domingo, 2 de novembro de 2008

25 de Outubro de 2008... Um relato em falta!

Viva pessoal!
Domingo, 2 de Novembro! Fiquei em terra!
Família e algum trabalho que não deve ficar atrasado, colocaram-me tarefas a que não podia "escapar"! Estou a gostar!
Embora, verdade seja dita, cada dia que não se pesca, é um dia que já não se recupera para a actividade, assim como, para todas as outras coisas de que gostamos! Difícil mesmo, é conseguir equilibrar isso, ganhando daqui, perdendo dali!
Os afectos e a profissão ficaram a ganhar, e, estou aqui para vos relatar o fim de semana passado, pondo-me em dia convosco e não deixando que a pesca perca tudo...
Fui com o meu amigo Brás e apanhámos peixe! Malgrado, por mais uma vez, não ter entrado um daqueles bichos que procurámos!
Mas, entrou muita coisa!
A Moreia que abre a entrada, pela minha mão, veio na cana do Brás, enganando-o quando da ferragem violenta e desenganando-o pela luta pesada que proporcionou após ferragem, fruto do nó que sobre si costuma dar, tornando a subida penosa, pesada e sem luta!
Ele não tirou a foto, porque me pareceu pouco interessado em agarrar no bicho! Aquilo escorrega e tem aqueles dentes todos... Mas o mérito é dele, o apoio com o bicheiro é meu e o fio de fluorcarbono que suportava o anzol e roçava os dentes do bicho, era aquele 0,40, da 7even, do qual já falei lá para trás!
Não estou a ver um fio, da mesma grossura, monofilamento convencional, por potente que seja, a aguentar-se com um bicho daqueles, sem se cortar!? Vivam os fluorcarbonos!
As capturas sucederam-se, a partir do momento em que saí do primeiro pesqueiro, um fiasco total, e, passei ao segundo! Foi alegre, este segundo pesqueiro!
Roubo de isca, Sargos de 0,7 a 1 kg, para aí uns cinco! Bicas foram sete ou oito, grandotas! Parguitos, uns quatro ou cinco, de quilo, tudo fazendo adivinhar que algo mais estaria para acontecer, mas... Não aconteceu!
O dia foi decorrendo, com o aparecimento da Dourada do fulano de chapéu, com uns óculos para o estranho e bigode a condizer.
Depois, mais uma, a Dourada do Brás, maior... E ambas, fazendo adivinhar a época que se aproxima, indicando que este pesqueiro poderá ter uma palavra a dizer, se a pesca em cima dele, se direccionar para esta espécie! Vamos ver!?


O pesqueiro tratou-nos bem, para aí... Até às 16.00 horas, começando, por esta altura, a dar sinais de que o peixe teria demandado outras paragens; insistimos, os sinais eram cada vez mais fracos e decidiram-nos a levantar ferro.

Ferro subido... O que fazer?

Vamos para o porto? Vamos ver dos Besugos de fim de tarde, ali para o molhe Oeste?

Sinceramente, devíamos ter ido para o porto! Mas não! Fomos ver dos Besugos!

Entraram poucos, logo assim que chegámos, talvez por contínuo mexer do barco de um lado para o outro e garrando, por vezes, mercê de um vento que ora Leste, ora Norte, ora mais forte, ora mais fraco, nos apoquentou todo o Santo dia!

Certo é que, uma hora, e, sete ou oito Besugos depois, decidimos finalizar a jornada e vá de levantar ferro! Só que o ferro não levantou! Ficou lá!

Uns covos ou cabos antigos, não sinalizados, permitiam que subisse um pouco, mas não havia força que o tirasse! Insistimos, forçámos, mas conseguimos, unicamente, acabar por fazer com que o cabo se partisse no cabeçote do barco, deixando lá o ferro, as ligações e uns 40 metros de cabo!

Que pena! Logo aquele grampolim maravilhoso, figura de destaque, numa entrada lá para trás; já com dois anos e tal de serviço, sem quaisquer problemas! Resta-me tentar fazer outro idêntico.

É a vida! Embora não esquecendo que, em cada vez que lançamos um ferro ao fundo, as hipóteses de ficarmos sem ele estão lá, e, são muitas! É uma questão de tempo!

Esta perda, deixou-me a pensar: "foi castigo"!

Então com uma pesca tão composta, fomos para ali fazer o quê, áquela hora da tarde!

