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terça-feira, 30 de outubro de 2007

A labuta não chegou! - 18/Set/2007


Sábado e Domingo passados a pescar!
Sábado lá fora e à terra! Domingo lá fora e à terra, em locais diferentes de Sábado!
Em ambos os dias, pouco peixe e sinais fracos! Melhor Domingo que Sábado!
A quantidade foi pouca e, no Domingo, a qualidade traduziu-se em uma Bica de 1,200 e um Pargo de 1,800 kgs. Pouco peixe para tanta procura! Porquê?
Não sei!?
Os sinais eram fracos, com peixe a comer a medo e quase impercetível! Melhor quando rouba a isca com toques francos!
A aguagem ia a Sueste, coisa pouco usual, mas possivelmente, indicadora de que o peixe grande pode andar muito alvorado, a comer em outros locais!? Neste caso a pesca ao fundo em barco fundeado pode não ser a mais adequada!?
Ao abrirmos o Pargo e a Bica, verificou-se que tanto um como outro tinham cavalinhas inteiras no estômago e não as habituais comidas de fundo, como vermes, carangueijo e outros!
A temperatura subiu para os 19ºC e havia muito peixe por cima de água!
Todos estes sinais empurram-me para "corricos" e "zagaias"! O que vou testar nas próximas saídas, quando o trabalho e o tempo deixarem!?
Estas são as elações que me parece poder tirar! A época é para isso e a prática o dirá!?
Agora, só no fim de semana de 29, é que talvez lá vá!? Vamos ver!?
Os peixes apanhados não tiveram direito ao "estrelato"! Deixo-vos antes, uma ilustração da labuta!

Era uma vez um dia de pesca! 20/Maio/2007


Lá fomos para Sines, eu e a minha mulher, com carangueijo da Gâmbia, Sardinha e Cavala encomendadas a um amigo de Sines e cheios de boas intenções.
Este fim de semana é que é..., no Sábado vai estar bom e no Domingo descansamos.

Sábado, com vento qb. e vaga nenhuma, resolvemos ir ao local onde há cinco anos atrás fizemos a nossa primeira pescaria em Sines, contada na entrada "À Procura de Pesqueiros - 2.ª Parte".

Fundeei o barco, com conhecimento de causa e iniciámos a pesca.
Aconteceu aquilo que muitas vezes acontece por aqui; alguns toques, uma Sargueta e um Carapau para cima, e, eis senão quando, um deserto total..., nem mais um toque, fosse com que isca fosse.

Aguardámos, talvez tenha entrado peixe grande no pesqueiro, e vá de iscadas grandes para baixo, vá de alguma animação, elevando e baixando as iscas de vez em quando, mas vinham iguais, pelo que, ao fim para aí de uma hora, resolvemos mudar de local já que os sinais não indicavam a existência de grandes ou pequenos por baixo de nós.

Ponho o barco a trabalhar e verifico que uma das baterias "está morta". Passo para a outra e esta corresponde com a força esperada. Vou ver a bóia de içar o ferro e tudo está no lugar. Inicio a manobra e a bóia não sobe, mas o ferro vem atrás..., descubro o que se passa: tenho o ferro agarrado num cabo de "covos" ou de "naças".
Tento de várias formas. Puxo e folgo de repente. Não dá!
Resolvo cortar o cabo do ferro, emboiá-lo com uma defensa e ver a que barco correspondem as bóias mais próximas para tentar que o profissional proprietário me recupere o ferro.
Telefono para uns amigos de Sines que de imediato identificam o dono das bóias e me dizem que, em princípio, tudo se resolverá.

É assim..., não há dois dias iguais, e não vale a pena forçar a sorte, pelo que, atendendo a estar só eu e a minha mulher, sem uma das baterias e só com um ferro, optei por vir para a terra e assim transformar um fim de semana com alguma pesca e algum descanso, num fim de semana só com algum descanso.

Não vale a pena ficarmos aborrecidos. Há que aproveitar bem os momentos, mesmo quando estes não são bem aquilo que esperávamos que fossem.
Atendendo a que para a semana não posso ir outra vez (trabalho) e que para a outra terei que arranjar o ferro e tratar da bateria, só vos posso deixar uma foto repousante da "Ponta da Praia de Galapinhos", ali para Setúbal, a minha terra.

PS: aproveitei para tirar umas fotos dumas amostras, para uma próxima entrada sobre algumas das minhas (poucas) experiências a pescar à Zagaia. Têm que ter paciência e aguardar! Esta próxima semana vai ser muito dura e não sei se o tempo vai chegar para o blogue.

Uma entrada à pressa! - 07/Maio/2007


Viva a todos os que por aqui vêm dar uma vista de olhos.

