seus formatos, dos seus pesos; ligam-se à madre com fios mais finos, para se perderem caso se prendam mas têm, sem dúvida, um papel importantíssimo e alargado a várias funções relacionadas com o material, tanto ou mais importante que o que as fundamenta: serem um peso suficiente para apresentar as nossas baixadas e iscas no local onde cálculamos estarem os objectivos da nossa procura, de forma rápida e eficiente, sem se tornarem um pesadelo quando as quisermos subir.

Para que cumpram o seu papel, as chumbadas, deverão ter um formato que se movimente facilmente através do meio aquático, nos dois sentidos (subida e descida) e um peso adequado à profundidade, às condições de mar e aos materiais que constituem o conjunto com que pescamos num determinado dia.

O formato deverá, por razões actualmente óbvias, andar perto do de um torpedo, tanto mais quanto mais espaço tenha de ser percorrido.

O peso parece ser uma questão bem mais complexa e variável. Vejamos:

O peso da chumbada deverá assegurar que sintamos continuamente onde ela está... Assente no fundo,  ou a determinada altura deste, independentemente de: profundidade; existência ou não de vaga e/ou aguagem; materiais com que estamos a pescar; e, assegurando que as iscas maiores ou mais pequenas que vão nos nossos anzóis desçam a uma velocidade que lhes permita passar, mais ou menos intocadas, por eventuais cardumes de peixes que se encontrem a meia água e que as poderão consumir antes que cheguem ao fundo.

Que circunstâncias nos decidirão a adequar o peso da chumbada, aumentando-o?

A profundidade: quanto mais fundo, maior o peso necessário.
O tamanho das iscas: Quanto maiores, mais atrito e, consequentemente, factor de aumento de peso!
Material utilizado: canas e fios mais rijos, atendendo ao pouco tempo que levam a reagir ao peso, solicitarão também mais peso de chumbada.
Aguagem/corrente: Sem dúvida, outro factor de aumento do peso da chumbada.
Existência de vaga: a vaga afasta e aproxima continuamente o barco do fundo marinho o que, aliado a canas e fios rijos ou mais grossos poderá ser outro factor de aumento do peso da chumbada, tentando evitar que a baixada se eleve do fundo sem nos apercebermos.

As circunstâncias contrárias ou conjugadas, como tudo indica, serão factores de diminuição de peso.

As escolhas mais correctas, essas, só o tempo e a prática nos ensinarão.

Deixo-vos, da esquerda para a direita, algumas das chumbadas que utilizei e utilizo:

As duas da direita, são escolhas actuais, principalmente as coloridas, já bastante faladas por aqui.

Já temos o conjunto de pesca completo, largamos para o fundo com iscadas enormes e deliciosas, o peixe gosta e atira-se! Lutamos com ele e temos sucesso! Chega à superfície! É grande! Temos de subi-lo para o barco! Onde está o Enxalavar?

Este apetrecho, constante de um cabo e um aro com rede, cumpre a última função: elevar um peixe de maiores dimensões para o poço do barco.

As dimensões, o peso e os materiais, deverão estar adequados aos peixes maiores que esperamos, à distância entre borda do barco e água e a evitar emaranhados com os anzóis, chumbada e linha que trazem o peixe.

O aro, deverá ser em tubo de alumínio anodizado ou, de preferência, em tubo de inox, com um diâmetro nunca inferior a 50 cm.

A rede aplicada, deverá ter malha larga elaborada com um monofilamento grosso, atendendendo a que os cabos multifilares são um material onde os anzóis sempre se vão espetar, criando "empachanços" e consequentes perdas de tempo que influirão negativamente o ritmo na acção de pesca.

O cabo deverá ser leve, com comprimento adequado à distância à água, sendo a leveza tanto mais necessária, quanto maior o comprimento que tenha.
Os cabos em fibra de vidro têm-se revelado uma boa escolha.

O homem que colocar o enxalavar para subir o peixe, quando este estiver completamente à superfície, deverá ter o cuidado de afundar um pouco o aro com rede, afastado-o do peixe e aguardar que o pescador em luta coloque o peixe sobre o enxalavar. Durante esta acção deverá estar atento e atender às solicitações que o pescador for apresentando. Ele é o "dono" do peixe! Ele é que deve decidir sobre o desenrolar da acção!
Salvo algumas situações de improviso que só em presença poderemos resolver, estas serão talvez as melhores opções técnicas.

