segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Workshop Procurar Pesqueiros, Sondar e Fundear... Pescar / Fundamentos, pescarias e até algum azar!?


O Título, comprido e estranho... qual imperfeita introdução que nem bate certo com a foto de abertura com  mar, pôr do sol e elementos relacionados com pesca, aquela que andei a fazer pelos mares de Sines, entre os passados dias 31 de Outubro e 1 de Novembro, intervalada com uns trabalhos no barco, outros de casa e sempre com tempo razoável, não fora as chuvadas de segunda para terça e alterações de clima que variaram continuamente permitindo no entanto alguns dias de pesca com mar relativamente calmo e algumas capturas, assim como, acontecimentos mais ou menos estranhos e até menos bons.
Neste momento da conversa, penso para comigo que a maioria dos leitores estará certamente intrigada e continuará sem entender muito bem o título ou sequer onde a conversa vai dar!?
Sem problema... eu conto!

A foto de abertura, coloquei-a porque me faz lembrar uma destas jornadas, muito boa entre as outras e também por ter o condão de me relaxar enquanto penso e escrevo.

Os dias correram calmos, pescando com o João Martins, com o Zé Beicinho, mostrando aqui um dos melhores exemplares da pesca de segunda feira, em que gozava o seu último dia de férias bem merecidas...


... exemplar entre outros do mesmo tamanho que compuseram uma caixa bonita sem no entanto aparecerem aqueles maiores que sempre procuramos. Mas deu para gozar a pesca, testar outros pesqueiros, rir, conversar e até sentir que tudo funcionava.

Outros dias se aguardavam... uma quarta feira que não se sabia de dava para pescar e uma quinta feira em que me fariam companhia os meus amigos Tózé e João Maria que de vez em quando saem da cidade do Templo de Diana e da Capela dos Ossos para me fazerem companhia pelos mares de Sines.

Mas vamos falar da quarta feira, do inesperado e de acontecimentos que pode dizer-se: justificam o tal Workshop de que fala o título.

Não era para pescar neste dia, tinha até uns amigos de Setúbal que eram para vir mas não quis arriscar, atendendo à variabilidade das condições climatéricas. No entanto de manhã, ao acordar, senti a calmaria e resolvi dar uma volta pela Costa Norte para ver o mar e, eis senão quando, aquilo estava um lago, ou quase!
Procurei a Sardinha que tinha guardada, verifiquei a vivacidade dos Caranguejos que tinha a bordo, preparei os caniços e desandei para o mar na companhia das iscas e do barco!

Naveguei para Norte do Cabo de Sines procurando a zona de pesqueiros onde tínhamos apanhado os peixes na segunda feira, pensando que talvez fossem os grandes a marcar encontro à mesma hora e no mesmo local.
A sonda não me dava grande marcação, assim como na jornada anterior, o que não invalidaria uma boa pesca, isto porque um bom pesqueiro é sempre um bom pesqueiro e com mais ou menos tempo de preparação pode vir a dar frutos, mesmo quando a marcação fornecida pela sonda mostra pouca actividade. Esta, pode variar ao longo do dia nomeadamente se existir aguagem, uma constante neste pesqueiro e neste período em que lá se pescou.
Mas porque é que este é um bom pesqueiro? Eu conto!
Imaginem uma área que sobe numa extensão significativa para 58 a 63 metros navegando no rumo E/NE, partindo irregular e abruptamente dos 72 a 74 mts. Melhor ainda, a dita subida, face à aguagem que corria para Sul, estava perfeitamente orientada, neste dia, de modo a oferecer abrigo e alimentação fácil a predadores que a procurassem, descansando da luta contra a aguagem e até procurando comida na forma dos mais pequenos por lá também abrigados. Aliás, como já a tinham procurado de forma persistente e regular na jornada de pesca anterior.
A aguagem não era muito forte, pescando-se bem com chumbada de 180 g, a 72 metros de profundidade, com uma inclinação de linha entre os 60 e os 70º face ao nível da água. Uma delícia!