Isto está mau!
Esta fase do ano carrega-me de trabalho e o tempo não dá para tudo.

Este fim de semana andei a experimentar mares de verão e outras técnicas, mas não obtive grandes resultados.

No Sábado fui pescar à zagaia, mas quando dei com um "ponto quente", o vento entrou forte e tive que me vir embora.

No Domingo fui pescar ao fundo e apanhámos algum peixe, 4 Parguitos de quilo, Sarguetas, 2 Sargos e algumas Choupas, tudo bem acima da medida.
Mas, o "artista" de Domingo, foi um robalo para aí de quilo ou quilo e pouco que, imagine-se, foi apanhado a 76 metros de profundidade, com cabeça de lula. Ainda bem que tenho testemunha.

Sobre este assunto e outros que estiveram presentes nestas duas jornadas, temos ainda que falar, mas agora há mesmo que ir ganhar dinheirito para pagar a pesca. É assim a vida.

Assim que puder volto com novas.

Deixo-vos com a foto do "artista" ao lado do Parguito maior e à frente do individuo que para aqui anda a escrever!

Mais um Fim de Semana de Peeeesca! - 17/Abril/2007


Fim de semana passado, lá fui para Sines, o meu paraíso, onde me sinto sempre nas nuvens, onde o meu pensamento sempre tende a dirigir-se para áreas agradáveis, onde o tempo não conta e, talvez por isso, passa tão depressa. Depressa demais!

Sexta Feira, cheguei pelas 13.00 horas, já com vento a querer entrar, mas fui na mesma, com a ideia de experimentar e apanhar o jantar, mas... nem isso.

A Nortada entrou de tal forma que me fez voltar para trás pensando que o tempo estaria melhor no Sábado e tinha pescas para montar, o que é sempre agradável de fazer, na calma do porto, contando com o aparecimento de um ou outro companheiro e da consequente conversa de tudo e de nada, mas interessante e sem compromissos.

Montei as pescas, revi as iscas e as encomendas das mesmas para o dia seguinte, preparei e arrumei tudo no barco, fui tomar um banho reparador, seguido de jantar e visita aqui ao blogue, para ver se o pessoal continua a visitar-me na procura de novidades. Entrei nalguns foruns e fui dormir.

No dia seguinte recolhi as iscas e fui receber os meus amigos Letras, Armando e Zé Custódio, carregados de canas, carretos..., etc., iniciando-se as brincadeiras pelos tordos estufados que vinham para o almoço e pelas pescas e materiais "sui generis", normalmente usados pelo Armando.

Lá saímos, direitinhos ao tal pesqueiro onde "Dei com Eles", na perspectiva de tornar a testá-lo, assim como testar a paciência destes meus companheiros que já vinham com um "toque de ouvido" sobre os Besugos que durante a semana se tinham apanhado na "caracola", uma zona característica a Norte do Cabo de Sines.

Claro que ao fim de hora e meia sem entradas de Pargos, começou-se a sentir no ar o peso da impaciência e eu, sempre armado em Bom Samaritano, lá fui à "Caracola", testar os Besugos.

Resultado... Besugos nada.

Rumámos a terra, a um pesqueiro conhecido por "Rebolos", onde o Armando apanhou uma Bica, eu apanhei dois Safios para aí de 3 kgs e o Zé Custódio um de 1,5kgs. Depois, o peixe deixou de picar.

Mal por mal, sugeri-lhes: meus amigos vamos mas é acabar o dia lá no pesqueiro dos Pargos, porque da maneira como isto está a correr, se calhar, não devíamos ter de lá saído.
Lá fomos, fundeámos, diversificámos iscas (sardinha, cavala, caranguejo e bomboca) e aguardámos.

Acabaram por entrar um Parguito e duas Abróteas, como se vê na foto, nada de mais, mas melhor que nada.

Sobre as elações a retirar do dia:

- Não se sabe se não teria sido melhor manter-mo-nos no local inicial, embora eu pense que sim.
- Foi um dia que, segundo o conhecimento sobre outras pescas efectuadas, correu mal para muita gente, o que pode indicar que o peixe, duma maneira geral, se comportou de forma desconhecida, para a maioria de nós.
- Não havia qualquer aguagem, tanto fora, como à terra.
- As marcações de peixe eram boas, excepto na zona dos Besugos.
- Ninguém me tira da cabeça, que devia ter ficado no local inicial, só assim poderia agora aferir sobre o mesmo, comparando luas, ventos, marés... Sei lá!? Tanta coisa.
- Talvez devesse ter procurado pesqueiros mais a Sul, se bem que quem para lá foi também não apanhou, embora este factor não seja, quanto a mim, preponderante.

