segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A preguiça e... outras coisas que gostaria de saber!?


Os escritos que vos deixo, tendo à partida em conta tudo o que por aqui já prosei, partem normalmente de uma ideia e, por vezes, adequam-se conforme pescas anteriores, momentos em que tinha uma intenção mas, por razões diversas, não a consegui concretizar e até por, ao fazer outras pescas, acabar por compor algo diferente do previamente pensado.
O presente artigo, encaixa-se no último caso, atendendo a que, da intenção de escrever sobre as pescarias realizadas de 9 a 11 de Setembro, considerando acontecimentos específicos, sucederam-se respectivamente: a impossibilidade de o concretizar em tempo; outras pescas que culminaram no passado dia 24; e até, trocas de impressões com outros pescadores que me "tocaram numa ferida": nunca me debrucei seriamente sobre a questão das vantagens ou desvantagens de ir cedíssimo para a pesca!? Sinceramente... prefiro vir tardíssimo!
Como se tal não bastasse, cada vez que o tentei, e nem falo de normais saídas pelas 8.00/9.00  horas (cedíssimo para mim), mas sim de sair ainda de noite e começar a pescar ao raiar do dia; só por volta das onze e tal é que começo a apanhar uns peixes... quando começo!? Terá sido castigo por pecado mortal da preguiça?
Certo é que precisaria de sair cedo assiduamente para "sarar" aquela "ferida" que referi... a tal de continuar sem saber coisas que gostaria.

A introdução anterior revela os pensamentos que me assolavam enquanto mirava a foto de entrada, correspondente ao dia 9 de Setembro, na companhia do João Martins, envoltos numa névoa que não deixava perceber a saída às 11.00 horas e de forma alguma prenunciaria para muitos de nós que o primeiro peixe a bordo seria este...


... também que os dois primeiros fossem estes...


... nem pensar que logo a seguir entrasse este (o primeiro grande do João)...


... que comporia esta pesquita de meia hora...


... culminando nesta bela caixa de peixe que nos trouxe a terra por volta das quatro da tarde, felizes e contentes...


... outra vez com o nevoeiro por companhia.


Outras pescas se sucederam, mais ou menos frutuosas, mas sempre com exemplares que podendo não ser o principal objectivo da pesca, sem dúvida a abrilhantaram, não deixando os meus amigos de mãos a abanar, como foi o caso do dia seguinte com o João, o Tózé e o Nuno Mira onde, à falta de Pargos, se conseguiram umas boas Douradas, como esta...


... esta outra...


... e ainda esta.


A felicidade, parece-me algo que devemos ser nós a contribuir para que exista e se acham que não... olhem só para a felicidade do moço da foto seguinte, quando lhe saiu um Besugo, em dia pouco produtivo, mas onde os sinais se apresentavam de modo a que assim não fosse. Coisas da pesca... nem sempre se consegue acertar.


O mesmo não se pode dizer da pesca seguinte, em que o João Martins, à segunda descida de isca, bisa em grandes com este que pesava 6,240 kg...


... logo seguido daquele outro que está agora no chão, ao lado do dele, capturado pelo gajo da Crock e que pesava metade... acho que está criado um "monstro"!?


Depois destes dois, capturámos mais um Safio e uma Dourada, achando que já chegava de peixe e voltámos para terra com muito para contar, durante o habitual jantar técnico que antecederia a última pescaria até ao momento que, não sendo brilhante, ainda permitiu a captura de alguns exemplares, como a Dourada do Carlos Jorge...


... e o Pargo do outro Carlos, em pesqueiro só encontrado tardiamente.


As reflexões iniciais e os resultados documentados, continuam no entanto sem me resolver a tal questão... será que se saísse para a pesca mais cedo não capturaria mais e/ou melhores peixes? Ou será que sou preguiçoso e, nesta minha pesca, nunca chegarei a ser capaz de discernir sobre tal?

Sobre a questão da preguiça, resolvi consultar o dicionário, na procura de justificações para me catalogar, ou não, como preguiçoso convicto e, passando a definição de preguiça como género de mamíferos, desdentados, bradípodes da América do Sul que fisiologicamente não se aplica, encontrei ainda as seguintes:

A. Demora ou lentidão em agir.
B. Gosto de estar na cama, de se levantar tarde.
C. Propensão para não trabalhar.

Da análise às definições encontradas e reflectindo sobre o meu próprio comportamento, considerei o seguinte:

- Sobre a demora ou lentidão em agir, nem pensar! Se estou em acção de pesca, tais questões nem se colocam... aquilo é sempre a funcionar, sem agitação, mas com muito poucas paragens!
- Relativamente ao gosto de estar na cama e/ou de me levantar tarde... já depende!?
Se me deito mais tarde, gosto de compensar de manhã; mesmo quando me deito mais cedo, uma coisa tenho de assumir... não gosto de correr logo de manhã, preferindo saborear cada momento que antecede a saída para a pesca, atrasando-a por vezes, quase como "aqueles preliminares"... Não sei se me faço entender!? No entanto, também não acho que tal comportamento faça de mim um seguidor da preguiça!?
- Finalmente, sobre a propensão para não trabalhar... nem pensar! Quem me conhece de há menos ou mais tempo, sabe que se aplica tanto quanto a tal definição do mamífero sul americano!

Tendo em conta as reflexões anteriores, digamos que será mais o prazer de, à minha maneira, gozar cada momento de um dia de pesca e não a preguiça que me fazem ir mais tarde que o que parece ser normal e, consequentemente, não me permitir perceber se teria ganhos significativos com atitude diversa.

Verdade que ter barco próprio e estar num local que tem bons pesqueiros perto, contribui para a manutenção destes horários, pois se assim não fosse teria certamente de rever a coisa; embora quando pescava em Setúbal e fazia normalmente 15 milhas para ir pescar, só entrasse na água por volta das 8.30, conseguindo mesmo assim boas pescarias, tendo em conta os conhecimentos que tinha na época.

Não entendam os leitores esta entrada, como uma crítica a quem pratica os horários da alvorada, antes uma auto punição por assim não o fazer, decorrendo de tal, uma hora do dia sobre a qual não me posso efectivamente pronunciar.

Poderão agora questionar: "então... com esta conversa toda, vais começar a ir cedinho ou não"?
A resposta é: em princípio não!

Isto porque, por um lado, as condições do local e os conceitos que descrevi na entrada anterior,  fornecem-me matéria prima e ferramentas passíveis de manterem hipóteses significativas de continuar a evoluir na minha pesca, quer fundeada, quer noutras técnicas; por outro lado, sinto ter tanto para aprender geograficamente sobre Sines e a evoluir nos meus próprios conceitos que, sinceramente, não me apetece correr nessa procura; antes, fazê-la o mais calma e metodicamente possível.

Para terminar por hoje e ainda sobre a preguiça, importa referir que me parece ser esta mais preocupante para aqueles que não sendo preguiçosos acabam por se tornar, quando pensam que os peixes maiores estão lá de boca aberta aguardando as suas reais iscas e subindo continuamente, e, ao verificarem que assim não é, conseguem estar 10 minutos com baixadas desiscadas, em dias que os tais peixes desinteressantes, na verdade actuando como chamariz dos "outros", as destroem em segundos.

Resumindo, não vos posso informar sobre o que se passa entre as 6.00 e as 9.00 da manhã, pois pura e simplesmente também não sei!
Se algum dia o chegar a saber, não tenham dúvidas que coloco por aqui!

Boa tarde a todos os leitores! 

18 comentários:

Anónimo disse...

Boas! Tenho o prazer de ser o primeiro a comentar!!! Excelente "atuapesca" és o MAIOR! (Para quando a zagaia?) Filipe

Bruno Mendes disse...

A preguiça matinal é lixada e cada um lida com ela como pode e como gosta :) eu ja fiz saidas matinais e mais tardias ja fui bem e mau sucedido, por isso acho que nao é importante esse facto.
Mas quem tem de fazer muitas milhas pra chegar ao pesqueiro tem de sujeitar-se ao dono do barco e suas teorias.
Agora quem tem um pesqueiro como é esse ai de Sines acho que se pode dar ao luxo de ir tarde eheheh.
Ernesto continue a explorar a sua maneira que nos estamos por ca para ler, e babar com as fotos.
Ja agora uma aula in loco ? Nao precisa de exemplares assim como os do Joao Martins.
Bom relato e boas fotos

João Martins disse...

Viva Ernesto

Neste ensaio sobre a preguiça claro que ficam muitas dúvidas por esclarecer
Mas no seu caso, não estando sujeito a horários de grupo e enquanto houver peixes que gostam de almoçar e lanchar, porquê incomodá-los mais cedo? Ainda por cima quando a fase técnica do dia anterior e a de aquecimento matinal são imprescindíveis na forma como encara a pesca?

Já sobre o "monstro", prefiro ser entendido como um principiante esforçado, com um grande orientador técnico
Já lá vão dois anos de superações pessoais e devo-as a si
Não tenho veleidades, como é desenvolvida a "sua" pesca no Makaira o premiado pode ser qualquer um
Já quanto ao número de capturas interessantes ou ao trabalho com as douradas e sargos as coisas fiam mais fino...
Na verdade, é muito mais por aí que se identificam os verdadeiros "monstros"

Abraço
João Martins

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

A todos agradeço os comentários!

