sábado, 15 de junho de 2013

Tempo útil de pesca...


Viva Pessoal! Estão bons? Tinham saudades? Eu tinha!

Não me vou pôr para aqui a falar de dificuldades estas ou aquelas e mais chatices daqui e de acolá... para misérias já bastam os tempos que correm  mais os "artistas" do costume, nacionais e internacionais que insultam a nossa inteligência e nos roubam a torto e a direito.
Não pretendo portanto, usar tudo isto para justificar a falta de escrita, um facto evidente que até já mereceu questões do tipo: já vendeu o barco?

Certo é que não vendi o "dito cujo" e até ver, estou activo e de boa saúde, embora com alguma mágoa por não poder andar por aqui com mais assiduidade, mas caramba... na falta de entradas novas e sem querer armar ao pingarelho, podem sempre rever alguns artigos anteriores, coisa que tem por aí à farta.

Quanto a pescarias, não tenho estado propriamente parado, embora as saídas tenham sido irregulares e pouco programadas, fruto de tempos livres que não têm coincidido com condições climatéricas adequadas, coisa que, neste ano da graça de 2013, tem sido recorrente, arreliante e, consequentemente... uma chatice pegada.

Entre o Pargo Dourado de 4,300 kg que não foi fotografado por falta de bateria, quer na máquina, quer no telemóvel e o momento actual, algumas saídas se efectuaram, sempre com alguns peixes, embora sem aqueles "coisos" grandes e vermelhos. E note-se que não estou a falar de cerâmica das Caldas da Rainha.

Fui um dia a solo e outros com o Zeca, o Zé Becinho, o Fernando Fontes, o João Martins, o João Maria, o Nuno Mira e o Tó Zé; pesquei ao fundo e à zagaia, sempre meio desorganizado, em pescas de última hora e outras com hora de volta marcada, mas utilizando o melhor possível o "tempo útil de pesca", assunto que escolhi para reflectir nesta entrada, por ser o que, no meio destas pescarias meio atabalhoadas, me salvou de grades e até pariu alguns peixes que passo a mostrar, antes de entrar a sério na conversa escolhida.

Vejamos então os resultados...

O Zeca, com um Parguito que, vingando-se por ser forçado à panela, lhe espetou o dedo que sangra abundantemente.


O Fernando Fontes, com um maiorzito e um sorriso quase de orelha a orelha... coisa rara.


O Zé Beicinho, com algo um pouco maior e as decorações habituais onde o avental sempre se encontra presente.


Outra vez o Fernando Fontes, agora com uma Dourada e um meio sorriso, talvez por achar que esta deveria ser maior ou, pura e simplesmente, pela dificuldade evidente que tem em rir nas fotografias!?


Um dia de pouco peixe, com a delegação de Évora, onde o parolo de chapéu branco, está com ar feliz não se sabe bem porquê!?


E a última jornada onde a zagaia foi a técnica eleita, com amostras, em vez de Sardinha, espalhadas pelo tabuleiro das iscas...


... cana e carreto a preceito e...


... a única captura que aconteceu, já no fim de uma pescaria com hora de volta marcada e depois de ter encontrado uma linha de deriva com uma extensão enorme de fundos espectaculares e cheios de actividade que sinceramente me faz arriscar dizer que se não tivesse de me vir embora, algo mais e de maior porte haveria de entrar...


... há mais marés que marinheiros e eu volto lá com tempo e garras afiadas. Vamos ver!?

Mas vamos então falar de tempo útil de pesca... o que é isto?

Podia dizer-vos que, para mim, tempo útil de pesca é aquele tempo que começa quando saio do trânsito mais intenso de Setúbal, ali pela zona de Águas de Moura, e, a chegada à mesma zona quando volto de Sines. Mas, se assim fosse, teria de explicar tudo o que faço entre estes momentos e não me parece bem, por moroso e até talvez pouco apropriado.
Portanto prefiro a definição que a seguir produzo, por a achar mais adequada à maioria dos pescadores, considerando-a mais directa e incisiva relativamente à acção de pesca, ou seja:

- O tempo em que iscas mortas, vivas ou artificiais estão activas, no fundo ou na coluna de água, em pesqueiros ou zonas que, por características e/ou sinais de actividade, indiciem a presença ou passagem dos exemplares que procuramos, considerando a época do ano, a técnica em uso e as condições de mar e vento presentes ou esperadas. Tempo este que denominaremos como: Acção de Pesca (AP).