Outros ferros, outras pescas, outros dias... Melhores ou piores, vão existir!

Até lá, uma boa noite a todos os leitores.

6 comentários:

Bruno Mendes disse...

eheheh sei bem o que é isso de covos e afins ja me aconteceu cenas iguaisa essas na Azenha e em Sesimbra, mas é como diz cada vez que la vai abaixo estamos sujeitos a ficar sem ele.
No entanto pelo relato a pesca nao foi mau de todo bem melhor que a minha que fiquei em casa :( mas é assim ha dias e dias.
Ainda nao pos aquelas questoes porque de momento estou sem computador e aqui no trabalho é uma escapadinha para ver as novidades, mas nao estao esquecidas.
Até la um Abraço e boas pescarias porque os relatos esses sao sempre bons :)

MarMaior disse...

Viva Ernesto,
Nesse sítio dos besugos,ao pé daquilo que chamo "campo de minas" , em 3 meses deixamos lá dois ferrinhos... desistimos de lá pescar. O lixo no fundo é em demasia.
Abraço
Mar Maior

Paulo karva disse...

Viva Ernesto
Essa do ferro é que foi azar, paciência. A besugada está lá, só para no fim compôr o ramalhete se fôr preciso, e parece que já estava composto. LOL
Agora aquele bicho que estás a segurar,vai lá vai, com aquela boca é preciso cuidado.

Abraço
Paulo karva

bruno mendes disse...

ora aqui estou como prometido :)
bem as perguntas são tantas mas vamos por partes:
- A pesca de com isco vivo é uma pesca realizada com a cana em repouso ou na mao? (fiquei com a sensaçao que seria de repouso)
- Como é que isca (viva) Cabeça, olhos, lombo?
- A sardinha como isco é utilizada as postas ou em filetes? e como é que é iscada? Pergunto isto porque custume iscar da mesma forma que bomboca ou cavala vou torcendo e enfiando de forma ficar travada (o que nem sempre resulta :()
-Na pesca aos pargos (por exemplo) utiliza 3,2 ou 1 anzol ? Como nao faço pesca propositada a eles pesco com 3 mas estou sempre a ouvir que pra pescar a eles deve se utilizar apenas 2 anzois?

bem por agora chega nao vamos abusar eheh

Ernesto Lima disse...

Viva Pessoal!

A todos agradeço os comentários!

Ao pessoal do MarMaior:

É verdade! Já não é a primeira vez que se me prende ali um ferro, só que desta éramos poucos e não houve força para subir os covos cá acima!

Ao Paulo Karva:

... A boca e aos dentinhos! Lol
São muitos e afiados!

Ao Bruno Mendes:

Quanto à pesca com isca viva, uso normalmente uma cana a pescar no caneiro, enquanto pesco com outra com isca morta!

O peixe vivo, isco-o normalmente pelo lombo ou abaixo da zona por onde faz as fezes, introduzindo, o anzol, entre a espinha central e aquela pequena espinha exterior que costuma ter nesse local.

Isto se tiver um só anzol! Se tiver dois montados em tandem, isco um em cada um destes sítios na Cavala, Carapau ou Boga; e, sempre só um no lombo do peixe piça!

Quanto às iscadas de Sardinha e Cavala mortas, deverás consultar uma entrada, do mês de Outubro, lá mais para o início do blog, cujo título é "Dei com Eles" e está datada de 30 de Março de 2007. Também outra mais recente com o título "Materiais... Pormenores... reflexões... De Novembro de 2007.

Na que se chama dei com eles, tem lá foto das iscadas de Sardinha e Cavala.

No Mês de Outubro tens de correr páginas até encontrares, porque foi na altura em que mudei de servidor e, todas as entradas realizadas, até essa data, no outro servidor, ficaram no mês de Outubro/2007.

Quanto aos estralhos, só uso dois! No entanto, usar três é uma opção que pode ou não resultar... É mais uma opção.

Anónimo disse...

Boas Amigo Ernesto, por acaso a mim também já me aconteceu, o ferro ficar preso nesse pesqueiro mas não foi em covos, foi mesmo em rocha.

Como o ferro endireita as unhas quando forçadas, acabou por sair.

É um pesqueiro arriscado, mas tem as suas recompensas.

Bela Moreia, essa fritinha...ui!! e Belo relato!!


Um Grande Abraço,

Daniel Rodrigues