Os sinais começaram a acontecer, também similares aos da última jornada... o peixe comia a espaços,  consumindo continuamente alguma coisa, mas sempre deixando alguma isca (sardinha e caranguejo), indicadores de que talvez o peixe miúdo estaria muito agarrado à beirada por força da aguagem ou até comendo a medo pela proximidade de outros que lhe metiam o medo no corpo!? Não se sabe!
Aconteceu então o que me pareceu, como direi... pouco usual pelos mares de Sines.
Não tinham passado 20 minutos de estar a "trabalhar" o pesqueiro  quando, no meio daquela imensidão de mar, carregado de bons pesqueiros, já ali num raio de uma milha náutica, onde me encontrava completamente só, oiço o barulho de um barco que navega na minha direcção, se aproxima a uma distância de cumprimento, coisa que o patrão fez, e, após alguma sondagem próxima em torno do meu fundeio, larga ferro a uma distância legal, mas, quanto a mim, demasiado próxima e mesmo na linha de aguagem onde se encontravam as minhas baixadas e respectivas iscadas.
Conhecendo a zona relativamente bem, apercebi-me que aquele fundeio não ia durar muito tempo, atendendo a que me pareceu que o ferro do outro barco tinha sido largado na base da queda onde o fundo é macio e a força da aguagem faria o barco ir à garra... não me enganei!
Não eram passados uns quinze minutos e já o dito barco derivava, obrigando a nova manobra. Quanto a esta nova manobra sobre a qual não me quero alongar em conceitos mas que me pareceu "sui generis", ela acabou por poitar o tal barco a N/NE do meu e a uma distância que achei pouco aceitável, atendendo à deriva existente. Isto porque as hipóteses de o barco descair para demasiado próximo do meu fundeio e até os pescadores a bordo ficarem a pescar sobre o cabo do meu ferro, aumentaram significativamente.
Resultado... levantei ferro e procurei zona menos atribulada.
Antes de contar o que se passou no novo pesqueiro que escolhi, importa no entanto reflectir sobre o acontecido. Ora, em termos de conceitos, vejamos:
Não tenho qualquer bocado de mar que me pertença, nem quero ter!
Embora nunca o tenha feito, compreendo que, caso se tenham algumas dificuldades em perceber onde pescar, se recorra a zonas onde se encontram outros barcos. Não critico isso!
No entanto, acho que quem assim decida encontrar os seus pesqueiros, deve ter em conta o seguinte:
- Quem já lá está, nestas situações, acaba por se desconcentrar da acção de pesca pois sente necessidade de observar o que se vai passar.
- Quem já lá está, nestas situações, fica sem perceber se os sinais e os resultados não estão a acontecer devido à proximidade e até às movimentações e reboliços inerentes e, ainda, se valerá a pena continuar a apostar naquele local.
- Todo o "trabalho" já executado no pesqueiro pode assim perder-se de um momento para o outro.
- Acredito que ninguém o faça com má intenção, mas também acredito que, não tendo estas noções, os que o fazem certamente não gostariam que lhes acontecesse o mesmo.

Concluindo... prefiro de longe que se aproximem e falem comigo. Não tenho qualquer problema em dizer o que se está a passar e até indicar as melhores zonas e locais, perto de mim, onde fundear com distâncias e alinhamentos adequados para ambos e tentar uns peixes, podendo até trocar números de telemóvel e irmos acompanhando as pescas um do outro, só nos pode beneficiar.
Tenho ainda à disposição o Workshop de Pesca Embarcada com o título: "Procurar Pesqueiros, Sondar e Fundear... Pescar"!
Esta acção já realizada em Dezembro de 2011, parece-me continuar a ter fundamento e está à disposição, para quem ache necessitar dela, no dia 18 de Novembro próximo, nas condições descritas no documento a que podem aceder clicando na imagem que se encontra no canto superior direito da página inicial do blogue, logo acima da foto de um fulano de bigode. A imagem é esta:



Em caso de necessitarem de mais informações sobre o Workshop, podem contactar-me directamente através do telefone 96 357 91 32 e/ou pelo seguinte endereço de mail
Ainda sobre o workshop, mais informo que: neste momento estão inscritas 14 pessoas, o prazo de inscrição foi prolongado até ao dia 9 de Novembro e a acção realizar-se-à mesmo que não se atinjam as 20 inscrições, conforme referido no documento explicativo, no sentido de não defraudar os interessados já inscritos.

