quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Conceitos de pesca, exemplares, regularidade de capturas... existirá uma relação?


Dia 4 de Setembro de 2011... olho o tabuleiro, ainda por lavar, onde tantos quilos de isca já foram cortados em formatos diversos e penso como vos vou falar das últimas seis jornadas, repartidas entre 25 a 28 de Agosto e 2 a 4 de Setembro.

Os amigos fizeram-me companhia, pescando comigo sempre em equipa... como gosto!
Os relatos destas jornadas, caso entendesse individualizá-los, dariam para outras tantas entradas, correndo-se os riscos de, por um lado, deixarem de ser oportunas; por outro, tornarem-se repetitivas; ou ainda, trazer às luzes da ribalta as capturas, deixando passar ao lado o que penso terem sido as razões que as proporcionaram, para mim muito mais interessantes que o acto isolado da captura, sem que se retire a este a importância devida enquanto objectivo principal e corolário de todo um trabalho anterior.
Considerando o referido, vou tentar realçar alguns conceitos nos quais me apoio e que vou tentando melhorar, suportando-me para tal nos resultados que vou conseguindo e divulgando.

Para complementar este pequeno périplo e no sentido de não cansar os mais atentos, enviá-los-ei em momentos que me parecerem próprios para consultas de outras páginas, por aqui existentes, onde penso existirem reflexões fundamentadas e explícitas sobre algumas das razões que apresentarei.

Em qualquer actividade em que entendamos iniciar-nos, tentamos programar tudo de forma a que esta se torne o mais positiva possível quanto aos objectivos que pretendemos atingir. Para tal, importa estudar  os melhores caminhos a percorrer, tendo por base o conhecimento relacionado que hoje em dia está disponível por excesso, e, praticar... praticar o máximo, tentando aprender com os erros, caso estes sejam identificados. Isto porque, por nosso desconhecimento, por informação mal entendida/prestada ou outras tantas razões, por vezes estamos a errar e nem nos apercebemos ou, pior ainda, fingimos que não vemos, porque dá trabalho, porque também há ao nosso lado quem faça o mesmo ou até por questões de ego.
Não se tenham dúvidas... quanto maior for o conhecimento na área em que nos movimentamos; o trabalho pensado que nela investimos; os melhoramentos que lhe fizermos; e, a abertura a outras  e/ou novas ideias; mais diminuímos a intervenção dos factores sorte e/ou azar nos resultados que pretendermos obter.

Sobre os conceitos que considero mais importantes, vou direccionar a reflexão para os seguintes:

1. O que penso relativamente ao comportamento do peixe

Os peixes grandes ou pequenos vivem no mar e, em algum lugar estarão activos, uns comendo os outros e estes fugindo e/ou alimentando-se como puderem, todos eles passíveis de se atirarem às nossas iscas!?
Se não consigo dar com eles e capturá-los o problema é meu e decorre normalmente de conhecimento insuficiente, discernimento inadequado em determinada época ou más escolhas no que respeita a timmings em determinado dia/hora, entre outros possíveis. Considero portanto que as razões de um qualquer insucesso estarão sempre sediadas na minha capacidade/incapacidade, desde que  os companheiros que me acompanham estejam a trabalhar em equipa comigo, quando em acção de pesca.
Para melhor me explicar sobre o que resumidamente aqui disse, aconselho a consulta da seguinte página: http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/hoje-no-h-peixe-uma-reflexo-9abril2007.html .

2. O tipo de zona/pesqueiro que vou seleccionar

Esta selecção terá sempre a ver com a relação: época do ano/profundidade/exemplares que se procuram. Isto é, se tento essencialmente o Pargo, em qualquer época, escolho beiradas de pontões altos, limpos e/ou entralhados, perto destes ou isolados no meio do nada; mais fundos, no Inverno e Primavera; e, menos fundos, a partir do fim desta, até bem dentro do Outono.
Caso procure Pargos e Douradas na época de concentração destas, já os resultados podem melhorar em zonas de pedra mais rija que se situem em cetombas pouco pronunciadas, para além dos incontornáveis entralhados ou limpos perto de pontões altos, talvez os melhores fundos em todas as épocas, independentemente da profundidade a que se pesque e no que à pesca embarcada em embarcação fundeada se refere, não tendo em conta a pesca de grande profundidade ao Goraz e Cherne, por exemplo, em que estes conceitos de pesqueiros sofrem alterações consideráveis.

