terça-feira, 30 de outubro de 2007

Fim de Semana de Pesca 4/Fev/07


Após uma paragem de um mês e de algumas conversas aqui neste lugar, este fim de semana lá fui.

Fazer o quê? Pescar, pois então!

Não foi nada do outro mundo, mas deu para tirar a barriga de misérias.

Na Sexta Feira, fui já tarde. À hora a que consigo chegar a Sines, depois das aulas, eram aí umas 15.00 horas quando saí do porto e fui directo a uns pontões ali perto, onde fundeei.

Ao fim de uma hora e pouco tinha um parguete para aí de quilo e meia dúzia de sarguetas de bom tamanho. Entretanto, o peixe deixou de picar após uma entrada de aguagem que, com chumbada de 200 gramas, quase não deixava a baixada chegar ao fundo.

Resolvi mudar de pesqueiro, dirigindo-me ao molhe Oeste, onde é costume aparecerem uns besugos e sargos ao fim do dia, mas decididamente, nada estava no lugar escolhido. Levantei ferro e comecei a pensar nas sopas de peixe, já combinadas com o Zé Beicinho no dia anterior e em preparar a pesca de Sábado, pois para Domingo, o Wind Guru já me tinha lido a sentença sob a forma de promessa de vento moderado de Sudoeste, com garantia de volta a casa mais cedo, embora a "Patroa" me tivesse licenciado o fim de semana. É assim... não se pode ter tudo.

Como se isto não bastasse! Quando ia a chegar à entrada do porto fui abordado pela Polícia Marítima que informou que eu não deveria ter estado a pescar tão perto do molhe e que me iria levantar um auto por tal comportamento, coisa que me deixou de cara à banda, pois embora, segundo me informaram, tenha saído novo edital, eu não o consegui ainda vislumbrar, nem nas zonas informativas do porto de recreio, nem no painel exterior existente na Capitania para o efeito.
Bem... vamos aguardar e esperar que não seja nada do outro mundo, já que, até ao momento, nada tenho a dizer sobre a actuação das autoridades marítimas de Sines, nem elas de mim.

Não deixei que este acidente de percurso me estragasse o fim de semana. Eventualmente poder-me-à estragar outro, se tiver de pagar os 250 euros da praxe. Depois conto.

Preparei as pescas e iscas para Sábado, tomei um banho naquelas instalações espectaculares do porto e fui-me deleitar com as tais "sopas" e claro "fofocar" sobre os acontecimentos do dia.

Depois de uma noite bem dormida, embalado pelos movimentos do barco, fui receber a malta amiga; pessoal de Pegões, amigos de bons vinhos e petiscos, companheiros de muitas pescas, cheios de "truques" e exigentes com o pescado. São assim os meus companheiros.

O dia apresentava-se espectacular, com brisa q.b. de Oeste/Sudoeste e com vaga para embalar/enjoar, dependendo do "artista".
Montámos as pescas! Canas de 3,60, carretos montados com multifilamento e ponteira de amortecimento de 15/16 metros, baixadas com estralhos de 0,35 a 0,40 de 45 a 60 cm de comprimento, com anzóis n.º 1/0 a 3/0 (eu tinha-os avisado que íamos pescar fundo e de preferência grande).
Preparámos as iscas... Bomboca, caranguejo, lula, camarão, cavala e sardinha, frescas e salgadas.
Com tudo a preceito, saímos para o mar em direcção a um zona de pesqueiros por fora de Porto Côvo, cujo fundo é constituído por pontões que começam a 33 metros de profundidade e caem até aos 52, onde, após sondagem cuidada, fundeámos e iniciámos a acção de pesca.

A pesca não foi famosa neste local, penso que, atendendo à colocação do peixe que se situava mais por cima dos bicos, a pesca de fundo não seria a mais indicada, mas sendo esta para a qual íamos preparados, optámos por mudar de pesqueiro.
Resolvi ir mais para Sul e para fora, experimentar pela primeira vez uma zona entre pedras, a 85 metros de profundidade, que há muito queria testar pelas características apresentadas.

Chegado à zona comecei a sondar e dei com um fundo de pedra mais rasa, com marcações de peixe que deixavam água na boca. Após várias passagens no local para me assegurar de que o peixe estava de facto agarrado ao fundo, procurei posição de aproximação com a proa ao vento e assim que passei a zona, larguei ferro, calculando o calamento e deixando o vento colocar-me onde eu queria, o que consegui à primeira, com a sonda a mostrar-me a profundidade e a marcação de peixe certas.

Este pesqueiro não me enganou, pois as marcações apresentadas pela sonda verificaram-se correctas, entrando besugos, as já habituais choupas e sarguetas de bom tamanho, fanecas com medidas que há muito não via, seis pargotes entre os 0,800 e 1,200 kgs, carapaus grandes, uma pataroxa e o alfaquim que se pode ver na foto que inicia esta entrada.
Relativamente às iscas utilizadas, todas apanharam peixe com especial prestação da lula e da cavala, sendo a sardinha a que menos provou; talvez por estar magra. Não sei ao certo!?
Considere-se ainda que as iscas foram utilizadas de várias maneiras e em formatos maiores e menores, ao longo de todo o dia.

Não foi uma grande ou até assinalável pesca. Não apanhámos o que queríamos (pargos maiorzitos), mas foi uma pesca agradável, em boa companhia, num novo fundo que promete surpresas futuras.

Quanto a peixe maior, tudo indica que não andava longe devido à quantidade de comedia apresentada pela sonda e às picadas contínuas de peixe miúdo. Estou convencido que não lhes conseguimos despertar devidamente a atenção e interesse, com os menus enviados. Fica para a próxima.

Penso ainda que, atendendo à quantidade e variedade de peixe capturado, será uma zona a testar futuramente com isco vivo. Considerando alguns toques que por lá se sentiram, as surpresas podem facilmente vir a verificar-se.

Vamos ver o que acontece em próximas tentativas!

Boa semana de trabalho a todos os leitores!

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