O peixe finalmente está capturado e a salvo! Posso então, em momento de despedida, deixar-vos algumas curiosidades relacionadas com outras aquisições ao longo dos tempos:

A primeira cana de ponteiras finas que adquiri, por volta de 95/96, na procura de mais sensibilidade, capacidade de ferragem e amortecimento em luta. Uma feeder da Browning, com 2,90 a 3,30 metros; comprimentos que se conseguiam conforme se usava um extensor que saía ou se retraía no cabo. Esta, já com acção parabólica quase progressiva.


Em seguida, uma Ultramar da Hiro, autêntica besta, para corrico ligeiro ou para pescar no caneiro com isca viva, adquirida por volta de 98.

Finalmente, alguns anzóis e destorcedores que utilizo actualmente para Zagaia/Jigging:

Sobre estes materiais falaremos eventualmente em próximas entradas, dependendo do desenrolar de acontecimentos que o futuro nos traga.

Muito fica por dizer acerca de material!

Muitos materiais ficam por dissecar, testar, discutir!

Espero no entanto ter deixado, suficientemente explicadas e fundamentadas, as razões centrais para a escolha de um conjunto sensível, ferrador e maleável em luta; adequado a peixe maiorzito!

Quanto a análises, dúvidas, discordâncias... A zona dos comentários é para usar!

Esta entrada, arrasta-se desde o início do mau tempo e eu com ela, certamente necessitarei do Vosso apoio para a completar. Enquanto isso não acontece...

Uma boa noite a todos os leitores!

25 comentários:

Nuno João Ribeiro disse...

Boas Ernesto

Só tenho uma palavra para esta tua entrada.

Excepcional*

*
-em que há excepção;
-fora do usual;
-extraordinário;

Confesso que este tipo de partilha é rara. Rara por aqueles que se calhar não têm uma história na pesca com tu tens, o meu caso, e rara pela maravilha como abres o livro, literalmente e em imagens.

De repente parece que estamos em casa, a tomar um belo scotch, a falar de pesca, a viajar pelo nosso mar e a perceber que afinal a vida é bela.

Aprende-se muito à volta da lareira a ouvir as histórias e esta é uma delas.

Meu caro, é um prazer ouvir-te escrever.

Grande Abraço
Nuno

Anónimo disse...

Viva Ernesto
Ora aqui está uma forma diferente (leia-se invulgar) de tratar do “assunto”
Discordo do título, não é uma dor de cabeça mas um quebra-cabeças
Parece-me que o importante a reter e a adaptar consoante o tipo de pesca que se pratique (até para a apeada) serão as características que importam conseguir em cada componente para que o conjunto seja harmónico e funcione a contento no momento da verdade
Mas, como diz, é um facto que sem estarem reunidas as restantes (principais) condições para a pesca ter sucesso de nada vale ter-se o “material certinho”

Abraço e Obrigado
João Martins
.
(esperemos que a meteorologia no domingo lhe permita uma saltada para trabalhar como tão bem sabe as outras vertentes da pesca...)

Anónimo disse...

Viva Ernesto,

Mais um manual de "bem pescar", assim só não aprende quem não quer ou não tem mesmo jeito para a coisa.
Saudo a forma como partilha os conhecimentos que vai adquirindo com todos os leitores.

O que a falta de pesca faz a um homem , uns escrevem "manuais de pesca" e outros "ganham" tempo e conhecimentos a lê-los , esperando que o tempo ajude para pôr em prática todo o conhecimento adquirido.

Um grande abraço pela partilha,

Luís Guerreiro

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

Grato pelos comentários!

Esta não é bem a escrita que gosto!

Entretanto já dei com umas "gralhas" e já as emendei!

O tema é muito pessoal e tenho dificuldade em falar dele, o que me faz tentar justificar tudo o que digo e estender talvez demasiado texto.

Mas está feito!

Espero que vos sirva e, em função de algumas sugestões e/ou críticas, outros materiais poderão ser analisados.

Abraço

Ernesto

Ernesto Lima disse...

Faltou-me dizer ao João Martins que quando coloquei o título, estava a pensar na "dor de cabeça" com que fico, quando escrevo sobre material. Ehehehe

Anónimo disse...

grande carreto SOFI

Ernesto Lima disse...