Para melhor compreensão do que tenho em conta e o que faço relativamente à selecção de pesqueiros, aconselho a consulta, pela ordem colocada, das seguintes páginas: http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/procura-de-pesqueiros-1-parte-04fev07.html http://aminhapesca.blogspot.com/2007/10/c-estou-eu-outra-vez-para-continuar.html http://aminhapesca.blogspot.com/2009/06/descodificacao-de-termos.html#uds-search-results

3. Os cuidados para me manter na zona/pesqueiro eleito

A partir do momento em que acontece a selecção dum pesqueiro, num determinado dia, de uma determinada época, é por que se acredita que tal tipo de fundo, profundidade e sinais de sonda, formam o painel ideal para trabalhar o pesqueiro, mais ainda se os sinais dados pelos toques do peixe nas nossas iscas apontam para a actividade da bicharada, grande ou pequena que por lá anda.
Ora, tendo em conta que por vezes se sucedem intervalos de tempo significativos entre capturas dos exemplares procurados, assim como os sinais podem variar ao longo do dia; a pior coisa que nos pode acontecer é:
- Por sermos deslocados, por qualquer alteração de rumos de vento/aguagens ou soltar do ferro de fundeio, do que consideramos ser a zona quente, deixarmos de acreditar no pesqueiro e ficarmos sem entender se os intervalos entre capturas são os normais ou decorrem de alguma alteração de posicionamento, mesmo se os sinais de actividade sobre as nossas iscas se mantiverem. Se isto acontecer, o mais indicado será melhorar o fundeio, tendo em conta as novas condições de mar e vento, podendo assim continuar a acreditar na acção de pesca desenvolvida. Isto é o que sempre faço, salvo se a zona para onde fui deslocado não ficar muito afastada e mantiver a profundidade, as características de fundo e os sinais anteriores.

Para controlar continuamente o posicionamento no pesqueiro, importa ter alguns cuidados assim como alguma atenção aos sinais oferecidos e às capturas desinteressantes, como Bogas, Choupas e Sarguetas pequenas, Carapaus, Peixe-Piça e Ganopas.

Relativamente aos cuidados, devemos verificar, na Bússola, os graus a que estamos aproadas, sendo que desvios importantes, são indicadores de mudança de posicionamento que poderão ser ou não significativas.
Outro cuidado será tirar uma marca de terra, perpendicular ao posicionamento do barco proa-popa que nos permita verificar contínua e facilmente se o ferro está a ir à garra, o que por vezes pode não ser perceptível face a determinadas condições de mar e vento. Verdade que poderemos fazer o mesmo mantendo o GPS ligado, mas obriga-nos a deslocar várias vezes à cabine, para além de significar um gasto importante de bateria.

Relativamente aos sinais oferecidos pelas capturas desinteressantes, considere-se o seguinte:

Um pesqueiro que durante uma hora ou mais só nos dê Bogas, tem tendência a ser pouco produtivo, isto porque, mesmo apresentando uma qualidade de fundo assinalável, poderá estar numa zona fora da passagem do peixe que queremos. Já se às Bogas se vierem juntar Sarguetas, Choupas pequenas e um ou outro Carapau, a coisa, no que respeita a peixe maior, vai-se compor, quase de certeza!?
Umas quantas Ganopas no início da pesca... tudo bem! Mas, se ao fim de uma hora e tal de pesca, num fundo entralhado, em que já capturámos uns peixes de qualidade, nos surge num anzol uma Ganopa, é um fundamento suficiente para verificarmos o fundeio.