Um conjunto importante de factores poderá influir positiva ou negativamente na AP, quando enquadrados com os considerandos da definição, ora vejamos:

Programação da jornada:

Distância a percorrer:

Quando programamos teremos como alvo principal as espécies que procuramos que, supostamente, se encontrarão em algum lugar adequado à época, mais ou menos distante do porto de onde saímos, sendo esta distância o primeiro factor em análise.
Se por um lado, ir mais longe nos irá gastar tempo em que poderíamos estar em AP; por outro lado, considerando que face a uma determinada época do ano será mais provável encontrar os que procuramos nesse local mais longínquo, as hipóteses de a AP se tornar mais efectiva e recompensadora podem merecer este gasto de tempo em viagem.
Nesta escolha de local inicial e numa perspectiva de racionalizarmos gastos e meios, deveremos ainda ter em conta que na volta para o porto, outros pesqueiros possíveis se encontram, não vá a coisa dar para o torto, permitindo assim ter opções de qualidade em aberto.
Resumindo, vamos para mais longe e, caso a coisa falhe, vimos andando e experimentando outros locais no caminho de retorno, permitindo assim, caso encontremos um bom local, prolongar o tempo de AP, por estarmos cada vez mais perto de casa.
Um outro factor interligado com a distância a percorrer é o estado do tempo esperado.
Imaginemos um dia cuja previsão aponta para calmaria até às 12.00 horas e vento fresco que entendemos inadequado à AP em determinado local a partir dessa hora. Neste caso poderemos jogar com a escolha de pesqueiros de forma a podermos explorar um pesqueiro adequado à época, eventualmente mais desabrigado, na primeira parte do dia e considerarmos a mudança para local mais calmo, assim que detectarmos os sinais de alteração das condições climatéricas, ou vice-versa. Também aqui as distâncias deverão ser tidas em conta, atendendo à quase obrigatoriedade de, em determinado momento da jornada, efectuarmos uma mudança de pesqueiro.

Tempo de sondagem e fundeio:

Este é um tempo em que não se deve poupar, muito porque a detecção de actividade e a eficácia do fundeio, face ao ponto em que queremos colocar as nossas iscas, tenderá a ser uma mais valia na efectividade da nossa AP. Também no caso da pesca à zagaia, a detecção de actividade ou de fundos que pareçam pouco activos mas que, por localização e estrutura adequados ao uso dessa técnica, assim como, pela determinação da melhor deriva a efectuar, poderão melhorar a efectividade e consequentes resultados do nosso trabalho com as amostras, permitindo supostamente um tempo de qualidade superior em AP.

Correcção do fundeio ou da deriva:

Acontece assiduamente que, ao fim de algum tempo de pesca, as condições de mar e vento se modifiquem, provocando alterações significativas tanto no posicionamento do barco fundeado, como no rumo da deriva, originando um gasto de tempo no reposicionamento do fundeio ou na alteração da colocação do barco para que derive onde pretendemos, sendo este um tempo em que a AP estará parada, mas que tenderá a melhorá-la, atendendo a que continuaremos a colocar as nossas iscas ou a passar com as amostras nos pontos eleitos, supostamente assegurando melhores resultados.

Mudança de pesqueiros:

Este, um factor extremamente importante, atendendo a que cada mudança de pesqueiro nos consumirá um tempo significativo, roubado ou não à AP. Isto porque, se por um lado poderemos melhorar, quando a coisa dá para o torto, arrisca-mo-nos a gastar mais tempo a mudar de pesqueiros do que com as iscas na água. Aconselha-se vivamente a olhar a sonda e sentir os toques, preferindo eu, sinceramente, apostar num pesqueiro com sinais de actividade, mesmo sem estar a conseguir capturas e trabalhá-lo mudando de iscas e tamanho de iscadas ou, no caso de estar a pescar com zagaia, explorá-lo intensamente em derivas paralelas, mudando amostras e forma de as animar. Muitas vezes a hora em que lá estamos pode não ser a certa, mas o trabalho que estamos a fazer tenderá a dar frutos, mais cedo ou mais tarde, coisa a que estaremos também arriscados no novo pesqueiro, sendo que entretanto, gastámos um tempo, muitas vezes nada útil, a mudar de local.

Organização a bordo:

Preparação do material:

Para assegurar que as nossas iscas ou amostras actuam durante o máximo tempo possível, estas deverão estar colocadas em local de fácil acesso e todo o material deverá estar a funcionar adequadamente, evitando interrupções e tempos mortos que podem afectar negativamente a AP.