Caso os pescadores que estavam no outro barco leiam estas palavras, não quero que fiquem a pensar que  fiquei ou estou chateado com eles, longe disso. Pretendi unicamente deixar algumas notas sobre o assunto que achei pertinentes!? Talvez não sejam, mas é o que sinto e por tal o escrevo.

Mas vamos ao resto da história!

Após levantado o ferro, munido dos conhecimentos que pretendo passar e sobre eles reflectir com quem queira participar no tal Workshop; comecei a relembrar as características de toda aquela zona de pesqueiros que pessoalmente caracterizo como o "Poço das Douradas de Norte", sem desprimor para outras nomeações locais que respeito.
O nome escolhido tem as suas razões de ser... ora tirem-se notas:

Numa área relativamente oval, com mais ou menos uma milha no sentido E - W e uns três quartos de milha no sentido SE - N/NE, apresentam-se concentrações importantes de pontões, entralhados e limpos, num fundo que varia, ao centro, entre os 60 e os 70 metros, com alguns pontões também centrais que chegam aos 54 e 58 metros. Nos limites a E, NE, N, NW e W; das sondagens e pescarias feitas, encontram-se beiradas que chegam a atingir os 49 metros na sua parte mais alta, caindo mais ou menos abruptamente para os 60, 70 e mais metros, oferecendo abrigos e hipóteses de colocação do barco que permitirão direccionar a nossa pesca para todo o tipo de exemplares, sendo a zona conhecida como muito boa na época da concentração das Douradas que se avizinha. Não sei se já dá para entender porque lhe chamo como acima referi!?
A zona em questão é fértil em aguagens, sendo raro não se apresentarem ou acabarem por aparecer ao longo de qualquer jornada de pesca, acontecendo muitas vezes sermos obrigados a reposicionar o fundeio para nos mantermos no pesqueiro activo e até, coincidir a melhoria das capturas com o novo posicionamento originado pelo rodar do barco. Tudo pode acontecer por ali!
Posso até quase garantir-vos o seguinte: naquela zona e particularmente nesta altura do ano, o peixe pode estar em qualquer dos locais apontados!? Resta-nos sondar, interpretar, procurar o pesqueiro do dia, fundear e... pescar!
Com todo esta panóplia de conhecimentos sobre a zona, conseguidos com muita procura, algumas alegrias e também dissabores, decidi dirigir-me à beirada limite a N/NE que sei ter pontões a 56/58 metros que caem para os 60/65, em fundos de entralhados e limpos, considerando que a aguagem era propícia, pois, orientada que estava o fundo da beirada, colocaria talvez as minhas baixadas no "caminho certo"!?

A sonda mostrou-me os fundos, com sinais de pouca actividade muito agarrada a eles, indicadora talvez da aguagem que se mantinha. Procurei onde colocar o ferro de forma a que o barco ficasse onde calculei que, considerando a aguagem, permitiria aceder à posição onde cairiam as minhas baixadas, respectivas iscas e... vá de iniciar novo "trabalhar" de pesqueiro!

Os sinais começaram, tal e qual como no anterior fundeio, com roubos incompletos de iscas, tanto no caranguejo, quanto na sardinha, independentemente de os colocar alternadamente no anzol de baixo e no de cima. Optei por usar sardinha nos dois, durante algum tempo e, ao fim de uns 20 minutos sem qualquer captura, sinto dois toques secos com pequenos intervalos, ambos algo afundantes e... ferro alto!
A luta iniciou-se com alguma violência e peso, permitindo identificar que algo vermelho não dava tréguas no outro lado da linha.
Aqui está ele... o primeiro do dia!


As perspectivas pareciam boas. Coloquei uma cana equipada com montagem de chumbadinha a pescar "em automático" (onde é que já ouvi isto?) e continuei nesta feliz labuta, recompensada a intervalos pela cor vermelha, como se pode ver a 3/4 da pescaria, já acomodados na geleira do costume!


A pesca continuou no mesmo tom até ao seu final que se deu no limite máximo do peso legal com um maior exemplar que atingiu os 3,500 kg.