Dou-vos um exemplo vulgar, acontecido há poucos dias: estávamos a pescar nuns entralhados a 50 metros de profundidade, rodeados por pequenos pontões a 47, 46 e 48 metros, tínhamos tirado várias Douradas, uma Bica, um Sargo Veado e um Pargo com uns 4 kg, sendo que entravam um ou dois peixes e esperava-se quase meia hora até que entrassem mais um par deles, nisto entra uma Garoupa da Pedra (Ganopa), o que estranhei, atendendo a que, ou entram de início ou quando entram mais tarde podemos ter mudado de pesqueiro pois são muito territoriais. Abri a sonda e já não estava nos 50 metros mas sim nos 46 e o hiato de tempo sem capturas, sendo aceitável caso estivesse no entralhado aos 50 metros, já não o era em cima dos bicos em que nos encontrávamos. Em pouco tempo decidi-me pela melhoria do fundeio e as capturas de exemplares de bom porte tornaram à sua regularidade.

Ainda sobre os sinais, referindo-me agora ao Peixe-Piça, mais frequente quando se pesca muito perto das beiradas de pontões, será um mau sinal se durante muito tempo subirem, ferrados por aqui e por ali, sem qualquer entrada de peixe maior, possivelmente estaremos demasiado chegados à pedra ou os que queremos andam por outras bandas. Caso subam intervalados com exemplares maiores e ao fim de algum tempo só existam eles, melhor será verificarmos o fundeio, pode ter havido alteração de posicionamento.

Todos estes peixes a que chamo desinteressantes, são no entanto nossos amigos... por um lado, com o seu frenesim a despedaçarem as nossas iscas, criam vibrações e espalham sucos atraentes para qualquer predador que se preze e paire nas redondezas. Por outro lado, quando de repente param de comer iscadas enormes, ao minuto, dão-nos sinal importante da chegada de "alguém maior" eventualmente interessado neles ou nas nossas iscas.

4. O meu comportamento e dos meus companheiros em acção de pesca

O comportamento dos pescadores, em acção efectiva de pesca, deve adequar-se ao que se pretende capturar e aos sinais dados pelos toques, por sua vez indicadores do tipo de peixes que estão a comer e consequentemente do que ainda estará para vir. Importa portanto, para falar sobre este conceito, caracterizar os tipos mais importantes de sinais que têm estado na base de jornadas de sucesso e que arrisco dividir em três tipos, assim como, pronunciar-me sobre as reacções comportamentais a bordo, face a cada um deles. Ora vejamos...

Tipo A: O mais vulgar, em que, logo que se inicia a acção de pesca ou alguns minutos depois, os "gaiatos" comem que se fartam as iscadas enormes só de Sardinha e/ou de qualquer isca grande ou pequena que lá se coloque, em ataques trémulos, por vezes imperceptíveis, mas de uma eficiência a toda a prova no que a velocidade de gamanço se refere, só parando quando um dos maiores se aproxima, interessado neles ou na iscada que lá colocámos.

Uma jornada deste tipo, requer do pescador uma acção contínua, ininterrupta, física e psicologicamente esgotante, no que respeita à reposição de iscas, mantendo uma atenção constante sobre dois aspectos essenciais: um, perceber ao elevar a cana, a diferença de peso que indica ter ou não ter isca, repondo-a de imediato; outro, estar extremamente atento a paragens na roubalheira, normalmente indicadoras da entrada de peixe grande no pesqueiro. Não se tenham dúvidas... quem terá mais hipóteses de ferrar  mais e maior peixe, será aquele que mantenha durante mais tempo as iscas activas e também o que estiver mais atento; duas condições que com o passar das horas se tornam cada vez mais difíceis de manter.

Tipo B: Não tão vulgar como o anterior, mas acontecendo com alguma regularidade, principalmente quando, como tudo indica, os grandes já estão no pesqueiro. Neste caso, poitamos, iscamos, deixamos cair as iscas lá em baixo e nada. Nem um toque, nem uma mordida por pequena que seja. Espera-se por vezes meia hora, em que consultamos a sonda e continuamos a ver marcação interessante, assim como o mesmo fundo em que estávamos quando fundeámos, enquanto as iscas continuam intocadas, desafiando a nossa credibilidade no pesqueiro. Olhamos à volta procurando bandeiras indicadoras de redes que por vezes se mascaram na sonda como boas marcações, mas nada disso, nem perto.
De repente uma das canas verga-se e uma luta dura acontece, culminando na captura de um exemplar de 2, 3 ou mais quilos, logo seguido de outro de tamanho idêntico ou maior.
A partir deste momento, dois comportamentos diversos se têm observado: umas vezes, parece que rebentou um cano de peixe miúdo que começa a comer desalmadamente, só parando quando torna a entrar peixe maior e retornando após captura destes; outras vezes, mantém-se a calma podre com que iniciámos, interrompida aqui e ali por capturas de bons exemplares que acabam por compor excelentes pescarias em qualidade e até quantidade no fim da jornada.