O SOFI era o que havia na altura à medida da bolsa! Ehehehe

Anónimo disse...

Ernesto
Ainda não li, mas fiquei muito agradavelmente surpreendido pela dimensão do post. Vou saboreá-lo longamente fazendo jus à dedicação de quem escreve tanto e com tanta paixão pela pesca ( ...bem dito mau tempo !!! lol). No mínimo deve estar sublime, porque o autor não faz por menos.
Um a vez mais....um grande bem hajas!
Paulo Benjamim

Ernesto Lima disse...

Viva Paulo!

Sublime... Sem uma foto de peixe?
Nem penses nisso!

Na volta, está é chato e comprido!

Abraço

Ernesto

Anónimo disse...

Caro Ernesto,
è a primeira vez que comento este seu blog apesar de já cá vir " comer" sabedoria á mais de 2 anos.(Altura em que comprei um barco e me iniciei neste vicio saudável da pesca pela zona de Milfontes)
Obrigado pela partilha de informação e parabéns por mais este excelente post sobre material.
Cláudio.

Ernesto Lima disse...

Viva Cláudio!

Bem Vindo ao local e grato pelo comentário!

Alguma questão ou sugestão... Sinta-se à vontade!

Abraço

Ernesto

Anónimo disse...

Ernesto,
Assim já vale a pena estar mau tempo. Mais uma vez foste de uma grande utilidade mostrando a evolução da tua pesca ao longo dos anos e poupando tempo (e dinheiro também)a quem começa e até a quem está mais avançado. Continuo a achar que, mais uma vez, ficamos em dívida para contigo por vir aqui beber do livro aberta (coisa raríssima nos tempos que correm e, mais ainda quando o assunto é pesca)sem te darmos nada em troca. Obrigado por isso. Só me espanta é não teres passado pela fase do pescar com tabica, seda na mão. Comparado com outras zonas, vocês aqui em Setúbal já estavam bem à frente. Quanto aos tubinhos de latão de apertar, realmente aquilo funcionava bem, só que quando os fios eram mais finos, lá a malta apertava demais e aquilo partia.
Só um aparte, porque não um título tipo "Uma lição de pesca ao longo dos anos-sua evolução?" Ficava bem e é o que realmente este post é.
Obrigado por abrires o livro
Abraço
João Carlos Silva

Anónimo disse...

Ernesto,uma questão: o estralho do anzol não fica no destorcedor, perpendicular à madre? Lendo de novo o post dá ideia que sim no de cima, mas no de baixo (e vendo a foto) a argola inferior é ocupada pelo estralho do anzol e a perpendicular/lateral é ocupada pela chumbada. Qual é este segredo?
João Carlos Silva

Ernesto Lima disse...

Viva João!

Grato pelos comentários!

Sobre a pesca de mão, passei por ela! Durante para aí um ano pesquei com uma linha de mão e uma cana, sendo a pesca de mão, a linha; e, a que estava a pescar a solo, a cana. Não me dei mal. Concluí no entanto que o que fazia com a linha de mão poderia ser adaptado à cana com vantagem e talvez mais versatilidade, atendendo à variedade de movimentos possíveis, superior à linha de mão. Por sua vez, as canas de ponteiras finas primeiro e os multifilamentos depois, melhoraram significativamente a pouca sensibilidade das canas antigas, pesadas, grossas e a pescarem com monofilamento.

Quanto à montagem, o que se passa é que o estralho de cima, obrigatoriamente tem de ficar perpendicular. O de baixo, pode montar-se como a foto indica e pelas razões descritas nas primeiras linhas logo abaixo da dita foto. Ou seja, sem as folgas próprias da argola a bailar e trabalhando alinhada com a madre, parece ter melhorado a sensibilidade com alguma significância.

Quanto ao título, já o disse... Não é dos assuntos sobre os quais goste de escrever, por tendencialmente dar azo a mal entendidos de vária ordem que poderão induzir em erro. Daí a "dor de cabeça"... Minha, claro!

Abraço

Ernesto

Anónimo disse...