Os Tordos estufados estavam muito bons, o vinho de Pegões também e, com muito trabalho, ainda se apanharam uns peixitos. "Chorar" para quê?

Para a próxima vai ser diferente. Veremos!?

Saudações a todos os leitores que, espero, me continuem a visitar, embora sejam um bocado mudos!

O local onde "Dei com Eles" continua produtivo! - Sábado de Páscoa, 8/Abril/2007


A vistoria e a manutenção anual do barco preencheram-me a semana, de Terça a Sexta.
Uma semana em que o meu pensamento deambulou continuamente pelo último local onde pesquei, por razões óbvias, atendendo aos resultados obtidos.

Claro que na Sexta à tarde, encerrados os trabalhos chatos, em conjunto com os meus amigos Zeca e Tavares, preparámos a pesca de Sábado e, depois de um jantar revigorante, fomos descansar e sonhar com mar e peixes enoooormes.

Manhã nascida, pequeno almoço tomado e eis que nos dirigimos para o local que mais uma vez provou a sua produtividade, não em quantidade mas em qualidade das capturas.

Não foi fácil fundear o barco onde queríamos e os resultados não foram, nem de perto, parecidos aos da última vez que lá pescámos. O pesqueiro, no entanto, continua a revelar-se extraordinário, já que as marcações de sonda são bastante intensas e os toques de peixe miúdo não param.
Desta vez, apanhámos oito pargos e uma bica, tudo do mesmo lote, 1 a 1,5 kgs, todos com iscadas de boboca e lula congeladas. A sardinha e a cavala não apanharam nem um.

Os resultados obtidos, levam-me a pensar nas seguintes variantes possíveis:

- Os pargos maiores não estavam lá, ou o que me parece mais provável, agora que me debrucei sobre o assunto, poderiam estar mais altos, ou noutra zona do pesqueiro, com condições mais favoráveis, para eles, claro.
- A bomboca e a lula, serão mais atraentes para os "miúdos" que para os "graúdos", atendendo a que no mundo animal a regra do "máximo de calorias para o mínimo de esforço", está sempre presente, não me parecendo que um pargo, de 4 ou mais quilos, faça uma deslocação de várias dezenas de metros, com aguagem significativa que estará sempre contra si, para comer uma sardinha e muito menos uma bomboca, se perto de si tiver comedias fáceis.
- Entretanto descobri que em torno deste local existem pelo menos mais dois pontões, cheios de comedia que não sendo tão grandes, têm tamanhos consideráveis e prenchem uma área de +/- meia milha quadrada, o que oferece hipóteses variadas de alimentação aos nossos amigos.
- Estando os sinais, que sentimos, idênticos aos da última pesca, não quisemos arriscar mudar de local, já que, quando pensávamos nisso entrava um Pargo, e claro que de imediato renovávamos as iscadas e a atenção no que poderia acontecer em seguida.
- Eventualmente estes acontecimentos poderão estar relacionados com a Lua Cheia que talvez tenha influído no comportamento do peixe, dificultando consequentemente a vida ao pescador.
- Parece-me ainda que não teremos ficado tão próximo da parede do pontão como da última vez, o que se deveu à presença de uma aguagem mais forte e ao receio de cairmos muito para cima do pontão, mas também, os sinais estavam lá e fomos ficando por ali.

Sobre as considerações anteriores e outras que poderemos não ter tido em conta, pode referir-se que:

- Não se pode pôr em causa a qualidade do pesqueiro, atendendo à leitura da sonda.
- Todos os "toques" e demais sinais indicavam que o peixe estava lá.
- Não lhes apresentámos (aos grandes), quantitativa ou qualitativamente, os argumentos necessários às suas necessidades ou estas estavam colmatadas de outra forma.
- Não sei até que ponto a minha aversão em utilizar engodo ao fundo, não terá contribuído para o insucesso relativamente a exemplares maiores, mas, se assim foi, fui bem castigado porque não apanhei nem um parguito. Talvez porque estive sempre a pescar com iscadas grandes de sardinha e cavala!?
O Zeca è que se bateu bem... com sete dos oito apanhados, e, viva a Bomboca!

Enfim... O dia estava espectacular, o petisco era bom (carne frita e pão, tudo alentejano), a companhia excelente e acho que aprendemos algo mais sobre esta zona de pesqueiros e sobre o nosso comportamento técnico neste tipo de pesca.
As dificuldades encontradas e os erros cometidos, parecem estar continuamente a fornecer-nos mais "armas" para utilizar em próximas saídas.

Estou "que nem posso" para lá voltar.

Uma Páscoa Feliz para todos os leitores.


PS: infelizmente, quando fui tirar fotografias, a máquina não tinha bateria (q'a estúpido), pelo que vos ofereço o mar e falésias da Zambujeira do Mar.