Nas condições referidas o comportamento do pescador é essencialmente de manutenção da atenção por períodos, por vezes longos, intervalando com reposição de iscas quando se verifica a entrada de peixe miúdo ou, pura e simplesmente, aguardar calma e atentamente a sua vez de conseguir um exemplar a sério, por vezes diversificando iscas e formatos de iscadas.
Digo-vos sinceramente, são o tipo de jornadas que requerem grande confiança em quem poitou o barco, assim como nas características do fundo em que se pesca, muito pela ausência dos sinais dados pelos toques, neste caso com pouca frequência, significando um silêncio ensurdecedor e espectacular.

Tipo C: O mais invulgar, não sendo raro, mas uma bênção a bordo!
O pesqueiro aparece na sonda explodindo em sinais laranjas e vermelhos agarradinhos ao fundo. Poitamos, iniciamos a acção e, os toques surgem, agressivos e mais fortes que o habitual, intervalados com um ou outro roubo de isca aos pescadores mais descuidados que também acabam por capturar um pouco de tudo... ele é Sargos. Douradas, Pargos grandes pequenos e médios, Saimas, outros peixes pouco habituais como os Alfaquins, sei lá... uma festa!
Por vezes a pesca acaba cedo, para evitar excessos de peso e, os sorrisos a bordo substituem as caras atentas, as dores nos braços e a incerteza contínua dos Tipos anteriormente caracterizados.
Muitos principiantes ficam em estado de graça se têm a sorte de cair numa pesca destas que pode ser a melhor ou pior coisa que lhes aconteça, dependendo da capacidade de entenderem que este é o dia mais invulgar que lhes poderá suceder em toda a sua vida. Tudo fácil!

Quanto ao comportamento dos pescadores num destes invulgares dias, pois até dá para parar, curtir umas minies e tal... ou, tentar o maior exemplar aprimorando tamanhos e forma de iscar.
Para todos os efeitos é caso para dizer: gozem-no bem! Tão cedo não vos vai calhar coisa deste Tipo!

5. Materiais e iscas a utilizar, como e porquê

Sobre materiais, sabendo que vou danar um amigo ou outro, não me vou alongar em grandes explicações, antes vos envio para a página  http://aminhapesca.blogspot.com/2010/01/material-de-pesca-uma-dor-de-cabeca.html onde, de forma exaustiva, falo e fundamento as minhas escolhas. Escolhas estas que tendem cada vez mais para anzóis maiores (6/0) e estralhos mais compridos e grossos (1 metro, de 0,45/0,50), muito devido ao uso de iscadas cada vez maiores, assim como, a fugas de exemplares maiores derivadas de cortes em pedras e em bocas.

Sobre as iscas, usam-se lá a bordo as seguintes:

Sardinha: funciona como isca-mãe, pois tanto engoda, quanto captura qualquer das espécies procuradas.

Caranguejo: uma isca que pode ser rainha na altura da concentração de Douradas, muito procurada pelo Pargo, a partir de Setembro e com bons resultados quando encostada à sardinha.

Camarão: imprescindível para intervalar com a sardinha, iscado inteiro e com casca, em qualquer tipo de jornada.

Cavala, Lula e Choco: a primeira, podendo funcionar como a sardinha, mas com menos efeito de atracção e, as restantes, muito boas, quando encostadas a uma isca mãe. Confesso que o Choco tem sido esquecido ultimamente, mas pode fazer a diferença em dias de muito peixe miúdo.

Não coloco em causa as capacidades de outras iscas, mas estas são de facto as que se têm mostrado genericamente mais efectivas na minha pesca.
Sobre este assunto (iscas), está em preparação uma entrada mais exaustiva e documentada. Vão ter de aguardar com alguma paciência.