As iscas deverão estar prontas a ser utilizadas, de tal modo que a baixada chega e de imediato são repostas; as amostras, deverão estar em lugar onde, com um simples olhar, se escolham e assim se possam trocar de imediato. Os próximos cortes ou decisões de escolha, podem efectuar-se durante a descida da linha e antes da chegada das baixadas ao fundo.

Quanto ao material suplente para reposição ou reparação, deverá estar distribuído / arrumado em locais conhecidos e de acesso com um mínimo de deslocação na área do barco onde nos movimentamos, obviando assim reparações / reposições com um mínimo de gasto de tempo.

Em cada barco em que pescamos devemos, logo que chegamos, tentar perceber qual o melhor posicionamento da cana e carreto para iscar com um mínimo de esforço e movimentos, assim como, de todos os materiais, incluindo onde colocar as capturas, para que a acção possa ter uma continuidade regular, com um mínimo de interrupções. Não é necessário ter um comportamento tão rápido que roce o agitado, mas é importante ter um comportamento calmo, regular e contínuo que se conseguirá através do domínio quase reflexo de tudo o que se referiu sobre a preparação do material.
Uma outra preocupação, em qualquer barco, é perceber como organizar a nossa AP, evitando interferir com outros pescadores ou sermos afectados pelas suas acções, o que levará sempre a gastos de tempo com interferências negativas.

"Coisas" do Pescador:

O comportamento do pescador, de algum modo implícito nas reflexões anteriores, desempenha um papel fundamental na AP.

Os nossos comportamentos variam conforme os nossos estados de espírito que, como sabemos, podem ser facilmente afectados quando o que acontece não vai ao encontro do que esperávamos, coisa que numa jornada de pesca é fácil verificar-se. Pode não suceder de repente, mas ir sucedendo por falência sucessiva em cada momento, por vezes derivada da não programação, demasiado tempo de viagem e má escolha inicial de pesqueiro, fundeio deficiente, perder ou quebrar materiais, não capturar, enjoar e, pior que tudo, atribuir  tais acontecimentos ao material, a outros e não a nós, porque de facto não programámos, não escolhemos bem, não descansámos no dia anterior, comemos e bebemos exageradamente e, com tudo isto, os nossos grandes objectivos para aquela jornada faliram, pura e simplesmente, porque devido a erros iniciais sucessivos, dos quais nem nos apercebemos, colocámos em causa o tempo e a qualidade da nossa AP.

Os erros acima referidos tendem a empolar-se e originar outros, nomeadamente na prática de pescas direccionadas a exemplares maiores, em que os resultados podem aparecer ao fim de horas, não sendo fácil manter uma AP racional e regular, mesmo com sinais positivos dos toques. Muitas vezes, quando começamos a não acreditar, iniciam-se intervalos, descansos, comesainas..., apoiados em conceitos de horas de almoço ou horários do peixe que, na maioria dos casos, nada têm a ver com este, antes connosco e que são os sinais iniciais do nosso descrédito na AP e consequente diminuição das hipóteses de obter os resultados que se procuravam.

Alguns de vós questionarão:

- Então não paramos para almoçar? E a caldeirada a bordo... não faz parte da jornada?

Ao que responderei:

- Fará parte da jornada tudo o que entendermos, segundo os nossos gostos e sem sequer criticar tais comportamentos, aos quais adiro por vezes com muito gosto, mas o certo é que, durante a comesaina, a AP fica comprometida e, após a comesaina e a respectiva rega, as capacidades de manutenção da atenção e as reacções às adversidades tendem a ficar diminuídas, só melhorando se entretanto aparecerem capturas vindas não se sabe bem de onde, nem porquê. Para o pessoal da pesca aos diversos, em alguns locais, sempre se poderão tentar os Besugos de fim de tarde, mas no que a exemplares de maior porte se refere, tudo tenderá a comprometer-se.

Relativamente à alimentação durante a jornada, versus AP, pratico e aconselho vivamente comidas leves e fáceis de consumir calmamente, mas, com o mínimo de gasto de tempo, como por exemplo: sandes, fruta, bolos secos, água, refrigerantes ou até uma cervejola, digo uma, porque se entrarmos "nelas", tendemos a amolecer e falo com conhecimento de causa, não como fundamentalista contra as bebidas alcoólicas a bordo, coisa que não sou, nem penso vir a ser.