Ao Filipe:

Compreendo o adjectivo, embora não me sinta bem nessa qualidade, muito porque devo a muita gente que pesca por aí e eventualmente terá alguma dificuldade em se exprimir por escrito, mas que conseguem pescas regulares e assinaláveis. Para além de que o que possa hoje saber e coloco continuamente ao Vosso dispor, ter por base a observação e dicas que esses grandes pescadores me facultaram de forma mais ou menos aberta. Daí que a minha procura não se situa na área de ser o maior!

Ao Bruno Mendes:

No fundo é o que penso, ou se acerta ou não, sendo que, salvo a situação de ter de ir para longe, tarde ou cedo, importa de facto pescar.

Ao João Martins:

A questão do "monstro" foi de facto uma brincadeira baseada em frase feita, pretendendo dizer que merece completamente o reconhecimento pela prática que tem desenvolvido!

Sobre ser esforçado... não tenho dúvidas!

Sobre a capacidade de aguentar de cara alegre e sempre activo momentos melhores ou piores... também não tenho dúvidas!

Quanto a qualquer um, poder ser premiado lá a bordo, não sendo raro, para alguns é uma sorte, o que no seu caso não se aplica!

Sobre a questão dos Sargos e Douradas, pois não sei se concordo, mas aí, o tempo e a capacidade de ler a prática são factores importantes e que você facilmente dominará!

A ver vamos!?

Abraço a todos!

Anónimo disse...

não era nesse sentido! era no sentido de seres uma pessoa com gostos requintados pelo que a vida tem de bom para oferecer e pareceres ser uma excelente pessoa! e ainda por cimas nos proporcionas leituras momentos de prazer ao quase viver as vossas "conquistas"! não pelos exemplares, (ok, só um bocadinho!) Filipe

Anónimo disse...

Ora ora, desta vez o tema (esquecendo todas as fotos para não me distrair... LINDAS!), "obriga" mesmo outros preguiçosos a se pronunciarem. Este é um tema que me é querido. Sim, sou Alentejano! Ah, e gosto. Agora a sério, sobre horas e horários já vi de tudo, já ouvi de tudo e, até, já experimentei algumas coisas. Eu até sou, quem me conhece sabe, dos que não se importam nada de levantar cedo. Sobre o ir cedo para o mar... Até gosto. Mas aquele café da manhã antes de ir, o passeio pela lota, o pastel de nata, a conversa por aqui e por ali, o pensar a saída aliciam-me mais. O peixe está mais activo de manhã cedo? É capaz de ser verdade. Mas também o é para todos (os peixes), os que interessam mais e os que interessam menos. Nesta tua disciplina de pesca, a embarcada, ainda não ando nisto há tempo suficiente para opinar, mas quando fazia (e fiz mais de 20 anos) apeada, mais importante do que a hora, eram os outros factores os determinantes (lua, mar, vento e, acima de tudo, a maré). Na embarcada, e para já, o que considero o mais importante será o tipo de pesqueiro (fundo, profundidade, etc), a altura do ano, o estado do mar e as espécies procuradas. Confuso? É normal, ainda não tenho certezas, mas espero ter contribuido para a discussão.
Parabéns ao João pelos resultados obtidos, pois se no Makaira com o Ernesto as oportunidades são maiores, também não é menos verdade que nem todos as aproveitam tão bem.
Também um abraço especial ao mestre, pelos conhecimentos que passa a quem vai com ele e também a todos os outros que, até mesmo sem pedirem, têm sempre um conselho grátis, desinteressado e dado com grande prazer

João Carlos

Anónimo disse...

para não correr o risco de ser mal interpretado e porque acho importante ser realçado e debatido vou aqui deixar aqui por escrito o que mais aprecio no teu espaço e por ordem decrescente, do mais importante para o menos (conhecendo apenas o que é apresentado aqui) .. em 1º lugar pareces ser um excelente pessoa, um bom amigo e alguém dedicado à família e amigos, que são valores que cada vez menos existem e com os quais me identifico, em segundo pareces ser um pessoa verdadeiramente apaixonada pelo mar, apaixonados pelo mar há muitos, mas verdadeiramente respeitadores do mesmo há muito poucos, porque é muito importante que se diga que a esmagadora maioria dos pescadores querem pescar tudo a qualquer preço até à exaustão, e isso temos de realçar, depois vêm as técnicas que partilhas abertamente etc que são muito uteis para quem tem acesso a este tipo de pesca, depois vem o prazer de ler crónicas muito escritas!! depois claro que gosto de ver fotos de belos exemplares e por tudo isto és o maior! Filipe

Rebolo disse...