6. Acções de improvisação quando tudo se complica e/ou está a falhar

Todos os conceitos anteriormente analisados, no seu conjunto, muitas vezes não chegam! É verdade!

O vento aparece com mais intensidade que a esperada, aguagens adversas e atravessadas ao vento criam péssimas condições de pesca, diminuindo o seu tempo útil e é hora de tomar decisões!
Neste caso, duas coisas se podem fazer: voltar para o porto e esquecer o assunto, ou, improvisar... tendo sempre como principal objectivo maximizar o tempo útil em acção de pesca.
Optando pela última decisão, há que aproar a uma zona mais ou menos adequada à época e salvaguardada das condições agrestes, procurar um pesqueiro conhecido, de preferência com fiabilidade algo comprovada (ver em: http://aminhapesca.blogspot.com/2010/10/fiabilidade-comportamento-de-pesqueiros.html ) e, gastar tudo o que se sabe e o restante tempo de pesca da jornada. Isto porque, condições de mar e vento adversas, são más conselheiras para procura de novos pesqueiros e, neste tipo de pesca, não se captura peixe a andar de barco. Quem sabe, com tempo e paciência não se salva a pescaria!?

Com base nos conceitos e análises produzidas, pescou-se nos períodos referidos, em seis jornadas, todas com bons resultados, dos quais vos deixo, em registo fotográfico, alguns dos melhores exemplares capturados.

O  Luís Nascimento, com o seu melhor Pargo:


O Arménio, conseguiu este:


Acho que conhecem a Crock!?


A maior Dourada do Paulo:


Outra vez o Arménio, com um "Sarguito":


Ainda agora apareceu a Crock, agora aparece o chapéu e o bigode... quem será?


Olha o Arménio... também capturou Douradas!? Boa!


Serrajão? Boa António Amador!


Ora esta... também tu Pedro!?


Ele é Serrajão... ele é Dourada... há de tudo nesse mar!?


Outra vez o fulano do bigode... e o chapéu? Onde o deixaste?


Olha o Vitor... há muito que não se deixava ver! Desde o monte... aquele da gata!


E o Raimundo que não deixou os seus créditos por mãos alheias!


Olha o Paulo... vai Douradita!


O quê? Outra vez? Também há Sargos Veados nesse mar?


E o Martinho que se viu grego... mas acabou por trazer a sua!


Era bom que o meu amigo Carlos Jorge, não capturasse o seu quinhão... pena não termos tirado a foto da dupla! Fica para a próxima.


Este fulano não larga isto... Que raio! E o chapéu? Oh mastronço!!! Ainda te constipas!?


Uma das pescarias:


Os meus companheiros também em pose:


Fora brincadeiras e em resumo das análises e reflexões produzidas importa referir o seguinte: para que tudo isso funcione, é imprescidível que todos os pescadores a bordo estejam na mesma linha de actuação e motivados para o funcionamento em equipa. Caso contrário, o melhor mesmo é pescar a solo.
Aos amigos que comigo participaram nestas jornadas quero agradecer precisamente a camaradagem e o trabalho em equipa sempre presente a bordo!
Quanto à questão que coloco em título, deixo aos leitores o trabalho de, face à sua experiência, ao escrito e aos resultados; dizerem de sua justiça.
Espero que se divirtam ao percorrer estas páginas e... até uma próxima!

Boa tarde

25 comentários:

Os Pescas disse...

Podia escrever muita coisa, mas isto só documenta o que penso:
Brilhante!
Filipe.

Anónimo disse...

Boa Tarde Ernesto,

Textos como aqueles que aqui deixou hoje não são para qualquer um...apenas para poetas mas diferentes daqueles que muitas vezes nos maçam com os livros que nos oferecem estes seus textos complementados com as pescarias que os suportam são sem dúvida um deleite para quem os lê...e queria o Erneste fechar o seu site....


Um autentico espectáculo!!!!!!!!


Um grande abraço,

rui mendes

João Martins disse...