Resumindo, para uma rentabilização máxima da AP, em qualidade e tempo, importa preparar-mo-nos mental e fisicamente, programar, coordenar, simplificar, acreditar no que estamos a fazer e manter níveis altos de concentração e atenção relativamente ao processo e aos resultados, sempre interdependentes e sujeitos às condições de mar e vento, assim como, ao nosso conhecimento e capacidades de o aplicarmos nas melhores condições, reduzindo tempos mortos.

Considerando o resumo acima e correndo o risco de me repetir, importa realçar o seguinte: os conhecimentos sobre determinadas técnicas de pesca, localização de pesqueiros face a épocas e momentos do dia, fundeio e a nossa predisposição para os aumentar, apresentam-se como factores importantes de influência positiva, principalmente na melhoria da qualidade da nossa AP, permitindo a melhor utilização do tempo que pudermos ou entendermos despender em cada jornada.

Já só faltam mesmo os tempos úteis de pesca... os que inicialmente defini como meus e, consequentemente, aqueles outros da definição mais concreta.

Já me estou a programar para os tempos mais livres que estão para aí a chegar... depois falamos.

Uma boa tarde a todos os leitores.


10 comentários:

Os Pescas disse...



Bom dia amigo Ernesto, fico feliz por saber que está tudo bem consigo e uma vez mais, é um prazer enorme ler os seus artigos e pescarias..:-)
Um grande abraço

Luís Malabar

João Martins disse...

Viva Ernesto
Aqui está uma entrada aparentemente sem interessante mas com orientações preciosas e a seguir para aumentar as hipóteses de sucesso numa saída
Numa pesca em equipa de dois ou mais elementos num barco, sempre que possível, a subida e descida das montagens desfazada entre eles também me parece que de certo modo intensifica a acção de pesca do conjunto

Abraço JM
.

marco disse...

Ora viva,
Amigo Ernesto de facto já tinha saudades dos seus relatos e de certa forma estranhei a ausência de escrita, daí ter-lhe perguntado em jeito de brincadeira " se já tinha vendido o barco?" nunca pretendi com isso se quer ofendê-lo, ou beliscar a sua pessoa. Quanto a este relato, concordo plenamente quando fala nos comes e bebes !! Eu costumo dizer que os peixes grandes comem de faca e garfo e usam quatro talheres,(1-entradas/1-carne/1-peixe e 1-sobremesa) ou seja à que estar permanentemente atento sendo necessário toda a concentração. E no fundo no fundo eu gosto é de ir à pesca e de preferência pescar Quanto ás "gasosas" e petiscos!? Quando chego a terra faço a desforra se para aí estiver virado... lol

Cumprimentos e boas marés.

Ernesto Lima disse...

Boa tarde a todos!

Grato pelos comentários.

Ao João Martins:

A entrada foi feita numa perspectiva individual e de facto faltou esse pormenor importante, relacionado com o trabalho em equipa no que respeita principalmente ao "trabalho e manutenção relativamente à actividade no pesqueiro", eventualmente um conjunto de factores que por si só merecem talvez uma entrada própria.

Abraço

Ao Marco:

Viva Marco!

Sobre o teu comentário relativamente à questão da "venda do barco", sinceramente não me senti ofendido ou beliscado, antes lisonjeado por sentir que o que aqui escrevo faz falta a quem cá vem.

Só falei no assunto, por ter achado piada e achar por bem passá-la a outros leitores, nada mais.

Agradeço-te bastante o cuidado que me serviu de chamada de atenção para o tempo que passei sem escrever, neste ano atípico de minhas idas ao mar e consequente escrita.

Obrigado

Abraço

Anónimo disse...

Viva Ernesto,
Ainda bem que está tudo ok por aí.
Sinceramente, já estava um bocado a "ressacar" de entradas tuas. Sei que não tens obrigação de o fazer com data marcada, mas a malta habitua-se facilmente ao que é bom. E esta entrada é muito boa. Não que não goste de ver relatops de jornadas de sucesso com exemplares de luxo, mas estas mais técnicas que levam a malta a pensar são as minhas preferidas.
Sobre o que post em si, achei muito bom, com uma série de orientações preciosas que muitas vezes acabam por serem descuradas à conta da vontade de pescar o mais rápido possível.
Sobe o trabalho de equipa referido aqui pelo João Martins, estou completamente de acordo. No entanto, e como sei que podemos usar este espaço de comentários para discutir os assuntos, gostava de saber as vossas opinoões sobre o contrário do que se falou...E naqueles dias em que tudo o que chega lá abaixo desaparece num instante, sejam postas enormes, iscas mais rijas,etc, uma pausa de uns minutos não terá alguma lógica? Pelo menos uma pausa no isco que desaparece mais rapidamente (normalmente sardinha) não poderá ser benéfica? Já tive dias em que aconteceu assim (especialmente quando há muita safia, sargotes, choupas)e uma mudança tipo de sardinha para camarão, ou canivete, ou caranguejo, ou até mesmo 5/10 min sem por iscas para baixo mudou a qualidade do peixe. Coincidência? O peixe sentiu a falta e começou a ficar mais agressivo acabando por não dar tempo aos pequenotes? Qual a vossa opinião?
Abraço
João Carlos Silva

Ernesto Lima disse...

