domingo, 4 de novembro de 2007

"Zagaia" - Outros desenvolvimentos!

A pesca é, na verdade, algo que está sempre em movimento!
À medida que vamos experimentando e conseguindo resultados, concluímos que teremos de ter muito cuidado com a forma como passamos informação a outros, já que podemos facilmente induzi-los em erro, nomeadamente se, em vez de falarmos sobre as nossas experiências, optarmos por afirmações peremptórias. Estas são, muitas vezes, a melhor forma de errarmos quando passamos informação; para além de podermos estar a contribuir para um conjunto de erros sucessivos por parte de quem nos ouve!
As afirmações produzidas, servem de introdução ao texto que se segue, atendendo a que, esta é a segunda postagem que faço sobre este assunto, e, embora na primeira tenha salvaguardado que as amostras da foto, todas tenham apanhado peixe à minha frente, verdade seja dita, tenho ultimamente apanhado peixe com todas estas que agora mostro!
Parece-me, no entanto, poder concluir que umas não invalidam outras! Antes, se completam para trabalhos, épocas e peixes diversos, utilizando formas de trabalhar as amostras adequadas a cada uma delas!
As primeiras que mostrei (ver "Pesca à Zagaia - Amostras e funcionamento básico"), não eram movimentadas como estas! Assim vejamos:
1. As primeiras, vi-as serem usadas com derivas mais rápidas, sendo largadas até ao fundo, subidas rapidamente uns dez a vinte metros, deixadas cair ao fundo ou quase, tornar a subir rápido e assim sucessivamente.
2. No caso das que agora mostro, os resultados, sobre os quais vos tenho vindo a informar, têm sido obtidos com derivas lentas, a amostra a trabalhar muito junto ao fundo em movimentos ascendentes curtos, seguidos de descidas e subidas abruptas, no limite do comprimento da cana, tendo os ataques acontecido essencialmente quando a amostra executa a descida, verificando-se que a linha fica bamba por cima de água! Excepção feita para um Robalo, que por aqui já mostrei e que se atirou quase à superfície, parecendo-me que vinha há algum tempo em perseguição da amostra. Isto poderá querer dizer que estas amostras poderão funcionar muito bem em recuperação longa e rápida! Não sei!? Talvez alguém que por aqui ande me possa elucidar, em função de resultados que tenha obtido, de preferência, em território nacional!?
Importa referir que as amostras que mostro na foto que inicia esta entrada, são aquelas a que tive acesso e que resultaram! Isto não quer, de forma alguma, sugerir que são as melhores ou que outras não tenham o mesmo ou até superior desempenho!
Relativamente às montagens, todas foram feitas por mim, utilizando os materiais da imagem que, na sua maioria, têm dado boa conta de si!
Assim vejamos:
1. As linhas que prendem os anzóis às amostras são cabinhos, de 2mm, utilizados nos veleiros ou fio de nylon de 1,20mm. Os primeiros, ligados com nós normais de empate em argola, previamente molhados, antes do aperto; e, os segundos, ligados com tubinhos duplos de alumínio, fechados com o alicate de aperto que se vê.
2. Os tubinhos elásticos e a manga plástica termoeléctrica, decoram e asseguram alguma rigidez, embora, muito sinceramente, a maior parte das capturas tenham sido efectuadas com os cabinhos sem nada.
Alguns cuidados que, me parece, deverão preceder a acção de pesca:
1. O poço do barco deverá estar desimpedido e liberto de gorduras que possam, respectivamente, originar tropeções/quedas e diminuir a aderência dos pés! Não nos esqueçamos que estamos em esforço e à deriva, sujeitos aos balanços laterais do barco!
2. Deverão estar à mão, em locais de fácil acesso e sem impedimentos para a acção de pesca: enxalavar, bicheiro, pano grosso, alicate, faca bem afiada...
3. O uso de luvas, parece-me essencial, atendendo a que estamos a lidar com um conjunto de materiais e em condições extremamente propícias a cortes que poderão acontecer em várias situações! Por exemplo, se a amostra se agarrar ao fundo e tivermos de partir a linha, usando as mãos e com o barco à deriva; facilmente a linha dá, e, nesse movimento, cortará facilmente a carne, sendo este, talvez, o menor perigo de corte.
4. A linha de visão entre o pescador e os ecrans da sonda e do GPS, deverá estar desimpedida, permitindo ver as comedias, as variações de profundidade e as linhas de deriva, de modo a que se possa reagir conforme os sinais que se apresentarem nas respectivas leituras!
Depois de tudo o que referi e certamente de muitas outras questões que certamente não abarquei; esta é uma técnica de pesca, espectacular, absorvente..., para a qual nos teremos de encher de paciência, acreditar no que estamos a fazer e estarmos preparados para o que nos aconteceu no Sábado e que terminou conforme a foto abaixo!
Fomos zagaiar! Eu, o Zeca e o Tavares!
Resolvi explorar uma área diferente que, tendo comedia e bom aspecto, não produziu qualquer captura ou os pescadores não souberam trabalhar!
Quando fomos tentar o local onde se têm conseguido as melhores capturas, entrou vento e aguagem contra, o que não nos permitia derivar! Isto originou um dia sem capturas que terminou em almoço improvisado, como se pode ver!
Para a próxima será melhor! Veremos!?

2 comentários:

Sargus disse...

De facto é louvável a dedicação de um homem, a paixão e a sua participação à comunidade em termos de ensinamentos de uma arte em consequente transformação e optimização dos ensinamentos, reflexos e pensamentos.

Este homem é um Senhor!

Grande abraço caro amigo Ernesto!

Ernesto Lima disse...

Viva Sargus!
Epá! Eu agradeço o comentário, mas se continuas assim, tenho que trazer um pacote de guardanapos de papel aqui para perto do PC! lololol