Boas Ernesto,
Nunca me deu preguiça ao ler estes teus relatos, muito pelo contrario.
Quanto à questão em si. Para quê justificações. Quando se faz algo que se gosta e os resultados aparecem, para quê mudar.
Continuo a dizer que a culpa é dos Besugos.
Mudando de assunto, que monstro esse do João Martins, aposto que foi apanhado de manhãzinha, por volta das 7:30 :)
Se algum dia quiseres fazer uma pescaria aqui por Setúbal, já sabes, tem de ser às 8:00 na rampa ;)
Abraço e boas escritas.

P.S. que pescarias Ernesto e amigos, ficam aqui os meus parabéns.

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

A todos agradeço os comentários!

Ao Filipe:

Eu entendi Filipe! A resposta que dei era muito mais para outros leitores que pouco participam, mas que andam por aqui, não ficarem com dúvidas sobre a forma como me sinto na pesca e o que nela procuro do que para ti! No problemo! Eheheh

Ao Tiago e ao João Carlos quero dizer que partilho das Vossas opiniões, embora procure sempre tentar perceber aquilo que ainda não testei!

Gr abraço a todos.

Anónimo disse...

questão pertinente esta da madrugada, para mim é simples de explicar, não se pode generalizar a todas as pescas, se estão a pescar a 40-50 mts de profundidade o sol já quase não chega lá (penso eu), as espécies de eleição deste tipo de pesca (dourada, sargo e pargo) são espécies que passam o dia a "mariscar" e são espécies muito vorazes. se estivermos a falar de pesca costeira ao robalo por exemplo que ninguém tenha duvidas que os grandes cabeçudos comem ao amanhecer (antes do sol começar a subir) e ao anoitecer, não quer dizer que durante o dia não comam, mas que são muito mais activos nessas alturas são! (pelo menos na minha zona) já as douradas e os sargos (que são as espécies a que tenho acesso na minha pesca costeira) escolhes a maré que te convier e o local onde julgues andarem e vais à pesca à hora que for, é uma questão de dar com eles.. agora apreciar o nascer do dia enquanto fazes uma pesquinha sabe sempre bem! FIlipe

Ernesto Lima disse...

Viva Filipe!

De tudo o que tenho lido e ouvido, sem dúvida que concordo contigo.

Os peixes que se alimentam ou movimentam mais perto da costa, em águas pouco profundas tendem a ser muito mais activos durante a noite, os alvoreceres e os anoiteceres. Já em maiores profundidades, a coisa apresenta-se de forma diversa, até mesmo para o Robalo que por vezes alimentando-se em picos ou escolhos mais profundos, estão bastante activos durante o dia.

Em Sines tem uma época do ano em que os profissionais os capturam, na modalidade de pesca em barco fundeado, em profundidades significativas, com sardinha.

Eu próprio já capturei um aos 76 metros de profundidade a pescar com isca e vários, em cima de picos, entre os 30 e os 55 metros, à Zagaia.

É no entanto um peixe que em pesca vertical se apresenta pouco lutador, valendo pela sua qualidade gastronómica.

Quanto à profundidade até onde chega a luz solar, considerando vários estudos, situa-se mais ou menos entre os 100 e os 150 metros, dependendo da turbidez da água em determinada zona do do globo. Nas nossas águas, tende a aproximar-se do valor mais baixo.

Abraço

António Vinha disse...

Olá Ernesto

- Preguiça!!! Horas tardias!!!
Não meu amigo... não existem horas tardias para ir à pesca... existe isso sim, horas de ir e pronto.

- No meu ponto de vista, se antes da saída houver uma passagem pela pastelaria... se acompanharmos a nossa presença no dito estabelecimento com um cafezinho e um pastel de nata... tanto melhor.

- Já agora só uma coisa!! isso da preguiça... tens a certeza que só se aplica aos humanos?

- Será que os que saiem para a pesca de madrugada só fazem boas pescas? E os "tardios" como nós não apanham nada de jeito? Será?

Olha... continua a levantar-te às horas que bem te apetecer, porque com quem tens encontro marcado (os peixes) podem bem esperar (para saberem o que é bom).
Penso que às vezes ainda vamos é cedo demais.

Um Abraço
Toze

Ernesto Lima disse...

Viva Tózé!

É como dizes... vamos curtindo que, procurando bem, tudo indica que o peixe pode esperar!