Viva João!

Grato pelo comentário.

Muito fica sempre por dizer, quando se escreve sobre qualquer assunto relacionado com pesca.

A Acção de Pesca, quanto a mim, não deve ser um acto "tresloucado" de tentar capturar peixe, nem um mar de comesainas e regas, quando não se consegue peixe às primeiras. Antes deverá ser uma acção calma, continua e pensada, em que, sem dúvida, uma paragem pode, nomeadamente na situação que referes, melhorar a qualidade das capturas e consequentemente revelar-se uma melhoria no que se refere ao uso do tempo útil de pesca. Isto porque essa é uma acção pensada com o objectivo de capturar qualidade e não um intervalo discutível, baseado em conceitos de hora de almoço (nossa) ou coisa que o valha.

E é verdade... resulta muitas vezes.

Abraço

António Vinha disse...

Olá Ernesto
Tanto tempo sem escreveres, mas... valeu bem a pena.A entrada aqui apresentada (A influencia do comportamento do pescador na acção de pesca)é, no meu entender a base de qualquer jornada de pesca. Penso também que deve ser por isso que se criam "equipas". Na minha opinião são (em principio) individuos que têm o mesmo tipo de comportamento (Os que param para almoçar; os que não comem; os impacientes; os desajeitados; etc... tantos quantos a nossa imaginação consiga alcançar.
Penso, que como em todas as equipas deve de haver um "capitão"; o responsável pela coordenação desta gente/comportamentos. Se assim for, talvez os resultados (definidos pelos objectivos) melhorem. É um desporto de equipa, embora em muitos casos não pareça.

- Já agora, e com base na ideia de; "se não têm coisas novas para ler, vão fazer revisões"..., tenho a honra de estar a comentar, o melhor blogue de pesca em Portugal.
-Se não pescamos melhor é porque não queremos, não lemos o que aqui está publicado, ou por um motivo ou outro, não conseguimos aplicar.
Isto não é um elogio, é uma constatação de um facto. Tudo, ou quase tudo está aqui escrito sobre pesca embarcada (Iscos, montagens, manutenção de barco, derivas, aguagens ;Tipo de material usado; comportamentos... é pá, é mesmo muita coisa.
- Isto já está muito mal, mas podia ter ficado pior... se tivesses vendido o Barco.

Obrigado Ernesto

Ernesto Lima disse...

Viva Tózé

Grato pelo comentário

Isto de escrever, dizendo alguma coisa, nem sempre é pacífico. Não porque falte assunto, mas muitas vezes por falta de inspiração.

A inspiração, por sua vez, está ligada ao acto de pescar, entre outras coisas e, que raio... este ano a coisa tem estado difícil.

Vamos fazer por ir mais vezes e escrever mais.
Quanto às revisões e a comentários, tudo pode desencadear artigos e eu estou por aqui de olho no assunto.

Quanto à qualidade do blogue, cada opinião é uma opinião... no que me diz respeito, sinto-me bem com o que escrevo, porque:

a) não falto à verdade;
b) tenho como principal preocupação, não induzir ninguém em erro;
c) falo do que faço e congratulo-me com os resultados de outros.

Sobre o resto, cada leitor terá a sua opinião que respeito incondicionalmente.

Abraço

Unknown disse...

Viva amigo Ernesto,
Permita-me que o trate assim.
Já acompanho o seu blog à uns largos tempos, é um deleite mergulhar nos seus artigos tão bem escritos. Aproveito para agradecer a sua generosidade na partilha e felicito-o por este seu excelente projecto.

Parabéns e muito obrigado!
Jorge Ribeiro

Ernesto Lima disse...

Boa tarde amigo Jorge Ribeiro.

Grato pelo comentário.

Fico satisfeito por saber que divirto os leitores e que contribuo para o seu gosto pela pesca, quiçá também pela leitura.

Abraço