Boa noite Professor,

este post está uma verdadeira enciclopédia. Parabéns!
Nas minhas "artes" costumo utilizar as referidas cross breads, mas, e como o Ernesto descreve, reparo que muitas vezes os estralhos não trabalham como deviam. principalmente se utilizo fios mais finos. Será que os destorcedores de tambor melhoram o trabalhar dos iscos mesmo para a pesca aos diversos e utilizando 3 anzois? Ou perderei sensibilidade com tanto destorcedor?
Um abraço e obrigado
O seu aluno,
Pedro

Ernesto Lima disse...

Viva Pedro!

Grato pelo comentário e deixe lá isso do professor! Somos só dois pescadores.

Relativamente às Cross Beads, sinceramente acho que funcionam muito bem para a pesca aos diversos, talvez até melhor que os destorcedores que uso.

A questão de as ter abandonado, tem mais a ver com os maiores exemplares e a possibilidade de partirem pelo nó de travamento, atendendo à pressão que gosto de ter no carreto, sempre aguardando "aquele" peixe.

Penso que as razões que apresenta poderão estar mais sediadas em tamanhos desproporcionados, isto é, Cross beads demasiado grandes para o diâmetro de fio que usa ou o contrário. Ou ainda os nós!

Por vezes um nó mal feito lixa-nos o esquema todo e deixa de haver bom material. Um nó deve ser apertado lentamente e lubrificado durante o aperto, alterando o mínimo a secção do fio. Estes cuidados serão tanto maiores quanto mais fino for o fio usado.
Por exemplo, os nós de travamento da foto que deixei da Cross Bead, estão mal feitos porque nitidamente deformaram a zona onde foram feitos.

Não sei se será disto, estou só a reflectir sobre o assunto.

Quanto aos destorcedores que uso, experimente, mas não se esqueça de adequar o tamanho, para fios mais finos. Metade do tamanho dos que uso apanham peixe grande. Uso aqueles para 0,40 e por vezes 0,45 de fluor que costumam fazer um nó relativamente grande.

Resumindo: Para os diversos e com fios finos, eu continuaria a usar as Cross Beads, revendo talvez as proporções, os nós ou a forma como os executa e, eventualmente, o peso do anzol e a rijeza do fio dos estralhos. Um fio mais rijo, por norma, após esticado, tende a embaraçar com menos facilidade.

Importa referir mais uma vez que estou a reflectir sobre algo que não tenho presente e a tentar adivinhar, certo é que cada elemento de material, estará sempre dependente do conjunto em uso e dos nós de ligamento. Daí este meu cuidado.

Não sei se elucidei ou se criei ainda mais complicação, mas estou por aqui.

Disponha!

Ernesto

Ernesto Lima disse...

Viva Pedro... Outra vez!

Ainda relativamente à questão que colocou, acho que a devo complementar!

A função "destorcer" é das mais complicadas e não conheço nenhum tipo de material que não acabe por se embaraçar com maior ou menor dificuldade. Sejam Cross Beads ou o destorcedor que uso.

Um outro factor contribui significativamente para aumentar o risco de embaraços: a forma de iscar!

Por exemplo, quando isca um Camarão enfiando-o pelo anzol e deixando-o com o formato deste (tipo encaracolado), só não embaraçará a descer se não calhar. Já para não falar a subir, caso não seja comido.

O que quero dizer é que a forma com que deixamos a iscada feita, sendo muito descentrada ou com pontas duras muito saídas, face ao anzol, maior efeito de rotação lhe será transmitido pela força que lhe é retribuída pela água, na descida e na subida.

Este factor parecendo, à primeira vista, de importância relativa; é para mim um dos bastante influentes na manutenção da efectividade da função destorcer, entre todos os outros, atendendo a que, quanto maior rotação for imprimida à iscada, mais difícil se tornará a tarefa dos elementos que colocámos para destorcer.

Espero ter completado melhor.

Ernesto

Nuno Paulino disse...

Realmente a falta de pesca provoca coisas estranhas nos pescadores.
O que me admira em tudo isto não é o facto de tu abrires o livro e dividires o teu conhecimento por toda a gente(talvez por ser teu amigo há tanto tempo)mas sim seres dos poucos que o fazem. Não guardas nada no baú dos segredos para seres tu a apanhar mais peixe ou seres considerado o supra sumo da barbatana. Muitos por ai há que assim fazem. Mas apregoam aos ventos que são muito bons e eles é que sabem. Vivem na Terra das Verdades Absolutas. Que não existem na pesca. Pelo menos no que diz respeito ao material.
Lanço um desafio aos teus leitores de também eles dividirem a sabedoria adquirida com os outros. Comecem por fazê-lo aqui na nossa pesca. O autor merece.
Até logo.