Depois veio a foto que abre esta entrada, aquela que parece não bater certa com o título, mas que parei para fazer logo após ter levantado o ferro para voltar ao porto neste dia bonito, em que só faltou um daqueles mesmo grandes para abrilhantar a arca. Não faz mal... há-de vir em outro dia!

As perspectivas para a quinta feira que já chegava pareciam boas, embora o vento se previsse mais forte e a vaga mais alta. Mesmo assim, tudo indicava que os meus amigos Tózé e João Maria seriam brindados com um outro bom dia de pesca, mas, o certo é que só no fim de cada jornada podemos ver o que acontece. O mar não nos deixa muitas vezes acertar com contas previamente feitas!

Nesta quinta feita, pode até dizer-se que, face aos acontecimentos... tudo correu bem!

A zona escolhida foi a mesma, mas, as condições de mar e vento muito diferentes, para pior!

Mais vento, vaga bem mais alta e aguagem bem mais forte, tudo indica, não nos conseguiram dar qualquer alegria, embora os sinais, muito idênticos aos dos dias anteriores, se mantivessem. Certo é que, por volta das 14.00 horas, resolvemos levantar ferro e demandar outra zona de pesqueiros, na tentativa de salvar a pescaria, mas um dissabor estava para se revelar... na viagem de transição entre pesqueiros, de repente, o Makaira, começou a perder velocidade até que o motor foi parando com todos os indícios de não lhe chegar combustível e assim se apagou sem qualquer retorno à vida, mal grado o esforço do motor de arranque e das persistentes baterias que desisti de forçar, sob pena de também ficar sem elas.
Abreviando... verificou-se já na amarração que as natas que se formam, constituídas por humidades e impurezas no gasóleo do tanque, tinham entupido o circuito até ao pré filtro e ainda não se sabe se chegaram mais longe. Nada que, esperemos bem, não se resolva com a limpeza do depósito, do circuito e troca de filtros. Já está a ser tratado, vamos ver!?

Aqui fica o agradecimento ao meu amigo Fernando Fontes que estando por perto, de imediato se prontificou a dar-me um reboque, como se vê na foto abaixo!

Obrigado Fernando!


Um agradecimento sentido, também ao pessoal do Porto de Recreio de Sines que, como habitual, de imediato se colocaram à disposição para receber e colocar a embarcação no seu lugar, onde aguarda os cuidados necessários.
Resumindo... tudo correu bem, nunca se sentiu qualquer situação de perigo, nem teve de se recorrer a apoios de monta e, tudo indica, teremos resolução para breve.

É assim a pesca... uns dias melhores, outros menos bons e sempre uma incógnita para a qual devemos estar preparados.

O acontecido sugere para breve uma entrada sobre segurança no mar, aplicada a nós pescadores de embarcada, no sentido de aproveitar acontecimentos e erros de uns, para que todos possamos sair beneficiados nas nossas aprendizagens.

Resta-me, para já, ir degustando alguns daqueles peixes capturados e despedir-me de vós com um "até breve"!

A todos os leitores, desejo uma boa noite e que tudo corra pelo melhor em pescas vindouras!

12 comentários:

Anónimo disse...

estes relatos são uma delicia de serem lidos.. Filipe

Rebolo disse...

Boas Ernesto,
Em relação à primeira parte do post, penso que o bom senso deveria reinar mais do que na realidade acontece.E a falta dele não acontece só no mar mas também em terra nomeadamente nas rampas, mas isso são outros 500 que daria certamente mais umas milhas de conversa.
Quanto à pescaria e olhando para a arca, até tenho pena das minis ou medias, que quase não conseguem respirar só sendo possível mesmo ver a carica rodeadas de bonitos tons de vermelho.
Espero que resolvas facilmente os problemas do motor e que nos apresentes outros relatos em breve.
Forte abraço e boas idas.

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

Grato pelos comentários!

Ao Tiago Rebolo:

Essa das "médias" fex-me rir a bom rir.
Quanto à outra situação, quero acreditar que o pessoal não se apercebe dos incómodos que causa e a vontade de pescar aliada a algum desconhecimento, tendem a criar situações do tipo.
No meu caso, acho que não há necessidade... basta conversarmos que as zonas de pesca dão para toda a gente desde que se tenha algum cuidado nos fundeios e nas distâncias, como direi... talvez éticas!?