Viva Ernesto
Uma entrada sensacional, talvez a melhor de sempre do blogue e de tudo aquilo que tenho lido sobre pesca
Um desafio (e uma lição...) a todos aqueles que pescam às escondidas e/ou vivem asfixiados nos seus (deles...) tabus!
Orientações de ouro para quem tenta pescar bem, com técnica, com disciplina e, sobretudo, pelo puro prazer de estar ali "na maior"
Depois deste escrito está tramado... para evoluir, as próximas entradas aqui têm de ser ainda melhores! Hehehe...

Grande abraço. Gostei mesmo!
João Martins

João Martins disse...

Esquecia-me...
Está mais que desculpado por ter-nos deixado quase um mês a seco

João Martins
.

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

Grato pelos comentários, direi mesmo babado. Lololol

Na verdade, o mundo da pesca é enorme e basta-nos visitar o you tube, por exemplo, para perceber quanto temos para aprender, face ao que se vê por esse mundo fora.

O que tenho tentado é, pura e simplesmente perceber, em cada momento, as razões de sucessos e insucessos e falar sobre isso.

Por tal, espero continuar a interessá-los e a aprender escrevendo, também uma forma de raciocinar sobre a prática desenvolvida.

Quanto ao meu amigo João Martins, ainda nem passaram três semanas depois da última entrada, para quê tanto stress? Ehehehehehehhe

Abraço

Ernesto

António Vinha disse...

Olá Ernesto

- As tuas entradas de blog são sempre mágnificas, mas esta...supera tudo.Isto mais parece uma "sebenta", das que se utilizavam antigamente.

- Muitos dos artigos de pesca que lemos em revistas, podemos não saber se o que ali está escrito, corresponde ou não à verdade.... mas quem já teve o prazer de pescar contigo, sabe que tudo o que aqui está escrito é.

- Como o companheiro João Martins (que tenho o prazer de conhecer pessoalmente) diz... será que alguma vez vais conseguir superar esta "entrada"????... dificilmente,... penso eu.

Mas como gostas tanto de desafios.... aqui está mais um.

MAGNÍFICO

Um abraço
ToZe

Anónimo disse...

Bom Dia Ernesto

já estranha-va uma entrada sua a muito tempo , mas esta é muito completa e bem preparada com o gostinho no fim da entrada do seu blogue onde reporta como ninguem a sua PESCA . vamos ver no Sabado como é que os peixes se comportam . A desforra está para breve .

um abraço Nuno Mira

Rebolo disse...

Boas Ernesto,
Não vou falar dos peixes ou das capturas, embora as mesmas sejam de encher o olho a qualquer um que se digne "pescador".
Foi mais de uma hora reler tudo o que por aqui foi resumido.
Mais de uma hora de prazer nos teus ensinamentos e nas minhas revisões.
É de facto um prazer ler e reler os teus apontamentos, a vontade de pescar cresce cada vez mais.
Muito obrigado por tão magnificas cabulas.
Se existe ou não relação entre os teus conceitos e as capturas? eu diria certamente que sim.
Agora para mim, é continuar a praticar e tentar que os resultados apareçam.
Forte Abraço e continuação de mais paginas destas, que é o que se quer.

Carlos Jorge disse...

Mais nada, quem escreve assim não é "maneta". Professor que é professor continua a leccionar, mesmo depois de aposentado. Mais explícito que isto é impossível e agora rapaziada toca a pescar que é o que falta fazer.
Abraços Ernesto e até à próxima que espero que seja breve.

Anónimo disse...

Excelente entrada, Ernesto.
Concordo que talvez seja a melhor de sempre.
Uma alegria para ler e reler.
Obrigado.
Um abraço.

António Abranches

Daniel Pedro Silva disse...

Boas Ernesto.

Grande post sim senhor. Obrigado por mais esta cartilha.

Fiquei com algumas duvidas sobre a expressao do carangueijo encostado á sardinha.

Grande abraço
Daniel Pedro

Paulo disse...

Só mais um desafio, facilitado tendo em consideração o histórico e o brilhantismo da narração...para quando um livro? Seria um sucesso!
Parabéns mais uma vez
Paulo Palma

Anónimo disse...

acho que todos os elogios e agradecimentos são poucos, fantástico! muito obrigado. Filipe

Ernesto Lima disse...