Ernesto Lima disse...

Viva Nuno!

Grato pelo comentário!

A forma de cada um se exprimir é isso mesmo... A forma de cada um se exprimir!

A participação de quem ouve ou lê, também ela uma forma de expressão, será um indicador valioso quanto à importãncia das várias expressões, lidas, escritas ou faladas.

Concordo contigo, principalmente no que respeita à participação. Acaba por ser pouca tendo em conta a relação n.º de visitas/n.º de comentários.

Para todos os efeitos, escrevo porque gosto, penso quando escrevo e sinto-me bem quando sei que alguém beneficia com isso.

Outras questões... São outras questões e têm, para mim, a importância de acontecimentos que não aquecem nem arrefecem! Pura e simplesmente... Acontecem!

Abraço

Ernesto

Daniel Pedro Silva disse...

Boas Ernesto

Como manda a lei, de vez em quando temos que vir até aqui ver o que se ensina por aqui.

Ora depois de ler tal artigo, resta-me copiar o link, e enviar para algumas pessoas que o devem ler.

Obrigado por mais uma Ernesto e aquele Abraço

Ernesto Lima disse...

Viva Daniel!

Grato pelo comentário!

É verdade! A net é isso mesmo... Tudo fácil!

Pena ser virtual e o pessoal ter de ir para o mar experimentar... Aí é que a coisa fica dura! Ehehehe

Abraço

Ernesto

Anónimo disse...

Olá Ernesto!!

ESPECTACULAR é o que me apraz dizer...





De facto um bíblia seria o que se poderia fazer relativamente aos diversos aspectos e variáveis enunciados... Como conclusão do que li e segundo a minha analise e interpretação pessoal, o principio básico de pesca continua a ser o mesmo desde á muitos anos: uma cana, um carreto, uma montagem , anzóis e isca, depois a habilidade, destreza, experiencia e inteligência do ser pescador fazem o resto... Obviamente que melhoria dos materiais ajuda e pode determinar alguma diferença... Não podemos esquecer que a pesca esta associado a um negocio logo existe sempre um interesse comercial por parte de fabricantes, que investem em "inventar" novos modelos, com novos materiais, novos acessórios etc... Agora não se pode traduzir como sinonimo de pescar mais ou melhor ...



Já pesquei sargos, a 30 metros com 0.22mm... e na mesma zona já vi profissionais com aparelhos a 0.40mm ou mais, pescarem sargos iguais... pensei até que ponto esta diferença de espessura traduz mais capturas....

Enfim esta conversa dava pano para mangas... mas havaremos de falar nisto melhor pessoalmente


Um grande Abraço.

Humberto Delgado.

Ernesto Lima disse...

Viva Humberto!

Grato pelo comentário!

É de facto como dizes!

A importância do material é sem dúvida importante, mas a escolha e adequação dos materiais que constituem o nosso conjunto de pesca é, para mim, o mais importante.

Basta que uma das peças não seja adequada para que existam de imediato influências negativas na acção de pesca do conjunto.

Daí, falar deste ou daquele material, sem ter em conta estes pressupostos, parece-me difícil e até, por vezes, inadequado.

Por tal, escrever rapidamente sobre qualquer tipo de material é, na minha opinião, pouco aceitável.

Abraço

Ernesto

Rodrigo Oliveira disse...

Poxa muito legal eim.já fui pescar uma vez no mar na baia de castelhanos são sebastião,pegamos muitas espadas.

muito legal

se puder começei um blogger rfpescaesportiva da uma passada pola e umas dicas desde já agradesço.

rodrigo oliveira

Ernesto Lima disse...

Viva Rodrigo!

Agradeço seu comentário!

Estive olhando seu blogger e que belo peixe, esse tal de Pirara!

Meus parabéns!

Não sou de pescar em águas interiores, mas tenho sempre curiosidade pois sei que é uma pesca muito técnica!

Vou colocar seu link aqui no meu blog

Ernesto