Abraço

Anónimo disse...

boas,eu acho que o pesqueiro é como a casa dos peixes,dai se la formos por comida seja as 8h ,as 12h...e por ai sucessivamente o peixe vai comer desde que a comida seja do agrado do mesmo.é preciso +e estar em cima do peixe correctamente,sem haver irregularidades.esta ai um pargo-mitra ou é impressao?em vila nova mil fontes.tem se apanhado alguns.abraço

Sargus disse...

Viva caro amigo Ernesto...

Ernesto e Makaira, Makaira e Ernesto a dupla valentissima...

Parabéns pelo relato, parabéns pelas capturas e felicitações aos intervenientes nas mesmas, estão ai verdadeiros exemplares que qualquer pescador gostaria de ter o prazer de filar...

eh, eh, eh, felicidades e continuação das boas pescarias e companhia a bordo do teu Makaira...

Grande Abraço Ernesto

Ernesto Lima disse...

Aos novos comentadores agradeço a atenção!

Ao Sr. Anônimo...

Acho que tudo indica que sim!
Quanto ao Pargo, é um legítimo!

Mitras... ainda não capturei nenhum ali por onde ando. Na volta tenho de andar mais para Sul.

Ao Fernando (sargus)!

Viva Fernando! Prazer em ouvir-te companheiro! Há muito que não falávamos!

A ver se um destes dias nos juntamos para uns copos ou uma pesquita! Também não estamos assim tão longe!

Abraço

Ernesto

Anónimo disse...

Boa noite mestre,
As pescas na zona de Setúbal, continuam fraquinhas; pedras e mais pedras, são percorridas em pormenor, sondagens e mais sondagens, pontões e mais pontões, e tudo muito fraco; até as bogas vermelhas desapareceram; provávelmente, a temperatura da água do mar (+/- 20ºC)não ajuda; milhares de cavalas e bogas com fartura; mesmo com chumbadas acima das 200g, as pescas não conseguem chegar ao fundo, pois as cavalas e as sardas, não deixam; gastamos litros e litros de combustível na procura de novos locais, sem sucesso; ele é aos 30m, ele é aos 50m, ele é aos 80m, ele é aos 100m; ele é os "servos", ele é "s. lourenço", ele é "afiadinha", ele é "surdinos", ele é "vereda", ele é "são cristóvão", etc, etc, e pouco aparece, um ou outro pargo, uma ou outra bica, um ou outro sargo e muito pouco mais, daqueles peixes que gostamos de apanhar; será que a nossa zona de pesca, está ?; será que estamos procurando mal? será que ainda não aprendemos a ler os sinais; embora não ande nestas águas a algum tempo, mestre Ernesto é capaz de esboçar uma opinião? vou ficar atento, a algo que possa referir sobre o assunto.

Um abraço,

jsantana

Ernesto Lima disse...

Viva JSantana!

Antes de mais grato pelo comentário!

Quanto à tal coisa de mestre, é dispensável!
Quanto ao que me solicita... é uma dor de cabeça.

Setúbal é um pesqueiro complicado! tem muitos pesqueiros, mas afastados entre si e a variedade é grande em termos de tipos de fundos, sendo que se captura peixe em locais completamente inesperados face ao que se conhece.

A temperatura da água, terá influência e o peixe pode andar muito encostado a terra, enquanto o pessoal, faz milhas e milhas por fora.

Não pesco em Setúbal há uns anos bons mas tenho monotorizado algumas pescarias e, considerando a época, o que dizem alguns pescadores e o que me lembro, nesta altura do ano, a zona do Terreiroso, São Luís, Mar da Manteiga e, mais para Sul, Mar do Canivete ou da Pulga, Vale Dias, Pedra do Castelo, Zimbral e Pente, são certamente zonas a testar com Sardinha, Cavala e até uma pesca abandonada com tiras de choco ou isca viva.

É arriscado estar a dar palpites sobre uma zona em que não pesco há anos, no entanto, aconselho-lhe a leitura e visualização de alguns vídeos e reportagens que estão no blog "PESCA AQUI", cujo link está na coluna da minha lista de blogs e que sendo um amigo (Tiago Rebolo) que tem um barco que não pode ir para além das 3 milhas e tem conseguido alguns exemplares de bom porte.

Sobre os pesqueiros que lhe falei, faça-me um comentário aqui no blog, com o seu mail; eu não publico e poderei mandar-lhe algumas marcas, talvez interessantes par esta época do ano, caso não as tenha.

É o que me atrevo a dizer... mais que isto só se ainda andasse a pescar por lá!

Abraço

Ernesto