Aos novos comentadores agradeço a atenção!

Ao Paulo Palma, sobre a questão do livro é algo que eventualmente ainda poderá vir a acontecer e obrigado pela força!

Ao Daniel, sobre a questão do Caranguejo "encostado à Sardinha", quero dizer que tendo a Sardinha a trabalhar como isca-mãe, intervalar com qualquer outra isca é o que significa para mim "encostado à Sardinha". Neste caso, seria o Caranguejo, noutros o Camarão ou qualquer outra isca.

Abraço

Os Pescas disse...

Amigo Ernesto, desde já os meus parabéns pelo excelente artigo que mais uma vez publicou.
Como amante da pesca e membro do grupo Os Pescas, gostaria de saber se não existeria hipótese de fazermos uma embarcada tendo o prazer da sua companhia, somos 5 rapazes que adoram pescar e conhecer novas pessoas que tenham o mesmo gosto que nós, espero que não leve a mal a minha abordagem, mas teriamos imenso gosto em fazer uma embarcada consigo.Um grande abraço e continue com o excelente trabalho.
Pedro ( PJPescador )

Bruno Mendes disse...

Ora Viva !!!
Uma entrada cheia de fulgor :) excelente a "sebenta" deixada aqui, descrevendo quase tudo o existe na pesca em meia duzia de linhas.
Agora quero (queremos ) a continuaçao da "sebenta" que isto soube a pouco.
Os peixes esse ja nem falo pois é sempre bom ver exemplares e eu que o diga já nao sinto um a algum tempo :(
Um abraço ao Carlos Jorge é smepre bom ver que o amigo continua em grande.
Ernesto continuaçao daquilo que sabe fazer tao bem :)
Ate ao proxima ...

Ernesto Lima disse...

Ao Bruno Mendes e ao PJpescador, agradeço os comentários.

Quanto à solicitação do pessoal dos Pescas, nunca poderia levar a mal, antes, me sinto lisonjeado.

No entanto, duas situações se colocam: uma, tem a ver com o número de pessoas que acho, pescam confortavelmente a bordo do meu barco e que não excede 4, ou seja, eu e mais 3; outra, é que de facto, entre algum trabalho que tenho com as actividades náuticas, + apoio à filha e neta + amigos que de uma forma regular me acompanham, não será fácil aceder à Vossa solicitação, assim como às de outros leitores que por vezes também o solicitam. Eu gostava, pois considero-vos e seria bonito, mas de facto não será fácil.
No entanto, quem sabe nos encontremos por aí e casualmente a coisa se dê!

De qualquer modo, agradeço a distinção.

Abraço

Os Pescas disse...

Amigo Ernesto

Será com muito gosto que um dia nos encontremos por ai, tenho imensa consideração por pessoas como o Ernesto , pois partilham conhecimento sem esperar nada em troca, e esse tb o meu ideal de pesca.
Em meu nome pessoal e em nome dos Pescas, os meus sinceros parabéns pelo trabalho de excelente qualidade partilhado no seu blog.
Pedro ( PJPescador )

amorim disse...

Tu sabes que eu ando sempre por aqui... tambem sabes que foi aqui,ao ler toda a tua prosa, que a minha forma de pescar se transformou.

Não acho que esta entrada, seja a melhor de sempre, não consigo nunca esquecer, as tantas e tantas que me deixavam em extase puro, com os olhos vidrados no monitor, sentindo as pescarias que fazias, como se lá estivesse, e aprendendo , aprendendo...

Agora que é um entrada soberba e majestosa, que sem duvida irá abrir (mais uma vez) os horizontes de muita gente que por aqui passa, isso sem duvida nenhuma.

Fazer melhor que isto??

Um dia...quando o livro chegar, me dirão! Hehehehe

Obrigado pelos ensinamentos e inspiração que me tens passado.

Grande abraço

Amorim

Ernesto Lima disse...

Uma vez mais agradeço os comentários dos Pesca e do Amorim!

Aos Pescas:

Fico satisfeito que compreendam as minhas razões e que não as considerem arrogância ou coisa do género, simplesmente cada vida é uma vida e cada um leva-a como lhe é possível. Se bem que cada vez que tenho de dar uma resposta destas a solicitações de leitores, é para mim quase como anos de vida que me tiram, mas mais não posso fazer... pelo menos por agora.