Abraço

Unknown disse...

Viva Ernesto

Mesmo com intervalos muito grandes, vejo, com satisfação, que não perdes "a mão".

Quanto a distâncias, já disseste tudo.
Espero que a "avaria" já esteja despachada.
Abraço
Vira

Augusto disse...

Viva Ernesto,

Como é bom ler este seu blog, com que claresa de detalhes você descreve os fatos e nos leva a uma viagem maravilhosa a Sines.
Foi um prazer conhecê-lo pessoalmente e espero um dia poder acompanhá-lo em uma pescaria e saborear o resultado da mesma com nosso amigo Zé Beicinho.

Um grande abraço
E estou aqui no Brasil sempre a acompanhá-lo.

Augusto

Anónimo disse...

Viva Ernesto,

Azares desses sao frequentes principalmente se é epoca ou zona de alguns peixes mais procurados, ja vi situaçoes muito parecidas.
Mas é como diz com um pouco mais de etica tudo se resolvia.
Em relaçao as mines partilho a opinao do Tiago Coitadas se houver problemas eu ofereço me para ir ai socorrer as pobress coitadas.
Como eu adoro esse tom de vermelho ai ai quem me dera ter so um ou dois desses indigenas, este ano nem velos.
Continuaçao de bons relatos e que avaria se resolva rapidamente.

Abraços Bruno Mendes

Gabriel Silva disse...

Ainda à 3 semanas me aconteceu o mesmo, felizmente o problema era sujidade agarrada as entradas de agua do motor e como tal foi fácil resolver. É necessário ter algum cuidado a navegar perto do porto, porque existe muitas algas e plásticos a andar por ali... Eu pessoalmente não sei bem o que faria nessa situação, mas creio que o meu seguro cobre despesas de reboque. Quanto ás pescarias, muito bom, principalmente as indicações que deu a norte, zona que ainda nem iniciei a exploração. Obrigado por mais um excelente artigo amigo Ernesto.
Gabriel

Ernesto Lima disse...

A todos os novos comentadores agradeço os comentários produzidos.

Ao Gabriel Silva:

DE facto logo após vendavais, yem muito lixo a entrar na marina ali de Sines. No meu caso teve a ver com a porcaria que o próprio gasóleo vai criando nos depósitos.

Quanto à zona de pesca que descrevi, a intenção é de facto deixar a nota sobre a riqueza da mesma. Tem lugar para muito barco pescar por ali sem necessidade de grandes proximidades e esta altura do ano é das melhores por ali.

Abraço

João Martins disse...


Viva Ernesto
Uma entrada com vários assuntos de interesse muito bem trabalhada!
Quanto à pesca a solo, eu bem digo e você comprova quer concorde quer não - técnica apurada, concentração total, ritmo invejável e... arca cheia de índios ou outras espécies guerreiras como resultado final

Até à próxima entrada
Abraço JM

Ernesto Lima disse...

Viva João!

Grato pelo comentário!

Só ou acompanhado, o que é mesmo bonito é achar que se vai a determinada zona de pesqueiros, se procura, se fundeia e... bate tudo certinho. Uma beleza!

Pena aqueles grandes não entrarem... ou não estavam na zona, ou não os soube capturar. Não foi por falta de tentar, variando, variando.

Fica para uma próxima!

Abraço

Ernesto

juanma disse...

Preciosa pesquera amigo Ernesto, sigo disfrutando de tus ilustraciones....

Luis Miguel Coelho disse...

Muito Bem escrito, e é de louvar existirem pessoas que ainda pratiquem uma pesca sustentável, eu todos os segundos domingos e os quartos sábados de cada mês embarco(quando o mar o permite) nessas aventuras de pescaria na Ericeira! Em Setembro vou passar uns dias ao Giz, na casa dos meus tios e espero conseguir ir fazer umas pescarias ai em Sines. Abraço, Bons Ventos e Boas Marés!
Luís Miguel Coelho