terça-feira, 30 de outubro de 2007

Que Vício!? - 28/Out/2007


Este fim de semana, não era para ir à pesca!?

Reunião de apoio, marcada para Sábado! Estar com a família no Domingo! Nada de ir para Sines! Nada de zagaias nem de pescas de fundo! Este era o pensamento reinante na minha "caixa dos pirolitos"... Até Quinta Feira!

Mas, eis senão quando, comecei a pensar que, no próximo fim de semana, também não podia ir! Epá isso não é muito tempo? E se entretanto chove? E se acontece outra coisa qualquer?

Com estes pensamentos a atormentarem a minha cabecita, resolvi abrir a net e espreitar o Winguru! A partir daqui tudo se desenrolou rapidamente! Na Sexta Feira vai estar bom! E se eu for só fazer a tarde!? Levo as zagaias (com montagens novas para experimentar)! Não tenho de comprar iscas, o barco tem gasóleo! É só chegar e arrancar para a pesca! A brincar, ainda faço para aí umas quatro horas de pesca! Está feito!

Sem mais delongas, preparei tudo, aguardei pela manhã para despachar alguns trabalhos pendentes, e zás! Eram 13.00 horas, estava em Sines a preparar o barco para sair!

Sou sincero! Este não é o meu formato preferido de fim de semana! Gosto de ir à Sexta de tarde, pescar um pouco, preparar tudo para Sábado, jantar, beber uns "canecos" com pessoal amigo lá de Sines, dormir, pescar Sábado e, calmamente, arrumar tudo e voltar para o ninho!

Mas, foi mais forte que eu! Esta estória da zagaia atormenta-me e deixa-me cheio de vontade de ir, insistir, experimentar, aprender! Que vício!!!

Pronto, cheguei ao local e atirei-me a eles! Primeiro devagar, para aquecer os braços, depois energicamente, variando as velocidades e as amplitudes dos movimentos da cana, imprimindo vida ao bocado de chumbo colorido, pesado e com dois anzóis pendurados da cabeça; um mais acima e outro mais abaixo! Mas que raio é que o peixe vê nisto!? Pensei para comigo, enquanto, por minha acção, o dito objecto se mexia com ar de louco, lá pelos 40 metros de profundidade! Digo que assim acontecia, porque previamente o testei com movimentos idênticos perto da superfície! E, de facto, aquilo não é comportamento de um peixe normal!

Enquanto estes pensamentos me assolavam e após ter testado a distância do fundo em que a amostra trabalhava, levanto a cana amplamente, como quem se quer aliviar do esforço contínuo e baixo-a outra vez, calmamente, deixando a linha bamba começar a esticar-se, mas, ela continua bamba!? Será peixe! Levanto a cana, tensa e rapidamente! Está lá! É peixe! Dá-se a luta e aí vem ele! O enxalavar? Onde está? Aqui, mesmo à mão de semear! Coloco-o por baixo do peixe e vá para dentro do barco! O primeiro já cá canta! Não é grande! Mas é mais um testemunho de que tudo funciona! O local, a amostra, o movimento, as derivas...

Tudo me parece bem! Sinto-me um felizardo e redobro a atenção para o que me rodeia: o mar, a sonda, o GPS, a manobra do barco à procura de outra deriva, paralela e perto da anterior! As acções decorrem, perdidas no tempo! Entram mais dois peixes, com a mesma amostra e em momentos espaçados! O fundo não está como de costume! A comedia é pouca e muito agarrada à pedra! Será por isso que não sinto mais movimento!? Também, já não me posso queixar! Tenho dois Pargos e uma Bica e nem sequer trouxe isca!

O vento aumenta! O tempo corre! Entra uma aguagem, contrária ao vento, que faz com que o barco se mantenha no mesmo sítio, não permitindo a exploração de fundo habitualmente proporcionada pela deriva!

Também já chega!? Tenho peixe suficiente e juntei mais conhecimento para guardar em algum recanto do meu cérebro, o que, um destes dias, me poderá valer na captura daquele... Do tal... Enorme!!! Poderei então dizer, uma vez mais, tudo valeu a pena!!!

Deixo-vos com a foto dos três da tarde e com a promessa, de melhor completar as informações sobre esta técnica, quando sentir mais segurança na sua execução!

2 comentários:

Valter Costa disse...

Cá estou eu no novo espaço. Bons pargos.

Ernesto Lima disse...

Viva Valter!
Grato pelo seu interesse!

Grande abraço!

Ernesto