Ao Amorim:

É verdade! Sei que andas por aqui e falamos assiduamente lá pelo facebock.

Sou sincero! Também não acho que esta seja a melhor entrada que por aqui fiz. Penso sim que é uma entrada reveladora quanto ao que penso ser a minha própria evolução que por sua vez a permitiu. Mas respeito o sentir de cada leitor, embora seja importante referir que esta entrada vale por si e pelos links para outras páginas que lá estão colocados, pelo que, ela faz um apanhado explicito e concentrado de muito do que já foi dito nas entrelinhas.

Abraço a todos!

Anónimo disse...

Boas Ernesto! Excelente post, fruto daquilo a que já nos habituaste e que vem no seguimento daquilo que é a tua filosofia de estar quer na pesca, quer na vida. Subscrevendo todos os coments aqui dos nossos amigos da pesca, evidencio o do João Martins que "alerta" para aqueles que fazem da paixão da pesca um submundo de jogo de escondidas e talvez mesmo, um joguinho de "espiões" infantil. O saber estagnado e escondido de nada os servirá... a não ser apanhar mais ou menos peixes, mas viverão angustiados e presos no seu mundinho... tristes na alma por não conseguirem mandar cá para fora aquilo que sabem e pensam...
Este teu post, como tantos outros, e essencialmente o teu blog, é no meu entender, 1 exemplo de coragem e de revolução neste nosso pequeno (grande para nós) mundo da pesca.
Desafio a quem possui blogs de pesca a serem capazes de fazerem 1 bocadinho daquilo a que o Ernesto sempre nos habituou... a Partilha! Porque agora é moda todos terem blog de pesca (mts é basicamente 1 despejar de fotos de peixes e nada mais) mas "sumo" a sério e partilha verdadeira só mesmo por aqui!
PARABÉNS ERNESTO, FORÇA SEMPRE!

Quando àquilo do livro, se for para a frente 1 dia, reservo desde já 1 exemplar para mim!

Abraço, atentamente, Luis Ramalho

Ernesto Lima disse...

Viva Luís!

Grato pelo comentário!

Sobre as tuas palavras, apraz-me dizer o seguinte:

Cada um deveria movimentar-se no seu mundo (da pesca ou outros) como muito bem entendesse, desde que contribuísse com a sua parte e aceitasse as contribuições de outros; assumindo o que acha que dá e o que acha que recebe.

Se assim fosse, todos poderíamos ganhar, pois todos teríamos vontade de dar e aceitaríamos de bom grado aquilo que pudéssemos receber sem estarmos preocupados se ou quando o receberíamos.
Deste modo todos os protagonismos seriam merecidos, pois seriam resultantes do trabalho de cada protagonista contribuindo para melhorar o conjunto. Seria talvez demasiada perfeição neste nosso mundo imperfeito... mas seria bonito, sem dúvida!

Abraço

Giovani Bartz disse...

Olá Ernesto, pelo jeito sua última pesca estava de arrepiar. É muito bom quando tudo conspira à nosso favor, não é verdade?
Infelizmente não tenho o prazer em pescar os mesmos peixe que você, mas aqui na Lagoa dos Patos, também temos algumas emoções bem interessantes. Se tiver tempo, ou curiosidade, de uma espiada. Terei o maior prazer recebe-lo.
http://pescanalagoa.blogspot.com
Um grande abraço e boas aventuras.

Ernesto Lima disse...

Viva Giovani!

Grato pelo comentário!

Estive a ver o seu blog e adorei ver que é bastante completo e informativo! Muito de quem ama a natureza e a pesca!

Os meus sinceros parabéns!

Vou colocar o seu link aqui no meu!

Grande abraço!

Giovani Bartz disse...

Obrigado Ernesto, vou colocar seu banner aqui. Só preciso editá-lo um pouco, se tiver alguma objeção me avise.
Um grande abraço e pesque alguns peixes por mim.

Att.
Giovani Bartz
http:pescanalagoa.blogspot.com